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justsmile

21
Set17

Os sonhos passam a objectivos

    

(Imagem retirada daqui)

 

      Ao longo da vida sempre soube bem aquilo que queria. Sabia que num futuro queria casar, que sonhava em construir a minha própria casa e até que carreira queria seguir. Sempre fui feita de sonhos e foram os sonhos que sempre me deram coragem para caminhar em frente, para arriscar, para nunca me contentar com aquilo que tinha. No entanto, ao longo da vida fui aprendendo que os sonhos se moldam e se transformam, da mesma forma e medida que nós próprios vamos crescendo. Muitas vezes o que queria ontem, hoje já não me parece adequado ou simplesmente já não é uma prioridade. Assim como na vida, os sonhos acabam por se transformar e como a vida, vão-se reorganizando pela ordem de prioridades do momento. Numa fase em que aprendi a definir bem aquilo que quero da minha vida, compreendi que tenho cinco grandes objectivos que quero para os próximos quatro-cinco anos, hoje são uns, mas tenho consciência que poderão ter de ser adaptados e se não forem em cinco anos poderão ser concretizados em seis. E até se não for da forma X poderá ser da forma Y. Tudo muda e os sonhos têm de mudar para se poderem enquadrar em novas realidades.

      Quando tinha 15 anos anos conseguia idealizar o meu futuro. Com 15 anos era capaz de me deitar na relva a olhar para as nuvens e simplesmente sonhar com a minha vida futura, algo que deixei de fazer durante muitos anos. Olhava para a Just de 30 anos com uma casa sua e um pequeno jardim que permitisse contemplar as estrelas deitada na relva. Imaginava uma Just de sucesso profissional, na altura ainda sonhava em ser médica, mas a vida trocou-me as voltas e tornei-me Terapeuta da Fala, voltou a dar-me as voltas e agora sou Administrativa, mas simplesmente sonhava com o sucesso. Um bom salário, um bom emprego e uma vontade enorme de continuar a crescer. Imaginava-me com um mestrado ou em fase de estudo para ser mais e melhor. As viagens estavam lá, sempre. Paris, Londres, Nova Iorque e o resto do mundo. Conseguia imaginar uma boa vida social, encontros com os amigos, jantaradas ao luar no verão e até o café de inverno perto da lareira. Imaginava um amor na minha vida arrebatador, mas ao mesmo tempo reconfortante e que me aquecesse nas noites de inverno. Aos quinze anos era capaz de conseguir idealizar tudo isso de uma forma superficial, sem compreender bem que passos dar para lá chegar, mas sempre com a sensação de que era isso que queria. Queria fazer da minha vida uma aventura, mas voltar sempre às minhas origens, de onde nunca tinha partido. Hoje, aos 26 anos, acabo por não imaginar de forma muito diferente a Just de 30 anos. A diferença? Hoje sei que passos preciso de dar para conseguir alcançar todos esses meus sonhos, que mais que sonhos, hoje são um objectivo.

      Há pouco tempo comecei a ganhar a consciência de que os meus sonhos precisavam de ser definidos como objectivos. Percebi que estava na altura de os preparar para serem concretizados, precisava de criar passos para chegar até eles, afinal não são assim coisas tão absurdas como isso. São simplesmente coisas que ambiciono, que anseio e que sei que me levarão mais longe como pessoa. Inconscientemente, comecei a definir os meus objectivos com base nos meus sonhos, talvez coisa das leituras sobre o minimalismo, talvez simplesmente porque cheguei à fase da minha vida de querer organizar e lutar por um futuro melhor. Nos próximos quatro-cinco anos quero: 

      - Casar, foi sempre um dos meus sonhos. Talvez não desde sempre, mas desde que me desenvolvi espiritualmente e que vinquei a minha personalidade que sabia que queria casar, precisava disso. Não precisava de ser de forma tão tradicional como a que estamos a preparar, mas o noivo é exigente e apesar de 'casamento' ter vindo d'Ele sei que nunca foi uma ambição (até me conhecer, claro). Assim, o meu conceito de casamento teve de mudar, tal como referi os sonhos modificam, e aceitei bem essa transformação, afinal é o nosso casamento e não o meu.

    - Começar a construir a nossa casa, este é um dos projectos mais ambiciosos que temos. Construir uma casa de raiz é algo tentador, mas ao mesmo tempo aterrorizador. Não só monetária, como psicologicamente, mas é o sonho de ambos e já demos o primeiro passo, o terreno já é nosso. Temos uma previsão para começar a construção da nossa casa, mas temos também a consciência de que depende de muitas variáveis. No entanto, temos uma certeza, vamos fazer de tudo para cumprir com a nossa 'data', poupar vai continuar a ser a palavra do dia, mas sem nunca deixarmos de viver.

     - Voltar aos estudos, este é um dos objectivos que tenho menos definido. Sei que quero voltar a estudar, não sei é por onde começar. Mora em mim, a ínfima esperança de um dia voltar a ser Terapeuta da Fala a tempo inteiro, no entanto tenho os pés assentes na terra de que será muito complicado. Não sei ainda se apostar numa formação na área em que trabalho ou se continuar a ter a esperança de ser Terapeuta. No entanto, a certeza de que quero voltar aos estudos está presente, agora tudo irá depender do próximo ano. Um dia terei de fechar a porta da esperança na minha área de formação e lutar por um lugar ao sol noutro mundo ou simplesmente cairá um santo do altar e voltarei a ser Terapeuta da Fala onde voltarei a investir em mim (considero que já sei o que irá acontecer, contudo vou dar-me ao beneficio da dúvida durante um ano, depois do casamento quando a estabilidade financeira voltar a repor-se pensarei melhor no assunto).

      - Viajar, ainda há pouco tempo referi que viajar era uma das minhas prioridades (aqui). Sempre poupei para viajar e quero continuar a fazê-lo, quero continuar a ter a possibilidade de pelo menos uma vez por ano viajar. Faz parte de mim, faz parte dos meus sonhos e daquilo que desejo para mim. Sei que alguns dos meus objectivos de viagens para os próximos cinco anos poderão não ser concretizáveis, mas também sei que farei de tudo para que se tornem reais.

       - Envolver-me cada vez mais no minimalismo. Este é um objectivo mais pessoal, quero cada vez mais lutar por uma melhor qualidade de vida. Quero desprender-me das coisas físicas e dedicar-me ao que me faz feliz. Quero saborear a vida e não sobreviver, como durante muitos anos o fiz. Não quero voltar ao passado, quero viver o presente com um olho no futuro. Quero ser menos consumista, ser mais consciente e pensar em mim, no ambiente e nas coisas boas. Sei que este é um percurso sem fim, mas quero trazê-lo para a minha vida e aos poucos conseguir que Ele também o faça (Ele precisa de aprender a relaxar). Acredito que esta nova mentalidade de menos dá mais, melhora em muito a nossa vida, afinal a mente é uma ferramenta poderosa!

       A vida muitas vezes troca-nos as voltas e o que hoje é uma certeza, amanhã poderá não sê-lo. No entanto, sempre ouvi dizer que 'o sonho comanda a vida' e se os sonhos nos fazem levantar da cama todos os dias é porque são objectivos. É bom viver com um objectivo, planeá-lo, lutar por ele. Poderá não decorrer com todos os passos que planeamos, poderá até não ser concretizado naquele prazo que tanto ansiávamos, mas está lá e continuamos a lutar por ele. Continuamos a lutar por nós. Não nos contentamos com o que temos apenas agora, vivemos felizes com isso, mas o querer mais só nos faz bem. Torna-nos lutadores. E para mim os sonhos que passaram a objectivos são isso mesmo, demonstrar que quero mais, que quero continuar a lutar e que quero crescer com esta caminhada que é a vida.

       Os objectivos estão definidos, agora? Agora é lutar por cada um deles. E quais são os vossos objectivos a longo prazo?

06
Mai16

A Just devia...

(Imagem retirada daqui)

 

Pegar em Leis e estudar.

A Just devia meeesmo agarrar-se a mais de metade das Leis que ainda lhe faltam ler.

A Just já não pega nas Leis há dois dias, entre desculpas de fazer o IRS e ter de ir para a Segurança Social.

A Just devia limpar a casa.

A Just devia fazer todas essas coisas, mas em vez disso está metida na cozinha a experimentar uma receita de bolas de berlim no forno.

Vá-se lá perceber esta gente!

21
Out15

Vida de desempregada 11#

(Imagem retirada da Internet)

 

Tempo de desemprego: 38 dias.

Número de anúncios: 5 (talvez menos?).

Número de entrevistas: 0.

Número de currículos entregues em mão e via online: 127.

Respostas: 11.

 

Esta é a minha estatística como desempregada. Têm sido estes os números a passarem-me pela cabeça e apercebo-me de que as coisas estão negras, muito negras. Ao fim de 2 anos a trabalhar como terapeuta da fala, ao fim de 4 anos de licenciatura e 16 anos de estudo (no total) e mais de 150 de formação paga do meu bolso, questiono-me quando será correcto desistir de trabalhar na minha área de formação? Será que existe alguma fórmula matemática que me indique que ao fim de X tempo de formação, com Y tempo de desempregada, no dia Z posso procurar emprego fora da área? Sei que são tudo números, mas estes são os números da minha vida. E agora pergunto-me se não haverá por aí um outro número que não me faça sentir mal ao procurar emprego fora da minha área.

Tenho esporadicamente mandado currículos para anúncios de lojas e de outras coisas que nada têm a haver comigo e o meu pai resmunga comigo, diz que estou há pouco tempo desempregada. Quando digo a Ele que mandei para uma loja, Ele afirma que ainda passou pouco tempo e que tenho de ter paciência que ainda vão surgir mais oportunidades. Os amigos dizem que acham que ainda conseguirei alguma coisa na área. E a minha mãe? "mas tu não vais ter paciência para estar numa loja e muito menos para dobrar roupa.", respondeu-me ela ao saber que me tinha candidatado, a minha resposta? Simples, pois bem, não me imagino a fazer mais nada que me dê tanto prazer como aquilo para que estudei tanto tempo, mas preciso de dinheiro. Quando se faz o que se gosta e se batalhou tanto para isso é difícil imaginar-se noutros papéis, noutras funções e por muito que tente não tenho conseguido. Claro que não me tem impedido de mandar currículos para tudo e mais alguma coisa, mas que é difícil de saber se gostarei sem experimentar é. Parece que para além de mim, ninguém me imagina a trabalhar noutra coisa e em teoria defini o final do mês para 'desistir' desta minha obsessão de querer trabalhar naquilo que gosto e naquilo para que me formei, mas será suficiente?

Era então a solução matemática do X e do Y que me dariam a data perfeita, o Z, para finalmente partir para outras áreas sem peso na consciência, sem achar que estou a desistir facilmente. Sem achar que não tentei, que não batalhei para fazer aquilo que me faz feliz. 

Será que ninguém me dará essa fórmula milagrosa? (Isso ou um emprego como terapeuta da fala, claro). Senão, pergunto, quando se deverá desistir de procurar emprego na área?

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