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justsmile

13
Jul20

Bodas de Algodão

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(Imagem de Just Smile)

        Faz hoje dois anos que o encontrei no altar. Faz hoje dois anos que o vi mais nervoso do que nunca. Faz hoje dois anos que trocamos alianças e que nos unimos como sendo um. Faz hoje dois anos que demos o nó.

         Se nas nossas Bodas de Papel dizia que o nosso primeiro ano de casados tinha sido um turbilhão de problemas e acontecimentos, finalmente tivemos direito ao nosso ano de lua-de-mel. Finalmente, entrou nas nossas vidas algum nível de tranquilidade e conseguimos dedicarmo-nos mais um ao outro, ao nosso casamento. Por vezes distraímo-nos e deixamo-nos cair na rotina, na correria do dia-a-dia e deixamo-nos apenas ficar agarrados aos nossos pensamentos. Outras vezes tentamos sair da nossa zona de conforto e saímos, voltamos a ir a parques e esplanadas (tirando em época de covid...), fazemos jantares saborosos dedicados a nós próprios. Este ano tivemos mais domingos nossos, de ficarmos a namorar no sofá ou simplesmente a ver televisão. Conversamos mais, sonhamos mais. Acertamos melhor os nossos horários. Começamos a concretizar o sonho de construir a nossa casa. Este foi sem dúvida o nosso ano, a força que ficou do primeiro poderá permanecer, o resto poderá ser para esquecer.

             Ao fim destes dois anos continuo com a mesma certeza que tinha no dia em que me casei, casei com o meu melhor amigo. Casei com a pessoa com quem mais quero falar, com quem mais quero estar, com quem mais quero partilhar. Casei-me com a pessoa que mais quero ver feliz, que mais quero ver bem. Casei-me com a pessoa por quem faço tudo para ver sorrir. Casei-me com a pessoa que me completa. Temos as nossas brigas, as nossas chatices, as nossas quedas na rotina. Temos a nossa necessidade de sermos abanados, temos a necessidade de sermos acordados, mas somos nós. Aqui há tempos perguntei-lhe como definiria o nosso casamento, respondeu-me "Como nosso", a resposta na altura não me satisfez, senti-a como incompleta e pouco reflectida. Hoje faz-me todo o sentido. É impossível comparar o nosso casamento, é impossível definir o nosso casamento, porque simplesmente é nosso. Hoje, este nosso completa dois anos e que venham muitos mais ao teu lado.

                   Juntos, para o infinito e mais além.

25
Jun20

Estes programas de "acasalamento"...

(Imagem retirada daqui)

       Fazem-me uma certa confusão os programas que procuram o par ideal, mas o Married at First Sight é quase como ver um acidente. Não queremos ver, mas também não conseguimos tirar os olhos até se suceder. E como o Married at First Sight existe agora uma infinidade de programas que tem o mesmo objectivo, encontrar o amor. Acompanho de forma irregular a série na Sic Mulher e nas últimas duas temporadas aprendi uma coisa, no amor a palavra "eu" não pode ser o principal objectivo.

         Aqui há dias estreou uma nova temporada (ou terá sido há mais de um mês?) e todos os candidatos utilizam a palavra "eu" sem qualquer tipo de discernimento. Quero ser feliz. Quero alguém que me faça feliz. Quero alguém para viajar comigo. Quero alguém que partilhe comigo as idas à igreja. Quero alguém para constituir uma família. Quero alguém que me faça rir. Quero ser casado. Tudo isso é essencial, mas o que me vou apercebendo é que se esquecem pelo caminho de dizerem o que também querem dar ao outro, ao que estão realmente dispostos. Estão tão focados nos seus desejos que se esquecem de enumerar as qualidades que podem dar ao outro.

         O amor é bilateral, não pode ser num sentido só. Não podemos esperar, nem depositar todas as nossas expectativas na outra pessoa, sem nos preocuparmos em cumprir a nossa parte. O amor não pode ser apenas dado, tem de ser retribuído e é essa reciprocidade que cria as relações, de onde nasce o amor. Não pode existir uma relação em que tudo é esperado e nada é dado, não se pode esperar que o amor seja como as histórias da nossa infância em que chega o príncipe no cavalo branco e são felizes para sempre. O amor surge quando queres ser a melhor versão de ti para aquela pessoa. É tão simples, mas tão complexo ao mesmo tempo.

         Um dos argumentos que mais "gosto" de ouvir em resposta à questão sobre o motivo da participação no programa é "Quero estar casado", ora, não é procurar o amor, não é dar amor, é "querer estar casado", o que ainda me faz mais confusão. As pessoas agarram-se ao conceito de casamento sem saberem bem o que significa, até porque estar casado é apenas um estado civil, a amplitude da palavra "casamento" tem muito mais do que a mudança de estado civil. O conceito de casamento é de uma complexidade superior e ouvir dizer "Quero estar casado", faz-me uma enorme confusão. É difícil para mim compreender como é que alguém de solteiro, sem par, quer simplesmente passar a estar casado sem ter um percurso pelo meio. Tenho na minha opinião que as pessoas se agarram a um conceito idealizado de casamento e que é quase como ir ver um filme ao cinema e que após as peripécias tudo acaba perfeito, mas a verdade é que as peripécias fazem parte do percurso para chegar à mudança do estado civil. São a prova de que vale a pena mudar o estado civil por alguém. Querem estar casados, mas raramente ouço que se querem apaixonar.

       Sinto que estamos perante uma sociedade que se agarra ao conceito idealizado das palavras, mas que se esquece do seu verdadeiro significado. Sinto que estamos, cada vez mais, perante uma sociedade superficial e que se esquece de olhar para dentro.

15
Jul19

Bodas de Papel

IMG_2495.JPG

(Imagem de Just Smile)

       Um ano passou desde que demos o nó. Gostaria de falar de um mundo cor-de-rosa, de um ano dedicado apenas e exclusivamente um ao outro. Poderia até dizer que nos encaixamos que nem luvas assim que começamos a viver juntos ou até que nunca discutimos e que este foi sem dúvida o melhor ano da minha vida. Estaria a mentir. Um ano passou e se por um lado tenho a sensação que apenas passaram alguns dias desde o dia do nosso casamento, por outro parece que já se passaram vários anos desde que vivemos juntos. O que tinha idealizado para o nosso primeiro ano de casados não se concretizou, tinha imaginado uma vida dedicada um ao outro, uns fins-de-semana fora e até tempo de qualidade, saiu tudo ao lado. Os problemas surgiram pouco depois de casarmos, não entre nós, mas fora daquela bolinha em que apenas existíamos nós. É claro que tivemos as nossas brigas sobre as sapatilhas desarrumadas, sobre a porta aberta e a minha necessidade de ter sempre tudo arrumado, mas essas pequenas coisas foram as mais fáceis de lidar. Ao fim de alguns meses de casados, já tínhamos a nossa rotina, assentada sobre um número infinito de tarefas, sobre mudanças de emprego e novas actividades voluntárias, até as tarefas já estavam bem divididas e cada um sabia bem a sua função. O problema foram as questões externas, aquelas coisas que não estão nas nossas mãos e que nos abalaram pessoalmente, o cansaço foi extremo e existiram momentos em que a impotência nos bateu de frente. No entanto, se o último ano foi tão conturbado e com tantas questões que nos levaram à exaustão, a verdade é que também foi um ano de crescimento e de provas de amor.

        O primeiro ano de casados não foi fácil, longe disso, mas foi também a maior prova e a maior certeza de que casar com Ele foi a melhor decisão que tomei na minha vida. Ao longo do último ano crescemos juntos, apoiamo-nos mutuamente, com momentos de mais ou menos paciência, com mais ou menos discussões, mas com um amor que foi reforçado com tudo o que foi vivido, com todas as dificuldades e adversidades que nos foram surgindo pelo caminho. Em cada momento do último ano apercebi-me do quão certos somos um para o outro, de que tudo faz sentido para estarmos juntos, de como nos encaixamos um no outro. É no final de cada dia, ao regressar à nossa casa que sinto o coração aconchegado, é nos momentos em que nos cruzamos no sofá, abraçados um ao outro, que sinto que tudo faz sentido. Este primeiro ano de casamento não foram só maravilhas, mas sinto que foi um ano de provas de amor, de crescimento em conjunto e de provar que fomos feitos um para o outro.

          Juntos será para o infinito e mais além, que este seja apenas o nosso início.

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