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justsmile

03
Mar22

E a vida tem andado corrida, um resumo aleatório!

(Imagem retirada daqui)

       Já estamos com mais de quatro meses de Ervilhinha dentro da barriga e nem sei bem como o tempo tem passado tão rápido. Já chegaram os 31, sem sequer me ter apercebido que os 30 já tinham passado. Veio o covid-19 e o receio, mas já recuperada penso que talvez todos os medos foram infundamentados. Já foi apresentada a temática da tese e aprovada. Já acabou o primeiro semestre da faculdade e não podia estar mais satisfeita com as notas, agora é só perceber se vou conseguir sobreviver ao segundo semestre. A casa também está prontinha a ganhar janelas e a começar a desenvolver o seu interior. No fundo tudo tem passado de uma forma bastante corrida e até os pensamentos têm andado corridos. Com dúvidas, com questões, com decisões e sempre com o sentimento de "estarei a fazer o correto?", "se calhar devia abrandar...", "será que vamos conseguir ter dinheiro para terminar a casa?", "mas devia pensar em trabalhar menos horas por causa da Ervilha...". Ou seja, ainda não nasceu a criança e já me questiono se estarei a tomar as melhores decisões por ela, se estarei a dar-lhe o melhor de mim ou se simplesmente estou a continuar a deixar-me levar pela vida.

       Apesar disso continuo bem, cansada, este segundo semestre da gravidez trouxe-me o cansaço (e eu a pensar que vinha um boom de energia!), mas se calhar é de continuar a trabalhar quase cinquenta horas por semana, ou é mesmo da gravidez. Nem sei. Tenho andado com muitas ideias para escrever, mas admito que a vontade é pouca e quando tenho oportunidade só me apetece vegetar. Tenho-me dedicado a ver televisão e dormitar, tenho-me desleixado no exercício, mas tenho tido cuidado com a minha alimentação. Tenho sonhado com um fim-de-semana longe de tudo o que é problemas, decisões e preocupações, mas ainda não ganhamos coragem para despender dinheiro nesses "luxos". Tenho-me questionado se não andarei demasiado relaxada com o enxoval do bebé ou até com toda a gravidez no geral. Tive de admitir o óbvio e perceber que com mais de quatro meses de gravidez já nenhumas das minhas calças me serviam, chegando à conclusão que provavelmente vou terminar esta gravidez a rebolar. Penso no trabalho e no quanto gosto e quero manter o meu emprego, sem saber bem o que acontecerá depois de Agosto. Lembro-me constantemente do que se passa lá fora, aqui na Europa, e tenho pesadelos com isso. Choro de forma absurda e irritante a ver Masterchef. E outras vezes, o cérebro desliga-se, esquece-se do que ia fazer, do que tinha planeado, tem de arranjar desculpas para reuniões que afinal estavam esquecidas e tem de se lembrar de comer. Obriga-me a sentar e a parar um bocadinho.

           A vida continua no seu pleno de loucura, mas a verdade é que me sinto feliz e mais completa do que nunca!

16
Fev22

#somosdoisloucos mas cheios de amor!

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(Imagem de Just Smile)

       Há muito que sabíamos que queríamos fazer a família crescer. Há muito que Ele dizia que queria ser pai antes dos 40 anos. Desde que estamos juntos que sabíamos que queríamos ter filhos. Na minha cabeça sempre me pareceu cedo, tendo colocado uma altura ideal na minha cabeça para começar a pensar em ter filhos, mas a verdade é que ao longo dos últimos anos aprendi que não existe altura certa para os grandes passos da vida. Aprendi que não vale a pena estar eternamente à espera do momento ideal, do momento em que me vou sentir totalmente capaz ou totalmente preparada, até porque esse momento poderá nunca chegar, seja em que situação for. Como em todas as outras grandes decisões da nossa vida decidimos, mais uma vez, atirar-nos de cabeça. Isto provavelmente dará resposta à questão que mais nos colocam "Foi 'surpresa' ou planeado?".

        A verdade é que apesar de este bebé ter sido planeado nunca pensamos que acontecesse de forma tão rápida. Cumprimos os critérios necessários, consultas e exames pré-natais, vitaminas pré-natais e entramos na aventura da nossa vida de uma forma bastante tranquila, com o pensamento de "Acontece quando tiver de acontecer, temos tempo.". Sem pressões, sem ansiedades e com a perspectiva de tantos outros casais de que pode demorar até meio ano a acontecer, o que pelas nossas contas era o ideal. Assim teria o primeiro ano do mestrado terminado, a casa estaria pronta e até a minha perspectiva profissional estaria mais definida. Ups, a Ervilhinha chegou bem mais rápido do que imaginávamos e isso só nos conseguiu trazer uma felicidade imensa e uma série de preocupações. E é quando nos surge na cabeça a frase "somos dois loucos". Uma casa em andamento que não estará terminada quando a Ervilha decidir vir ao mundo e o local onde vivemos é extremamente pequeno, um mestrado que irá sofrer alterações cronológicas por causa da licença de maternidade e com um emprego que ainda não sei bem o que vai acontecer. Mas apesar de todos estes 'ses', a verdade é que a felicidade que sentimos é imensa e desde que sei que estou grávida que sinto em mim uma tranquilidade que não imaginava. Aprendi de uma forma repentina a relativizar todo o tipo de problemas que me envolve, e isso é quase mágico.

       Tenho na minha cabeça bem presente de que somos "somos dois loucos" e andei ainda bastante tempo, quase o primeiro trimestre inteiro da gravidez, em negação. Não por não querer este bebé, não por não achar que não serei capaz, mas pelo simples facto de que não me parecia real poder sentir-me tão feliz, de merecer tamanha felicidade. Ele ficou um misto de assustado, mas tão entusiasmado que me acalentou o coração e eu, eu demorei um trimestre e duas ecografias até encaixar na minha cabeça de que irei ser mãe, é mesmo verdade. Ainda dou por mim a questionar, mas o tamanho da barriga já começa a interferir e começa a ser difícil não lidar com uma realidade que está sempre presente. Começo a sentir em mim uma felicidade enorme, sem o receio do primeiro trimestre, e com uma sensação gigante de gratidão.

         É verdade que somos dois loucos e percebemos quando nos questionam se este bebé era planeado, afinal temos tanto a acontecer na nossa vida neste momento, mas a verdade é que somos dois loucos felizes e ansiosos para que este bebé nasça saudável!

 

03
Jan22

Pela primeira vez... Não tenho resoluções de ano novo

(Imagem retirada daqui)

        Pela primeira vez em muitos anos de blog, e até de mim mesma, que não consigo fazer uma lista de resolução de ano novo. Não consigo fazer uma lista que me dê o desejo de concretizar neste novo ano em que entramos e não é por me sentir desmotivada, muito longe disso, é simplesmente porque nos últimos tempos tenho deixado a vida correr. Simplesmente aprendi que quando tenho os horários mais sobrecarregados, em que a vida anda mais louca e sem tempo, o ideal é deixarmos as coisas acontecerem e irmos aos poucos fazendo aquilo com que nos sentimos bem. Sem grandes planos, sem muita antecipação, mas sempre com a mente no foco principal, o nosso bem estar e a concretização dos nossos sonhos.

         Eu, Just Smile, que sou viciada em listas e em objectivos, não os consigo definir para 2022. Antes de começar este post até peguei num post-it e numa caneta para tentar escrever o número de livros que gostava de ler, o desejo de regressar ao blog e ao exercício e até as férias que gostava de ter no verão, mas a verdade é que não consigo programar nem planear nada disso. A vida tem acontecido de uma forma tão rápida, tão fugaz que se escrever esse tipo de objectivos simplesmente sinto que fico presa a algo que neste momento não faz sentido na minha vida. Tenho uma enorme lista de desejos para este ano: terminar a nossa casa e mudarmo-nos para lá; iniciar o processo de escrever a minha tese; ficar a trabalhar na mesma escola e com os meus meninos; ter menos dores de cabeça com carros; conseguirmos terminar a casa com as contas em dia; tirar uns diazinhos para nós os dois (nem que seja um fim-de-semana); mas não passam disso, Desejos e não Objectivos. Em 2021 aprendi a deixar-me levar pela vida, com responsabilidade e ponderação, mas a deixar-me levar, sem fazer demasiadas previsões, a viver um dia de cada vez e a dar o meu melhor em cada um deles e penso que isso foi uma lição. Mais do que uma lição foi uma necessidade, quase uma questão de sobrevivência para lidar com tudo o que nos tem surgido no caminho, mas que teve o seu retorno positivo.

        Desejo muito que 2022 seja um ano com boas leituras, com boas conversas, com boas comidas e com muito amor. Que seja o ano em que festeje os meus 30+1 à séria e que profissionalmente dê mais um salto. Que seja o ano da realização de mais sonhos. Mas principalmente que seja um ano sem pressões desnecessárias, sem medo de falhar e sem sensações de auto-desilusão. Que seja um ano cheio de coisas boas, mas de mente leve. Acredito que ao entrar em 2022 com este espírito tudo será mais fácil, este será um ano que promete. E vocês, têm objectivos para 2022?

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