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justsmile

29
Dez15

O Tintureiro Francês (25/15)

(Imagem reitrada da Internet)

 

Não sou muito dada à história de Portugal, admito. Tudo o que sei são de filmes, livros e das aulas de história, pode parecer muita coisa, mas acreditem que é coisa escassa. 'O Tintureiro Francês' retrata o mundo dos tecidos em Portugal e a entrada do algodão como um dos tecidos num país que só produzia lã e dava os primeiros passos nas sedas. O Marquês de Pombal teima que a Fábrica de Lãs de Portalegre se torne num dos maiores sucessos industriais no país e é ao ver que tal coisa não acontece que deixa Magalhães, um vendedor e 'traficante' de tecidos da Inglaterra e França, construir a sua Fábrica de Algodão mas com uma condição: Stéphane, o francês tintureiro de tecidos de algodão que fazem sucesso por todo o mundo, trabalhe na Fábrica de Algodão, mas que que salve a sua preciosa Fábrica de Lãs de Portalegre onde não existem condições para evoluir. É durante o resgatamento de Stéphane para Portugal que se apaixonada pela sua salvadora Teresa.

Se gostei do livro? Assim, assim. Leu-se, e no fundo aprendi alguma coisa da nossa evolução industrial e da forma como os tecidos foram introduzidos em Portugal, mas talvez por ser Portugal muitas das coisas de soberanos irritou-me profundamente. A forma como nunca pensavam no povo e apenas queriam levar a sua a avante por pura teimosia e orgulho, tivesse isso o custo que tivesse (até parecem os nossos políticos!). A escrita achei-a um bocadinho aborrecida, principalmente no início do livro (até mais ou menos meio) em que não existia acção e que a sucessão de acontecimentos surgia sem uma verdadeira ligação. As palavras são cuidadas sim, e transmitem a informação, mas falta-lhe algo que gosto de encontrar nos livros: emoção. Não é necessário um livro ser um romance para se criar emoções no leitor e acho que foi isso que faltou nesta história. De todos os livros que li em 2015, penso que este é o que fica no final da minha lista e não só por ser o último livro lido em 2015.

 

"- O livro vive do seu leitor - começou então Dom Manuel - , sem este é um montinho desprezível de folhas bolorentas. Não há livros que não devam ser livros, mas nem toda a gente pode ler todos os livros. Percebe, meu filho?"

 

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