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justsmile

04
Nov16

Não é preciso muito para viajar

(Imagem retirada daqui)

 

Em dias que ando a preparar a minha próxima viagem, lembro-me de ouvir vários comentários de pessoas que ainda consideram que viajar é coisa de ricos. Diga-se de passagem, eu de rica não tenho absolutamente nada!

Em pleno século XXI ainda há pessoas que quando sabem que vou viajar questionam-se se me saiu o euromilhões, se sou rica ou se são os meus pais que me sustentam. Pois a essas pessoas apenas digo 'só não viajas porque não queres.'. Hoje em dia viajar é uma coisa tão acessível como comprar uma televisão LCD XPTO ou um computador. Aliás, as minhas últimas viagens ficaram bem menos que isso. Quando digo que um fim-de-semana em Madrid fica por menos de 130€ por pessoa ou que fui quatro dias a Paris por menos de 400€, as pessoas pensam que estou a mentir. Mas a verdade é que isto da internet, das companhias aéreas LowCost e empresas como o Booking são fantásticas para preparar viagens a baixos preços. A competitividade entre hotéis e sites de compra é tão grande que os preços têm vindo a baixar. É verdade que ainda há destinos caros. É óbvio que viagens para lá do continente Europeu são mais caras e até que se queres ir para um hotel de 5* vais ter de pagar por isso. Mas quem é jovem e gosta de viajar não precisa de um bilhete de avião de primeira classe e muito menos de um hotel cheio de luxos. Para viajar basta a malinha pequenina, o voo mais barato e o hotel mais central possível e que caiba dentro do orçamento reduzido.

Acredito na frase 'viajar é a única coisa que compras que te torna mais rico', aprendemos tanto sobre nós próprios que mudamos a nossa maneira de ser, a nossa maneira de explorar as coisas e até de crescer. Viajar não se tornou apenas num momento de lazer, mas de crescimento pessoal. Acredito que as pessoas que viajam são mais felizes e mais dadas ao mundo. Pelo menos eu sou assim, sinto-me assim de cada vez que viajo. E para isso não é preciso muito dinheiro, apenas é preciso:

1. Paciência. Paciência para longas horas de pesquisa de viagens nos mais variados sites de companhias aéreas. Paciência para procurar o hotel ao melhor preço e com a melhor localização. É precisa paciência para durante alguns tempos todos os dias ir verificando isto e aquilo para conseguir selecionar a opção mais económica.

2. Decisão. É necessário ter uma boa capacidade de fazer decisões na hora, seja para o voo, seja para o hotel, não deixar fugir as melhores oportunidades para depois nos arrependermos.

3. Orçamento. Acho que esta é das coisas mais importantes, definir um orçamento. Tem de ser um orçamento real, definido com todos os preços que foram sendo averiguados e com as coisas que se querem fazer e até comer durante a viagem. Desde que comecei a viajar que nunca ultrapassei o meu orçamento e nunca deixei de fazer o que queria fazer.

4. Poupanças. Normalmente o grande SE de viajar é a parte financeira, a minha também é e por isso não viajo mais, mas há formas tão simples de poupar que nem se dá por ela. Quando fui a Paris poupei durante um ano todo o dinheiro que me foi dado de prendas, de sessões que dava ao domicilio e de dinheiro que ia sobrando na carteira. Agora, para a próxima viagem não poupei muito porque estive desempregada, então como a viagem está a ser planeada apenas para Fevereiro, eu e Ele decidimos que até lá não damos prendas um ao outro, seja de natal, aniversário e outros afins. Se pouparmos aos bocadinhos na hora de viajar não dói, só não dói como não vemos o dinheiro a sair da conta.

5. Não se ser esquisito. Vamos lá ver, se queremos viajar de forma económica não podemos ser esquisitos com o avião que não tem lugares marcados ou com o hotel que não tem lençóis de seda ou que o pequeno-almoço é mais fraquinho. Se queremos viagens económicas não podemos ser demasiado exigentes, há que escolher o que parece melhor, mas sempre dentro de um orçamento realista.

 

Hoje em dia viajar não é só uma questão de riqueza, é uma questão de opção. É uma questão de prioridades e cada vez mais acredito que é uma questão de se ser menos materialista. Prefiro continuar com o meu carrinho de 98 e com as minhas botas roçadas, do que deixar de viajar. Em pleno século XXI não é preciso ser-se rico para viajar, é simplesmente preciso ter-se uma mente aberta.

26
Out15

Como viajar a Low Cost?

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(Imagem de Just Smile) 

 

Adoro viajar, uma das minhas maiores ambições é viajar muito. Tenho uma lista interminável de locais que gostava de conhecer e desde pequena que os meus pais incutiram esse gosto em mim. Visitávamos Portugal de lés-a-lés numa carrinha Ford Transit e mais tarde começamos a sair do país, Tunísia, Madeira, Madrid, Tenerife e Canárias foram locais que visitamos e alguns mais que uma vez. No entanto, a crise atacou-nos à porta e uma volta de 180º mudou a nossa vida. Só quando comecei a namorar com Ele é que voltei a passear como tanto gostava, também porque comecei a ser independente financeiramente.

E apesar de as condições financeiras não terem mudado drasticamente, eu e Ele continuamos a gostar de passear, seja cá dentro ou lá fora. E o mais giro? Sou extremamente poupada e conseguimos sempre viajar abaixo de um orçamento pré-definido. Viajar, hoje em dia não é caro, é apenas necessário ter-se paciência e pesquisar-se muito. Isto, porque não sou uma mulher muito aventureira para viajar com pouco dinheiro, como a Magda sugeriu (mas admiro imenso quem o consegue fazer), mas ainda consigo viajar muito barato.

Conselhos para quem quer realizar sonhos a baixos custos:

1. Pesquisar em várias companhias: Questões a ter em conta, a bagagem, o seguro de vida, localização do aeroporto.

Hoje em dia são inúmeras as companhias aéreas que têm preços bastante económicos para viajar para dezenas de destinos, e conforme as nossas opções a viagem vai ficando mais barata. Normalmente não levo mais que uma bagagem de mão (a não ver que a companhia permita duas bagagens de mão, a Ryanair já o permite), o que for extra implica sempre custos. Na hora de comprar os bilhetes o seguro de vida fica sempre para segundo plano, nunca o adiciono e informo sempre os familiares que se por obra do acaso acontecer algo a nada têm direito. Por fim, a localização do aeroporto é importantíssima. Normalmente, as principais cidades europeias têm mais que um aeroporto e é necessário verificar a sua acessibilidade ao vosso destino, pois pode não compensar pagar menos 10€ por um bilhete de avião para um aeroporto mais longe, se depois a viagem de táxi/metro/comboio for mais de 10€. Ainda a lembrar, comprar o bilhete antecipadamente é sempre uma óptima opção, pois os preços são mais apelativos e não façam como eu que nos últimos que comprei decidi esperar pelo dia seguinte para comprar e a viagem já ficou mais 30€ aos dois.

2. Pesquisar a estadia em sites com várias opções: Ter em atenção, localização, tipo de estadia, promoções e custos extras.

Existem vários tipos de alojamento, hotel, hostel e apartamentos. Já experimentamos de todos e não temos nenhuma razão de queixa das nossas estadias, normalmente pesquisamos em sites como Booking e Trivago, mas aprendemos que o ideal é ir sempre ao site original da estadia que estamos a pensar em adquirir, pois existe sempre a possibilidade de eles terem melhores opções e promoções do que as que os outros sites oferecem (já nos aconteceu mais que uma vez). A localização da estadia é importantíssima, nós optamos sempre perto de um metro e o mais central possível, contudo por vezes o preço não compensa e estamos mais atentos às estações de metro próximas. Ao marcar a estadia em sites genéricos vejo sempre os comentários, eles dão-nos uma imagem se o hotel vale ou não a pena. Os custos extras são referentes a cauções, no caso de apartamentos, utilizações de toalhas em hostels, e a taxa de pernoitar dentro de uma cidade principal.

 

3. Definir os locais a visitar.

Dependendo do número de dias é importante definir aquilo que queremos visitar e fazer uma espécie de cronograma, imaginando o tempo que se demora em cada uma das visitas e deixar sempre uma margem de manobras de forma a conseguir visitar as coisas com calma e aproveitar o melhor possível de cada experiência. Hoje em dia, com a disponibilidade da internet, é já possível comprar bilhetes online para várias atracções turísticas, o ideal é comprar pela internet para não se perder tempo em bilheteiras. A desvantagem de comprar online? Apenas os horários que alguns locais obrigam a cumprir, daí a importância do cronograma da viagem. Atenção que ainda há packs que permitem visitar mais que um local por um preço amigável, é necessário verificar se esses locais nos interessam e se o preço compensa. O Google maps é uma excelente ideia para definir os locais e as suas distâncias.

4. Definir um orçamento.

Mais que os bilhetes e o hotel, normalmente é nas visitas, deslocações, alimentação e lembranças que os orçamentos descambam. Após termos os preços da viagem e do hotel eu e Ele definimos sempre um orçamento possível, que inclui alimentação e tudo o resto. Para poupar tempo e dinheiro costumamos encontrar um pequeno mercado para comprar lanche e metemo-lo na mochila para conseguirmos visitar o que desejamos, o jantar costuma ser a refeição feita com mais calma e ainda assim vemos preços em vários restaurantes. Lembranças, também vemos em mais que uma loja e são sempre coisas pequenas, apenas para os pais e uma para a nossa futura casa.

5. Conselhos de quem já viajou.

- Nas principais cidades europeias, existem packs de bilhetes do metro para 2 ou 3 dias em que as viagens não têm limites. É o ideal, apesar de se andar muito a pé, o regresso ao hotel custa menos e para as atracções mais distantes é perfeito, pois normalmente têm sempre uma estação do metro perto.

- Andar com um mapa é realmente das melhores coisas, não só sabemos a localização das coisas como prevemos mais ou menos o tempo que se demora a chegar entre uma e outra.

- É impossível não se provar a gastronomia local, pode não ficar tão em conta, mas é a mesma coisa que irmos a Lisboa e não provarmos os pastéis de Belém ou ir ao Porto e não beber vinho do Porto.

- Ao chegar à cidade a primeira coisa é ir ao hotel, primeiro para ter uma melhor noção da sua localização, mas também para deixar a mala e guardar alguns panfletos que estão sempre disponíveis ou até tirar algumas dúvidas.

- Andar sempre com snacks e água na mochila, ao passear acabamos por perder a noção do tempo e por vezes a fome aperta e não existe nada economicamente acessível para matar essa fome (alimentação em atracções turísticas são ridiculamente cara, já cheguei a pagar 5£ por uma coca-cola).

- Atenção às mochilas, nunca me aconteceu e espero que nunca me venha a acontecer, mas surgem casos de carteiras desaparecidas ou outros objectos de valor e por isso nunca os tenho nos bolsos exteriores da mochila. Assim como, em locais mais movimentados a mochila anda à frente e não nas costas.

E por último, Aproveitar. É necessário ter-se em conta o dinheiro (eu que o diga), mas viajar não é gastar dinheiro é investir na cultura, na alma e em nós próprios. É uma experiência que trará novas histórias para o resto da vida.

 

E vocês? Têm mais dicas a dar? Aceito, porque eu e Ele já andamos a preparar a próxima viagem.

 

P.S.: Em todos os passeios e viagens que fiz com Ele, temos sempre ficado abaixo do orçamento e essa é uma das melhores sensações quando já vimos a caminho de casa.

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