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justsmile

28
Jul14

Perdida por terras encantadas, Sintra

Nos últimos dois dias andei perdida por palácios e jardins, pelos sítios mais belos que possam imaginar. Andei por reinos encantados dignos de princesas e príncipes, de histórias de amores perdidos e dos maiores mistérios do homem. Passei a mão por pedras tocadas por reis, percorri caminhos onde rainhas passeavam com as suas aias e só aquelas pedras sabem as histórias grandiosas que por ali passaram. 

  

Andei perdida por Sintra e pelos seus palácios e jardins e fiquei encantada com tanta beleza que observei. É difícil imaginar os nossos antepassados a por ali caminharem, é difícil imaginar as histórias que todas aquelas paredes escondem e é ainda mais difícil imaginar que isto tudo não foi há mais de 200 anos.

Não há dúvida de que Sintra nos envolve num mistério romântico se igual. Só por quem lá passa é que consegue sentir os cheiros das folhas húmidas e arrepiar-se com o barulho constante da água a cada passo. Só quem passa a mão nos azulejos é que sente a textura da sua história e do seu encanto. Não só me apaixonei por Sintra, como me apaixonei pelas emoções que ela me fez sentir.

Os pés cansaram-se de tantas subidas e descidas, de tantas escadas e caminhos irregulares, mas a alma saiu mais que preenchida. Visitou-se o Palácio da Pena e os seus enormes jardins, o Palácio de Monserrate e as suas 1001 plantas exóticas, o Palácio da Regaleira e os seus túneis sombrios. Provou-se e deliciou-se com queijadinhas de Sintra e refrescou-se com bebidas frescas, mas foi Sintra e o seu mistério que nos manteve encantados.   

Foi um fim-de-semana que nos soube a férias, um fim-de-semana rodeado do mais ambiente romântico que se possa imaginar e ao lado do namorado que me levou a conhecer este tão ansiado cantinho do país. Um sítio para mais tarde voltar, para ver outros sítios e para percorrer com calma muitos dos jardins de forma minuciosa. Saí de lá encantada e por momentos senti-me uma princesa ao lado do seu príncipe no meio de um mundo encantado.
 
"Sempre gostara muito de Sintra! Logo ao entrar, os arvoredos escuros e murmurosos do Ramalhão lhe davam uma melancolia feliz!" - Eça de Queirós em 'O primo Basílio'
 
 
P.S.: Fotografias de Just Smile.
 

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