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justsmile

07
Mar18

Quando as modas trazem benefícios

(Imagem retirada daqui)

 

       Apercebemo-nos que um determinado conceito, um determinado estilo de roupa ou até um determinado estilo de vida está na moda quando começa a surgir-nos demasiadas vezes nos meios de comunicação ou parece que está sempre a surgir à nossa frente. É artigo ali, é documentário acolá e até quando já começamos a ver marcas apostarem nesse determinado conceito. Nunca fui uma pessoa propriamente de modas, muito pelo contrário, sempre tive um bocado a 'mania' de ser diferente. Não que pintasse o cabelo de cor-de-rosa, que me enchesse de piercings ou até que me vestisse com a roupa da montra de uma loja. Sempre fui um bocadinho diferente na minha forma de estar, na minha forma de ser e quem olha para mim vê bem que não sou uma fashion blogger. Tenho a noção que marco muito mais pela minha personalidade, pelas minhas palavras e pela forma que me comporto, do que pela forma que me visto. No entanto, houve alturas que acabei por me deixar levar pelas modas, mas quando estas realmente se tornaram benéficas e não apenas um conceito de estética. Há uns anos a moda era correr (se calhar ainda o é, mas não tenho visto tantas publicações sobre o assunto), toda a gente corria, toda a gente tentava fazer participações em corridas e afins e foi quando tentei correr e voltar a fazer desporto. Em pouco mais de meio ano percebi que correr não era para mim, lá está, não vou nas modas, e optei por procurar outra forma de fazer exercício e foi quando comecei a piscina, não está na moda, mas sinto-me bem a fazê-lo.

       As coisas surgem na moda de uma forma ciclica e é interessante observar isso nas pessoas, nas publicidades, nas revistas e até no comportamento humano. Todos querem estar na moda, todos querem ter as jeans que mais se vendem, o casaco que mais sucesso tem ou até o telemóvel XPTO que toda a gente tem. No entanto há outro tipo de moda, movimentos, conceitos que inspiram pessoas à mudança, que inspiram pessoas à consciencialização e até à mudança de hábitos e comportamentos. Mais do que nunca, o conceito minimalismo, despercício zero e consumo nacional está na moda. E é aqui que encontro um lado benéfico da moda. Envolvi-me no minimalismo ainda antes de ser um conceito tão falado em Portugal, mas tenho gostado de toda esta publicidade, documentários e até blogs que têm surgido sobre a temática. É uma moda, mas é uma moda boa, é uma moda que quer mudar mentalidades e no fundo trazer um bocadinho de mais felicidades às pessoas. É uma moda que não exige o consumismo, muito pelo contrário, e que simplesmente tem como objectivo o auto-descobrimento, a melhoria da qualidade de vida e até a busca pelo que é a verdadeira felicidade. O desperdício zero também anda na boca do mundo, até foi assim que o conheci, o que é fantástico, pois precisamos de aumentar a nossa consciência para a necessidade de diminuir o lixo, o plástico e o consumo de bens que não são necessários, não só para nós próprios, mas para este planeta que nos acolhe. Até o consumo nacional está em voga, seja pelo surgimento de produtos portugueses ou até pelo programa do Raminhos que tanto me tem ensinado. São estas modas, o aparecimento destes conceitos e a envolvência neles que nos fazem mudar mentalidades, melhorar a qualidade da nossa vida, diminuir a nossa pegada ecológica e até ficarmos orgulhosos de sermos portugueses. São temas que estão realmente na moda, nos últimos tempos torna-se impossível não tropeçar neles em qualquer lado, mas isso é bom e neste momento é necessário. É preciso mudar mentalidades, é preciso consciencializar para uma vida melhor e é preciso aprender a valorizar quem somos e o que temos e acredito que esta moda só traz benefícios.

        Um exemplo perfeito de como todas estas novas informações, todos estes conceitos que estão na moda são benéficos positivamente foi que no outro dia, algo que nunca tinha feito, em pleno supermercado, estava a colocar num saco dois tomates, quando inconscientemente decidi ver de onde vinham. Por mais 0,05€ poderia escolher um tomate nacional em vez de um espanhol, assim, retirei os que tinha no saco e optei por trazer tomates portugueses, tão nossos e tão saborosos. Algo tão simples como ver o programa 100% português fez com que tomasse mais consciência no momento de aquisição de algo tão banal como um tomate. É realmente moda, esta consciência para o ambiente, para o que é nosso e para a diminuição do consumismo, mas sejamos verdadeiros, qual é o problema se só traz benefícios? E aqui me admito, não me importo nada de estar na moda, mesmo que isso me torne numa pessoa ainda mais comum. O que deveria acontecer? Mais pessoas aliarem-se a esta moda que faz bem a tudo, à carteira, à saúde e ao ambiente, e deixarem-se de modas que não trazem benefícios nenhuns. E vocês já aderiram a esta moda?

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