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justsmile

28
Ago19

Mudar a alimentação não é fácil!

(Imagem retirada daqui)

         Ao longo dos anos fui considerando que tinha uma alimentação saudável, no último ano tenho a verdadeira percepção de que melhorei a minha alimentação, criando a percepção de uma falsa ideia quanto à minha antiga alimentação. Introduzi mais legumes do que aquilo que estava habituada na casa da minha mãe, com excepção do verão, comemos várias vezes sopa, aumentei o número de peças de fruta que como por dia e habituei-me a beber mais de 1,5l de água por dia. Tenho a perfeita noção de que os meus lanches são mais saudáveis, que a minha cozinha é um local com bastante variedade de legumes e frutas e até que os meus snacks hoje em dia não são só bolachas. Contudo, com estas questões da ecologia tenho-me apercebido que um dos grandes problemas é realmente o consumo de carne. Eu já tento evitar pensar no conteúdo químico que as carnes que ingiro contêm, mas para acrescentar a esta grande problemática veio o impacto que a produção de carne tem no meio ambiente. Admito que é bastante assustador aperceber-me dessa situação de algo que consumo, não diariamente, mas quase. Cada passo que dou, parece que me defronto com novas necessidades de mudança para com o nosso planeta.

          Sinceramente, não me imagino a viver sem carne, mas principalmente sem peixe. Cá em casa privilegiamos as carnes brancas, além de serem uma questão de preferência são também uma escolha devido a terem o menor de malefícios possíveis, mesmo sabendo que nunca serão 100% saudáveis. Sem peixe então, definitivamente não viveria, mas a verdade é que quero tentar implementar um dia de comida vegetariana por semana na nossa casa. Não é fácil para quem desconhece esse mundo e acha sempre que irá sentir falta da carne ou do peixe, contudo tenho tentado fazer esse esforço, já não é apenas por uma questão de ser mais ou menos saudável, mas para tentar diminuir a pegada ecológica da nossa família. Tenho-me tornado cada vez mais consciente da necessidade de mudar hábitos em prol do ambiente, mas nem sempre é fácil. Há tempos queria fazer bolachas, sumos e todo o tipo de afins a partir da Yammi 2 para diminuir o consumo de produtos artificiais, mas esqueci-me de que o tempo é um requisito necessário para essas tarefas e fui compreendo da impossibilidade de tal coisa acontecer. Hoje opto por ler mais rótulos e optar por coisas mais naturais, as bolachas (tirando as d'Ele) diminuíram drasticamente e tenho-as substituído por frutos secos ou por um iogurte a meio da manhã. Água tem sido uma preferência, exceptuando em festas, e no último mês tenho conseguido fazer pelo menos uma refeição vegetariana por semana, não que Ele aprecie muito, mas pelo menos os hambúrgueres de feijão preto valeram a pena. 

          Admito que mudar a alimentação tem sido bastante difícil, principalmente na compra dos produtos, no entanto tenho feito o esforço para conseguir diminuir a minha pegada ecológica e ainda assim alimentar-me de forma económica e saudável. Vocês tinham noção desta realidade assustadora?

 

 

04
Out17

O Minimalismo mudou-me

(Imagem retirada daqui)

 

      Desde que me comecei a envolver por este conceito que me tenho sentido numa nova pessoa. Não sei se será exclusivamente do minimalismo ou se de uma combinação desta nova fase da minha vida com uma vontade enorme de me transformar em alguém melhor. Mas sei que nos últimos meses tenho sentido em mim algumas transformações. Há minha volta pouca coisa mudou. Os móveis continuam os mesmos, apesar de mais vazios e mais organizados. As pessoas que tenho vindo a incluir mais na minha vida mantêm-se. O emprego continua o mesmo ou ligeiramente pior, mas nada com o qual não saiba lidar. Algumas das minhas questões profissionais mantêm-se e até continuo a fazer um esforço enorme para poupar para as obras e o casamento. Mas algo em mim se transformou desde que me dediquei a ler e a aceitar algumas dicas do minimalismo. Sinto-me mais leve.

      Leveza é o termo certo para aquilo que tenho sentido nos últimos meses. Como uma espécie de anestesia que me faz questionar onde está a Just que andava sempre preocupada, apesar de pouco stressada. Parece que simplesmente está escondida em algum lugar e deu lugar a uma Just mais calma, mas que não deixa de resmungar, a uma Just que sabe lidar melhor com os problemas e que relativiza os obstáculos de uma forma mais leve. Leve é realmente aquilo que me sinto. Como se há minha volta nada tivesse mudado, como se à minha volta o tempo continuasse a passar como uma espécie de furacão, mas dentro de mim e da minha cabeça apenas ouvisse a batida das ondas na areia. Tenho-me sentido tranquila, relaxada, estranhamente calma. Sei que nos últimos meses tenho tentado mudar alguns hábitos em mim, obrigando-me a parar e respirar. Obrigando-me a ter consciência daquilo que ofereço ao meu corpo. Mas principalmente a deixar de lado tudo o que me traz energias negativas. Tudo o que não me faz bem. Tudo o que não encaixa comigo e com a minha felicidade.

     É difícil mudar de hábitos. Enraízam-se em nós como se fizessem parte do nosso próprio ser, mas é com as pequenas mudanças e pequenas transformações que me sinto grande. Que me fazem pensar "porra, consegui!". São coisas tão pequenas e insignificantes aos olhos dos outros que para mim são grandes mudanças, mudanças gratificantes aos meus olhos. A nível alimentar tenho estado mais consciente daquilo que como, tornei os refrigerantes quase inexistentes na minha vida, diminui o açúcar no café, aumentei as frutas e ainda diminui a minha gula com coisas doces. A nível de higiene pessoal tenho estado mais atenta aos produtos que compro, quero produtos mais naturais e à base de menos químicos. Tenho experimentado produtos naturais para coisas básicas, como desodorizante e gel de banho. E se formos a falar do ponto de vista ecológico tenho tentado estar também mais atenta, mais alerta para os desperdícios. No trabalho torna-se algo muito complicado de conciliar, mas a nível pessoal tenho tentado diminuir a minha pegada. Apesar de não ser a coisa mais confortável do mundo, tenho tentado aproveitar a água fria que sai do banho (não só por ecologia, mas por necessidade pois a água anda escassa para estes lados). Tenho aprendido que não é necessário lavar tantas vezes aquele par de calças e até que a camisola pode ser usada mais uma vez se ficar a apanhar ar. É também na organização que tenho sido mais meticulosa, nunca fui propriamente desarrumada, mas era o tipo de pessoa que arrumava e passado uma semana estava igual. Nos últimos tempos não tem sido assim, tudo o que mexo tem ficado igual a como estava. Tudo tem tido o seu espaço e não existem coisas a mais que não tenham o seu local de arrumação.

      Parece que não, parecem coisas absurdas, coisas básicas, mas todas estas pequenas mudanças têm-me feito bem. Mais que uma casa arrumada, mais que um quarto arrumado e em que não perco tempo à procura das coisas, eu própria me sinto "organizada" sentimentalmente, com as prioridades bem definidas. A agenda, que já era usada, agora é ainda mais usada. Até para arranjar as unhas tento encaixar na agenda que ultimamente tem estado bastante preenchida. São coisas tão banais aos olhos dos outros, mas que para mim têm tido um efeito inesperado, este efeito de leveza. É esta organização, este arranjo de espaço para mim e para as minhas coisas que me tem feito crescer e querer mais. Não é só a agenda que está preenchida, não são só as coisas que estão arrumadas, mas eu própria me sinto melhor, transformada e, definitivamente, para melhor. Talvez tenha sido o minimalismo, talvez não, a verdade é que seja o que for sinto-me muito melhor.

      Cada vez mais acredito que a mudança está nas coisas pequenas. Cada vez mais acredito que a felicidade é feita de coisas pequenas.

 

23
Ago17

Alternativas para Intolerantes à Lactose

(Imagem retirada daqui)

 

Já aqui falei da minha intolerância à lactose, algo bastante desagradável e que não é propriamente fácil de se viver com. Ainda assim, há coisas piores e aprendi a viver com este 'meu drama'. Ao ler um post da Olívia , em que a sua filhota está a fazer reacção ao leite, pediu-me para que lhe desse algumas alternativas ao leite. Admito que ao fim de três anos intolerante à lactose ainda continuo a descobrir coisas novas e a procurar alternativas para determinados alimentos que me causam alguma gula. Mas antes demais, acho importante explicar uma coisa muito básica, intolerância à lactose é diferente de alergia à proteína da vaca. A intolerância à lactose é o facto de o nosso corpo não produzir a lactase que irá degradar a lactose, tal como a imagem abaixo indicada e retirada daqui, em açúcares mais simplificados. Não conseguindo degradar a lactose o nosso corpo reage e trata de a eliminar do corpo de uma forma muito menos confortável. A alergia à proteína da vaca, é uma alergia como a qualquer outro alimento e tem vários graus de gravidade, podendo provocar a morte no seu caso extremo. No caso da intolerância podem ser ingeridos alimentos compostos por leite animal mas com a ausência da lactose, enquanto que na alergia à proteína da vaca tal coisa não acontece e o 'sem lactose' facilmente encontrado em alguns alimentos não é realmente suficiente.

Desde que me surgiu esta intolerância que tenho vindo a procurar alternativas alimentares para substituir alguns alimentos que não posso ingerir. Infelizmente, não são produtos propriamente baratos, mas tenho tentado equilibrar o preço com a qualidade do produto e com o facto de ser ausente de lactose.

 

Leite, sempre bebi leite e quando fiquei intolerante ainda tentei experimentar leites sem ser de origem animal, mas não consegui gostar. Leite de soja, leite de amêndoa e afins não eram para mim. Comecei a optar por leite sem lactose, onde não sinto nenhuma diferença de sabor, apenas de valor. O leite sem lactose, apesar de existirem várias marcas e vários leites com diferentes percentagens de lactose, são caros, 0,99€ é o mínimo que tenho pago e noto alguma diferença do leite de marca branca para o leite da Mimosa (o qual tenho maior preferência). Basta colocar os diferentes leites em dois copos de vidro e a diferença é evidente, os de marca branca são mais transparentes, mais aguados, e o da Mimosa não, é mais baço, mais consistente.

Natas, as natas foi uma das coisas que mais demorei a encontrar do meu agrado. Adoro natas em massas, quiches e para sobremesas, mas não foi propriamente fácil encontrar a adequada. Não gostando de alimentos de soja comecei por experimentar natas sem lactose, o que não foi fácil, pois só recentemente surgiram com mais regularidade no supermercado. No entanto, a consistência das natas sem lactose não era a que mais gostava até que experimentei as Alpro Soja, tanto para sobremesas como para cozinhar gostei muito da consistência (apesar de achar que nunca atingem aquela fofura que as natas normais atingem). Quem experimenta os meus cozinhados com estas natas não notam a diferença e é algo que posso usar sem qualquer problema.

Gelados, pela primeira vez este ano encontrei gelados sem lactose. Não são nada de outro mundo, comem-se bem, mas nem lá perto estão da suavidade de um gelado normal. Além de que só há ainda gelados para comer à colher. Mas ainda antes destes gelados terem surgido optei por comprar uma máquina de gelados que tenho aproveitado para me deliciar, não ficam tão cremosos como os que levam leite e natas normais, mas pelo menos deixam-me matar a gula.

Bolachas, as bolachas tenho-as descobrido através da leitura de muitos rótulos e por tentativa erro. Algumas, para os que têm intolerâncias mais graves, o facto de 'poder conter vestígios de leite' pode ser o suficiente para uma reacção, para mim é praticamente uma questão de pura sorte. As Yamys, baratas e saborosas estão completamente livres de lactose, as Oreo podem conter vestígios de leite, mas adoro e não tenho tido problemas. Surpreendentemente tenho encontrado muitas que são feitas à base de produtos de soja.

Queijo, este foi um dos meus principais erros quando fiquei intolerante à lactose. De cada vez que ia ao supermercado ia directamente à parte dos queijos sem lactose, até que numa das consultas o médico me referiu que o queijo flamengo, seja qual for a marca não tem lactose. Inconscientemente, andava a ser enganada nos pacotes de queijo mais caros que tinham o rótulo 'sem lactose' sem qualquer tipo de necessidade, podendo comprar qualquer queijo flamengo, mais barato e sem a possibilidade de qualquer reacção. Nunca mais usei outro queijo, apesar de existirem marcas que têm queijo mozarela e emmental sem lactose, mas para não gastar mais opto sempre por flamengo, mesmo para a cozinha.

Iogurtes, os iogurtes têm sido a minha maior dificuldade. Durante anos, anos mesmo, comi sempre iogurtes. Líquidos, com pedaços, sem pedaços, gregos e com cereais, no entanto desde que fiquei intolerante que ainda não encontrei iogurtes sem lactose que gostasse. Acho todos, de marca e marcas brancas, demasiado açucarados. Acho todos demasiado doces, nem mesmo quebrando com frutos secos ou fruta fresca os consigo comer. Os de soja são outro problema, pois simplesmente não gosto do sabor que fica na boca depois de os comer. Ainda não encontrei os iogurtes certos, mesmo depois de ter experimentando muitas marcas, mas como têm surgido novas marcas no mercado pode ser que em breve consiga encontrar os iogurtes que tanto anseio.

Produtos a ter em atenção a lactose, devido aos diferentes níveis de tolerância à lactose há produtos que umas pessoas aguentam e outros que não. É necessário então ter-se atenção a produtos que raramente nos lembramos que contém lactose, por questões de fabrico ou de conservação, nomeadamente, o fiambre, a massa folhada, cremes dos bolos, bolachas de água e sal e outros afins, tostas, salgadinhos, pizzas, croissants e até os batidos. Algo que fiz reacção foi ao McDonalds, possivelmente usam lactose para a conservação de hambúrguer, pois mesmo pedindo sem queijo tive uma reacção desagradável.

 

Produto sem alternativas à lactose, apesar da diversidade de produtos ser cada vez maior (proporcional ao número de casos que têm surgido) há ainda dois produtos que não consegui encontrar em Portugal, já confeccionados, sem lactose: molho bechamel e leite condensado. Ainda há mais as massas frescas feitas e pizzas pré-congeladas, entre muitos outros produtos. No entanto, são produtos que podem ser confeccionados em casa para quem tiver coragem de o fazer. O molho bechamel costumo fazer uma batota enorme com natas de soja e bons temperos juntamente com manteiga, no entanto o leite condensado nunca experimentei e só encontrei em sites espanhóis a opção sem lactose. Mas certamente que num futuro próximo estes produtos já surgirão sem problemas nos nossos supermercados.

 

A cada dia que passa vou aprendendo novas coisas e isto da lactose ensinou-me a confeccionar mais pratos, mais sobremesas que não posso comer fora de casa. Ir a um restaurante é um pequeno tormento em que se tem de ter muita atenção ao que se come, no entanto, há males piores e sinto que a intolerância à lactose não é o pior, não é fácil, mas não é o pior. A jornada vai sendo feita e à pergunta '- como consegues resistir?' a resposta é fácil, só de pensar no quanto iria sofrer depois de me deliciar com algo 'malígno,' desisto logo de tentar comer. Prefiro não comer do que sofrer.

 

P.S.: Olívia espero ter-te ajudado um bocadinho e se houver mais alguma questão, a que saiba responder, responder-te-ei com todo o prazer.

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