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justsmile

27
Abr17

Voltamos a Paris?

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(Imagem de Just Smile)

 

Paris, para grande surpresa minha, foi das melhores viagens que já fiz. Ia com poucas expectativas, não esperava muito da cidade Luz, mas a verdade é que saí de lá completamente encantada. Fui a Paris em Dezembro de 2015, pouco depois dos atentados, e se Ele ainda se questionou sobre ir ou não, eu nunca tive dúvidas e sabia que iria de qualquer das formas. Paris, em plena época natalícia mostrou-se ser um pequeno país do Pai Natal, em que ainda hoje posso dizer que foi uma das minhas viagens preferidas. Adorei Madrid, mais do que esperava, Amesterdão ficará para sempre na minha memória com o pedido de casamento, mas Paris ficou no meu coração de tal forma que nem sei muito bem explicar. Nunca me fez tanto sentido a frase 'And we always have Paris'.

Esta noite, estranhamente, sonhei com Paris, com os nossos passeios pela cidade, com a vista para a Torre Eiffel e até com o pequeno apartamento que alugamos na estação de Austerlitz. Voltei a Paris nos meus sonhos e sonhei com aqueles dias frios de Dezembro que tanto me encheram o coração. Voltei a estar Perdida por terras Parisienses, mas desta vez só nos meus sonhos.

Por mim voltava a Paris já amanhã, vamos?

 

 

 

07
Mar17

Perdida por terras de Amesterdão #2

Já andava a demorar a segunda parte da minha viagem a Amesterdão. Não só uma viagem que nos fez desligar do mundo, festejar o meu aniversário, como ainda vim com um anel no dedo, haverá melhor viagem? No último post falei do mercado das flores, da casa de Anne Frank e do cruzeiro que fizemos, no entanto, Amesterdão é conhecida por um estilo de vida bastante alternativa e sábado à noite foi para isso mesmo, conhecer o outro lado de Amesterdão.

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Depois de nos deliciarmos com uma Waffle Belga, que parece ser tradição para aqueles lados (vá-se lá perceber porquê), em que Ele diz sempre fazer um sacrifício enorme para comer a minha parte (maldita intolerância à lactose!), decidimos ainda antes de jantar procurar a Red Light District. Uma zona da cidade conhecida pelo seu estilo boémio e sedutor. Conhecida pelas suas vitrines com senhoras semi-despidas a tentarem fazer negócio e com as inúmeras sex-shops, já para não falar das Coffeshops em que se vende legalmente marijuana e cogumelos mágicos, isso e variadíssimos produtos com tais substâncias. Lá fomos nós na nossa procura incessante por esse local e só tenho a dizer, não foi nada fácil! Tal como já referi os mapas que nos deram eram terríveis e a Red  Light District está tão fechada em si mesma que não é fácil descobrir que por detrás de uma ruela está a 'cidade do pecado'. Demos voltas e voltas até descobrir o local e só nos apercebemos que tínhamos chegado porque eram as ruas que acumulavam mais pessoas, já para não falar das luzes vermelhas nas vitrines. Estas ruas estão tão fechadas sobre si que parecem uma bolhinha à parte de Amesterdão, no entanto, é fantástica a forma como as coisas ali parecem tão naturais (e não o serão?). As sex-shops de nada têm de diferente das nossas, as diferenças estão mesmo nas mulheres nas montras que se mexem, que falam e que estão sentadas numa cama ou numa cadeira a falar ao telemóvel como se estivessem numa sala de estar. Já as Smartshops e Coffeshops, apesar de entrarmos por pura curiosidade e experimentar um produto ou outro, não seria necessário, bastava sentir o cheiro na rua que bastava para se ficar ligeiramente enjoado (em Roma, sê Romano, certo?).  Contudo, fiquei encantada com a liberdade ali sentida e em que nada parecia provocar problemas.

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Domingo foi dia de ir ao Rijksmuseum e a verdade é que perdemos horas lá dentro sem sequer notarmos. Eu e Ele adoramos história e arte, Ele mais a primeira e eu a segunda, mas nem um nem outro temos qualquer tipo de problema de passar horas seguidas num museu e se viemos embora, não foi por termos visto tudo, mas sim porque já estávamos com fome. O Rijksmuseum não só tem uma arquitectura fantástica como alberga uma grande parte da história da Holanda, seja dos seus artistas como dos seus reis. Entre o auto-retrato de Van Gogh e histórias macabras passamos horas a ver arte, esculturas, pinturas e até o vestido de Yves Saint Laurent. Umas largas horas bem passadas a admirar toda aquela arte. 

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Bem ao lado do Rijksmuseum está também o museu de arte moderna e o Museu de Van Gogh, eu e Ele optamos por não visitar nem um nem outro. Em Paris já tínhamos tido a oportunidade de ver algumas obras de Van Gogh, assim como no Rijksmuseum e então consideramos que seria melhor aproveitar o resto do dia de outra forma. Assim, depois de termos deixado as praças dos museus dirigimo-nos para o Palácio Real, onde ficamos encantados com a exuberância do Palácio. Descobrimos então, que até o irmão de Napoleão ter ocupado a Holanda que aquilo não era considerado um palácio e só Luis Napoleão lhe deu a função de palácio bem no centro de Amesterdão. O salão principal foi sem dúvida a zona que mais me encantou, com o mapa mundo pintado no chão ao pormenor, mas também com o Axis a carregar nos seus ombros o mundo. É fácil imaginar aqueles tempos, não fosse a conservação de todos os seus elementos e das fotografias tiradas ao longo do tempo. Sem dúvida um passeio essencial a quem vá a Amesterdão. O domingo terminou com mais passeios pela cidade, não houve tempo para ir ver moinhos nem ir à Experiência Heineken, no então aproveitamos ainda para voltar ao mercado das flores que me tinha deixado completamente encantada.

Amesterdão é sem dúvida uma cidade para visitar. Adoro as suas ruas e pontes, os seus pequenos mercados e até é giro ver bicicletas em constante movimento. Não é uma cidade barata, a comida é bastante cara (e para uma intolerante à lactose é difícil fugir a tanto queijo!), assim como o café (3,50€ é um abuso!), mas os transportes até os considerei bastante acessíveis, assim como o preço das túlipas é claro. Valeu bem a pena a viagem e tenho a certeza que ficará para sempre na minha memória por excelentes motivos. Uma cidade cheia de pequenos pecados, mas tão simpática como qualquer outra.

 

P.S.1: Parte 1 da viagem a Amesterdão aqui.

P.S.2: Todas as fotografias são da autoria de Just Smile e d'Ele.

22
Fev17

Perdida por terras de Amesterdão #1

A viagem a Amesterdão há muito que já estava marcada e com orçamento definido, no entanto, com tantas coisas para pensar nos últimos tempos acabamos por nem dar pela chegada da data da viagem. Aliás, foram apenas alguns dias antes que decidimos o que realmente iamos visitar e o que iamos fazer. No entanto, Amesterdão mostrou-se ser melhor do que aquilo que tinhamos imaginado e preparado. Uma cidade fria, com muita húmidade no ar, mas que nos acolhe em cada esquina com um café quente e a tradicional Waffle Belga (pelos vistos é dos doces mais comidos na Holanda, vá-se lá perceber). Para além de querermos conhecer a cidade queriamos relaxar, desligar-nos dos problemas dos últimos tempos, conhecer, mas sem correr.

 

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Quando chegamos a Amesterdão não tinhamos nada definido para aquele dia, queríamos apenas passear, passar pelas pontes por cima dos diversos canais, ver a cidade em si e observar os seus monumentos. E assim o fizemos, conseguimos ver o Mercado das Flores, a praça de Dam, a praça dos Museus e ficar deslumbrados com todos aqueles edifícios bem tratados que envolvem toda a cidade. Em Amesterdão é facílimo confundir um shopping com um museu e se isso é até certo ponto confuso, por outro é um encanto num mundo em que o velho tem tendendência a dar lugar ao novo.

Amesterdão é uma cidade cheia de movimento, em que as bicicletas são a prioridade, onde poucos carros há e onde o Tram (uma espécie de metro à superfície) se envolve em todos os recantos da cidade. Há aqui e ali biclicletas estacionadas, todos os postes de sinalização são um bom estacionamento e rara é a ponte onde não há uma única bicicleta agarrada com um cadeado. As ruas estão recheadas das famosas Coffeeshosps, Smartshops e Sexshops, mas também de restaurantes italianos, argentinos e pastelarias em que só de olhar nos fazem babar (restaurantes tipicos deles é que nada). Amesterdão, no seu caos de de movimento é bastante organizada, mesmo que tenhamos mil vezes a sensação de que vamos ser atropelados por uma bicicleta ou um Tram. O problema? Por serem todas as ruas tão semelhantes umas com as outras a facilidade em perdermo-nos e ficarmos desorientados é enorme. Afinal o restaurante italiano que achava que já tinha visto era apenas igual ao de três ruas atrás, a Coffeeshop que estava na esquina era apenas exactamente igual ao da saida do Tram, e acreditem que até sou uma mulher com bom sentido de orientação, mas perdi-me em Amesterdão e os terríveis mapas não ajudaram em muito. Contudo, a sexta-feira foi um dia apenas para relaxar, para espairecer e envolvermo-nos na cidade.

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No sábado tinhamos planeado ir ver a casa da Anne Frank, fazer o cruzeiro dos canais e visitar o Vondelpark. A casa de Anne Frank foi sem dúvida uma das visitas mais impressionantes que já fiz na minha vida, não fosse eu uma fanática pela sua vida, como pela II Guerra Mundial no seu geral. A casa de Anne Frank situa-se numa rua em que o único movimento está em volta do museu em honra da jovem, não fossem os bilhetes comprados há mais de um mês e não teriamos tido a oportunidade de a visitar. O que mais me impressionou no museu de Anne Frank não foram os vídeos ou até as páginas do seu diário, mas a minucidade com que Anne conseguiu descrever os anexos e nos quais consegui viajar para uma época muito diferente. A forma como Anne descrevia as suas divisões foi como na realidade as vi, como se sempre soubesse que eram assim. Viajei pela mente de Anne, pela sua vida e pelos seus últimos dias e apesar de ter adorado, saí de lá mais pesada. A sensação de impotência, de vazio acompanhou-me algum tempo, apesar de ter absolutamento adorado.

 

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Ao final da tarde de sábado ainda fomos fazer o cruzeiro, afinal Amesterdão é também os canais que sustentam a cidade. O cruzeiro sobre os canais de Amesterdão é uma das experiências essênciais da cidade, não só pela visibilidade que dá cidade como também pelas paisagens que só são possíveis de barco. O cruzeiro que escolhemos contou-nos também grande parte da história da cidade, assim como nos falou das suas 1700 pontes que unem ruas e ruas. Os edíficios são magnificientes e durante o cruzeiro deu para reparar em alguns pormenores da cidade que até então não tinham sido notados, como nos ganchos que todas as casas têm para levar para os pisos superiores móveis.

Foi sem dúvida um excelente sábado. Na próxima conto-vos o resto da viagem.

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