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21
Set20

Semana 3 #30diasdegratidão

Neste dia Mundial da Gratidão, o meu mês de #30diasdegratidão, sinto que é mesmo necessário estar-se grato pelas pequenas coisas, pelas pequenas conquistas da vida. Mais do que nunca precisamos de parar para estar gratos, para percebermos da verdadeira sorte que temos. E tu pelo que estás grato hoje?

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Dia 14, Uma memória que te faz feliz - as lembranças do paraíso. Do México, da lua-de-mel, da água cristalina.

Dia 15, Algo bonito que vi hoje - A mãe mais bonita do mundo, que fez 63 anos, a minha melhor amiga.

Dia 16, A minha parte preferida da noite- o momento de pós banho, cheirosa e de pijama, sentar-me no sofá e ler.

Dia 17, O meu guilty pleasure -  comprar livros, guardar todos os meus livros. Esse é sem dúvida o meu maior pecado.

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Dia 18, Uma coisa boa que aconteceu hoje -  o almoço de equipa. É sem dúvida uma equipa fantástica, cada um com o seu feitio e personalidade, mas estou realmente grata por poder trabalhar com estas pessoas.

Dia 19, Como demonstro aos meus amigos a minha gratidão, com abraços. São raros, não gosto muito de os dar, mas quando me sinto feliz por ter alguém na minha vida, gosto de os abraçar.

Dia 20, Algo que adoro num membro da família, as aventuras dos meus sobrinhos. São super aventureiros, fazem-me rir e quanto mais crescidos ficam mais engraçados estão.

    Continuem a seguir o desafio #30diasdegratidão no Instagram.

18
Set20

Dia de Regressos Inimagináveis de uma Terapeuta da Fala

(Imagem retirada daqui)

          Jamais, em toda a minha vida, pensaria num regresso às escolas como o de hoje. Desde que me formei em Terapia da Fala, já lá vão 7 anos, que o contexto escolar era o meu objetivo. Adoro apanhar os miúdos na fase de aquisição da Leitura e Escrita e estas acabam por ser as minhas áreas de intervenção preferidas, juntamente com a Linguagem. Sempre desejei, como terapeuta da fala, trabalhar a tempo inteiro numa escola, em 2018 tive essa sorte e concretizei um dos meus objetivos e até hoje digo que estou no meu ambiente natural e onde gosto mais de trabalhar, no meio (também) natural das crianças. No entanto, este ano foi um regresso bastante diferente às escolas, um regresso como numa tinha imaginado na vida.

         Após 6 meses longe das crianças, após 6 meses do encerramento das escolas o regresso aconteceu e apesar do entusiasmo e o desejo de voltar, a verdade é que o receio veio sempre aliado a todos os outros sentimentos. A chegada desta pandemia, de uma forma tão inesperada e tão intensa fez com que tudo à nossa volta tivesse de mudar, mas o que mais mudou foi a forma como as crianças vêem o mundo e como terão de lidar com ele. As mil e quinhentas regras que lhe estão a ser impostas, o distanciamento social, as máscaras e até o facto de lhes terem tirado os intervalos como os conheciam fará com que as crianças cresçam de forma condicionada. Estamos a transformar as nossas crianças, sei que é necessário, que no fundo é tudo por uma questão de saúde pública, mas fico triste por eles, até porque as regras não foram feitas a pensar neles. Em que mundo dez minutos de intervalo é saudável para crianças entre os 6 e os 10 anos?

      Até a terapia teve de ser transformada, eu que me sentava lado a lado com eles, como se fossemos companheiros da aprendizagem já não o poderei fazer, os jogos que não podem ser desinfectados já não poderão fazer parte da nossa rotina e o mais difícil de tudo? Os abraços, os miúdos adoram abraçar, nem lhes pedia, tomavam sempre essa iniciativa e agora? Agora ensinamos-lhes que não pode ser, que não se deve fazer isso, que tudo à nossa volta é diferente. Sinto uma ansiedade em estar com os meus meninos, mas ao mesmo tempo uma tristeza por as coisas não poderem ser como já foram. Para mim irá ser um desafio profissional, mantê-los motivados sem contacto, sem trocas de materiais e com inúmeras regras, mas para eles? Para eles a terapia nunca mais será a mesma, a escola nunca mais será a mesma e receio, receio o tipo de imposições que lhes estamos a colocar e as suas implicações no futuro.

          Este é sem dúvida um regresso muito desejado, mas com um sabor agridoce. Que pelo menos seja um bom regresso para todos!

16
Set20

A saga da casa... #6

      Em 2017 compramos uma selva para um dia podermos construir a nossa casa. No final de 2018 iniciamos o processo de arquitectura para a nossa casa de sonho e o processo tem sido longo, entre alterações, entradas do processo na câmara e atraso atrás de atraso, finalmente posso dizer que agora as coisas começaram realmente a acontecer. Se por um lado me sinto bastante entusiasmada, por outro sinto-me amedrontada, mas tudo o que vale a pena é ligeiramente assustador, certo?

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          No espaço de duas semanas o nosso terreno começou finalmente a ver vida, além de já ter água, agora tem aspecto de ser um terreno para construir uma casa. Para albergar a casa da nossa vida. Durante a semana que passou tivemos de construir um muro devido ao declive do nosso terreno, não queríamos arriscar a construir uma casa sobre terras tão soltas e inclinadas. O estranho aspecto de selva começou a desaparecer ao longo do processo e começou a parecer que ali irá nascer uma casa. 

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          É claro que tudo começa com percalços, tivemos de aumentar mais um metro ao muro do que aquilo que estava em projecto. Afinal o terreno era ainda mais fundo e a terra não era propriamente a mais firme. Contudo, a verdade é que no prazo de uma semana temos o muro construído e finalmente as fundações da casa poderão começar. Já imagino a minha varanda suspensa sobre aquele muro e com umas heras a subir de pedra em pedra (não ficava giro? Preciso de convencer o maridinho a isso!)

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         Esta semana demos ainda outro passo que já partilhei com vocês no Instagram, talvez aquele que sempre me meteu mais receio, o financeiro. Fizemos esta semana o nosso contrato de crédito e acabei por ter uma espécie de crise existencial nos dias que lhe antecederam, acabou por me parecer mais definitivo do que casar, mais eterno. Estranhamente, algo que tanto queria, fez-me questionar a vontade de o desejar, demonstrou-se como o maior compromisso da minha vida, mas fiz. Assinei todos os papeis e hoje sou dona de um crédito habitação, parece tão simples, tão banal, mas para mim foi um pequeno monstro de sete cabeças. No entanto, hoje vejo como mais um passo na concretização dos nossos sonhos. Hoje sei que este caminho está finalmente a acontecer, mesmo que tenha o efeito de mil sentimentos contraditórios. Depois desta semana fiquei com uma frase no pensamento: Let the games begin!

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