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justsmile

08
Mai19

Compras no Continente Online

(Imagem retirada daqui)

        A minha vida não é cheia de momentos livres e de horas que posso facilmente perder a ir às compras. Aliás, a última vez que fui às compras foi nas minhas férias. Trabalhar e estudar seis dias por semana tem-me impedido de aproveitar realmente a vida, pelo menos da forma que gostaria, e se há coisa que não me apetece mesmo fazer quando finalmente tenho umas horas para descansar ou para aproveitar, é ir às compras. Não sou aquele tipo de pessoa que indo às compras relaxa e descontrai, muito pelo contrário, o que mais me apetece fazer quando chego a um shopping é voltar para casa. Não tenho no meu sangue o gene das compras e acabo por ficar bastante frustrada em ter de ir às compras em vez de, por exemplo, estar numa esplanada a apanhar sol ou simplesmente estar no sofá a ver um filme.

       No entanto, durante este tempo todo houve sempre uma excepção. Já fazia compras de imensas coisas online, calçado, roupa, livros, presentes e por aí adiante, aliás, até fiz aqui uma lista dos meus sites preferidos. Contudo, ainda não tinha arriscado em comprar alimentos online. A vida de estudante e trabalhadora (mas que raio tinha eu na cabeça quando me inscrevi na pós-graduação???) tira-me bastante tempo e acabei por experimentar o Continente Online. Depois de um dia de trabalhado, em que cozinhar foi uma aventura de tão vazio que estava o frigorífico, e sem tempo para ir às compras nessa semana, decidi experimentar fazer as compras online. Sentei-me no sofá, com a lista de compras ao meu lado e lá comecei a adicionar as coisas ao carrinho. E sabem quando gostei mesmo da experiência? Quando dois dias depois, à hora combinada, as compras me apareceram à porta sem qualquer tipo de trabalho.  Compras super bem arrumadinhas no saco, o peixe fresco e os legumes tinham óptimo aspecto e nada surgiu amachucado ou apertado. Além da vantagem de se poder devolver os sacos utilizados para não criar desperdício, nem despesa. Achei aquilo tudo fascinante e voltei a repetir a proeza, mas desta vez com o Click and Go do Continente, pois pessoa pobre quer poupar os máximo de dinheiro que conseguir e só este serviço está disponível. Num outro dia, depois do trabalho, Ele ficou a fazer o jantar enquanto eu decidi ir buscar as nossas compras. Não fiquei com metade do fascínio. Esperei imenso tempo para receber as minhas compras e só a viagem que fiz, pois ainda são poucos os continentes disponíveis com este serviço, não compensou e prometi a mim mesma que nunca mais cairia no erro de utilizar o Click and Go.

       Não sei se estarei a ser demasiado conformista ou se simplesmente quero conseguir aproveitar o pouco tempo de descanso que tenho comigo e com os meus e por isso as compras online têm sido uma das maiores ajudas. É fácil fazer as compras em menos de meia hora, pagar quando as receber em casa e ainda ter direito a um miminho que o Continente nunca se esquece de enviar. É oficial, estou completamente rendida às compras online, até para comida! Quando é que o Lidl começa a pensar em algo assim? 

13
Ago18

Loucuras do fim-de-semana

         Como toda a gente sabe, um casamento é um verdadeiro tombo para a carteira, uma espécie de queda livre da conta bancária, mas sem a sensação de conforto de quando se põe os pés no chão. No entanto, a vida continua e as contas continuam a surgir e as necessidades também. Umas das minhas resoluções de 2018 para o meu lado mais minimalista era comprar coisas para substituir as outras e apenas o estritamente necessário. Queria apostar na qualidade e não na quantidade. Ao longo do tempo e aos poucos tenho vindo a mudar o meu guarda-roupa para peças mais duradouras, mais caras, mas que pelo menos me permitirão substitui-las com menos regularidade (pelo menos essa é a minha esperança). Tenho tido mais cuidado com o que compro, desde calçado a calças, admito que uma ou outra vez ainda comprei peças mais baratas e com evidente menor qualidade, mas apenas pela necessidade e por realmente gostar delas (o verão exige mais trocas de roupa e lavá-las com maior regularidade).

         Uma das últimas compras de acessórios que comprei foi uma carteira na Zara para o dia-a-dia. Nunca tinha comprado lá carteiras, as últimas de dia-a-dia que tinha tido tinha-as comprado na Stradivarius e cada uma chegou a durar cerca de dois anos (ok, no final já estavam com péssimo aspecto). As minhas carteiras vão até chegar a mau estado por uma simples razão, só tenho duas carteiras, uma para o dia-a-dia e outra mais pequena para o fim-de-semana. Odeio andar a trocar de carteiras e ainda gosto menos de quando me esqueço de coisas na passagem de uma carteira para a outra, o que me levou a optar há cerca de quatro anos a manter apenas uma carteira para durante a semana e levá-la até à exaustão (uma excelente solução para alguém como eu!). Em Novembro de 2017 a carteira da Stradivarius já estava a dar os últimos suspiros quando na Black Friday comprei uma da Zara que andava a namorar há meses, mas que esperava que baixasse o preço. Era linda e tinha tudo a haver comigo, mas foi uma das piores compras que fiz nos últimos tempos. A carteira não tem um ano e já está a estalar, a rasgar-se de lado e a perder o tom de preto dos rebordos. Está simplesmente horrível em apenas nove meses! Mais do que frustrada pela compra fiquei triste porque adoro a carteira e na altura ainda a namorei imenso tempo. Decidi então que ao comprar uma carteira nova iria cometer uma loucura e comprar uma Bimba Y Lola, caríssimas de natureza, mas que muita gente apelida de duráveis (aliás, ainda quando comprei a da Zara disse que a minha próxima carteira seria da Bimba Y Lola).

           Ora, com a carteira da Zara a dar os últimos suspiros decidi nesta época de saldos cometer a loucura de dar uma fortuna por uma carteira da Bimba Y Lola, mas com a esperança de que dure uns quantos anos! Não sou uma pessoa de me cansar das coisas que realmente gosto e a verdade é que adoro algumas das carteiras da Bimba Y Lola (não andasse eu a namorá-las há quase dois anos!) e decidi que o investimento valeria a pena, pelo menos é o que espero. Fui tentar comprá-la este fim-de-semana na loja, mas estava esgotada e encomendei-a pela internet. A sensação de peso na alma por gastar tanto dinheiro numa carteira permaneceu durante alguns minutos, mas a ideia de que ela irá durar muito tempo agradou-me imenso, além de que estou completamente apaixonada pela dita! Depois de uma compra destas só espero mesmo que valha a pena e que dure uns quantos anos na minha mão, espero que o dinheiro investido tenha valido a pena.

      Saindo do shopping sem nada para mim, mas também só ia com a ideia da carteira e nada mais queria comprar, reparei na minha visão periférica num macacão vermelho da Cortefiel lindo! Prestes a descer as escadas rolantes, fugi para a montra e verifiquei o preço, não muito barato, mas estava com menos 20% do que o valor apresentado. Namorei-o um bocadinho, pensei em todos os contras de usar um macacão e no momento em que ia virar costas diz-me Ele "Não vais experimentar? É mesmo giro.", e era! Era a minha cara, vermelho e com pintinhas, por favor, tudo gritava a dizer que era a cara da Just (até o meu vestido de noiva tinha pintinhas!). O lado racional dizia que ir de macacão à casa-de-banho é uma trabalheira, que não estava propriamente a precisar de uma peça de roupa daquele género e que não era tão barato quanto isso. No entanto, o lado emocional (nossa! já nem me lembrava de fazer compras com o lado emocional!) gritava alto e bom som "É a tua cara!". Com alguma insistência d'Ele, que está sempre a dizer que só quero comprar livros e que me desleixo com a roupa, decidi dar-lhe uma oportunidade e experimentei o dito. Pronto, caldo entornado! Para quem não ia comprar roupa, para quem não precisava de roupa, descambei e saí da loja com um macacão pouco prático, mas lindo!

          Este fim-de-semana foi realmente um fim-de-semana de fazer umas quantas loucuras, algo a que não estou minimamente habituada! Apesar de tudo, de saber que foram peças um bocadinho mais caras do que aquilo a que estou habituada, estou na esperança que sejam peças para durar vários anos, pois só assim valerá o investimento. Quem diria que a Just se iria perder nas compras durante o fim-de-semana!

19
Abr18

As compras online estragaram-me!

(Imagem retirada daqui)

 

       Nunca fui muito adepta de compras. A única coisa que me dá realmente prazer comprar é comida e livros, vá-se lá perceber! Desde que me lembro de ser gente que nunca tirei grande partido de ir às compras. Nunca fui o tipo de mulher que recorre às compras como terapia e muito menos como um momento de lazer. Acho que a moda nunca se encaixa na minha personalidade, não tenho a menor paciência para estar em sítios cheios de gente e nem para andar a experimentar peças de roupa, já para não referir as inúmeras vezes em que me apaixono por coisas completamente fora dos meus alcances financeiros. Todos estes factores, juntamente com a tortura da adolescência de encontrar roupa que me servisse ou que me ficasse bem, fez de mim uma adulta que está longe de ser apaixonada por compras. Odeio ir para shoppings e ao fim de uma hora já começo a ganhar urticária de andar à procura de alguma coisa e não encontrar. E quando vou realmente com vontade de gastar dinheiro e não encontro nada ao meu gosto? A tortura duplica-se, até porque raramente tenho desses ataques.

      Desde que trabalho que comecei a deixar-me levar pelo mundo das compras online, mesmo que as vá levantar às lojas. Acomodei-me por procurar peças de roupa, livros, calçado e até coisas para o enxoval, a partir do conforto do meu sofá. Sou capaz de visitar todas as lojas online e procurar o que gosto ou simplesmente 'passear' por algumas páginas a ver se encontro algo que me apaixone, seja em sites estrangeiros como portugueses. A procura de coisas online tornou-se num dos meus momentos de mulherzinha à procura de uma carteira bonita, de um vestido catita ou até de uma pulseira para o casamento. Vejo tantas vantagens nas compras online, em sites fiáveis, é claro, que dificilmente encontro vantagens em sair de casa e ir procurar o que preciso. Adoro a forma como os sites estão organizados por categorias, estou fascinada com a forma como fazem promoções online a quem já tem conta na loja ou até a facilidade com que encontro o que quero, para procurar uma camisola não preciso de ver vestidos. Adoro a objectividade da coisa e adoro a facilidade com que posso comparar preços sem ter de cansar as minhas pernas ou até os meus neurónios, até a forma como controlamos o preço do objecto desejava é visto como um ponto extremamente vantajoso!

       O que nunca pensei que aconteceria ao começar a habituar-me a fazer compras online é que perdesse todas as minhas capacidades para ir a lojas. Já não foi a primeira vez que senti a 'coisa' acontecer, mas este fim-de-semana que passou confirmou a minha premissa. A minha irmã veio ao Porto e ficamos de nos encontrar num shopping para comprar umas coisas que precisava. Fiz com ela uma coisa que já não fazia há muito tempo, pois ultimamente já vou com um objectivo definido e não me costumo distrair, entrar em todas as lojas e mais algumas. Foi então que em mim começou a crescer alguma impaciência, um desconforto e a incapacidade de encontrar algo que agradasse aos meus olhos. A confusão das lojas, mesmo estando minimamente arrumadas, não me deixou focar e encontrar aquilo que ela pretendia. No meio de tanto estímulo, tantas cores, tantos padrões e tantos tipos de peças, tive a incapacidade de encontrar algo bonito e que servisse às necessidades, não numa loja, não em duas, mas em todas as que entramos. Percebi então que estou de tal forma habituada a ver todas as coisas que preciso online que perdi a capacidade de me focar, de procurar e de ver as coisas todas misturadas no meio físico. Já para não falar do nervosismo e a ansiedade que a partir de determinada hora começou a surgir dentro de mim, isso e a vontade de ir embora. Não foi a primeira vez que dei por este sentimento, mas desta vez confirmei aquilo que já duvidava, estou inapta para compras em lojas físicas. Já não tenho paciência e nem é pelo dinheiro, é pela falta de me conseguir organizar no meio da confusão visual.

       Conclusão: As compras online estragaram-me, tornaram-me numa pessoa incapaz de ir normalmente às compras.

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