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justsmile

30
Dez17

E 2017 termina sem saber bem como...

(Imagem retirada daqui)

 

       Sem saber bem como, doze meses se passaram desde que entramos em 2017. Não sei bem para onde foi o tempo, não sei bem como o gastei, mas a verdade é que já se passaram 365 dias desde que fiz a minha reflexão sobre o ano anterior. Não sei se foi da carga de trabalho que este ano se acumulou, não sei se foi por andar sempre ocupada com compromissos ou até por andar tão preocupada com o casamento e a casa, mas o tempo passou e chegamos ao fim de mais um ano. Mais um ano, mais um capítulo e chegou aquela altura de reflectir sobre o ano e sobre o nosso futuro. Gostaria de apelidar este ano como o ano das conquistas, do crescimento e do esforço, três palavras que conseguem descrever adequadamente o meu ano.

      Em 2017 conquistei algo que durante muitos anos apenas sonhei. Desde pequena que sonhava em construir a minha própria casa, desde que sou adulta que via esse objectivo como algo praticamente irrealista, como se não passasse apenas de um sonho absurdo para os tempos em que estamos. No entanto, Ele partilhava o mesmo sonho. A sua ambição sempre foi construir a sua própria casa, planeada, ponderada e bem ao seu gosto. E foi este ano que demos o primeiro passo para a a concretização desse sonho. Em 2017 senti-me tornar uma adulta ao adquirir um terreno para a nossa futura casa. Um terreno, que ridículo! Pensam alguns, no entanto era algo que fazia parte dos nossos projectos, mas que nos parecia inalcançável e em coisa de poucos meses, depois de muitas despesas, conseguimos dar esse passinho de bebé que para tantos é insignificante, mas que para nós foi um dos maiores passos da nossa vida. É o início de um sonho que começa a ganhar forma, foi para nós uma verdadeira conquista. Foi também o ano de ficar noiva, um sonho antigo que teve de ser adaptado a uma realidade que não tinha imaginado (um casamento tão tradicional nunca me tinha passado pela cabeça). Foi o ano de nos comprometermos um ao outro, o ano de realmente planearmos uma vida a dois que há tanto desejávamos. 

      Este ano senti-me inquieta inicialmente. Os passos na minha vida tinham começado a ser dados, mas em mim faltava-me algo. Precisava de conseguir lidar com a enorme carga de trabalho, precisava de me olhar ao espelho e sentir-me como nunca me tinha sentido. Queria que o meu corpo e a minha mente entrassem num equilibro e que conseguissem lidar com as obrigações da vida da melhor maneira possível, foi então, sem saber como que me deparei com o Minimalismo, algo que já tinha entrado no meu vocabulário há uns anos, mas um conceito que estava congelado na minha mente. A palavra foi descongelada, foi aproveitada e usei-a para o meu próprio crescimento. Queria ser mais, queria ser melhor! Li muito, comecei a tomar pequenas mudanças na minha rotina e aos poucos comecei a sentir-me melhor, mais leve, aquela palavra que tão bem me começou a caracterizar em alturas de alvoroço. Comecei a deixar-me levar por esta onda de me organizar para conseguir tempo para mim, comecei a desenvolver a minha capacidade de me desligar dos problemas, de procurar o que a vida tem de bom e a gerir da melhor forma possível o meu tempo. Num ano de muitas decisões, de muitas aventuras, de inúmeros compromissos consegui lidar com eles de uma forma como nunca o tinha feito. Senti-me crescer. Noto em mim a diferença da Just do ano anterior para a de agora. Mas cresci noutros aspectos, não só aprendi a palavra desapego como comecei a pensar mais em mim, na minha saúde física e mental. Fiz mais desporto, procurei alimentar-me melhor e mudar hábitos pouco saudáveis. Fiz por ter mais paciência, fiz por ignorar situações desagradáveis que em nada me ajudariam e fiz por pensar mais um bocadinho em mim. Senti-me, pela primeira vez, um bocadinho mais egoísta, mas era disso que precisava para a minha vida. Cresci tanto em 2017, senti esta mudança em mim com orgulho e um sorriso no rosto. O mundo continua o mesmo, os problemas não desapareceram, mas sei lidar com eles de uma nova forma. Guiei-me pela experiência dos outros, li muito as palavras dos outros e consegui transportar para mim essas mudanças. Hoje termino o ano com uma sensação de concretização pessoal fantástica. Sinto-me feliz, sinto-me crescida, sinto-me uma nova Just, ainda mais focada, ainda mais decidida, mas também mais calma.

       Mas 2017 foi também um ano de muito esforço pessoal. A falta de um emprego na minha área fez-me agarrar uma oportunidade de me manter um bocadinho ligada à Terapia da Fala e comecei aos sábados a trabalhar naquilo que realmente gosto. Apesar do gosto, apesar da sensação de concretização que me dá foi necessário um esforço enorme. Depois de uma semana de 45h de trabalho, mais as idas à piscina e ao ginásio a vontade de preparar sessões à sexta-feira à noite e até de levantar cedo ao sábado eram zero, no entanto percebi que precisava dessa oportunidade. Agarrei-me a ela com unhas e dentes, deixei o cansaço de lado e esqueci o meu descanso e apesar de trabalhar 50h por semana, apesar do cansaço, sinto-me bem. É um esforço enorme, no entanto necessário a mim e à minha conta bancária (são sempre alguns extras que sabem bem nesta altura). Foi um ano de fazer um esforço para poupar, para juntarmos dinheiro para o nosso casamento e para a nossa casa, nem sempre fácil, mas conseguimos e estou orgulhosa dos nossos feitos. Lutamos pelo nosso futuro, lutamos pelos nossos sonhos e nunca deixamos de nos esforçar para os concretizar. Esforcei-me também por me manter positiva, para mudar, para crescer, para ser uma melhor pessoa e isso exige força, coragem para admitir o que está errado e ambição de se ser melhor. Esforcei-me por ajudar, esforcei-me para colaborar ainda mais na minha comunidade, abdiquei em alguns momentos da minha vida pessoal pelos outros. Dei do meu tempo, dei de mim, mas sinto que com todo esse esforço, com todo o cansaço que senti ao longo do ano só cresci.

       2017, apesar de me ter desaparecido por entre os dedos, foi um excelente ano. Foram muitas as conquistas, foram muitos os sonhos realizados e termino o ano de coração aconchegado, mas também com a certeza que 2018 será um grande ano. Posso não ter realizado grandes feitos. Posso não ser reconhecida. Posso até não ter crescido profissionalmente como desejava, mas comecei a dar uma volta à minha vida, comecei a 'mudar-me' por dentro e por fora e tudo isso torna 2017 num dos melhores anos da minha vida. A esperança de que 2018 venha ainda melhor só me deixa de a terminar o ano com um sorriso nos lábios.

      E como foi o vosso ano?

26
Dez17

2017 em Leituras

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      Pensei que 2017 seria um ano mais complicado para as minhas leituras. A carga de trabalho aumentou significativamente, aumentei também as minhas idas à piscina e ao ginásio e tive imensas questões pessoais para resolver, pensando assim que seria difícil de cumprir com o meu plano de ler 20 livros. No entanto, os livros que escolhi este ano foram tão bons que me fizeram cumprir facilmente o plano a que me propus no início do ano. Não só cumpri com o meu número de livros, como cumpri com os livros que queria ler durante o ano de 2016 (podem ver a lista aqui). Infelizmente, "A minha luta" de Adolf Hitler fica pela segunda vez parado na estante, apenas porque ainda não encontrei a predisposição para ler um livro real, o verdadeiro livro que conseguiu influenciar a cabeça de tanta gente, por isso o deixei lá a apanhar pó. Espero em breve conseguir acalmar a minha vida e com isso ter a oportunidade de matar a minha curiosidade quanto a este livro tão controverso. Contudo, 2017 foi um ano de excelentes leituras, leituras surpreendentes, leituras fascinantes e tão envolventes!

      Este ano surpreendi-me ao matar o meu preconceito com Isabel Allende, ficando perdidamente apaixonada pelo seu livro "O Amante Japonês".

      Fiquei surpreendida com o "Mataram a Cotovia", agradavelmente surpreendida por um livro me ter conseguido prender tanto.

      Li imensos thrillers este ano, talvez o ano em que tenha lido mais este género de livro, devorei o "Objectos Cortantes" e fiquei completamente agarrada ao "Hipnotista" e às "Noites Brancas".

       Irritei-me com as "Mulherzinhas" e com o final do "Me Before You", ainda assim vi o filme e mantive-me irritada.

       Terminei a saga da "Biblioteca dos Livros Esquecidos" do Zafón e fiquei triste, não com o final, não com o livro, mas por ver uma saga que tanto me apaixonou a terminar.

       Deixei-me levar "Por um fio" e descobri mais um bocadinho sobre a vida adolescente em "Fala-me de um dia perfeito".

       Ri-me às custas das aventuras de "Mais Maldito Karma" e até fiquei completamente fascinada com as histórias da bíblia em "O último segredo".

       Iniciei mais uma saga que espero terminar em 2018 com "Beijo das Sombras" e não fiquei encantada com "O Retrato de Dorian Grey", aquele ego aumentado deixou-me de pé a trás e com pouco interesse no livro.

      Este ano deixei-me também levar pelas boas promoções, pelos bons preços e pelo desconhecido. Peguei em livros que nunca tinha ouvido falar, que mal li a contra-capa, mas que por algum motivo me atraíram e valeu a pena. 2017 foi um ano de excelentes leituras, sinto-me reconfortada ao ver o que li e os novos conhecimentos que adquiri. Talvez 2018 seja também um bom ano para me deixar levar pelo desconhecido, talvez a feira do livro e as promoções sejam uma boa forma de pegar em livros que nunca imaginaria. Que 2018 me traga tão boas leituras como 2017!

      E vocês? Que leitura vos marcou de 2017?

21
Dez17

O que aprendi em 2017?

(Imagem retirada daqui)

 

      A reflexão sobre 2017 ainda está para chegar, no entanto, ainda antes de ter chegado a Dezembro de 2017 dei por mim a pensar nas lições que retiro de 2017. Foi um bom ano, sem dúvida que sim, se o formos comparar com os últimos dois anos, no entanto apercebi-me que também não foi propriamente um ano fácil. Apesar de ter conseguido concretizar alguns sonhos, apesar de ter começado a realizar os meus próprios desejos, dou por mim a verificar que foi um ano de luta, um ano de aprendizagens, de auto-conhecimento e de reflexão. Apercebo-me agora, mesmo no final do ano, que este foi um ano de muitas lições.

      Aprendi que nem sempre a sinceridade é boa aliada. Fui sincera e perdi uma amizade. Não fui desagradável, simplesmente expus totalmente a minha situação, os meus sentimentos e como não fui compreendida perdi uma amizade. Acho que se tivesse dado uma desculpa esfarrapada para declinar um convite, penso que se tivesse inventado algo, hoje manteria essa amizade. Em vez disso optei por ser 100% sincera, mostrar o meu lado da situação e isso fez-me perder uma amizade. Aprendi uma lição, não sei se irei voltar a repetir, pois sou apologista da sinceridade acima de tudo, mas aprendi que nem sempre a sinceridade funciona.

      Aprendi que não vale a pena fazer fretes. Deixei-me totalmente de me colocar em posições que me são desconfortáveis, que não se adequam a quem sou e que não valem a pena. Desisti de tentar sorrir a quem não merece e comecei a dizer mais vezes 'não'.

      Re-aprendi que as verdadeiras amizades são para sempre. Aqueles amigos que um dia achei perdidos estiveram ainda mais presentes este ano. Foram jantares, foram conversas, foram boas horas tentadas encaixar em horários e tarefas de loucos, mas conseguimos sempre, por muito que fosse adiado.

      Aprendi a lutar por mim, a defender-me. Voltei a pensar em mim, ainda mais um bocadinho. Voltei a encontrar tempo para as coisas que gosto. Voltei a cuidar mais de mim. Voltei a defender-me quando necessário e a mostrar as minhas garras. Não foi fácil, não foi agradável, mas foi necessário. Venci batalhas e soube muito bem. Agora olho para trás e penso como consegui, mas a verdade? A verdade é que realmente estou aqui e sou a prova viva de que vale a pena lutar.

       Aprendi a lutar ainda mais. Não só por mim, mas pelos meus sonhos. Continuei a tentar lutar por um sonho profissional, mas também aprendi que há limites nessa luta e já defini um. Preciso desse limite psicologicamente, mas isso nunca me impediu de durante os últimos dois anos ter lutado por um sonho.

       Aprendi a poupar e a organizar-me ainda mais. Aprendi a ser mais minimalista e a reflectir. A prova viva disso é este blog. Eu sou a prova viva desta mudança que tão bem me tem feito. Mudei, aprendi muito, mas aprendi para meu bem. Aprendi para saber lidar com o stress, com os horários loucos, com a rotina cansativa e até com a frustração. Até aprendi a organizar o blog mensalmente, a definir objectivos, a focar-me ainda mais no que realmente quero! Cresci com estas aprendizagens todas e espero continuar a crescer com tudo isto.

       Aprendi que tudo o que é bom custa, que tudo tem de ter o seu esforço para saber bem. Aprendi que sou uma pessoa que não tem nada de mão beijada, que tenho sempre de lutar mais que alguns, menos que outros. Aprendi que tenho mesmo de ser persistente para chegar aonde quero. E com isso aprendi que sou mais forte do que pensava, mais resiliente do que imaginava. Porra, começo mesmo a orgulhar-me de quem sou. Ao olhar-me ao espelho vejo realmente quem sempre quis ver e isso faz-me bem, faz-me sentir em paz e tranquila.

      Aprendi a encontrar mais paciência. Aprendi a calar-me mais, a desligar-me mais e melhor. Não foi fácil, houve discussões na mesma, mas tenho aprendido cada vez mais a engolir, a respirar e a deixar passar. Tenho aprendido a meter-me onde não devo, a ignorar o que deve ser ignorado, seja a nível profissional como pessoal. Custa, é verdade, mas tem sido mais fácil lidar com o dia-a-dia dessa forma.

       Durante 2017 foram muito as lições que aprendi, algumas simplesmente melhorei, mas olho para trás e consigo ver que cresci. Parece que a miúda que por aqui escrevi há alguns anos está agora mais crescida, com as ideias mais definidas e com os sonhos mais organizados. Vejo ao espelho uma nova pessoa, com uma nova forma de estar, de ser, de lidar e este ano contribuiu muito para esse crescimento. Existiram muitos desafios, muitos momentos de frustração e isso obrigou à mudança. Foi essa necessidade de mudança que fez com que decidisse realmente mudar. Surgiu assim o crescimento, as lições que foram sendo retiradas ao longo do ano. 2017 foi um bom ano para aprender. 2017 foi um bom ano para crescer.

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