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justsmile

19
Jun19

Coisas que vão desaparecer lá em casa!

(Imagem retirada daqui)

       A ecologia e o meio ambiente são temáticas que ultimamente estão na boca de toda a gente, não é apenas uma questão de moda, é uma preocupação necessária. A forma como o plástico invadiu as nossas vidas e como de repente está em todo o lado, nas águas, nos animais e até dentro do nosso corpo, tem sido uma das maiores chamadas de atenção para o mundo. Na televisão são inúmeras as reportagens e imagens sobre como o lixo está a invadir a nossa vida e o nosso planeta, destruindo-o de forma lenta e cheia de consequências que só agora se começam a tornar visiveis. Aos poucos as coisas lá em casa vão mudando, os sacos já são reutilizáveis (cada vez que tenho de usar um saco de plástico na frutaria a consciência pesa-me de uma forma desmedida....), as garrafas de água também, tupperwares de plástico são poucos e fast-food não faz parte da nossa dieta. Há ainda muitas coisas que quero mudar, em Outubro passado fiz uma lista e dessa lista nada mudou, tenho de ser realista e compreender que não tenho tempo para confeccionar tudo e mais alguma coisa. Mal tenho tempo para limpar a casa (admito que ultimamente tem sido coisa rara), quanto mais tempo para preparar produtos de limpeza. Esta semana compreendi que tenho de ser realista quanto ao estilo de vida que tenho e de comprender que tenho de ser ecológica, mas de acordo com as minhas limitações e com a minha rotina. Assim, em modo de passinhos de bebé há coisas que vou mudar e que serão para breve, coisas palpáveis e de acordo com as minhas necessidades e a minha vida. Neste momento há coisas que quero que desapareçam lá em casa:

        - O meu desodorizante, andei imenso tempo a usar o bicarbonato de sódio em pó, mas por uma questão de conformismo e praticabilidade desleixei-me e adquiri novamente um desodorizante roll-on.

         - Sabonete líquido, adoro o gel de banho que uso e adoro usá-lo na rede do banho. Normalmente, de forma mais económica e para não comprar mais embalagens, o meu gel de banho acaba por ser o meu sabonete líquido para as mãos. Mas ando seriamente a ponderar em lavar as mãos apenas com sabonete sólido.

          - Limpa-vidros, acho que aqui consigo confeccionar facilmente um produto de água e vinagre para limpar vidros e espelhos.

         - Comprar mais coisas avulso, não é fácil encontrar coisas avulso, principalmente quando a maioria das minhas compras é feita online. No entanto, este vai ser um dos meus objetivos, ao ir comprar a fruta vou tentar comprar as coisas necessárias avulso.

         - Acabar com os microplásticos. Acabou-se o esfoliante com os microplásticos e as pastilhas da máquina da louça terão de ser bem ponderadas. Não quero continuar a contaminar as nossas águas de forma tão poluente.

        Não é fácil tomar a iniciativa para mudar todas estas coisas. É necessária paciência, pesquisa, mas principalmente a vontade de mudança, de fazer melhor pelo local onde vivemos. Vamos lá iniciar uma nova fase de mudanças!

11
Fev19

The True Cost

(Imagem retirada daqui)

         Já há muito que sabia da exploração que o mercado do vestuário cria por todo o mundo e até da escravidão. Sabia até que as nossas roupas são cada vez mais poluentes e cada vez menos 'saudáveis', mas uma coisa é termos uma noção superficial sobre esses factos e outra completamente diferente é vê-los no mundo. Durante a minha gripe, graças à companhia milagrosa da Netflix que cada vez mais vale o dinheiro que pago, consegui ver este documentário que me abriu ainda mais os olhos para o mundo.

        The True Cost é um documentário que nos faz ver a realidade do mercado de produção de vestuário de grandes marcas mundiais, desde Zara a Primark e até marcas mais dispendiosas. É um documentário sobre como essas roupas são confeccionadas e por quem e com que custos. A maioria das roupas que vemos nessas lojas são produzidas no Bangladesh, mas são confeccionadas em condições desumanas, com ordenados irrisórios e por pessoas que não encontram outras alternativas para sobreviverem. E nós? Nós compramos essa roupa a 5€ e achamos um fenómeno, não vemos e nem pensamos é nos rostos das pessoas que nos coseram essa roupa. E esses? Esses são rostos infelizes, esgotados da vida e a quem não dão as mínimas condições de trabalho.

       Desde que me dediquei ao minimalismo e ao zero desperdício (que ainda estou longe de alcançar os objectivos deste último) que a minha forma de ver a roupa mudou drasticamente. O meu armário é limitado, não é um tradicional armário cápsula e nem tem só tons neutros, mas tem funcionado para mim e para as minhas necessidades. Neste meu armário só entra roupa nova quando é para substituir alguma peça de roupa ou algo que ainda não esteja bem abastecido às minhas necessidades, tirando isso não entra roupa nova neste armário. Algo que mudou nos últimos dois anos na minha forma de comprar roupa? A qualidade, evito comprar roupa descartável que me durará menos de um ano, como tenho comprado menos roupa tenho estado disposta a pagar mais por essa roupa, o que eleva a qualidade e diminui o meu desperdício, pois umas calças em vez de durarem um ano, duram-me três ou quatro. E nisto tenho sido transversal, as blusas, as camisas, as calças e até os soutiens têm sido comprados com uma maior consciencialização de qualidade-durabilidade. Claro que o lado financeiro pesa e só perdi a cabeça com a carteira da Bimba Y Lola, mas como a quantidade que compro é maior, ao fazer contas, os gastos em roupa têm compensado pela durabilidade que têm tido. Também comecei há uns tempos a ver a composição da roupa, mas nesse aspecto ainda não consegui melhorar, muitas vezes o preço não me traz as sensação de durabilidade e acabo por não comprar nada mais ecológico. O que ainda não me tinha preocupado? O local de confecção das roupas. No entanto, depois de ver as reais condições dos trabalhadores têxteis de onde vem a maioria da nossa roupa há algo mais que me irá preocupar, o local de confecção. Não posso compactuar com um mundo tão cruel onde as grandes marcas de roupa têm cada vez mais margem de lucro e que não o usam para com os seus trabalhadores. Eu torno-me também numa criminosa ao comprar roupas feitas por crianças e com condições desumanas. Todos nós, acabamos por ser culpados por toda esta desgraça que a fast-fashion tem criado nos últimos anos e isso não tira a culpabilidade de cima dos nossos ombros.

       A partir daquele documentário, não prometo não comprar, mas prometo estar mais consciente para esta realidade que é o mundo da confecção das nossas roupas e evitar ao máximo comprar roupas confeccionadas em países que não protegem o ser humano. Preciso de estar atenta ao preço da roupa, mas também ao às vidas que na produção dela estiveram implicadas. E vocês tinham noção desta realidade tão cruel?

18
Out18

Os próximos passos do Zero Desperdício

(Imagem retirada daqui)

 

       Cada vez mais acredito que o importante é reduzir o nosso lixo, os químicos na nossa vida e os plásticos que nos consomem para dar um futuro melhor a todas as crianças. Tenho-me tornado cada vez mais consciente no que diz respeito a esta temática e cada vez mais quero conseguir alterar os meus hábitos e fazer algo em prol da nossa saúde, do nosso planeta e até da nossa sociedade. Acho que é por isso que vou partilhando com vocês toda esta minha caminhada pelo minimalismo e pelo Zero Desperdício, esta necessidade de fazer pontos de situação, de coisas que ainda quero mudar e até pedidos de auxílio para quem percebe mais da coisa. Não sou uma extremista, não deixo de comprar algumas coisas apenas porque têm plástico e até ainda não me tornei grande adepta de produtos de limpeza caseiros, mas quero caminhar por essa estrada e ir mudando comportamentos.

   Em Fevereiro tinha alguns objectivos no que dizia respeito ao Zero Desperdício, mas com o tempo fui compreendendo que alguns ainda não eram para mim. Ainda não consegui abdicar dos lenços de papel (faz-me ainda alguma confusão os lenços de pano) e não consegui convencê-lo aos guardanapos de pano (esses queria ainda, num futuro próximo, adquirir lá para casa). Contudo, fui compreendendo que outros comportamentos fui adquirindo e que alguns hábitos foram mudando. Desde esta minha caminhada que já fui capaz de:

     - Substituir as garrafas de água descartáveis por uma garrafa reutilizável, a saga não foi fácil e tive de perder o amor ao meu rico dinheiro, mas a verdade é que foi uma boa opção e deixei de ter garrafas descartáveis lá por casa.

     - Discos reutilizáveis, optei pelos discos de tecido de algodão da Maria Reduz e estou bastante satisfeita. Tenho apenas oito no armário e têm sido mais que suficientes para à noite passar a água micelar no rosto.

     - Recuso sacos em quase todos os lados, tirando os sacos de papel grandes e por uma razão, são os sacos que reutilizo para a reciclagem do papel e assim faço uma reciclagem correcta e sem desperdícios ou necessidade de comprar seja o que for. A verdade é que à primeira as pessoas estranham quando dizemos que não queremos sacos, mas depois aceitam e já sorriem quando nos vêem.

   - Uso os sacos reutilizáveis para comprar os legumes e frutas e não tenho tido problemas, também produto da Maria Reduz, mas vamos dizer a verdade, compro a uma senhora de venda ambulante que vende produtos de agricultores da terra. Noutros locais ainda não experimentei e não sei como será a 'aversão' aos sacos reutilizáveis.

    - Deixei o guardanapo de papel para o lanche, mais um produto Maria Reduz e que me tem dado imenso jeito. Uso o wrap para o meu pão e que o mantém fresco e muito saboroso sem desperdício.

    - Embalagens de vidro, não só têm conservado os alimentos e as refeições sem sabor como ficam sempre com um aspecto fantástico (tirando aquele que lasquei ao tirar da máquina da louça). São mais pesados para transportar, mas não acho que sejam suficientemente pesados para os colocar totalmente de lado e por isso lá em casa desistimos de tupperwares de plástico, os de vidro são a nossa preferência.

   Mas ainda há umas quantas coisas que quero fazer lá em casa e para isso também preciso da vossa ajuda. O próximo passo é:

    - De forma gradual, mudar os produtos químicos de limpeza para os naturais, mas como o faço? No outro dia utilizei uma embalagem vazia de limpa-vidros e enchi com um terço de vinagre de vinho branco e o resto com água e limpei os vidros, mas ainda assim não me retirou as manchas na cabine de duche. E para limpar as bancadas da cozinha, o que posso usar?

   - Produzir biscoitos caseiros para o lanche. A meio da manhã como sempre uma peça de fruta e algumas bolachas de água e sal. Primeiro: estou cansada das bolachas de água e sal; segundo: não há muitas opções de bolachas deliciosas sem lactose; assim, o que queria mesmo era começar a fazer as minhas bolachas em casa, na minha amiga Yammi, mas ainda não consegui encaixar no meu horário o momento para fazer biscoitos.

    - Fazer sumo caseiro/iogurtes, cansei-me dos iogurtes sem lactose (outra vez) e sinto falta do momento de iogurte natural com frutos secos ou até do meu sumo a acompanhar o lanche da tarde, mas tenho optado por cortar nos açúcares e por isso em casa já nem tenho destes produtos. Mais uma vez, o que adorava, era começar a fazer os meus produtos em casa na Yammi, mas raios que o tempo escapa-me por entre os dedos e entre sofá e cozinhar, tenho optado pelo sofá que tem sido uma opção tão rara.

      - Encontrar uma solução ecológica para congelar legumes. Quando compro legumes opto por os lavar, cortar e congelar, assim é fácil de fazer refeições ricas em legumes e sem desperdiçar seja o que for, o problema são os sacos. Adoro os herméticos do IKEA, mas não os consigo reutilizar e tem-me causado impressão o número de sacos que deito ao lixo. Sugestões???

    Eu sei que a caminhada é longa, mas já muita coisa mudou desde Janeiro deste ano em que comecei a compreender o conceito. Aos poucos tenho conseguido ser uma pessoa mais ecológica e espero que essa caminhada continue, mas hoje? Hoje preciso da vossa ajuda e conselhos para conseguir alterar estes hábitos que serão os meus próximos passos no mundo do Zero Desperdício.

 

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