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justsmile

02
Nov17

Já é Novembro?

(Imagem retirada daqui)

 

      Eu este ano ando perdida com o tempo. Para vos ser cem por cento sincera só dou pelo tempo passar quando volto a estar na altura do mês que todas as mulheres têm que passar. Sei que é ridículo, mas só assim me tenho apercebido que um mês está a acabar e outro a começar. Não sei se é por andar ocupada com tantas coisas ao mesmo tempo, se é por andar sempre com actividades ao fim-de-semana, sejam sociais ou profissionais, ou até mesmo se é o percurso natural da vida. Aliás, sempre ouvi dizer que a partir dos vinte anos nunca mais daria pelos anos passarem. No fundo, acho que realmente é verdade e mal me tenho apercebido das passagens do mês, a não ser pela conta voltar a aumentar no início de cada mês. Contudo, mais do que nunca dou por mim a olhar para trás e sem conseguir perceber bem para onde foi 2017.

      Apesar de tudo isso 2017 demonstrou ser um ano de transformações em mim, não só no que me rodeia, não só na minha vida, mas em mim mesma. A Just do início de 2016 já não é a do final de 2017 e isso faz-me sentir crescida, sentir-me bem com aquilo que alcancei ao longo destes dois anos. O exterior mantém-se praticamente inalterado, mas o interior encontra-se totalmente renovado. Os objectivos mensais têm-me ajudado imenso a manter-me focada, a lutar mais por mim e melhor e este mês volto a repeti-los, acho que vou tornar este post um hábito mensal, afinal tem tido os seus benefícios. Para Novembro pretendo:

 

      1º Ler dois livros, vamos lá manter o foco e tentar ler mais dois livrinhos. Este mês queria muito ler um romance e finalmente ler o livro escrito por Adolf Hitler, não me comprometo a lê-lo, comprometo-me a tentar, pois acredito que é aquele tipo de livro para o qual preciso de estar disposta a. Pode ser que Novembro me traga essa predisposição, caso contrário pegarei noutro livro que tenha na estante.

 

      2º Um mês sem refrigerantes, acredito que este vá ser um desafio bastante simples até porque diminui drasticamente o meu consumo dos mesmos, no entanto este mês pretendo realmente tirá-los da minha alimentação. Tenho recorrido mais à água e até quando vou a uma esplanada ou jantar fora tenho optado por água ou um vinho, os refrigerantes têm sido diminuídos nos meus hábitos e este mês, mesmo ao fim-de-semana, pretendo não tocar em nenhum. Volto a dizer que não notei diferença no meu sistema desde que reduzi os seus consumos, no entanto acredito que não sejam uma opção saudável. Por isso Novembro vai ser o mês sem refrigerantes. Sumos de fruta, sem gás serão aceites.

 

     3º Definir e/ou comprar as prendas de Natal. Odeio deixar para a última as prendas de Natal, não gosto das confusões e nem sequer gosto de gastar demasiado dinheiro nisso, aliás, eu sou a primeira a referir que comprar prendas não é fácil. No entanto Novembro terá de ser o mês de pelo menos definir as prendas de Natal para cada pessoa. O ideal seria até comprar já algumas, mas se não for possível, quero fazer uma lista para cada pessoa e saber o que lhes vou dar. Quero organizar-me e quero antecipar-me à típica confusão de Natal.

 

      4º Organizar e imprimir fotografias desde 2015. Desde Janeiro deste ano que ando a adiar este objectivo. Para os anos anteriores encontrei caixas de madeira e imprimi todas as fotografias que me eram essenciais (vá, neste aspecto eu não sigo o conselho do Minimalismo, gosto de ter as coisas em modo físico e não digital), mas tenho andado a desleixar-me com as fotografias desde então, por isso Novembro vai ser o mês de tomar essas decisões. Organizar, definir, imprimir e arrumar as fotografias dos últimos dois anos. Basta de adiar esta tarefa!

 

      Novembro é também um momento importante para nós, precisamos de confirmar a igreja, precisamos de continuar a dar andamento aos convites (que são demasiados!) e precisamos de definir o que vamos fazer com os primeiros anos de vida em conjunto, precisamos de saber onde morar. Acredito que irá ser mais um mês que irá passar num abrir e fechar de olhos, afinal já temos quase todos os fins-de-semana ocupados com compromissos, mas porque este ano tem passado assim. Não é bom, não é mau, é simplesmente estranha a forma como o tempo tem desaparecido. Apesar disso, acredito que este novo mês vai ser um mês com muitas decisões e só espero continuar a crescer como o tenho vindo a fazer até aqui. E vocês que esperam de Novembro?

31
Out17

Inspirações e Resumo de Outubro

Inspirações e resumo de....jpg

      Outubro trouxe o regresso das rotinas que tanto desejava. Não trouxe consigo o frio que imaginava, nem sequer a vontade de comer as castanhas e de beber o chá quente a acompanhar um livro. No entanto, foi um bom mês que me permitiu voltar às minhas rotinas, relaxar e conseguir voltar a ter um bocadinho de tempo para mim. Os fins-de-semana estiveram sempre ocupados, não houve visitas a shoppings, nem compras que estão em lista de espera, mas deu para ir até à esplanada, para realmente avançarmos com os nossos convites de casamento e para voltar a ler como gosto. Não sei como passou tão rápido, ao olhar para trás nem consigo perceber bem para onde foi o tempo, mas foi um mês agradável (tirando aqueles dois dias de cama com febre e vómitos e aquela semana e meia de dieta forçada, novamente). Quanto aos objectivos apenas um ficou por cumprir.

     

     1º Ler dois livros, com o regresso à minha rotina e à minha gestão habitual do tempo consegui voltar a ler como tanto queria. Terminei finalmente de ler o livro Mulherzinhas e o Mataram a Cotovia que há imenso tempo estavam em lista de espera. Dois livros totalmente diferentes, mas que me fizeram ter novas perspectivas da vida e da realidade, ambos com bons momentos de reflexão.

 

       2º Voltar à piscina e à ioga, este mês voltei a ficar doente. Juntamente com a família, apanhamos uma daquelas viroses de 'caixão à cova' no entanto consegui ainda fazer exercício. Fui três vezes à piscina e só não regressei ao ioga porque onde andava a aula deixou de existir. Contudo, experimentei pela primeira vez o Body Jump e quem sabe agora não pegue nesse exercício e continue a praticar duas vezes por semana? O melhor do mês ainda foi conseguir convencê-lo a ir comigo à piscina. Ele que tanto se queixa das costas, de estar a ficar velho e outros afins foi comigo à piscina e diz que quer voltar a repetir, o que só me parece muito bem.

 

       3º Um fim-de-semana nosso, eu disse que os nossos fins-de-semana têm sido muito ocupados? Entre o aniversário d'Ele, entre o Halloween, política e tomadas de posse o nosso fim-de-semana teve de ficar para Novembro. Está marcado, continua a ser a minha prenda de aniversário para Ele mas tivemos de reestruturar a nossa agenda para que fosse possível ter um fim-de-semana só nosso. A verdade? É que com tudo do casamento, casa e trabalho estamos mesmo a precisar deste momento a dois.

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       4º Experimentar uma receita nova, o Bolo de Coco Húmido foi uma primeira experiência cheia de sucesso. De forma a não desperdiçar ingredientes que estavam parados lá por casa decidi procurar uma receita adequada para experimentar. O bolo ficou maravilhoso e só ouvi elogios. Já ficou registado no meu livro de receitas.

 

       Outubro foi um bom mês. Consegui parar de correr tanto, apesar de alguns dias terem continuado a ser complicados. Obriguei-me a ler mais, a parar e respirar. Foi um mês que apostei na aquisição de novos hábitos e tive mais atenção à minha capacidade de arrumação. Foi um mês com mais inspiração, com mais energias positivas e acho que quem me lê compreendeu isso mesmo. Foi também um mês que me obrigou a mudar planos, mas a aceitar as oportunidades da vida. Finalmente conseguimos resolver o problema dos convites e foi um mês que ainda senti mais o Minimalismo em mim.

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       Um mês em que continuei a investir nesta minha jornada sobre o Minimalismo e em que comecei a sentir-me bem, leve, feliz com esta minha decisão. Um dos posts que mais me deu prazer ler foi The #1 Myth About Minimalism, pois na verdade tenho-me deparado com muitos destes comentários quando comento que estou a tentar optar por um estilo de vida mais minimalista.

      Comecei também a investigar novos conceitos, Zero Waste foi um deles, mas admito que não fiz muito para alterar os meus hábitos nesse aspecto. No entanto, tenho investigado e tenho tentado procurar alternativas aos plásticos e ao consumo dos mesmos. Se calhar com mais inspiração, com mais investigação hei de iniciar a minha jornada também por estes caminhos.

 

       Outubro foi um bom mês, teve os seus contratempos, surgiu-nos um novo problema, mas também encontramos solução para outros que estavam na lista. Voltei a ter tempo para mim, voltei a ter tempo para respirar e consegui finalmente ler os livros que desejava. Resumidamente Outubro foi um mês de ainda mais inspiração, de mais crescimento e a cada dia que passa me sinto mais determinada, mais leve e mais feliz. No fundo não é isso que todos procuramos?   

 

25
Out17

Truques para me manter organizada e arrumada

(Imagem retirada daqui)

 

      Nunca fui uma pessoa muito desorganizada. Na escola os meus cadernos estavam imaculadamente limpos e organizados. Na faculdade tudo tinha a sua capa. E enquanto trabalhei como terapeuta, cada jogo, cada som, cada patologia tinha a sua caixinha. Gosto de organização e tento manter-me organizada. O meu maior desafio é durante o dia-a-dia, em manter tudo arrumado e organizado. No final de uma semana de trabalho era inevitável ver as minhas gavetas atoladas de recibos, a minha cadeira do quarto cheia de roupa ainda limpa, mas já usada, e os livros espalhados na mesa da sala. Já para nem falar dos brincos que ficavam na mesa de cabeceira. Ao pequeno-almoço acabava por deixar a chávena na banca e o preparado de chocolate na bancada, sabia que mais tarde a minha mãe arrumaria juntamente com a sua chávena. Aos poucos comecei a perceber que estas questões não se deparavam com a falta de tempo (que também não é muito, na verdade) mas com o desleixe da minha parte. Eu que tanto resmungo com Ele por deixar tudo espalhado, por deixar sempre as portas e as gavetas abertas, apercebi-me que não sou um extremo, mas que também poderia melhorar as minhas capacidades de arrumação e organização.

      Este ano, com a entrada do minimalismo na minha vida, fui aprendendo que ter poucas coisas e mantê-las arrumadas não só nos faz poupar tempo, como melhora a nossa sanidade mental. Uma casa arrumada, os armários organizados e uma rotina bem gerida, dão-nos mais tempo para aproveitar as coisas boas da vida sem pesos na consciência. Olhar em volta e não ter que fazer permite-me sentar no sofá descansadamente a ler um livro, sem pensar que tenho que arrumar o quarto, que tenho de preparar sessões, que tenho isto e aquilo para fazer. Foi ao ler os relatos de pessoas que aceitaram o minimalismo nas suas vidas que compreendi que eu própria poderia melhorar a minha qualidade de vida, com coisas tão simples como me manter arrumada e organizada. De uma forma gradual comecei a fazer as alterações na minha vida, já lá vai meio ano desde que comecei a levar as coisas mais a sério e volto a dizer, só me sinto mais leve e mais livre. E como o fazer? 

       Identificar as falhas, tive de parar e olhar à minha volta para compreender em que estava a falhar. As coisas não estavam propriamente desarrumadas, mas ficavam toda a semana no mesmo sítio e ao sábado demorava mais tempo do que pretendia a arrumar. As principais falhas: a roupa na cadeira, as gavetas cheias de papel e desarrumadas, o calçado acumulado na entrada.

        Destralhar, antes sequer de começar a arrumar as coisas compreendi que existiam naquelas gavetas, naqueles armários coisas que já não usava há anos. Estavam lá simplesmente para qualquer eventualidade. Blocos inutilizados, cartas que pensava virem a ser precisas, brincos para brincadeiras e outros tantos afins que já nem me lembrava que existiam. Decidi então que estava na altura de destralhar as coisas na minha vida. Comecei pelo meu guarda-roupa, passei para os papeis e objectos que estavam em armários e gavetas, enviei para reciclar muita papelada ainda da faculdade e do secundário e por fim passei pelas redes sociais e até pelas minhas memórias. Foram uns meses de destralhar a minha vida. Ainda agora acredito que se for voltar a mexer nas coisas mais escondidas vou encontrar coisas que podem ir para o lixo e que não uso há algum tempo. É um processo contínuo que espero que venha a finalizar-se no próximo ano.

      Encontrar um local para tudo. No final de cada processo de 'destralhamento' (eu sei que a palavra não existe, mas começo a achar que 'destralhar' deveria ser um verbo) foi o momento de encontrar um sítio para arrumar tudo o que sobrou, o que não foi muito difícil. Aproveitei caixas antigas de Ferrero Rocher (passo a publicidade a ver se alguém me quer oferecer alguns) e utilizei-as para organizar as minhas coisas por categorias nas gavetas, a caixa dos cartões, a caixa dos vernizes, a caixa das pulseiras e por aí em diante. Até a caixa de macarrons que veio de Paris ficou um guarda-brincos com esponja e cheirinho todo catita! Os cabos de telemóvel e outros afins foram metidos em rolos de papel higiénico e as caixa de sapatos para organizar material das terapias, material de trabalhos manuais, facturas para o IRS de 2017 e outras tantas coisas. Com menos coisas, com um método de caixas de organização (e sem gastar um cêntimo) consegui arrumar as coisas que tinham sobrado do meu passo anterior e manter os armários e gavetas arrumados.

       Pegar, usar e arrumar, depois de tudo organizado, depois de tudo arrumado e com muito menos coisas a estarem à vista dos meus olhos decidi que agora que tudo estava bonito e simples teria de manter assim. Há cerca de três meses tomei a decisão que só pegava numa peça de roupa depois de arrumar as que estavam na cadeira (tirando as do próprio dia que ficavam para o dia seguinte permitindo assim arejar). Decidi que em vez de atirar as facturas simplesmente para a gaveta iria buscar a sua respectiva caixa e as colocaria logo no sítio. Obriguei-me a arrumar o verniz logo depois da sua utilização e só pego num calçado depois de arrumar o outro. A maioria dos dias consigo manter estes métodos, pego-uso-arrumo, e não pego em mais nada sem o anterior estar no seu devido sítio, há outros dias em que falho. Ainda na semana passada a cadeira acumulou roupa de três dias porque andei a chegar tardíssimo a casa.

       Estes têm sido os meus métodos, com eles tenho-me obrigado a criar hábitos de arrumação. A manter-me organizada, assim não só não perco tempo à procura das coisas, como também tenho sempre as coisas bonitas. Tornou-se mais fácil arrumar a casa, tornou-se mais fácil conseguir ao final do dia tirar uma horinha para mim e para o meu sofá. Deixei de me sentir atolada de coisas, cheia de tralha desnecessária, mas principalmente senti aquela sensação que tanto adoro, a sensação de leveza. Este tem sido um processo contínuo dos últimos seis meses, mas sinto-me satisfeita com o resultado. Não só a nível mental, mas também físico, pois sinto-me muito menos cansada do que antigamente. Sinto-me mais positiva, com mais energia e mais despreocupada. Quem não gosta destas sensações?

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