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justsmile

17
Set09

Palavras

(Imagem retirada da Internet)

 

Às vezes sinto que as palavras não são suficientes para me exprimir. O que escrevo é um modo de refúgio do que existe lá fora e que todos os dias tenho de confrontar, com as palavras posso ser o que quiser, posso ser quase perfeita, posso ser a revolucionária que anseio vir a ser, posso ser a heroina de mais uma história de terror, com simples letras posso explorar o mundo que desconheço. Posso viajar e criar emoções que jamais ousei sentir, posso ver através dos sonhos o que os olhos um dia desejam alcançar. Mas as palavras não servem só para sonhar, servem para me exprimir, para dizer o que sou, o que sinto aqui e agora, servem para tornar os sonhos mais reais e tornar na determinação uma aliada para os alcançar. As palavras podem provocar os mais variados sentimentos, um simples 'Desculpa' mostra arrependimento e culpa, provoca a quem ouve a vontade de perdoar e de ser compreensivo. Um 'Amo-te' pode provocar um sorriso, uma lágrima, um desejo ardente de voltar a repetir vezes e vezes sem conta a palavra, o sentimento, o prazer de o proferir e assistir à reacção de quem a recebe. Um 'estou aqui' serve-me de muitas vezes de apoio, de força para continuar uma jornada que por vezes acho perdida, dá energia para continuar a lutar, para não me dar por vencida e voltar a ter coragem. 'Coragem', uma palavra que muitas vezes é esquecida mas necessária na vida, é preciso força, vontade para me voltar a levantar depois de uma queda vertiginosa, costumo evocar a palavra a mim própria quando sinto a necessidade de a ouvir. Volto de novo ao jogo da vida de cabeça erguida, afinal foi preciso coragem para voltar a erguê-la. As palavras dão sentido à vida, a escrita dá cor ao dia a dia, pode ser um preto e branco triste e com notícias más, mas já conseguiram imaginar a força que as palavras têm na nossa vida? Três simples letras podem mudar uma vida, Amo. Uma simples frase pode mudar os sentimentos numa pessoa, um simples argumento salvar a vida a alguém, mas uma palavra proferida sem sentido por vezes pode ficar gravada no coração para sempre. As palavras podem também ferir, causar feridas que dificilmente curam, pode cravar-nos na pele como um espinho e mesmo assim temos de as ouvir e continuar a viver com elas. Por vezes as palavras são usadas abusivamente, usamos e abusamos sem sentido, achamos que temos o dom da palavra quando na realidade as dizemos da boca para fora sem pensar. As palavras são mais do que meras letras, são sentimentos, decisões, são vida para quem ouve e profere. Conseguem-nos trazer um sorriso, conseguem-nos trazer gargalhadas bem sonoras e alegres, conseguem-nos trazer lágrimas de saudade e tristeza, mas dão-nos a vida. Dão-nos a expressão, dão-nos a voz e a comunicação, dão-nos a entoação que queremos dar às coisas e até mesmo a importância. Marcam-nos certos momentos da vida na memória e no coração, marcam-nos com o bom e o mau. Por vezes culpamos as palavras quando nos magoam, mas não são elas as culpadas, elas são meras marionetas de quem as ousou usar, são meros 'objectos' que saiem da boca das pessoas, mas as pessoas não dependem das palavras, mas as palavras dependem das pessoas e só elas é que lhes dão sentido. Quanto a mim, acho que vou continuar por muitos anos agarradas às minhas palavras que tantas vezes fazem sentido, que tantas vezes exploram as minhas angústias e que tantas vezes me deram força e me fizeram aclamar alto e bom som 'Coragem'.

05
Set09

Mostro das Bolachas

(Imagem retirada da Internet)

 

Lembram-se desta figura azul que todas as manhãs bem cedinho entrava pela nossa televisão para se tornar numa das personagens mais lembradas da nossa infância? Pois bem, se não se lembram, lembro-me eu muito bem do meu mostro das bolachas. Este era uma das minhas personagens preferidas da Rua Sésamo, até porque eu própria sou um 'mostro das bolachas', adoro bolachas e a mim mãe quando era pequena chamava-me muitas vezes mostro das bolachas quando me via ir à cozinha sorrateiramente para ir roubar uma ou duas bolachas à velha lata das bolachas. A verdade é que continuo esse mostrinho azul, ao ver televisão lá estou eu com um pacote de bolachas entre as mãos, podem ser de água e sal, podem ser integrais, podem até mesmo ser maria torrada ou normal, mas o que me importa é que são bolachas. Adoro bolachas com geleia, adoro bolachas de chocolate, e aquelas bolachas que só se compram no comércio tradicional do porto? Aí que delicia! As bolachas são sempre um bom snack, seja de manhã, à tarde ou até mesmo à noite. O que nunca pode faltar cá em casa são bolachas, senão aqui a Just fica toda desconsolada... É por isso que eu e o meu amigo 'Mostro das Bolachas' nos dámos muito bem, porque ambos partilhamos a nossa paixão pelas bolachas. É pena, mas hoje em dia já não se fazem desenhos animados como antigamente, super simpáticos e nada violentos. Deixo-vos aqui um vídeo do mostro das bolachas, lamento mas o melhor mesmo é colocar as colunas no máximo porque o som não está do melhor, mas ele consegue explicar o que adoro numa bolacha^^

 

'Sabem? Quando chega à hora de mastigar a bolacha, não chega só comer a bolacha. Primeiro é preciso dizer que se gosta dela, agora eu e a Orquestra das Migalhas agradecemos a todos vós por deixar partilhar o meu amor com a bolacha!'

 

29
Jul09

A capela mortuária

(Imagem retirada da Internet)

 

A 21 de Março deste ano, na minha pequena freguesia da senhora d'Agrela, estreou-se a controversa capela mortuária. A sua forma moderna e invulgar criou muito falatório no meio dos habitantes mais velhos desta minha aldeia, inicialmente pensavam que ia ter um crematório devido a uma espécie de tubo que deixa entrar a luz para o altar, criou muita discórdia devido ao altar simples comparado com o da igreja da paróquia, mas no final tornou-se motivo de apreciação e de elogios por parte do povo. A questão é que desde a sua inauguração que a capela ainda não foi estreada. Não, não desejo a morte a ninguém da minha terra, mas a verdade é que é um acontecimento inédito não falecer ninguém durante seis meses aqui na aldeia. A verdade, é que quando morre um no espaço de menos de um mês morrem mais dois, por isso já é do género, 'Quem é o próximo?', coitados dos velhotes, deve ser chato andar com aquele receio de quem irá ser o próximo ou quando chegará a sua vez. As minhas tias e familia, acham que querem todos tanto estrear a capela que acabam todos por não a 'usufruir' (isto parece demasiado maldoso, mas a verdade é que os idosos daqui estão sempre a falar de quando será a sua vez e quando se irão 'juntar ao senhor'...). Ainda hoje, a minha tia que foi de férias a primeira coisa que me perguntou depois de eu atender o telefone foi 'Alguém já estreou a capela?' eu comecei-me a rir e claro que lhe dei a resposta que ela já esperava, 'Não tia, ainda ninguém estreou a capela, já toda a gente fala nisso!'. Pois é, esta demora tornou-se conversa diaria nos cafés cá do sitio e tudo espera pelo infeliz que irá estrear a capela.

 

(Aí que post mais deprimente!=P)

 

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