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justsmile

03
Mar16

Precisa-se de um Plano B!

(Imagem retirada da Internet)

 

Apesar de ser uma preguiçosa nata, nunca fui de estar parada muito tempo. Ao longo da minha vida tive sempre projectos em mãos e a cabeça ocupada com várias coisas para fazer. Adorava esse corre corre e só me dedicava à preguiça assim que me alapava no sofá. Infelizmente o desemprego levou-me a espetar o nariz no chão e a parar. Sendo esta a segunda vez desempregada, penso que ainda foi mais difícil lidar com a situação, ainda o é e a cada dia que passa, por muito que tente, sinto os meus neurónios a morrerem lentamente por desuso.

A falta de anúncios na minha área, a falta de respostas a candidaturas para outras áreas e as entrevistas absolutamente ridículas com que me tenho deparado começaram a desmotivar-me completamente. Não via um fim a esta minha situação e nem a perspectiva de uma luzinha ao fundo do túnel parecia surgir. Toda a gente dizia para ter calma, paciência, que algo haveria de surgir. Disso tudo já eu sabia, afinal pior não posso realmente ficar, mas a verdade é que esta incerteza temporal me andava a deixar agoniada. O receio desta minha situação prolongar-se por anos apavorava-me (e ainda me apavora). Que seria de mim? Uma mulher que nunca sairia de casa dos pais porque se recusava a trabalhar em call-centers e em vendas de comissão?

Ao fim de alguns meses desempregada, e de me começar a imaginar eternamente estagnada, tive a necessidade de elaborar na minha mente um plano B. Imigrar estava e continua a estar fora de opção (por uma lista interminável de argumentos, mas principalmente por Ele). Rebaixar-me e ganhar menos que o ordenado mínimo a recibos verdes também está fora da lista. Assim como pagar para trabalhar (literalmente) continua a não ser uma opção. As opções começaram a ficar poucas e comecei a investigar o que estava a dar, o que mais se procurava, o que mais se adaptava ao meu perfil e o que não me importaria de fazer na vida ao ter que abandonar a minha profissão de eleição (Terapia da Fala como é óbvio). Em conversas com pais, irmãos e Ele consegui começar a delinear um plano B. Uma coisa aqui, umas horas ali, e acho que no prazo de meio ano, de uma forma ou outra a minha vida voltará a ganhar pernas. Se é o que quero? Sinceramente, não. Gostaria muito mais de conseguir trabalho na minha área, naquilo que eu sei ser boa, mas a minha sanidade mental precisa de um plano B, precisa de saber que senão encontrar um trabalho a vida não pode ficar estagnada, que é preciso avançar de uma forma ou de outra. Se até lá não precisar de activar o plano B, fico ainda mais feliz, sei que concretizo melhor os meus objectivos de vida, mas se não conseguir sei que pelo menos tenho ali na gaveta algo que me faça começar a caminhar para um novo rumo na vida.

Mais que um plano B, é uma necessidade de saber que há outras opções do que ficar aqui parada a ser a dona de casa perfeita. Este plano B veio-me trazer uma tranquilidade e uma segurança que já não sentia há imenso tempo, pois sei que se o A não der certo tenho sempre ali o truque na manga. Não era pessoa de planos Bs, insistia e persistia até conseguir alcançar o A (não fosse eu uma pessoa bastante teimosa), mas hoje cedi, aprendi que aquilo que não depende apenas de mim não serve para estar sempre em primeiro plano. Não desisti de Terapia da Fala, longe disso, mas pelo menos sei que me estou a preparar para outras possibilidades e isso veio-me trazer a tranquilidade que tanto andava a precisar.

 

E vocês? Costumam ter um plano B?

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