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justsmile

02
Fev18

Drácula (1/12)

 

       Há alguns anos que vi pela primeira vez o filme Drácula de Bram Stoker e desde então que a sua história me ficou na cabeça. O lado negro, a obscuridade e o mistério fascinaram-me, assim como a qualidade do filme e do seu enredo. Tinha então incutido a mim mesma que um dia leria o Drácula. Um dia, por mero acaso, tropecei no livro a bom preço e decidi comprar o dito e sem dúvida que foi uma excelente compra. O famoso Drácula mostrou-me um lado obscuro de uma sociedade culta e evoluída, virada para os estudos do cérebro e das doenças psicológicas como o Dr. Seward e o próprio Van Helsing, e tão céptica até bater com o nariz no inimaginável. Drácula, através de Jonathan consegue o seu objectivo de se mudar para Londres depois de muitos cuidados logísticos, onde começa a deixar a sua primeira marca. Mas é só quando Lucy adoece que ao mistério se torna mais denso, é com a chegada de Van Helsing de Amesterdão com os seus tratamentos estranhos que a dúvida começa a pairar sobre o Dr. Seward. É a partir daqui que a verdadeira história de uma luta contra o demónio se dá início.

      O Drácula, é uma personagem aterrorizadora, mas que ao longo do livro nunca tem uma voz. Apenas conhecemos o Drácula pelos olhos dos outros, pela experiência aterrorizante de Jonathan na Transilvânia e pelas vezes que Van Helsing ouviu falar do vampiro e o estudou. No fundo Drácula é apenas uma personagem secundária que envolve a vida de todos os outros, num enredo envolvente, emocionante e com um nível de mistério fantástico. As mulheres deste livro são emocionais, Mina e Lucy não são vistas como meras vítimas, mas como a razão de ânimo, de inteligência e de luta, não são meras espectadoras, são personagens que entram na acção e que têm comportamentos chave para o desenrolar da história. O que mais me fascinou no livro? Num século em que muito se fala de seres fantasiosos, de vampiros, duendes, elfos e afins, o facto de o verdadeiro Drácula ter sido escrito no século XIX fascina-me. A imaginação, a capacidade de criar um ser completamente novo e com isso criar um novo estilo de escrita. Adorei o facto do livro ser composto por partes de diários das várias personagens e assim compreender o pensamento de cada um, a visão de cada uma das personagens relativamente aos acontecimentos.

       Adorei o livro, mais do que imaginava, principalmente por já ter visto o filme. Esperava um bocadinho mais de violência e talvez de romance, o que não aconteceu, mas nem por isso me fez gostar menos do livro.

       Quem já leu o Drácula, que dizem?

04
Jan18

7 livros para ler em 2018

       Por esta altura já se devem ter apercebido que me tenho tornado numa grande adepta de listas, no entanto, não é algo recente. Já há alguns anos que gosto de me propor a alguns objectivos, que gosto de me desafiar a conseguir atingir algumas metas, contudo tenho sempre a capacidade de ter os pés assentes no chão e de ser o mais realista possível. Em 2016 realizei uma lista de 10 livros que queria ler durante esse ano, em 2017 fiz exactamente a mesma coisa e orgulho-me de dizer que cumpri (quase) todos os desafios. No entanto, sei que 2018 será um ano que exigirá muito de mim a nível pessoal (e adorava que também o fosse a nível profissional) e tenho de ser realista ao estabelecer os meus objectivos. Assim, em 2018 vou propor-me a ler 12 livros, mas apenas farei a lista de 7 que quero mesmo ler este ano, normalmente são livros que já despertaram a minha curiosidade e por isso quero incluí-los nas minhas leituras, para não andar a adiar consecutivamente. Outro aspecto pelo qual diminuo o número de livros que realmente quero ler é que em 2017 descobri o prazer de ler livros que nunca ouvi falar. A Feira do Livro do Porto deu-me a oportunidade de encontrar algumas preciosidades a preços muito acessíveis e com eles descobri o gosto de ler sem sequer ter visto a contracapa. Vou-me dar a esse luxo, mas não sem antes ler o que realmente anda pendente na minha mente.

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1. Um livro muito falado: O Livreiro de Paris, além de ter sido um livro que me atraiu pelo seu título, atraiu-me também pelos comentários que lhe são feitos. Várias pessoas que o leram falam dele com algum encanto, se calhar por adorarem tanto livros como eu, por isso entrou tão rapidamente para a minha lista.

2. Um livro que sucede um já lido: Depois de ter lido Mataram a Cotovia, a minha vontade foi imediatamente de ler Vai e Põe uma Sentinela, mas ainda não me tinha surgido a promoção perfeita para o adquirir até há bem pouco tempo. Por isso, este livro será um dos mais ansiados para ler 2018.

3. Um livro com bom humor: Gosto de ler um bocadinho de tudo, mas sei que nos dias que correm rir é sem dúvida o melhor remédio e já há muito que queria ler A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário Ikea. Um livro com um título enorme, mas que me chamou à atenção pelo seu lado cómico.

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4. Um livro que é um clássico: não sei se Catch 22 será uma espécie de clássico, mas tenho-o debaixo de olho há muito tempo e recentemente coloquei-o no cesto de compras da Amazon.uk, de onde o espero adquirir em breve. Não só será uma oportunidade de ler um livro à muito aguardado como estou na esperança deste ano ler 4 livros em inglês, algo que só fiz no início de 2017.

5. Um livro para melhorar a qualidade de vida: Desde que me interessei pelo minimalismo que ando ansiosa por ler um livro sobre a temática e de 2018 não passará. Ali na Amazon já tenho o livro Minimalism: Live a Meaningful Life que tanto me atrai, que tanto me encoraja a melhorar a minha vida.

6. Um romance desconhecido: About Last Night surgiu-me enquanto procurava livros baratos na Amazon e chamou-me imediatamente à atenção. Espero que seja um romance leve, daqueles que tanto gosto para me encherem o coração.

7. Um livro da moda: Jojo Moyes entrou muito em voga com Depois de ti, uma leitura leve e que gostei, nada de génio mas agradável. Recentemente saiu em Portugal mais um livro da autora e que tem feito os desejos de muitos portugueses, eu apenas o irei ler em inglês. The One Plus One, em português, Um mais Um, tem-me chamado à atenção e já entrou na lista de livros a ler em 2018.

 

E quais são os vossos desejos literários para 2018?

26
Dez17

2017 em Leituras

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      Pensei que 2017 seria um ano mais complicado para as minhas leituras. A carga de trabalho aumentou significativamente, aumentei também as minhas idas à piscina e ao ginásio e tive imensas questões pessoais para resolver, pensando assim que seria difícil de cumprir com o meu plano de ler 20 livros. No entanto, os livros que escolhi este ano foram tão bons que me fizeram cumprir facilmente o plano a que me propus no início do ano. Não só cumpri com o meu número de livros, como cumpri com os livros que queria ler durante o ano de 2016 (podem ver a lista aqui). Infelizmente, "A minha luta" de Adolf Hitler fica pela segunda vez parado na estante, apenas porque ainda não encontrei a predisposição para ler um livro real, o verdadeiro livro que conseguiu influenciar a cabeça de tanta gente, por isso o deixei lá a apanhar pó. Espero em breve conseguir acalmar a minha vida e com isso ter a oportunidade de matar a minha curiosidade quanto a este livro tão controverso. Contudo, 2017 foi um ano de excelentes leituras, leituras surpreendentes, leituras fascinantes e tão envolventes!

      Este ano surpreendi-me ao matar o meu preconceito com Isabel Allende, ficando perdidamente apaixonada pelo seu livro "O Amante Japonês".

      Fiquei surpreendida com o "Mataram a Cotovia", agradavelmente surpreendida por um livro me ter conseguido prender tanto.

      Li imensos thrillers este ano, talvez o ano em que tenha lido mais este género de livro, devorei o "Objectos Cortantes" e fiquei completamente agarrada ao "Hipnotista" e às "Noites Brancas".

       Irritei-me com as "Mulherzinhas" e com o final do "Me Before You", ainda assim vi o filme e mantive-me irritada.

       Terminei a saga da "Biblioteca dos Livros Esquecidos" do Zafón e fiquei triste, não com o final, não com o livro, mas por ver uma saga que tanto me apaixonou a terminar.

       Deixei-me levar "Por um fio" e descobri mais um bocadinho sobre a vida adolescente em "Fala-me de um dia perfeito".

       Ri-me às custas das aventuras de "Mais Maldito Karma" e até fiquei completamente fascinada com as histórias da bíblia em "O último segredo".

       Iniciei mais uma saga que espero terminar em 2018 com "Beijo das Sombras" e não fiquei encantada com "O Retrato de Dorian Grey", aquele ego aumentado deixou-me de pé a trás e com pouco interesse no livro.

      Este ano deixei-me também levar pelas boas promoções, pelos bons preços e pelo desconhecido. Peguei em livros que nunca tinha ouvido falar, que mal li a contra-capa, mas que por algum motivo me atraíram e valeu a pena. 2017 foi um ano de excelentes leituras, sinto-me reconfortada ao ver o que li e os novos conhecimentos que adquiri. Talvez 2018 seja também um bom ano para me deixar levar pelo desconhecido, talvez a feira do livro e as promoções sejam uma boa forma de pegar em livros que nunca imaginaria. Que 2018 me traga tão boas leituras como 2017!

      E vocês? Que leitura vos marcou de 2017?

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