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justsmile

03
Jul19

E meio ano de 2019 já passou

(Imagem retirada daqui)

         Meio ano de 2019 já passou e sinto como se a minha vida desde Janeiro fosse como uma espécie de acidente em cadeia, em que um carro bate atrás do outro, numa espécie de fila gigantesca. Assim tem sido a minha vida nos últimos tempos, como uma espécie de pequenos acidentes em cadeia, em que um acontece e logo a seguir surge outro. Sinto-me, claramente, cansada e esgotada, mesmo que a minha forma de lidar com os problemas tenha mudado de perspectiva. Contudo, o cansaço físico tem-me abalado e a falta de momentos para mim mesma me tem impedido de aproveitar a vida, da forma que desejava. Ainda no sábado passado, pela primeira vez em muito, muito tempo, não marquei consultas para a parte da tarde e nem sequer tive aula, ia aproveitar para sair com amigos (algo que não acontece há mais de meio ano, ou será até mais?) divertir-me, sair de casa e libertar-me um bocadinho e o que acontece? Um outro acidente desta cadeia desastrosa que tem sido a minha vida. Não sei se é o cansaço que me tem feito ver tudo como espécie de "azar" ou se já é este sentimento que teima em dizer que isto já começa a ser demais. Sinceramente, nunca pensei que este ano fosse ser tão cansativo, mas como dizemos cá por casa "se sobrevivermos a este, sobrevivemos a todos".

        Apesar de toda a confusão que anda há minha volta preciso de parar e reflectir sobre o que me falta fazer para o que resta deste ano. Tenho a sensação que não fiz sequer metade do que realmente queria ter feito, voltando aos meus objectivos de 2019 apercebo-me que as coisas não estão tão más quanto isso. Apercebo-me no início de Julho que os meus objectivos estão bem encaminhados e eu é que me tenho esquecido de focar só nas coisas boas (raio, às vezes é tão difícil focar-nos nas coisas boas quando estamos tão cansados...). Para 2019 desejava:

         - Ler 12 livros, a coisa não está tão mal como seria de esperar, estou neste momento a ler o 5º livro do ano. Sei que já deveria ter lido mais um bocadinho, mas a coisa não tem estado fácil e tenho lido livros gigantescos.

         - Poupar para a casa nova, ao contrário do que Ele achava (as contas vieram à dias comprová-lo) as coisas não estão tão más assim. É verdade que gostávamos de ter consigo poupar mais algum, mas têm surgido imprevistos dos quais não conseguimos fugir e só o dinheiro que gastei em saúde nos primeiros meses do ano foi um descambo na carteira.

         - Umas férias boas de verão, ainda não aconteceram, mas já estão programadas. Espero que até lá mais nenhum desastre aconteça e que estas férias se concretizem, estamos os dois desesperadamente a necessitar de descanso.

         - Terminar a pós-graduação, mais uns dias e este item fica concluído na minha lista.

         - Fazer um workshop de culinária, nem sei se este vai acontecer ao longo deste ano. Vamos ver no que dá.

         - Voltar à piscina com regularidade, não vai acontecer, mas fui algumas vezes a aulas num ginásio e espero conseguir criar uma rotina. Neste momento o trabalho impede-me de o fazer, mas acredito que mais algum tempo e já consigo criar este hábito. Vamos ver como corre até ao final do ano.

        - Fazer pelo menos duas escapadinhas por Portugal, já fomos a Lisboa em Janeiro (o ano tem sido tão longo que até tenho a sensação que esse passeio foi à mais tempo) agora ando a planear um fim-de-semana a dois, ainda sem nada definido, mas para aproveitar o voucher que a Passarada nos ofereceu de prenda de casamento (sim, vamos usar mais de um ano depois...).

         O ano só agora passou de meio e está na altura de me focar nas coisinhas boas, naquelas que já consegui e naquelas que estou a caminho de conseguir. Há que esquecer as sensações negativas, há que deixar de me queixar do cansaço e começar a aproveitar as pequenas coisas boas que têm surgido na minha vida.

 

31
Dez18

Bye Bye 2018!

(Imagem retirada daqui)

       2018: o ano das mudanças. Não existe outra palavra para apelidar o ano de 2018, talvez felicidade se alie a este ano, mas mudanças foi sem dúvida o seu forte. O ano de 2018 mudou a minha vida toda, a pessoal, a profissional e a até a sentimental, foi um ano de enormes mudanças, mas que me deixa com um sorriso no rosto.

       Ao olhar para este ano que passou apercebo-me de duas coisas: os momentos de mudança e a falta de tempo. Apesar de ter sido um dos anos mais felizes da minha vida, a verdade é que a esses momentos estiveram aliados a falta de tempo. Olho para trás e vejo que tive pouco tempo com os amigos, os fins-de-semana deixaram de ser passados em família ou a namorar, para poderem ser passados a trabalhar ou entre lojas de construção. As festas populares com os amigos deram lugar à organização do casamento e os sábados à noite deram para ressacar das semanas intensas que tive. Foi um ano com muito trabalho, a todos os níveis, mas também um ano recompensador. E se o tempo me escapou e poderia lesar algum tipo de relações, senti precisamente o contrário, as minhas amizades ficaram apenas mais fortes.

    O casamento foi o momento mais feliz deste ano, ao fim de tanto tempo em preparação, o dia do nosso casamento chegou e correu como nunca poderia ter imaginado: Perfeito. Para quem nunca tinha sonhado com o conto de fadas ele concretizou-se e ligar-me a Ele foi a melhor decisão que tomei na minha vida. E quem casa quer casa, o ano andou de volta das obras para a nossa casinha temporária e após o casamento foi para lá que fomos viver. Uma pequena casa à nossa imagem, mas decidida e conquistada pelas nossas mãos, pelo nosso trabalho e isso foi um dos maiores motivos de orgulho deste ano. Viver juntos também foi uma aventura que finalmente encontrou uma rotina saudável, não foi um mar de rosas, mas conseguimo-nos encaixar e finalmente nos sentimos confortáveis com a rotina que criamos a dois. 2018 foi sem dúvida o nosso ano, o ano de finalmente concretizarmos tudo aquilo com que vínhamos a sonhar há anos e por isso? Por isso só posso estar grata.

       E sem saber bem como e de uma forma imprevisível, as nossas vidas profissionais também deram a volta. Ele ficou efectivo no local de trabalho e eu finalmente voltei a trabalhar na minha área de formação e com um contrato! Admito que ambas as situações me pareciam impossíveis de acontecer, mas a verdade é que surgiram nas nossas vidas e não poderíamos estar mais agradecidos por isso, pela felicidade e estabilidade que nos trouxeram. A minha luta para voltar a ser terapeuta da fala a tempo inteiro compensou e pareço ter encontrado o local de trabalho que tanto havia sonhado, mesmo ainda sem perceber muito bem como aconteceu tudo isto. Esta foi outra das grandes mudanças da minha vida e a única coisa que penso é do quão orgulhosa posso estar por toda a resiliência que mantive nos últimos anos.

       Mas 2018 não foi só casamento, casa e trabalho. Em 2018: atravessei o Atlântico pela primeira vez. Voltei a ver ao vivo os The Killer. Adoptei um estilo de vida mais Zero Desperdício. Escrevi mais sobre o minimalismo. Fiz mais reflexões. Perdi uma amizade. Senti todas as outras amizades muito mais reforçadas. Sorri muito, mas também chorei. Consegui manter a calma em momentos que pensei não o conseguir fazer. Passei o meu primeiro Natal com Ele. Pedi mais vezes "desculpa". Aprendi a aceitar melhor os outros. Escrevi mais. Aprendi até a ver os outros com outros olhos. Obriguei-me a desacelerar em alguns momentos, por muito difícil que fosse. O Sapo deu-me mais destaques do que alguma vez tinha dado. Fui perdendo o hábito da piscina. Li menos. Mas em compensação vi mais séries. Adoptei a Netflix como um estilo de vida. Conheci pessoas novas. Voltei a estudar. Tive uma despedida de solteira à minha imagem. Fiz snorkeling. Aprendi que gosto de cozinhar. Experimentei novas receitas. Pintei o cabelo. Entrei numa pós-graduação. Tive o cabelo gigante como nunca tinha tido. Brinquei muitas vezes no chão deitada com os meus sobrinhos. O blog celebrou o seu 10º aniversário. Senti-me uma verdadeira princesa. Comecei a pensar na nossa nova casa. Fiz jantaradas e recebi os amigos. Andei quase sempre cansada. Mudei a minha mentalidade e isso mudou a minha vida. E fui feliz. Muito feliz. 

       2018 termina com a maior das sensações de realização e concretização que já tive. Foi um dos melhores anos da minha vida, apesar da sensação de me ter escapado por entre os dedos, mas trouxe-me tanta coisa boa que seria impossível ficar guardado na minha memória de outra forma. 2018 foi sem dúvida o nosso ano.

17
Dez18

Um ano inteiro de Minimalismo

(Imagem retirada daqui)

       Dei por mim, num destes dias, a pensar que este ano foi o primeiro ano inteiro que vivi abraçada ao minimalismo. Dei por mim a pensar que algures por Março de 2017 começava a dar os primeiros passos neste mundo e que algures por Outubro de 2017 estava a sentir-me um bocadinho mais minimalista do que a maioria das pessoas que conhecia. Dei por mim a pensar no que tinha mudado na minha vida e no que tinha feito ao longo desta minha caminhada. Caramba, sinto-me mesmo orgulhosa por ter descoberto este mundo, aliás por ele me ter ajudado a descobrir-me a mim mesma! Já lá vai mais de ano e meio de que a curiosidade para o minimalismo despertou em mim, mas é realmente há um ano que admiti a mim mesma e ao mundo que não queria ser igual às outras pessoas e que queria fazer melhores opções na vida. Há um ano que me auto-intitulo de um bocadinho minimalista, sei que a caminhada é longa e que nunca terá um fim, mas a verdade é que me sinto bem assim, com esta forma de ver a vida. Com este conceito, com as inspirações que segui nesta matéria consegui começar a sentir-me mais leve, um bocadinho melhor comigo mesma e com as ideias mais organizadas na minha cabeça.

     É verdade que ao longo de 2018 nem sempre foi fácil, tive os meus altos e baixos. As obras em casa, o caos que aquilo me causou e a mudança de rotinas fizeram-me sentir um bocadinho atolada de situações para resolver, mas aos poucos tudo se foi recompondo e agora posso dizer que tenho outra vez em mim um bocadinho de minimalismo. É verdade que não sou uma pura minimalista, afinal a minha árvore de Natal é tradicional, afinal tenho mais que dois pratos e duas panelas, mas apesar de não abdicar de algumas coisas pelo minimalismo, isso não faz de mim pior ou melhor pessoa, simplesmente porque consegui criar o meu próprio conceito de minimalismo. Entretanto começamos a viver juntos e Ele, definitivamente, não é minimalista, voltei a sentir-me desorganizada e desorientada, mas aos poucos as coisas foram-se recompondo e apesar da loucura que é a vida, tenho-me sentido bem com isso. O sonhos foram passando a objectivos e foram sendo concretizados ao longo deste ano e compreendi que a minha mudança de atitude perante a vida só me trouxe coisas boas e novas conquistas.

      Foi um ano inteiro de minimalismo na minha vida e sinto-me bem com sinto, muito bem, aliás! Sinto-me leve, vejo a minha casa e sinto-me no meu verdadeiro lar, menos confusão, menos desarrumação, e consegui equilibrar aqueles chinelos fora do lugar com o sinal de que aquela casa tem gente, tem vida. Consegui contrabalançar o meu minimalismo com a falta de minimalismo dele e até com a rotina do dia-a-dia. Consegui obrigar-me a parar para ter tempo para mim mesma (apesar de nos últimos tempos isso ter sido extremamente difícil e em alguns dias completamente inconcretizável). Aprendi realmente a pensar em mim, nas minhas necessidades e vontades e a conseguir distinguir o querer do necessitar (já não compro livros há meses!). Fui fútil em alguns momentos, mas pouquíssimos, cada compra foi pensada e ponderada, investigada até. Cada decisão foi discutida e argumentada e nada foi feito instintivamente. E a vida? Tentei aproveita-la da melhor maneira possível, fiquei mais consciente para o Desperdício Zero e tenho-o também tentado incutir na minha vida, mais consciente dos produtos que uso e de tudo o que está à minha volta.

       O minimalismo foi como uma espécie de tábua de salvação onde me voltei a encontrar e onde me sinto bem. Que durante os próximos anos apenas venha conseguir a crescer e a ser cada vez melhor pessoa.

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