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justsmile

09
Out18

Laços que se quebram

(Imagem retirada daqui)

 

       Desde o dia do meu casamento que me sinto uma das pessoas mais felizardas do mundo no que toca a amigos. Eu sabia que estava rodeada de pessoas que me queriam bem. Eu tinha a certeza que tinha na minha vida pessoas que me faziam feliz, mas naquele dia tudo pareceu cair em mim de uma forma diferente, com uma consistência mais forte, com uma veracidade ainda mais persistente. No dia do casamento, quando estava sentada à mesa ao lado d'Ele as palavras fugiram-me da boca ao ver uma sala cheia de gente todos os que aqui estão, estão por nossa causa, estão porque nos querem bem. Nunca antes tinha tido esta sensação tão forte de união e carinho, talvez porque nunca tivesse juntado todos os amigos e familiares num só espaço, talvez por os amigos andarem espalhados por aí ou simplesmente porque os horários contraditórios, mas naquele dia não. Naquele dia, no nosso dia, estavam todos lá e caiu-me a ficha de como tenho tanta gente que me quer bem. Amigos de todos os contextos, de todas as idades, mas amigos daqueles que me ajudam a levantar quando caio. Amigos daqueles que estão sempre disponíveis, nem que seja para carregar uma caixa ou comprar-me um bilhete. Amigos que fizeram quilómetros e quilómetros de distãncia para partilharem a minha felicidade. Amigos que deixaram tanta coisa para poderem estar presentes no nosso dia. Amigos daqueles que tenho a certeza que ficarão para a vida. Ou pelo menos quase todos.

       Se naquele dia tive consciência das pessoas que estão na minha vida, hoje reflecti sobre os que já ficaram pelo caminho. Amigos que pensava que estariam ao meu lado para a vida toda. Amigos que imaginava até sermos velhinhos ou até amigos que deixaram de fazer sacrifícios para estar ao meu lado. Hoje tenho consciência de que deixei muitos deles pelo caminho, laços que um dia considerei fortes acabaram por se quebrar, fosse pela tempestade ou por um simples raio. Ou até mesmo simplesmente pela vida. Consigo contá-los pelos dedos das mãos, aqueles que imaginei que fossem para sempre, mas que acabaram por ficar pelo caminho. Lembro-me de todos eles, alguns com mais regularidade do que outros, mas dificilmente me sairão da memória. Uns deixaram-me questões para as quais nunca mais obterei respostas, outros partiram porque a vida assim o ditou, no entanto se aprendi algo naquele dia foi a agradecer quem tenho na minha vida.

      O dia do nosso casamento foi uma das maiores provas de amizade que já tive. Os sorrisos nas suas faces, a alegria partilhada com a nossa felicidade e tudo em nome da amizade. Tenho pena daqueles que um dia pensei que partilhariam comigo aquele momento, fiquei triste por aqueles que um dia tinha imaginado estarem presentes e que não estiveram,mas aprendi que o mais importante é valorizar quem está ao nosso lado e os outros? Bem, os outros que continuem o seu caminho, que eu? Eu continuarei o meu.

20
Set18

Isto de estar casada....

IMG_2412.JPG

(Imagem de Just Smile)

 

     Isto de estar casada é tudo ainda um tanto ou quanto estranho. Por vezes ainda sinto que estou apenas numas férias prolongadas com Ele, em que temos de manter os nossos empregos. Não acho que estejamos na fase da lua-de-mel,na verdade nunca fomos melosos, mas tudo ainda me parece um tanto ou quanto surreal. Por vezes dou por mim, sentada no sofá, com Ele ao lado, e a observá-lo disfarçadamente e a tentar incutir nos meus pensamentos que agora sou uma mulher casada, que aquilo que um dia eu sonhei para mim está mesmo ali ao meu lado. É meloso, eu sei, mas é verdade. Pareço estar numa espécie de adormecimento, mesmo quando discutimos (sim, claro que já aconteceu, ou será só contra-argumentar?), em que tudo parece ainda um sonho. Sinto-me ridícula a dizê-lo, pareço a menina que acredita nos contos de fadas e que anda sempre de cor-de-rosa, mas sinto-o. É claro que nada é um mar de rosas, é claro que eu nem sempre tenho um feitio fácil, assim como Ele, mas adaptarmo-nos tão bem um ao outro como se sempre tivéssemos vivido juntos.

       Há hábitos que aprendi que Ele tinha que não fazia a menor ideia, como deixar as gavetas e as portas abertas. Ou deixar a toalha do banho toda enrolada sem a deixar secar ou até o facto de chegar a casa e trocar logo de roupa. E de certeza que Ele aprendeu que não sou a dona de casa perfeita, que odeio aspirar, que odeio acumular roupa na cadeira e que não sou tão picuinhas quanto isso nas limpezas ou que até nem sempre sei preparar as medidas certas para cada refeição. É óbvio que fomos aprendendo mais sobre um e sobre outro, mas temo-nos encaixado muito bem. Ele tem-me surpreendido imenso, apesar de ter dias em que o humor se reflecte nele, tem demonstrado ser um marido "quase-perfeito" que eu jamais conseguiria imaginar. É óptimo chegar a casa e saber que mais tarde ou mais cedo Ele também chega, é bom dividir as tarefas sem ter de reclamar ou dizer seja o que for. É óptimo à noite ter o miminho e não ter de o escorraçar para ir embora, apesar de eu ter de me auto-escorraçar para dormir e Ele ficar mais um bom pedaço a ver televisão. Esta sensação de que tudo ainda é um pouco surreal, ao fim de dois meses, é maravilhosa e só a consigo atribuir à felicidade que sinto em estarmos juntos, em saber que Ele é o meu presente e o meu futuro (oH! Tanta panisguice!).

      O único 'se'? Desde que casamos que parece que estamos menos juntos que antes. Ele começou a dar treinos de futebol a miúdos, o que acho fantástico, e eu ao mudar de emprego mudei radicalmente de horas para deitar e para levantar. Estranhamente tenho a sensação que estamos menos tempo juntos do que quando estávamos solteiros. Talvez ainda precisemos de regular horários, criar a tal rotina que tanto tenho falado, mas a verdade é que me sinto feliz como nunca o fui. É esta a sensação de se ser uma mulher casada?

 

30
Ago18

E o verão está a terminar...

(Imagem retirada daqui)

 

        Este verão passou mais rápido do que alguma vez poderia imaginar. Sem saber como o verão está a terminar e os meses de praia, sol e felicidade estão a terminar. Sem qualquer ida à praia aqui no norte, sem qualquer festejo das festas populares e sem qualquer tempo para aproveitar o dolce far niente, a verdade é que este conseguiu ser o melhor verão de sempre. Não, não tenho a pele morena (essa cor já desapareceu depois de ter regressado do México). Não, o cabelo não ficou mais claro e até não tive longas noites de festa e nem sequer tardes de pés na areia. Este não foi o típico verão. Este foi o melhor verão de sempre, mesmo com a quantidade de trabalho que tive, mesmo com a intensidade de responsabilidades e até com tanta coisa a acontecer. No entanto, este foi o verão da melhor mudança na minha vida.

         Este foi o verão da concretização do nosso sonho, que não poderia ter sido mais perfeito. O dia por que tanto lutamos, que tanto idealizamos finalmente aconteceu no pico do verão e foi tudo perfeito. Demos finalmente o nó e a sensação de concretização, de realização e orgulho é algo que dificilmente desaparecerá de dentro de nós. Foi um dia de sonho à nossa maneira, sem muita etiqueta e com uma felicidade que se vê expressada nas maravilhosas fotografias que temos. Aliado ao casamento e ao dia de sonho veio a mudança de vida, a vida a dois, que tem-se demonstrado agradavelmente positiva. Tem sido reconfortante chegar a casa, à nossa casa e viver aquilo que durante anos andamos a imaginar. Aquilo por que ansiamos durante tanto tempo foi finalmente concretizado e não poderia estar mais feliz.

         Foi também o verão de atravessar o Atlântico e ir visitar terras Mexicanas e que aventura que foi! Uma aventura maravilhosa que jamais será esquecida. Conhecer uma nova cultura, um novo país e visitar paisagens paradisíacas de meter inveja a qualquer um. Uma viagem a sério, não apenas de dois/três dias como têm sido nos últimos anos. Esta foi uma viagem fantástica que aproveitamos para descansar e só nós sabemos o quanto estávamos a precisar de tal coisa depois de uns meses um tanto ou quanto atribulados.

        Este foi um verão direccionado para a família e menos um bocadinho para os amigos, com quem temos estado em dívida. Os churrascos foram em família, os domingos passados à mesa entre doces e salgados, em corridas com os sobrinhos e jogos à bola. Cada vez mais valorizo quem tenho perto de mim, cada vez mais compreendo que a minha família é o meu bem essencial e que sem eles estaria perdida. Foi um verão direccionado para aqueles que me ajudaram ao longo de todos os processos do último ano e de acreditar que os meus serão sempre o essencial. 

       Leituras? Nem por isso, ficaram perdidas no meio do verão, das saídas, das compras, da tonelada de trabalho amontoado depois da lua-de-mel e até na organização da casa nova e até na criação de uma nova rotina, mas o verão teve coisas tão boas, oh se teve! Os últimos dois meses foram realmente meses de muitos sorrisos, de muita felicidade e de um coração tão cheio que é impossível descrever. Teve os seus dramas, como puderam ver, mas nunca, em momento algum deixou de ser um bom verão. Aprendi, cresci e realizei sonhos. Foi um verão de mudança e que boa mudança. E agora dizem vocês: 'Mas Just, o verão ainda não acabou!' e têm toda a razão, mas Setembro avizinha-se, com ainda mais mudanças, e a sensação que tenho é que o verão desaparece com a sua entrada e por isso para mim o verão termina amanhã.

       Estes últimos meses foram muito atribulados, mas trouxeram consigo a felicidade.

 

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