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justsmile

30
Jul18

Regressar à vida real

(Imagem retirada daqui)

 

       Voltar à vida real depois de quase três semanas ausente é quase doloroso. Aliás, não é quase, é realmente doloroso. É fisicamente doloroso fazer o corpo entrar ao trabalho às 9h00 da manhã. É o corpo que já não está habituado a levantar-se cedo, é a consciência que está receosa que o alarme não toque e é o psicológico que começa a lançar o alerta de que o melhor mesmo era continuar de férias. E quando esse regresso vem com uma mudança de vida nas duas últimas semanas, tudo se torna ainda mais doloroso. Mas estou viva! Cheia de novidades para vos contar sobre o casamento e sobre a lua-de-mel, sobre a casinha nova e as mudanças todas de vida. Venho cheia de vontade de vos contar mil e umas coisas, mas só de olhar para a agenda do trabalho já sinto o tempo escassear e o cansaço a infiltrar-se mais rapidamente do que seria esperado. 

        Contudo, venho com um sorriso de orelha a orelha, o casamento foi absolutamente lindo e tudo correu muito melhor do que esperado. A lua-de-mel foi uma surpresa e fiquei mais encantada pelo México do que alguma vez esperaria. E regressar? Regressar para a nossa casa foi bom, com a casa de pernas para o ar e tudo para arrumar, mas foi bom. Melhor ainda foi regressar a este cantinho, onde me esperava um miminho da Passarada. Um miminho que já tinha lido, mas que me aqueceu o coração e que juro, me sensibilizou a alma. A Passarada, um grupo improvável de pessoas que se cruzou no meio da blogosfera e que poucos se conhecem pessoalmente, mas que se apoiam mutuamente para a parvoíce e para a tristeza, para a alegria e para a galhofa. Eles encheram-me o coração no dia após o casamento (vá, eu sei que isto foi no dia do casamento) com os gestos e as palavras que partilharam comigo, aqui agradeço tudo. A prendinha, as palavras e o carinho que partilharam comigo ao longo de toda esta aventura que foi preparar um casamento e uma casa, agradeço as vezes que me 'ouviram' resmungar e que me ajudaram a rir nas alturas de maior stress. Graças a eles sou uma pessoa mais feliz e com mais amigos e hoje, neste regresso que graças a eles ainda me aquece mais o coração, deixo-vos aqui as palavras que eles partilharam nos seus cantinhos no dia 13 de julho às 14h00, precisamente à hora em que entrava na igreja para me casar: MagdaDrama QueenAlexandraCaracolFatiaMula e Silent Man. Um grupo improvável que entrou na minha vida sem querer, mas que já não sei ver-me sem eles. Um enorme obrigada a todos, do coração

        Agora? Agora vou voltar para o meio da papelada que estava sobre a minha secretária, vou tentar organizar os posts que tenho tanta coisa para vos contar e ainda tentar criar uma nova rotina nesta nova vida de casada.

           Voltar à realidade é realmente doloroso, mas assim, rodeada de tanta gente que me quer bem, sabe tão bem!

05
Jun18

A despedida de Solteira

      Com a promessa de um mês de Junho cheio de trabalho, pedi à minha irmã e madrinha de casamento, que a minha despedida de solteira fosse logo no início do mês. Ele iria para a despedida de solteira dele durante um fim-de-semana inteiro e eu aproveitava e fazia a minha também. Não tinha expectativas, não sabia bem o que me esperava e a verdade é que nem me preocupei com o assunto, simplesmente decidi que nesse dia me deixaria guiar por todas as mulheres que iriam participar na despedida de solteira. De manhã decidi ir ver a festa de Finalistas do Jardim de Infância do meu sobrinho (arre que o pirralho está grande!) que durou mais do que esperado e levou-me a uma corrida contra o tempo para conseguir chegar a casa a tempo de almoçar e preparar o meu saco da piscina, tal como pedido pela minha irmã. 

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       Depois do almoço lá nos metemos num carro com as minhas primas, irmã e tia, sem saber bem para onde íamos, já sabia que pelo menos seria para um Spa, quando me apercebi que seria para o Porto Vila Galé Hotel. Sorri de orelha a orelha, depois da semana complicada que tinha tido o que mais me apetecia era relaxar, desligar o cérebro e deixar os músculos relaxarem. Adorei! O Spa falhou com a falta de jactos na água e com a água mais fria que morna, mas de resto foi fantástico. O jacuzzi era perfeito, a sauna também e a piscina permitia dar umas boas braçadas. Foi o início de uma despedida de solteira perfeita, com uma vista invejável sobre a cidade do Porto e com o ambiente perfeito para relaxar, e só eu sei o quanto estava a precisar disso. Conversámos, rimo-nos e relaxamos, tal como o planeado.

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       Quando saímos do Hotel, já relaxadinhas e cheirosas, não fazia a menor ideia do que me esperava. Deixei-me novamente guiar por todas elas quando compreendi que estávamos a chegar ao Parque da Cidade do Porto e que a minha despedida de solteira iria ser um piquenique. Elas incorporaram o meu casamento de sonho na minha despedida de solteira de sonho, a ideia partiu da minha irmã e é a ela que tenho de agradecer todos os pormenores, todas as ideias e todo o trabalho desta despedida de solteira. O Cantinho para onde me levaram estava enfeitado a preceito, cheio de balões, plaquinhas e pequenas coisas que tornavam tudo super giro. A minha irmã até ao trabalho de colar etiquetas nos copos de plástico se deu com a informação 'A Hora da Despedida da Just'.

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       Estava tudo tão giro e tão perfeito que imaginei logo o que ali faltaria, estava a faltar a parte parva do dia. Digamos que a minha família tem uma tendência para a parvoíce (sempre no bom sentido) e para a brincadeira e foi quando me alertaram para uma prenda compreendi que ali deveria estar a parte mais divertida da festa. Dentro de uma caixa toda gira estavam quatro rolos de papel higiénico, o objectivo? Fazer o meu vestido de noiva. Para completar, ainda me arranjaram os tão falados sapatos vermelhos que falei durante toda a minha vida. Além do bouquet que estava integrado num rolo de papel higiénico (ups, não tenho fotos do maravilhoso vestido sem se ver a minha cara...). Já vestida a preceito comi, bebi e diverti-me com algumas das pessoas mais importantes da vida, entre amigas que tinham estado à nossa espera, e a minha família. Ainda me fizeram um jogo com perguntas que Lhe tinham feito e em que o objectivo era ver em quantas acertávamos. Falhar realmente falhámos em duas, isto porque depois vi o filme em que Ele dava as respostas, "Quem é mais teimoso?" eu respondi que obviamente era Ele e Ele respondeu que ambos, vá, talvez tenha sido mais sincero. A seguinte foi a questão que realmente discordei, era óbvio que eu conduzia melhor e não Ele, mas Ele discordou. De resto estivemos imenso em sintonia e acertámos em quase todas as questões.

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       Sendo um dos elementos mais novos da minha família directa, ainda cedo muitas das mulheres tiveram de ir embora por terem filhos à espera, no entanto as minhas amigas ficaram e decidiram levar-me até ao cinema. O filme foi do mais parvo que vi, no entanto, foi a partilha do tempo delas comigo, foi a tentativa de marcar o meu dia que mais me tocou. Sem dúvida que esta despedida superou todas as minhas expectativas, sem dúvida que tinha tudo a haver comigo e não falhou nada. Não há nada que mudasse desse dia e só tenho a agradecer a todas as pessoas que fizeram parte dele. Naquele dia, naquela despedida ainda um quanto ou tanto precoce, percebi o quanto sou amada por quem me rodeia. Foi a melhor despedida de solteira de sempre!

 

P.S.: Fotografias de Just Smile.

04
Mai18

Aquela coisa chamada 'Sessão de Solteiros'

(Imagem retirada daqui)

 

       Eu e Ele sempre tivemos a noção, desde a primeira fotografia, que nem um nem outro tinham jeito para a coisa. Quando tentamos tirar uma selfie ou até uma fotografia normal, Ele acha sempre que ficou mal e eu chego ao ponto de dizer que está excelente apenas para não ter de tirar outra. Ora, uma pessoa perfeccionista e a outra sem paciência, juntas dá uma junção de pouquíssimas fotografias juntos. Aliás, no geral, aproveitamos tão bem o tempo que estamos juntos, seja em viagens ou até numa simples saída a dois, que nunca nos lembramos de tirar fotografias. É algo rotineiro dizer 'raios, queria fazer um post no blog para falar sobre este restaurante, mas agora já comemos tudo', ou (ainda pior), 'oh, devíamos ter tirado uma fotografia naquele sítio que era tão giro'. Além de não nos considerarmos as pessoas mais fotogénicas à face da terra, ainda temos a falta do gene de tirar fotografias.

      Assim, procurar fotógrafo foi um dos processos mais complicados na preparação do casamento até agora. Tínhamos receio das poses, de não ficarmos bem, de não termos paciência para a coisa e até do jeito da própria equipa que nos acompanharia no próprio dia. Até que ao fim de muita discussão entre um e outro, de muita argumentação, de muitos orçamentos e depois de termos visto imeeeeensos casamentos decidimos por um que nos enchia as medidas (lembram-se disto?). Queríamos algo divertido, tipo fotoreportagem e sem as habituais poses e, principalmente, bonito e de bom gosto que não nos levasse a carteira e a conta bancária (ainda assim nunca pensei dar tanto por um fotógrafo, agora imaginem que foi dos mais baratos que gostamos...). Quando finalmente tomámos a decisão fomos então tratar do pack e optamos por um que incluía a sessão de solteiros, algo que até ao momento de ficar noiva não sabia que existia. Na altura achei estranho, porque raio haveria eu de querer fazer uma sessão de solteiros se não gosto sequer de tirar fotografias? E é aqui que se iniciou a nossa argumentação, a sessão de solteiros serviria para:

        - Conhecer melhor os fotógrafos e sentirmo-nos mais à vontade com eles para o dia do casamento;

        - Para nos habituarmos a ter alguém a tirar-nos fotografias;

        - Para compreendermos o que realmente é tirar fotografias.

      Lá nos consciencializamos de que o ideal seria mesmo fazer uma sessão fotográfica de solteiros, apenas para nos adaptarmos a essa coisa chamada 'fotografia'. No entanto, não sendo a Just e Ele pessoas propriamente normais, decidimos que mais que uma sessão de solteiros, queríamos também fazer algo com alguns amigos e família, no fundo uma espécie de brincadeira para dinamizar um bocadinho a coisa. Por proposta do fotógrafo, de manhã tiraríamos apenas eu e Ele fotografias juntos e de tarde juntar-nos-íamos aos amigos. E assim foi, no dia 1 de Maio de manhã eu e Ele fomos para a Marina da Afurada (apesar do fotógrafo achar que aquilo se chamava Freixo e andarmos desencontrados por uma quantidade estranha de quilómetros) e tirámos umas quantas fotografias. Admito que inicialmente foi bastante estranho, eu e Ele não percebíamos bem o que estávamos ali a fazer, nem como nos deveríamos comportar e posicionar, no entanto o fotógrafo deu-nos uma ou outra dica, principalmente 'brinquem um com o outro, divirtam-se e nós só fotografámos', o que acabou por acontecer. Começamos a brincar um com o outro, basicamente a dizer parvoíces uma atrás da outra (tão típico nosso!) e só assim começamos a sentir-nos à vontade. Não foi tão difícil como tinha imaginado e apesar de ter sido um nadinha constrangedor no início, a verdade é que esse sentimento passou e facilmente nos divertimos com a situação e aproveitamos o momento. Parámos ainda um bocadinho no Cais de Gaia para mais algumas fotografias com a minha cidade e digirmo-nos para uma tarde divertida no Parque da Cidade do Porto. 

        A tarde com os amigos e com a família foi super divertida e correu melhor do que alguma vez poderia ter imaginado. Divertimo-nos um com os outros, brincamos e ficamos com imagens fantásticas. Éramos mesmo nós naquelas fotografias? Admito que este pensamento percorreu imensas vezes a minha cabeça, cada vez que o fotógrafo nos mostrava algumas imagens parecia que estava a ver outras pessoas, alguém habituado a câmaras, habituado a flashes e que faziam sessões fotográficas diariamente. Foi nesse momento, no final desse dia de família, amigos e muito amor que me apercebi que fazer a sessão de solteiros foi uma das melhores decisões que tomamos. Não só ficamos a conhecer melhor os fotógrafos, como eles a nós, como ficamos de tal forma à vontade que as fotografias tiveram a capacidade de captar a nossa essência, aquilo que realmente somos, e não pretendíamos mais que isso. Percebemos que os fotógrafos eram tão loucos como nós e eles perceberam que os nossos amigos ainda conseguem ser mais.

       No final deste longo dia, mas realmente memorável, já deitados no sofá comentamos um com o outro "Hoje demos mais beijos em público do que alguma vez tínhamos dado em tantos anos de namoro, hoje demonstramos aquele romantismo que até nós desconfiávamos ter". Rimos um com o outro, mas ambos de coração cheio e orgulhosos, não só das nossas escolhas, mas das pessoas que temos na nossa vida.

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