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justsmile

17
Abr20

Renovar energias em quarentena

(Imagem retirada daqui)

         Estou em casa há precisamente 35 dias. Esta tem sido, definitivamente, a pior semana. As incertezas do trabalho, as limitações que nos estão a dar, a falta de autonomia que temos neste tipo de trabalho tem-me deixado ansiosa. Frustrada por não ver as coisas acontecerem, mas principalmente cansada deste processo. A chuva nos últimos dias não tem vindo a ajudar em nada, já não consigo ir à varanda espreguiçar-me ou simplesmente apanhar uns raios de sol para me alegrar o dia. Além disso, nem para ir às compras tenho saído nas últimas três semanas, optando por compras online e até ambulante para comprar a fruta e os vegetais mais frescos (vantagens da terrinha). Tenho andado bem, a fazer exercício três vezes por semana (mais do que até o meu hábito normal), encontrei finalmente uma aplicação de ioga gratuita e até tenho lido mais e visto mais séries, o que me faz não ficar incomodada com o facto de estar em casa. No entanto, estas questões do trabalho têm-me deixado 'com uma pedra no sapato'. Desgastam-me estas pequenas e absurdas coisas, sentir que passo o dia em frente a um computador, sem ser realmente produtiva tem-me deixado um tanto ou quanto tensa. Não gosto desta sensação de impotência, de sentir que as coisas não se desenvolvem só porque 'sim'. No final do dia de trabalho tento desligar-me e dedicar-me a todos os meus hobbies preferidos, cozinhar uma boa refeição e aproveitar a água quente do banho, mas admito que o trabalho esta semana mexeu muito com o meu humor e com a minha boa disposição dos últimos tempos.

        Esta tem sido uma semana difícil, mais curta que as outras, mas fiquei com a sensação que foi mais longa que qualquer uma delas até ao dia de hoje. Que a próxima semana venha mais positiva e que continue a fazer todas estas pequenas coisas para voltar ao meu estado normal, nestes tempos tão anormais.

         E vocês como estão desse lado?

07
Abr20

Viver num T1 em modo Quarentena

(Imagem retirada daqui)

         A quarentena tem sido um verdadeiro desafio por estes lados, continuo a não me importar de estar em casa, mas trabalhar em casa já começa a ser outra coisa. O trabalho continua de loucos, a quererem as coisas para ontem e de preferência com a papinha toda feita (coisa que me irrita profundamente), mas esse nem tem sido o drama maior. O drama mesmo é quando estamos dois em teletrabalho (ainda bem que isso só Lhe acontece duas vezes por semana) numa sala/cozinha open-space e só com mais uma divisão na casa, um quarto minúsculo em que só cabe a cama e a cómoda. Este sim, é o verdadeiro drama, principalmente quando se iniciam as sagas das videochamadas para realizar reuniões. Ora sou eu a ter de calar o micro porque o maridinho está numa chamada importante, ora é Ele a ser chamado à atenção para falar mais baixo. A logística da coisa torna-se um bocadinho complicada, admito. Eu apoderei-me do sofá e desmonto a tenda todos os dias depois das 17h30, Ele aproveitou-se da mesa da cozinha e deixa as coisas até ser hora de jantar e termos de arranjar um espacinho para podermos comer. Quando estou em videochamadas vejo alguém a passar atrás de mim através da câmara e quando tento falar com Ele, nunca sei se está em chamada ou não.

         Para colocar a cereja no topo do bolo, Ele está a ter aulas online três dias por semana das 18h30 às 23h00, sendo assim o jantar tem de ser feito logo após o trabalho para poder ligar o exaustor sem o incomodar durante as aulas. O jantar fica a arrefecer e quando tem a sua pausa, lá procuramos um cantinho na mesa para jantar, até lá fico estatelada no sofá a ver séries ou a pôr a leitura em dia. Admito que neste momento gostava de ter uma casa um bocadinho maior, pois a logística tem sido uma das coisas mais desafiantes dos últimos dias, mas cá nos temos arranjado e a sanidade mental ainda parece estar presente. E a vossa, como anda?

21
Ago19

E onde para esse Minimalismo?

(Imagem retirada daqui)

        Por estes lados as coisas parecem um bocadinho estagnadas ou se calhar alcançadas. Neste rodopio que tem sido a vida sinto que alcancei o que desejava, uma casa de fácil manutenção e que facilmente é arrumada. Temos alguma falta de espaço, o que me incomoda em alguns momentos (a casa tem 45m2 por isso é fácil de entender), principalmente no que diz respeito a materiais e arquivos de trabalho, no entanto gosto da disposição das coisas que neste momento tenho em minha casa. Não sinto falta de mais coisas, sinto-me bem com aquilo que tenho e não sinto a necessidade de ser consumista. Continuo com a minha regra de comprar para substituir, armazeno alguns bens na dispensa porque estão em promoção, mas nada em excesso. Continuo a comprar roupa apenas em promoção e quando é realmente necessário. As superfícies dos meus móveis têm alguns apontamentos de decoração, principalmente fotografias, mas são de fácil limpeza e as superfícies mantêm-se maioritariamente livres. Na cozinha alcancei a arrumação desejada, seja na parte da dispensa, como dos armários. As coisas estão de fácil acesso e à vista, no entanto, bem arrumadas e até Ele não parece ter dificuldade em encontrar seja o que for na nossa cozinha. Neste momento sinto que atingi aquilo que há muito desejava, não sinto a necessidade de diminuir ou aumentar seja o que for na minha vida.

      Gosto da minha casa assim pequenina, onde tudo está perto e onde tudo tem o seu lugar. Calçado nas cestas da entrada, dispensa organizada nas prateleiras, todos os produtos de cozinha nos seus frascos e até as fotografias têm lugar cativo nas estantes. Gosto da praticabilidade da coisa e se às vezes nem tempo tenho para a arrumar ou limpar a fundo a casa, mas acaba por não se notar muito. Ele já aderiu às técnicas de arrumação, o que ajuda imenso e pelo menos sabemos sempre onde estão as coisas, neste assunto estou no meu ponto de equilíbrio perfeito. O que me tem atormentado a mente? Mas juro que tenho tentado afastar essa imagem da minha mente. O tamanho da minha futura casa. O projecto tem mais do triplo do tamanho da minha actual casa, o número de divisões quadriplica e isso assusta-me. A funcionalidade, a prática da minha actual casa irá manter-se na próxima, mas com o triplo do tamanho. Toda a gestão me assusta, mas sei que já não a conseguimos diminuir mais, pois quero criar lá a nossa família e ter o meu escritório. Acredito que quando essa mudança acontecer (que ainda me parece bastante longínqua), todo este tema do minimalismo me volte a fazer sentido e que todas as técnicas de arrumação tenham de ser revistas. Até lá? Vou aproveitar este ponto perfeito de harmonia entre mim e a minha casa.

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