Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

07
Ago17

Cuidar de mim com bons hábitos

(Imagem retirada daqui)

 

Gosto de cuidar de mim. Não sou uma pessoa muito vaidosa. Só uso saltos altos para casamentos, maquilhar é praticamente só para casamentos e nem sou dada a muitas bijutarias. Ele diz que isso é cuidar pouco de mim, eu nego firmemente. Eu cuido de mim, então Ele corrige e diz que tenho pouca vaidade em mim. Conceitos diferentes de vaidade, talvez seja isso que os dois temos, mas se há coisa que faço muito e que tento sempre melhorar é esse 'cuidar de mim'.

Posso não pintar o cabelo, posso até nem me maquilhar, mas há coisas em mim que cuido bastante e que gosto de as ter cuidadas. A minha pele é uma das coisas em que mais perco tempo, que mais despendo do meu dinheiro, mas que gosto de a ter cuidada e tratada. Devido a mil e quinhentas reacções alérgicas a produtos dermatológicos, hoje só uso na minha pele aquilo que o dermatologista me indica e não há um dia em que falhe na minha rotina. De manhã lavar o rosto com um produto anti-acne e passar o creme hidratante, à noite volto a repetir o processo e é coisa que não me cansa, por uma simples razão, vejo resultados. Apesar de todos os problemas de pele que tenho, da pele extremamente oleosa e que faz alergia a ela própria, tenho uma pele fantástica. Mas porquê? Porque cuido dela e tornou-se de tal forma uma rotina que se passar este passo do meu dia à frente noto imediatamente uma diferença. Cuido também da pele do meu corpo, é muito raro o dia em que saia do duche e que não coloque creme hidratante. ' não tenho tempo, dizem uns e eu apenas acho que é uma questão de hábito. Um hábito tão fácil de adquirir como lavar os dentes duas ou três vezes ao dia. Pode não ser algo que toda a gente repare, mas é algo que gosto de cuidar, a minha pele é para mim uma das minhas prioridades nos meus cuidados diários.

Mas não é só com a pele que me preocupo. Preocupo-me com o meu bem estar, com a minha alimentação e com o meu físico. No início deste ano decidi que em vez de deitar o pacote de açúcar todo no meu café iria passar a meio. Algo tão simples, mas que para mim teve um enorme impacto. Hoje, ando a tentar reduzir a um terço do açúcar no café. Eu sei, parece banal, parece parvo até estar a referi-lo, mas conhecendo-me como me conheço sei que as coisas comigo funcionam melhor quando vão sendo retiradas aos poucos e não tenho o objectivo de retirar o açúcar totalmente do café, mas pretendo diminuir o consumo de açúcar no meu dia-a-dia. Outra coisa que comecei a fazer no mês de julho (que o admito com alguma vergonha) é que ando a diminuir o consumo de refrigerantes. Quando era miúda não havia sumos em casa, só quando íamos comer fora (o que era muito raro), agora que sou adulta e os meus pais começaram a gostar de sumos, ou de pelo menos adoçar a água, dei por mim em quase a todas as refeições a beber refrigerantes. Quando dei por mim era uma coisa diária e que considerei desnecessária e decidi reduzir significativamente o meu consumo desses produtos. Há quase dois meses que tenho conseguido apenas beber refrigerantes ao fim-de-semana, diminui de tal forma as bebidas doces que quando as bebo já é em menor quantidade. Tenho noção que para alguém que lê isto seja algo ridículo, mas para mim, que vejo todos os dias no frigorífico os sumos e que gosto, abandonar este hábito não foi fácil, mas considerei importante e tenho-o conseguido fazer (e se dizem que ia ficar menos inchada, menos saciada, deixar os refrigerantes não alterou nada o meu corpo e a minha forma de estar, apenas achei que era necessário). Quanto à restante alimentação tenho-a mantido equilibrada como sempre o fiz e como o meu corpo sempre sentiu necessário (o meu corpo não aguenta grandes excessos).

E o exercício? Em 2015 comecei a piscina, em 2016 mantive a piscina uma vez por semana, mas com alguma irregularidade. Em 2017 consegui tornar-me mais disciplinada (apesar de em agosto parar e em julho que tive férias nem lá pus os pés). Não só mantive a piscina uma vez por semana, como comecei a praticar ioga semanalmente. Tenho-me obrigado a sair do trabalho e a fazer exercício por muito cansada que esteja (salvo raras excepções em que tenho outros compromissos), não só aumentei a quantidade de exercício como me mantive mais assídua. Admito que aqui sim, foi onde senti uma grande diferença. Sinto o meu corpo tonificado, o que agrada à vista, mas também me sinto mais saudável. Sou capaz de dar uma caminhada ou subir uma rampa sem me sentir cansada e apesar de em 2017 ter começado a trabalhar quase 50 horas por semana (algumas semanas talvez mais), sinto-me bem. 

Depois há aquelas pequenas coisas em que ainda gosto mais de cuidar de mim. Ler um bom livro à noite, enquanto espero por Ele no sofá, sem sequer tocar no computador, é cuidar de mim. Pintar as unhas, com os meus vernizes coloridos, é também cuidar de mim. Desligar-me das redes sociais o mais que consigo é também cuidar de mim.

Por isso se há coisa que não me podem dizer é que não cuido de mim. Cuido de mim, gosto de me sentir bem e saudável e estes pequenos hábitos que tenho melhorado ou que tenho implementado no meu dia-a-dia só me fazem sentir bem. São pequenas coisas que fazem a diferença à minha auto-estima, à minha mente e ao meu corpo. São pequenos pedaços do meu dia que são inteiramente dedicados a mim e que só me fazem bem. Será que isto de dedicar uma parte do dia a mim também pode fazer parte do estilo de vida minimalista? Parece-me que sim.

O próximo passo? Tentar todos os dias fazer um bocadinho de meditação, falta-me apenas a coragem para começar tal coisa.

23
Mai17

A Just voltou à Yoga!

(Imagem retirada daqui)

 

Aliás, se estivermos a ser muito sinceros eu não voltei à yoga, eu nunca parei foi com a yoga desde a primeira aula. A yoga tem sido um processo interessante para mim mesma e tem-se demonstrado mais agradável do que imaginava. Desde a primeira aula que insisti comigo mesma de que tinha de lá ir experimentar pelo menos mais duas vezes, que a yoga merecia uma primeira e segunda tentativa. E lá fui eu indo, todas as segundas-feiras depois do trabalho e não é que, surpreendentemente, dou por mim a começar a gostar da coisa? A yoga tem demonstrado ser um exercício tão relaxante, tão ao jeito das minhas necessidades que só dei por mim a experimentar pilates quando a professora faltou. Ao fim de dois meses de yoga posso dizer que até tenho gostado da coisa.

Apesar dos momentos de relaxamento, do 'sentir o momento e o corpo' que acho demasiado longos, tenho gostado de todos os exercícios que temos feito e por pouco que tenham sido, noto já algumas melhorias na minha elasticidade, mas principalmente uma sensação de leveza no fim de cada aula. As posições têm sido engraçadas, passando por todo o tipo de animais e mais alguns, mas têm realmente cumprido com o meu objectivo. Finalmente, depois de experimentar a yoga estou a conseguir desmitificar todos os pré-conceitos que tinha incutidos na cabeça. 'A yoga é uma seca', 'A yoga vai ser demasiado parada para mim', 'A yoga só tem gente esquisita' e isto e aquilo, todos esses comentários que estavam dentro do meu conceito de yoga têm sido eliminados aos pouquinhos. A yoga tem-me ajudado na tonificação e na elasticidade do corpo, exijo de mim em cada exercício que faço. Não saio de lá toda suada como se tivesse ido à aula de pilates, mas sinto-me mais leve, mais relaxada (mesmo com o exagerado número de pausas para 'sentir as sensações'). Sinto que trabalhei quando na manhã seguinte sinto este ou aquele músculo, sinto que tenho de melhorar quando a perna treme em determinado exercício ou os braços não têm força suficiente e até sinto que ainda tenho muito trabalho até conseguir melhorar a minha elasticidade ao ponto desejado. Sei que não sou a pessoa apropriada para falar dos momentos de meditação, o meu botão 'off' sempre funcionou muito bem e por momentos quase que tenho a sensação de adormecer em plena aula, deitada no chão.

A yoga tem sido uma boa surpresa e a lição que aprendi? Nunca criar pré-conceitos sem experimentar. Afinal a yoga também pode ser para mim.

 

28
Mar17

A Just foi à Yoga

(Imagem retirada daqui)

 

Um dos meus objectivos de 2017 era aumentar o meu exercício. Ir uma vez por semana à piscina tornou-se insuficiente para quem trabalha quarenta e cinco horas sentada, então tinha decidido que este era o ano em que ia experimentar algo novo. Admito que não foi fácil de encontrar, mais pelo aspecto financeiro que outra coisa qualquer. Aumentar as minhas idas à piscina parecia-me algo aborrecido, voltar à Zumba estava fora de questão (ainda não aguento as músicas tanto tempo seguido depois de dois anos seguidos a zumbar) e correr de Inverno é sinal de pneumonia para mim. Investiguei e todos os ginásios não só exigiam fidelização como não tinham piscina ou as aulas avulso eram um roubo. Até que encontrei o sítio indicado, timming perfeito para sair do trabalho e ir para as aulas e as aulas avulso não eram extremamente caras. Decidi então experimentar a Yoga, já que na piscina trabalho a minha resistência respiratória e física, precisava de algo que trabalhasse a elasticidade.

Ontem decidi então ir experimentar uma aula de Yoga, os principais receios? Para quem jogou andebol Yoga sempre me soou a uma lullaby (como se diz em português? Estou um nadinha esquecida...), mas lá fui, pois se há coisa que lá é trabalhada é a elasticidade. Chega a Just à aula, nada XPTO, sem sapatilhas a combinar com o elástico do cabelo e sem a t-shirt a combinar com as leggins, quando se apercebe que a turma é como ela! Oh alegria! Não vou ser um E.T.! Lá me apresentei à professora e lá começamos os exercícios, na maior das calmas, com uma música de fundo com passarinhos e a água do mar. 'Agora o pé para cima da rótula esquerda, abraçar com o braço direito, braço esquerdo para trás, pescoço a olhar para trás' e foi aí que me senti perdida. A professora até dava as ordens lentamente, o meu cérebro é que não tinha a facilidade de assimilar toda a informação. Ainda assim, não estou tão enferrujada quanto pensava, tirando os momentos em que a professora dizia 'fica' e eu sentia as pernas tremerem, o braço a teimar em descer e os joelhos a cederem (não, não me desmontei, 'tá?).  No fim da aula, lá nos deitamos no colchão para a parte de relaxamento, parte que nunca tive dificuldade nenhuma, mas foi quando ela começou a dizer 'abracem o momento, sintam a paz interior, relaxem os lábios, as sobrancelhas e as orelhas' que senti que aquilo não se adequava muito à pessoa que sou, pois nesse momento só pensava 'e agora? Já está? Isto nunca mais acaba? Oh senhora, relaxar sei eu!'

No entanto, se o meu objectivo era aumentar a minha elasticidade e melhorar a tonificação dos meus músculos acho que com a Yoga vou lá. Hoje sinto músculos das costas e das coxas que nem sabia que existiam. E se saí de lá relaxada? Extremamente relaxada, só deixei de o estar quando me sentei no sofá a ver orçamentos de fotógrafos 

Se voltarei? Provavelmente. Se todas as semanas? Não sei se aguento ir à Yoga todas as semanas e ficar com a sensação de que a sesta deve ser feita depois do almoço e não ao final da tarde.

E por aí, quem já experimentou Yoga?

 

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec