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justsmile

23
Mai18

Os vernizes Rimmel 60 segundos

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(Imagem de Just Smile) 

 

       O meu primeiro post sobre os vernizes Rimmel 60 Segundos (aqui) tem sido um dos posts visitados com maior frequência, o que me leva a crer que nós mulheres preocupamo-nos imseno com as nossas unhas. Eu admito que brincos e unhas arranjas são aquilo que me fazem sentir bem, fazem-me sentir feminina, mesmo que ande 80% do tempo de sapatilhas e jeans, são estes pequenos pormenores que me fazem sentir a confiança feminina que todas as mulheres devem sentir. Pode parecer ridículo, mas são realmente estas duas pequenas coisas que me fazem sentir mulher e gosto de ter sempre uns brincos e as unhas arranjadas (nota-se bem que quando não as tenho é porque são alturas de maior trabalho). Durante grande parte da minha vida não pintava as minhas unhas, apenas para ocasiões especiais e casamentos, no entanto, quando comecei a trabalhar apercebi-me que precisava de ter um bocadinho de mais atenção à minha imagem e as unhas foi um desses factores que mudou, além de que para quem andava todo o dia de farda, ter as unhas pintadas era apenas dar um bocadinho de caracterização à minha indumentária.

        Por altura do meu segundo emprego, fazia imensas massagens, passava o dia a lavar as mãos, a desinfectá-las, a pôr cremes e luvas e consequentemente as minhas unhas começaram a ficar quebradiças. Qualquer coisa tinha uma unha estalada, por muito pequenas que estivessem era normal ter unhas meias partidas e lascadas, o que com verniz era um verdadeiro tormento, foi então que decidi começar a usar o verniz gel. Durante um ano ia de 3 em 3 semanas à manicura e realmente compreendi os milagres de tal verniz, contudo o desemprego chegou e por questões de poupanças tive de deixar de fazer tal tratamento de beleza. Apesar de ter deixado de fazer as unhas de verniz gel apercebi-me de que estava de tal forma habituada a pintar as unhas que não fazê-lo estava a começar a deixar-me estranha, foi então que dei início à minha busca pelo verniz perfeito. Eu, como em tantas outras coisas, sou uma verdadeira esquisita. As minhas unhas, quando pintadas com verniz, demoram uma eternidade a secar e como consequência inúmeras foram as vezes (vá, quase todas) em que as pintava e ao fim de algumas horas já tinham defeito, ou uma marca ou o tecido das calças gravado nas unhas ou alguma unha que lascou ou até a parvoíce de ter de ir à casa de banho logo após de as ter pintado. O drama era real, principalmente para mim que me habituei a tê-las sempre tão bonitas. Até que descobri, como mero a acaso, os vernizes Rimmel 60 Segundos e foi amor à primeira experiência.

       O Rimmel 60 segundos tem um pincel largo para pessoas menos aptas a saberem pintar as unhas, tal como eu, o que não faz com que surge tanto os dedos porque parece ter o desenho perfeito para pintar as minhas unhas. Ao fim de uma hora, e não estou a exagerar, já não preciso de ter receios com marcas e verniz estalado, faça o que fizer o verniz seca realmente rápido e posso na mesma noite passar duas camadas seguidas que, seguramente, não fico com a marca dos lençóis. O verniz aguenta perfeitamente uma semana sem estalar e posso fazer as minhas tarefas diárias sem qualquer tipo de medo de estragar seja o que for. Fiquei de tal forma satisfeita com o verniz que nunca mais comprei outra marca. O único 'se' é que uma camada não é suficiente para durar a semana toda, esteticamente não fica nada mal, mas a segunda camada dá mais brilho e faz com que aguente mais tempo sem lascar, mas nem isto me parece ser um contra.

Em Portugal o verniz é um bocadinho caro, em média 4,50€, mas tenho-o comprado na Primor a 1,50€. Tem imensas opções, têm saído cores novas e realmente este tornou-se o meu verniz de eleição. Adoro as cores que mandei vir, adoro a rapidez com que seca e, acima de tudo, a facilidade com que consigo pintar (e olhem que sou bastante trapalhona!). Para mulheres, como eu, sem tempo, sem muita paciência, mas que adoram ter as unhas sempre arranjadas sem dúvida alguma que o verniz Rimmel 60 Segundos é o verniz perfeito!

 

P.S.: E não, não tenho nenhuma parceria com a Rimmel, mas não me importava nadinha!

22
Mai18

E o que os outros pensam?

(Imagem retirada daqui)

 

       Desde pequena que os meus pais me incutiram valores e ideais que ainda hoje agradeço por aquilo que me ensinaram, pela educação que me deram. Durante grande parte da minha vida não me apercebi disso, mas foi com a maturidade, com a convivência com outras pessoas que me comecei a aperceber que talvez a educação que os meus pais me deram não foi assim tão semelhante à maioria das pessoas. Sempre vivi numa aldeia, ainda hoje é aonde permaneço e aonde quero construir a minha casa, e quando refiro que vivo numa aldeia as pessoas assumem imediatamente que toda a gente se conhece e que a galinha da vizinha é a mais cobiçada ou até, simplesmente, começam a falar da mentalidade antiga que ainda existe. Acredito que tal coisa aconteça na terra onde vivo, não o nego, mas a verdade é que tudo me passa ao lado. Se se ouve falar da vida de outras pessoas? Claro, como também vemos nos jornais e nas revistas, mas não acredito que seja diferente de outro qualquer lado. A diferença é que na aldeia há uma maior proximidade que na cidade, daí talvez existirem essas ideias pré-concebidas. É óbvio que sei que algures no tempo o meu nome foi falado por este ou por aquele, é claro que sei que a minha família já foi falada, assim como sei que há quem fale bem e quem fale mal, mas não é mesmo assim a nossa sociedade? Falarmos uns dos outros? Não vejo grande problema nisso, não me preocupa e muito menos vivo a minha vida a pensar no que os outros dizem dela, e é aqui que me apercebi que esta minha mentalidade vem da educação que os meus pais me deram.

       Lembro-me de ser pequena e a minha mãe apoiar a diferença, nunca quis que eu simplesmente fosse como os outros. Lembro-me bem dos meus irmãos incentivarem o pensamento próprio, a minha própria personalidade e não simplesmente ir atrás de alguém apenas porque diziam para ir. Ensinaram-me a questionar isto e aquilo, ensinaram-me a viver a minha própria vida sem viver da influência dos outros nela. E esse foi um dos maiores valores que a minha família me deu e só hoje o consigo compreender. Choca-me pessoas adultas, independentes e sem terem que se justificar seja a quem for utilizarem frases como Andam aí a dizer na terra... Não fica bem fazeres isto ou aquilo... E o que os outros vão pensar? Fico sempre com um ar surpreso quando alguém utiliza tais frases e inicialmente nunca sei bem como reagir porque tais argumentos nunca tiveram qualquer peso nas minhas decisões, nas minhas crenças nos meus pensamentos e não o digo simplesmente para ficar bem, digo-o porque é verdade, porque foi assim que cresci. Os meus pais sempre me ensinaram que devia tomar as decisões de acordo com a minha consciência, com os meus valores e seguindo aquilo em que acredito, em momento algum me disseram Olha o que os outros vão pensar! Inclusive, quando a vida esteve mais difícil, quando o meu pai emigrou, nunca vi neles qualquer tipo de pensamento sobre o que os outros iriam dizer ou sobre o que se iria falar na terra sobre eles, apenas vi nos seus rostos o peso de uma decisão difícil e nunca os ouvi lamentarem sobre o assunto. Recordo-me de que quando comecei a conviver com as pessoas da terra, inclusive Ele, em que todos pensavam que a minha família estava bem, e essa nunca foi uma imagem que tentamos passar em tempos difíceis, mas era sim aquilo em que queríamos acreditar, que do pior nos estávamos a safar e apenas tínhamos de agradecer pelo que tínhamos. Os meus pais nunca quiseram viver num faz de conta, nunca quiseram parecer a família perfeita, mas também nunca quiseram viver preocupados com a aparência e nunca se preocuparam com a imagem ou com aquilo que diziam deles. Apenas quiseram viver de bem com a consciência e quando tal não acontecia, fazer o melhor para resolverem a situação, sem nunca pensarem nos outros, apenas neles e na sua família. E agradeço tanto isso aos meus pais, agradeço tanto este ensinamento, pois vejo que assim vivo mais feliz, vivo melhor comigo própria.

       Quando ouço a frase e o que os outros pensam? digo vigorosamente que pouco me importa, apenas eu posso viver a minha vida, apenas eu posso tomar as minhas decisões e o que os outros pensam pouco me importa. Importo-me sim com a minha família e com a sua opinião, próxima e um pouco mais alargada, preocupo-me com a opinião dos meus amigos, mas não quer dizer que tome decisões apenas baseadas nos seus argumentos e preocupo-me comigo, com a minha consciência e com o meu bem estar. E os outros? Os outros estão fora desta bolha em que vivo e pouco me importa o que pensam, o que dizem ou o que fazem. Podem dizer o que quiserem, pois só eu sei a verdade da minha vida. Se todos vivessemos assim, apenas com o pensamento em nós próprios e nos nossos, não seriamos uma sociedade mais feliz?

 

21
Mai18

E se não quiser ser Empreendedora?

(Imagem retirada daqui)

 

       Empreendedorismo é uma palavra cada vez mais utilizada no mundo profissional moderno. Com os incentivos do estado e dos bancos ouvimos que é necessário criarmos o nosso emprego, que é necessário arriscar para um futuro profissional brilhante. Hoje, se não tens uma mente empreendedora é porque vives no século passado, se não queres ser o teu próprio patrão é porque não percebes as maravilhas das coisas e se não queres arriscar é porque simplesmente és um medricas, ou afinal, não queres tanto assim trabalhar. Quando me deparei com o primeiro desemprego fiz notá-lo aos meus antigos professores, a pessoas da minha área de trabalho, de forma a espalhar a palavra de que procurava trabalho como terapeuta da fala, o que não esperava é que todas as respostas viessem aliadas às palavras inovador, empreendedorismo, negócio. Sem conhecerem o histórico profissional da minha família todos me diziam para arriscar a abrir um gabinete meu, um negócio próprio e que isso seria o meu futuro. Sem excepção, todos os que me ensinaram a profissão, e até quem não me ensinou, proclamavam a alta voz que a minha geração precisa é de ser inovadora, de empreendedores para criarmos o nosso próprio emprego neste mundo profissional tão instável. De forma a não me tornar num ser desagradável dizia sempre que iria pensar, mas no fundo toda aquela conversa irritava-me profundamente, como ainda hoje o faz.

      Adoro a capacidade da minha geração de criar pequenas empresas, adoro as ideias inovadoras que surgem em restaurantes e lojas e até fico pasmada como está de uma forma emergente o aparecimento de produtos completamente inovadores e que são realmente boas ideias. Admiro imenso todos esses empreendedores, essas pessoas que tiveram ideias brilhantes e que decidiram arriscar, fosse com incentivos do estado, com o próprio dinheiro ou até com o que não lhes pertencia. A sério que admiro imenso todo este dinamismo, admiro quem tem a coragem de abrir um restaurante ao lado de outros dez ou até uma nova pastelaria ao lado de outras vinte. Acho que a minha geração é a que mais teve de arriscar, dinamizar e até criar, mas a verdade é que não somos todos iguais e eu não quero ser empreendedora (ui que cai o Carmo e a Trindade, como não queres ser empreendedora? Que ridículo!).

        Como já referi anteriormente, os meus pais durante muitos anos tiveram um negócio próprio que, devido à situação económica do país fechou. Toda a minha infância e adolescência, lembro-me do negócio dos meus pais, da preocupação, do constante contar de dinheiro, dos telefonemas infinitos dos clientes a qualquer hora do dia (inclusive 7h00 da manhã e 23h00 da noite). Durante anos vi o stress de manter um negócio para manter uma família, um negócio em que os clientes não cumpriam com a sua parte, um negócio que não dava descanso e apenas preocupações. Esta foi a minha infância, é verdade que a sorte pode não ter estado do lado dos meus pais, mas esta foi a realidade que tive durante toda a minha vida sobre o que era ter um negócio próprio, o ser-se empreendedor. E nem sempre precisamos de aprender com os nossos erros, por vezes aprendemos com os dos outros. Nem sempre precisamos de experimentar para compreender que não é aquela a vida que queremos e é por isso que não quero ser uma empreendedora. Não só não quero, como tenho medo, receio o que não traria vantagem nenhuma para qualquer tipo de ideia que eu tivesse para um negócio próprio, nem para criar um gabinete privado de terapia da fala. Eu sinto que não nasci para ser empreendedora e isso nos dias de hoje é (quase) visto como um factor de falta de inteligência, afinal quem não quer ser o seu próprio patrão? Afinal quem não quer criar os próprios horários? Afinal quem não quer definir o próprio ordenado e ficar com os lucros? Eu. Eu não quero nada disso.

       Trabalhar a recibos verdes, a inconstância de trabalho dos mesmos, fez com que lhes ganhasse pavor e o mesmo acontece com um negócio próprio. Não consigo ser feliz, descansada, eu própria ao viver na inconstância de um salário, não consigo viver sabendo que no próximo mês posso ter uma afluência menor no negócio e não consigo viver com as contas da vida pessoal e da vida profissional. Eu não consigo viver nessa inconstância. Esse tipo de vida deixaria-me em sobressalto diariamente, não conseguiria lidar com esse tipo de stress e por isso admiro imenso quem o faz. Congratulo quem tem a coragem para o fazer, congratulo essas mentes geniais que andam por aí, apenas peço que não me digam para ser uma delas. O medo de reviver o passado no presente é demasiado grande e sei que não seria feliz com isso. Não digam que todos temos de ser empreendedores, não o devemos e nem podemos, eu prefiro ser a funcionária de alguém assim e enquanto isso não acontece continuo a enviar currículos, continuo a lutar por um bom emprego, mas não me peçam para ser empreendedora.

 

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