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justsmile

29
Jul21

12 meses, 12 receitas vegetarianas #7

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(Imagem de Just Smile)

         Há uma comida que me vem sempre à cabeça quando não sei o que fazer, sabem aqueles dias em que não sabem o que cozinhar, mas em que vos apetece algo de delicioso? Pronto, acontece-me com alguma regularidade e quando isso acontece acabo sempre por optar por uma quiche. É uma óptima forma de aproveitar os restos de alimentos que temos no frigorífico e que não dão para mais nada, é uma maneira super rápida de fazer uma refeição (minimamente) saudável e sem grande trabalho. Volta e meia lá sai uma quiche, até porque é fácil de a deixar pré-preparada, chegar a casa e só meter no forno, algo que ultimamente tem acontecido de forma recorrente, as pré-confecções. E para os ignorantes desta maravilha que facilmente se torna vegetariana deixo-vos aqui a receita da última quiche que fiz, Quiche vai com tudo!

Ingredientes:

  • 1 embalagem de massa quebrada;
  • 4 espargos;
  • 2 salsichas de tofu (estavam a começar a estragar-se no frigorífico);
  • 1 cenoura partida às rodelas;
  • 1 courgete partida aos quartos;
  • 3 ovos;
  • 1 pacote de natas de cozinha de soja;
  • 100ml de leite sem lactose;
  • queijo ralado q.b.;
  • 1 cebola partida às rodelas;
  • 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
  • pimenta preta q.b.;
  • azeite q.b..

        Como disse anteriormente, estes eram os ingredientes que tinha no frigorífico a serem preciso ser gastos, mas podem usar o que realmente vos apetecer, já usei um bocadinho de tudo, até restos de frango ou outras carnes. Pensei em alimentos que combinem ou que achem que fiquem bem e atirem lá para dentro, acho que nunca uma quiche me correu mal.

 Modo de preparação:

       1º Refogar a cebola até ficar translúcida, adicionar a polpa de tomate e colocar todos os legumes. Deixar ao lume até os legumes estarem quase cozinhados.

       2º 5 a 10 minutos antes do final da preparação dos legumes adicionar as salsichas, nós apreciamos muito tofu fumado e fica igualmente bem.

        3º Bater os ovos numa taça, adicionar as natas, o leite e a pimenta preta.

        4º Forrar uma tarteira com a massa quebrada, picar com um garfo e é só colocar o preparado dos legumes em cima. Espalhar bem os legumes e deitar o preparado da taça para poder unir todos os legumes.

        5º Deitar o queijo ralado por cima e levar ao forno a 180º entre 25-35 minutos.

      Simples, rápido e que não dá muito que pensar. São receitas como estas que me salvam muitas vezes a vida e que me fazem evitar ir buscar take-away à última da hora. Além de que é saboroso e mesmo aquecido para o almoço fica uma delícia. Alguém tem hábito em fazer quiche?

07
Jul21

I'm alive!

(Imagem retirada daqui)

       Estou viva e mais do que viva. Estou com o tempo contado, estou com os dias totalmente preenchidos de trabalho e de tarefas para concretizar. Tenho em mim o desejo, talvez ilusório, de umas férias de sol e descanso. Tenho uma casa que começa a crescer e planos traçados que aguardam respostas. Tenho relatórios, planos de sessão para fazer e reuniões para assistir. E tenho de regressar à regularidade da prática de yoga o mais depressa possível. Assim, tem andado a minha vida, com horários de loucos, com mais de 50 horas de trabalho efectivo por semana, para não falar de todo o extra que tem de ser feito em casa e nem estou a incluir as tarefas domésticas que essas têm sempre a sua obrigatoriedade. Já não me recordava de ter um horário tão preenchido, mas ao contrário do que imaginava, estou a aguentar-me bem e até a sentir-me concretizada, talvez como nunca me tinha sentido antes.

       A nível profissional estou a trabalhar que nem louca, acumulei mais dois trabalhos extra que ocupam o final das minhas tardes, o que faz com que não tenha propriamente vida pessoal, mas sinto-me tão feliz com o meu trabalho neste momento que acabo por nem dar pelo tempo passar. Aliás, o tempo tem corrido! Sinto-me concretizada nas escolas, como já aqui falei, são o meu verdadeiro aquário, e nas clínicas tenho conseguido encontrar casos que me desafiam, que são fora da minha área de conforto e que exigem que volte a estudar, a pesquisar e a trabalhar ainda mais a minha criatividade. Tenho sentido que o meu trabalho é reconhecido em todas as vertentes e isso preenche-me o coração. Tenho tido verdadeiros desafios, tenho lidado com pessoas fantásticas e isso faz com que ande com um sorriso no rosto, ande por onde andar. Sinto-me verdadeiramente concretizada com esta minha independência no trabalho, com esta minha dinâmica e com esta minha vontade de ser mais e melhor. Espero e rezo para que no próximo ano lectivo continue a poder trabalhar em escolas, torço para que consiga voltar a ingressar no contexto escolar para continuar a aprender com tantas crianças. Neste momento esse é o meu maior desejo, daqui a dois meses voltar a dizer que continuo onde estou, onde me querem e que tenha oportunidade de mostrar ainda mais do que posso fazer.

        A casa também tem dado ar da sua graça, de uma forma mais lentificada que a inicial, mas começa a ter paredes, a ganhar forma e a dar-nos uma verdadeira perspectiva do que ainda vem aí. O aumento do preço dos materiais tem-nos assustado, tem-nos obrigado a correr atrás do prejuízo e a trabalhar ainda mais para conseguirmos assumir todas as despesas sem termos de pedir mais dinheiro ao banco e, neste momento, essa é a parte mais assustadora. Os aumentos têm sido semanais e os nossos ordenados não foram aumentados, e temos andado com o coração nas mãos por causa disso. Na semana passada atribuímos a caixilharia a uma empresa e agora andamos a correr para entregar a carpintaria, se era preciso ser já? Não, acreditamos que nem este ano consigam entrar em obra, mas os preços têm subido de forma tão drástica que andamos a tentar garantir os preços mais baixos. Ridículo, eu sei, mas quem está a construir ou a fazer obras percebe este nosso drama. A parte boa? Começo a ver a minha casa crescer e em mim começa a crescer a ansiedade de ter o nosso espaço (principalmente de arrumação!)

         Com isto tudo o blog esteve parado mais de um mês, algo que não me lembro de ter acontecido anteriormente. Não tenho tido tempo nem paciência para ler, ainda não consegui encaixar a yoga nesta rotina louca e as séries de 40 minutos são capazes de ser divididas em três partes, mas sabem? Sinto-me feliz, não é tudo cor-de-rosa, o cansaço sente-se na mesma, mas vejo a minha vida a correr como sempre desejei. Tenho os meus contratempos, uma multa acabadinha de chegar, um rádio que ardeu em plena estrada e que me deixou com o coração nas mãos e dias em que os miúdos parecem não dar nada. A minha vida está longe de ser perfeita, mas sinto-me cheia de gratidão pelo que faço, pelo que tenho na minha vida e pelo que tenho tentando conquistar. É nestes momentos que sei quem são os meus amigos, que sei quem quer festejar o meu sucesso comigo e quem tem sempre uma palavra amiga a perguntar como estou. Se tenho tempo para fazer tudo o que quero? Não, nem de longe nem de perto, mas aos poucos vou conseguindo encaixar nestes dias de loucos um bocadinho da minha tranquilidade.

          Que venha tudo o que é bom e que em breve volte a passar neste cantinho tão meu!

24
Mai21

O blog chegou 'oficialmente' à adolescência

(Imagem retirada daqui)

        Os dias têm passados tão corridos e tão desorganizados que acabei por me esquecer que no sábado, dia 15, era o 13º aniversário deste blog, que na verdade parece mesmo estar na fase da adolescência. Andei tão absorvida nas últimas semanas com o acréscimo de mais um desafio profissional que acabei por me desorientar do resto, e como hábito que tenho, quando tenho muita coisa ainda lhe acrescentei um fim-de-semana em formação com o pormenor de ter tido reacção à 2ª dose da vacina contra a covid-19, um mimo portanto!

         O blog encontra-se neste momento com uma crise de identidade, não sabe se há de estar mais presente, se se deixa vencer pela preguiça ou se até se valerá a pena continuar. Está numa fase de se auto-descobrir e de descobrir qual será o melhor caminho, mas em minha defesa, acho que foi isso que este blog representou nos últimos 13 anos. Uma evolução dos tempos, das mentalidades e dos ideais. Este blog teve início ainda na minha adolescência e acompanhou todos os meus dilemas, todas as minhas mudanças e até todas as minhas questões absurdas sobre a vida. E neste momento sinto que é o blog que está a passar por um desses momentos, a verdade é que há toda uma vida lá fora e quando estou numa roda vida de movimento, trabalho e transição acabo por me afastar e quantas vezes isso já não aconteceu ao longo dos anos? Inúmeras! 

       Contudo, são 13 anos de Just Smile, são 13 anos de desabafos, de aventuras, de crescimento e de reflexões. Se me questiono se valerá manter este blog vivo? Várias vezes, mas a verdade é que sei que aqui está uma grande parte da minha vida, de mim mesma e isso faz com que ainda não consiga desvincular-me deste pedacinho. Até lá vou sendo aquilo que sou e que consigo ser por estes lados.

          Viva a 13 anos de Just Smile, atrasados, mas sentidos!

 

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