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justsmile

03
Abr19

E a casa tem-se mantido arrumada!

 

(Imagem retirada daqui)

       Quem me lê deve ter-se apercebido que a minha vida nos últimos tempos tem andado um bocadinho de pernas para o ar. As contrariedades são umas quantas, as preocupações outras tantas e o trabalho não para de aumentar, e já nem falo no facto de estudar (ainda me questiono como fui cometer esta loucura...). No entanto, surpreendentemente a nossa casa tem-se mantido arrumada, algo que não seria de esperar nesta época de tanto stress e maior cansaço. Ontem, sentada no sofá, enquanto esperava que Ele chegasse para jantar, olhei à minha volta e apercebi-me que a casa tem mantido a tranquilidade que tanto queria e o caos não se tem instalado (com algumas excepções, é claro!). A roupa já não fica acumulada na cadeira, de manhã o sofá tem sempre as almofadas e as mantas arrumadas e o balcão da cozinha não acumula tralha como seria de esperar. Os nossos métodos? Os de sempre.

       - Usar e arrumar, e este método aplica-se a quase tudo. A roupa fica a apanhar ar de um dia para o outro e no dia seguinte é arrumada antes de sequer pegar noutra roupa lavada. As mantas do sofá são arrumadas antes de irmos para a cama e temos seguido esta regra para quase tudo o que utilizamos na nossa casa.

      - Limpezas, esta não tem sido uma organização fácil, no entanto, na semana passada apercebi-me que é possível limpar a cozinha durante a semana em vez de deixar para o fim-de-semana. Ao sábado trabalho ou estudo e as limpezas ficavam sempre desorganizadas, ou porque Ele também tinha afazeres e eu chegava tarde, ou porque já nos cruzávamos tão tarde em casa que limpezas era a última coisa que nos passava pela cabeça. Contudo, na semana passada, na quinta-feira, depois do jantar, aproveitei e limpei a cozinha a fundo desimpedindo-me o sábado e dando-me oportunidade para experimentar uma nova receita. Agora quero ver se consigo manter esta estratégia para organizar as minhas limpezas.

       - As refeições, têm sido organizadas como sempre, de véspera. Apercebi-me que o planeamento semanal de refeições não é um bom esquema para nós devido à irregularidade dos nossos horários e por isso planear de véspera é o suficiente. Ele também voltou a cozinhar semanalmente e isso foi uma ajuda para conseguir trabalhar mais um pouco e organizar-me melhor.

       - Vale a pena fazer a cama, mesmo que sejam 19h da tarde. Durante muito tempo nem me dei a esse trabalho, mas apercebi-me que preciso de entrar numa cama arrumadinha e que não a devo arrumar na hora de lá entrar. Compreendi que o horário ideal de arrumar a minha cama é assim que chego a casa e que começo a organizar a roupa. Sei que parece algo insignificante, mas ver o meu quarto arrumado deixa-me muito mais serena.

      A única coisa com a qual ainda não estou 100% satisfeita é o móvel da entrada onde temos o hábito de despejar as coisas. Eu arrumo devidamente a minha carteira, mas em cima fica sempre o relógio e os brincos, Ele espalha os trocos, a carteira e papéis e o móvel fica sempre cheio de coisas e com um aspecto desarrumado que nada me agrada. Estou agora a precisar de me focar neste objectivo para conseguir criar alternativas à nossa desarrumação que me magoa a vista e diminuui a minha serenidade. Sugestões?

31
Jan19

E o que aprendi com a Marie Kondo?

(Imagem retirada daqui)

        Quando estive doente (não que ainda esteja muito bem) aproveitei para ver de uma assentada só, vá, entre algumas sonecas, a nova série da Marie Kondo que estava na Netflix (ai bendita Netflix!). Já devem ter percebido que adoro manter a minha casa arrumada e com pouca tralha, mas melhor que isso é aprender sempre formas de melhorar essas minhas capacidades. Há alguns anos que me dediquei a organizar e a saber arrumar as minhas coisas e na altura fiz bastantes pesquisas no querido Pinterest, fiel amigo de qualquer pessoa que goste destas temáticas. Aproveitei a oportunidade de não me conseguir levantar do sofá para assistir à temporada da série e o que aprendi? Não muito, admito. Como uma amiga disse "mais do mesmo".

         Quem já se interessava por arrumação e organização antes do surgimento da fama da Marie Kondo, compreenderá que aquilo que ela ensina pouco traz às nossas lições ou pouco nos ensina. Já há alguns anos que sou amiga das caixas e caixinhas para manter as minhas coisas arrumadas dentro de armários e gavetas, a selecção daquilo que gosto e do que me faz bem (apesar de considerar que ela leva este conceito um bocadinho longe demais) já há muito que está implementado na minha vida e até já se tornou um hábito ter um lugar para cada uma das minhas coisas. Resumidamente, tudo aquilo que vi ao longo da temporada não me trouxe grandes novidades, ainda não estou virada para organizar a minha roupa por cores e tecidos e nem estou com ideias de dobrar a minha roupa em 50 partes para depois a ver toda encorrilhada ao vestir, mas compreendo que para algumas pessoas essa seja a melhor forma de se organizarem. Adorei sim a forma como a vida daquelas pessoas mudou ao serem simplesmente mais organizadas e arrumadas.

         Aquilo que tenho vindo a falar há algum tempo sobre o minimalismo, demonstrou ser real para mim e para muitas pessoas. As pessoas que pediram ajuda à Marie Kondo demonstraram um pesar inicial e no fim uma leveza sem igual, coisa que é difícil de compreender para muitas pessoas. Ele é uma dessas pessoas cépticas, quanto a esta temática. Ele não consegue compreender como é que uma gaveta arrumada ou uma casa com menos tralha nos torna mais leves. Mas a verdade é que este programa é a prova viva disso, o ser organizados passa de ser apenas uma questão estética para uma melhoria da qualidade de vida e é isso que esta série ensina ou reforça. Acho a série perfeita para quem nunca se deixou envolver nessas temáticas. As dicas são boas, as demonstrações da Marie muito simples e de fácil compreensão e até considero que deixam o bichinho em qualquer pessoa para começar a arrumar a casa. Para mim? Não me ensinou muito, mas admito que adorei ver a vida daquelas pessoas se transformar.

29
Nov18

Ele não é minimalista

(Imagem retirada daqui)

       Quando decidimos casar eu já sabia que Ele era desarrumado. Já sabia que Ele tinha mais roupa que eu. Já sabia que organização não era o seu ponto forte e até sabia que as migalhas do pão ficavam espalhadas na mesa quando fazia o lanche. Sabia perfeitamente que Ele não se preocupava com o vinco da toalha torta, mas que o vinco das camisas tinha de ser perfeito. E ainda sabia que tarefas domésticas e cozinhar não eram com Ele. Até já sabia que Ele não tinha nada, rigorosamente nada, de minimalista. Sabia tudo isso e ainda assim decidi casar com Ele, porque o amava (e hoje amo ainda mais). Em quase cinco meses de união Ele mudou muito, o sábado é o dia das tarefas domésticas para Ele enquanto eu trabalho e orgulho-me da forma como Ele assume isso como sendo uma tarefa d'Ele. Já é capaz de cozinhar para além de grelhados e até tem uma boa mão para a coisa. É Ele que lidera a máquina de lavar louça e até quem se preocupa em dar um jeito aos vidros (coisa que realmente me passa ao lado).  No entanto, Ele não é minimalista.

       Viver juntos foi no início uma verdadeira aventura e só há pouco tempo é que as coisas começaram a entrar nos eixos e que rotinas começaram a ser instaladas. Admito que nunca pensei que demorássemos tanto tempo a conseguir estabelecermos uma rotina confortável, logo eu que adoro rotinas, mas as nossas vidas sofreram tantas mudanças, para além do casamento em si, que é compreensível que fosse difícil de conciliar tudo e mais alguma coisa. No espaço de três meses casamos, começamos a viver juntos, mudei de emprego, Ele tornou-se treinador de futebol e eu comecei a estudar, mesmo continuando a trabalhar ao sábado. Num espaço tão curto de tempo tudo nas nossas vidas mudou e isso levou a que demorássemos a criar rotinas nas nossas vidas. Admito que inicialmente não foi fácil, mal nos cruzávamos, poucas vezes jantávamos juntos e que não tínhamos propriamente horas de jantar e de realizar as tarefas domésticas. Admito até que me foi bastante custoso a nível emocional, porque para além de todas as mudanças os hábitos pessoais de cada um começaram a chocar e foi necessária muita conversa, muita cedência e até muito planeamento.

       O facto de Ele não ser minimalista mexeu um bocadinho comigo, não pela quantidade de coisas que tem, que apesar de não ser semelhante à minha, aceito e respeito, mas pela falta de arrumação e de organização d'Ele. Eu, que ao longo do último ano, tinha batalhado comigo mesma a ser mais organizada, mais arrumada e com alguns métodos para a manutenção do minimalismo na minha vida, vi-me de repente rodeada de coisas espalhadas e de tudo menos minimalismo. Inicialmente fui aceitando, mas chegou a um ponto (claro que num momento de maior cansaço físico e emocional) que tudo me pareceu transformar-se num bicho de sete cabeças e que me senti sufocada por toda aquela confusão em casa. Não foi fácil, Ele aceitar os meus hábitos e eu aceitar os d'Ele, mas após algumas conversas e até discussões, conseguimos chegar a um meio termo e desde então que as coisas têm corrido bem. As rotinas aos poucos têm sido implementadas e estamos a chegar a um ponto confortável da vida em comum, quanto à nossa relação? Cada vez mais forte, sem dúvida alguma. Ele não virou minimalista, mas aceita mais as minhas opiniões e começou a compreender que deixar a roupa espalhada pela casa e até o calçado que não dá, nem traz qualquer tipo de conforto (até porque sou sempre a primeira a sair e normalmente, a última a chegar). Ele começou a compreender que a arrumação diária é necessária para manter uma casa organizada e sempre com um aspecto bonito, confortável e até aconchegante. Eu comecei a aceitar as pequenas coisas que me faziam confusão, afinal tive também de compreender que somos diferentes e que é no nosso equilíbrio que nos complementamos.

        A chave para tudo isto? A comunicação, desde que fomos abertos um com o outro, sobre o que necessitávamos de mudar que as coisas foram melhorando, não que algum dia tenham sido terríveis, mas simplesmente melhoraram. Aos poucos, de uma forma quase inconsciente, a rotina foi-se instalando, uma rotina em que ambos estamos confortáveis e em que ambos conseguimos ser nós próprios. Afinal, Ele não é minimalista, mas também não precisa de o ser para sermos felizes juntos.

 

P.S.: Ninguém me venha dizer que os primeiros tempos a viver com uma pessoa são só um mar de rosas!

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