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justsmile

04
Fev14

É inevitável não se falar em Praxe

(Imagem de Just Smile)

Anda uma polémica enorme há volta das praxes como nunca vi. Sim, já houve polémicas anteriormente, já houve casos em tribunal, mortes em momentos de praxe e até já houve testemunhas que contaram histórias e vivências da praxe na praça pública. Assim, com tanta polémica de volta de algo que eu gostei de vivenciar torna-se inevitável não se tocar no assunto aqui no blog. Não costumo entrar em polémicas. Trazem ideias demasiado convergentes em que tanto um lado como o outro parecem não aceitar qualquer tipo de argumentação, mas tenho mesmo de deixar a minha opinião quanto há bendita Praxe que está agora a ser defendida por uns e ridicularizada por outros. 

Durante os últimos quatro anos passei de mera caloira a doutora e tenho a dizer que esses momentos, da 'maldita' Praxe, são os que mais me aconchegam o coração da época da vida académica. Ninguém é obrigado a participar na praxe, ao contrário do que a comunicação social parece tentar transmitir, a actividade praxística é uma mera opção, assim como escolher entre comer chocolate ou um gelado. E ao contrário do que tentam fazer parecer não existe descriminação a quem não pertence há praxe, uma das minhas melhores amigas de curso não fazia parte da praxe e não era por isso que me dava menos com ela. É absurda a forma como a praxe tem sido ridicularizada, a forma como a têm mostrado como um acto violento e de mau gosto.

A praxe tem um objectivo, ou talvez dois, unir as pessoas que pertencem a determinado curso ou a determinada escola, permitir aumentar os conhecimentos sociais para além daquelas três pessoas da faculdade com quem falamos e no fim de um ano de suor, t-shirts sujas, mãos esfoladas e de cansaço, vestir o famoso traje, o preto no branco. São esses os objectivos da praxe. Se houve coisas na praxe que não gostei? Claro que sim, mas também existiram coisas no curso que não gostei e não foi por isso que desisti dele. Não gostei dos gritos que as doutoras faziam sempre intenção de dar, não gostava das vozes esganiçadas só para mostrarem superioridade, nem gostava de ficar quase uma hora de quatro e de ficar com os joelhos e as mãos esfoladas. MAS também não gostava da atitude de superioridade de alguns professores, nem da forma injusta como nos manipulavam. E apesar de tudo isso não desisti nem da praxe nem do curso, porquê? Porque foi uma opção minha, porque eu quis e porque queria atingir o objectivo de terminar a licenciatura e de vestir o traje orgulhosamente.

A praxe é uma opção minha gente, e se há algo que não gostam de fazer na praxe existe sempre a opção de dizer 'NÃO', o não é uma palavra que pode continuar a ser usada, assim como também podemos dizer não ao nosso patrão, apenas temos que lidar com as consequências. Num contexto seria não vestirmos o traje, noutro seria o despedimento.

A Praxe é um contexto diferente que só é vivido uma vez e se é por gosto aproveitem muito, senão tomei a vossa decisão, mas não julguem quem lá anda ou quem lá deixou de andar.

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