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justsmile

04
Out17

O Minimalismo mudou-me

(Imagem retirada daqui)

 

      Desde que me comecei a envolver por este conceito que me tenho sentido numa nova pessoa. Não sei se será exclusivamente do minimalismo ou se de uma combinação desta nova fase da minha vida com uma vontade enorme de me transformar em alguém melhor. Mas sei que nos últimos meses tenho sentido em mim algumas transformações. Há minha volta pouca coisa mudou. Os móveis continuam os mesmos, apesar de mais vazios e mais organizados. As pessoas que tenho vindo a incluir mais na minha vida mantêm-se. O emprego continua o mesmo ou ligeiramente pior, mas nada com o qual não saiba lidar. Algumas das minhas questões profissionais mantêm-se e até continuo a fazer um esforço enorme para poupar para as obras e o casamento. Mas algo em mim se transformou desde que me dediquei a ler e a aceitar algumas dicas do minimalismo. Sinto-me mais leve.

      Leveza é o termo certo para aquilo que tenho sentido nos últimos meses. Como uma espécie de anestesia que me faz questionar onde está a Just que andava sempre preocupada, apesar de pouco stressada. Parece que simplesmente está escondida em algum lugar e deu lugar a uma Just mais calma, mas que não deixa de resmungar, a uma Just que sabe lidar melhor com os problemas e que relativiza os obstáculos de uma forma mais leve. Leve é realmente aquilo que me sinto. Como se há minha volta nada tivesse mudado, como se à minha volta o tempo continuasse a passar como uma espécie de furacão, mas dentro de mim e da minha cabeça apenas ouvisse a batida das ondas na areia. Tenho-me sentido tranquila, relaxada, estranhamente calma. Sei que nos últimos meses tenho tentado mudar alguns hábitos em mim, obrigando-me a parar e respirar. Obrigando-me a ter consciência daquilo que ofereço ao meu corpo. Mas principalmente a deixar de lado tudo o que me traz energias negativas. Tudo o que não me faz bem. Tudo o que não encaixa comigo e com a minha felicidade.

     É difícil mudar de hábitos. Enraízam-se em nós como se fizessem parte do nosso próprio ser, mas é com as pequenas mudanças e pequenas transformações que me sinto grande. Que me fazem pensar "porra, consegui!". São coisas tão pequenas e insignificantes aos olhos dos outros que para mim são grandes mudanças, mudanças gratificantes aos meus olhos. A nível alimentar tenho estado mais consciente daquilo que como, tornei os refrigerantes quase inexistentes na minha vida, diminui o açúcar no café, aumentei as frutas e ainda diminui a minha gula com coisas doces. A nível de higiene pessoal tenho estado mais atenta aos produtos que compro, quero produtos mais naturais e à base de menos químicos. Tenho experimentado produtos naturais para coisas básicas, como desodorizante e gel de banho. E se formos a falar do ponto de vista ecológico tenho tentado estar também mais atenta, mais alerta para os desperdícios. No trabalho torna-se algo muito complicado de conciliar, mas a nível pessoal tenho tentado diminuir a minha pegada. Apesar de não ser a coisa mais confortável do mundo, tenho tentado aproveitar a água fria que sai do banho (não só por ecologia, mas por necessidade pois a água anda escassa para estes lados). Tenho aprendido que não é necessário lavar tantas vezes aquele par de calças e até que a camisola pode ser usada mais uma vez se ficar a apanhar ar. É também na organização que tenho sido mais meticulosa, nunca fui propriamente desarrumada, mas era o tipo de pessoa que arrumava e passado uma semana estava igual. Nos últimos tempos não tem sido assim, tudo o que mexo tem ficado igual a como estava. Tudo tem tido o seu espaço e não existem coisas a mais que não tenham o seu local de arrumação.

      Parece que não, parecem coisas absurdas, coisas básicas, mas todas estas pequenas mudanças têm-me feito bem. Mais que uma casa arrumada, mais que um quarto arrumado e em que não perco tempo à procura das coisas, eu própria me sinto "organizada" sentimentalmente, com as prioridades bem definidas. A agenda, que já era usada, agora é ainda mais usada. Até para arranjar as unhas tento encaixar na agenda que ultimamente tem estado bastante preenchida. São coisas tão banais aos olhos dos outros, mas que para mim têm tido um efeito inesperado, este efeito de leveza. É esta organização, este arranjo de espaço para mim e para as minhas coisas que me tem feito crescer e querer mais. Não é só a agenda que está preenchida, não são só as coisas que estão arrumadas, mas eu própria me sinto melhor, transformada e, definitivamente, para melhor. Talvez tenha sido o minimalismo, talvez não, a verdade é que seja o que for sinto-me muito melhor.

      Cada vez mais acredito que a mudança está nas coisas pequenas. Cada vez mais acredito que a felicidade é feita de coisas pequenas.

 

02
Out17

E Outubro já chegou

(Imagem retirada daqui)

 

      Outubro chegou e traz consigo a sensação de Outono. As castanhas já começam a cheirar na rua e à noite, no sofá, já sabe bem o cházinho com a manta por cima das pernas. Outubro traz a vontade de sair menos e de passar mais tempo no aconchego do lar e espero que seja isso que traz consigo. Depois de um Setembro cheio de correria, em que pouco deu para descansar (não me lembro de ter tido um único fim-de-semana que desse para dormir), espero que Outubro traga consigo a tranquilidade e a calmaria. Quero conseguir voltar às minhas rotinas tranquilamente, voltar aos meus livros e dedicar-me a tratar dos convites do casamento (ok, agora terá meeesmo de ser que estamos aqui estamos no natal). Em Setembro consegui propor-me a alguns desafios e em Outubro vou fazer o mesmo, não só me ajuda a manter motivada, como me dá uma energia extra para conseguir concretizar aquilo a que me proponho.

 

      1º Ler dois livros, Setembro foi um mês em que os livros ficaram muito prejudicados. A campanha eleitoral tirou-me o tempo todo e obrigou-me a deixar o que mais gosto de lado. Mas em Outubro as rotinas voltarão e com elas a leitura, quero terminar o livro 'Mulherzinhas' e quero dar início ao 'Mataram a Cotovia'.

 

      2º Voltar à piscina e à ioga, desta terá mesmo de ser até porque não há mais desculpas para deixar a piscina de lado. Aliás, estou ansiosa por regressar. Sinto falta de me exercitar e sinto que o corpo está a pedir. As desculpas este mês terão de ficar de lado e irei dedicar-me àquilo que me faz bem. O exercício tornou-se numa das minhas prioridades para este mês.

 

     3º Um fim-de-semana nosso, Outubro é o mês do aniversário d'Ele e prometi-lhe como prenda um fim-de-semana só nosso (até porque tenho ali uns créditos da Odisseias para gastar). Estamos a precisar disto para nos afastarmos da realidade, descansar e aproveitar para estarmos apenas um com o outro, algo que se tornou muito raro nos últimos meses devido a responsabilidades. O fim-de-semana 'nosso' tem sido adiado devido a todas as obrigações mas decidimos juntar o útil ao agradável. Ainda não preparei nada, tenho uma ideia do que lhe quero dar, mas tenho ainda de preparar tudo e quero que o seu último aniversário como solteiro, os seus 31 anos, sejam inesquecíveis. Sugestões? Lembrem-se que ando em poupanças!

 

    4º Experimentar uma receita nova. Com a chegada do tempo frio eu e Ele costumamos passar mais tempo em casa, mais serões com um filme e uma manta, sempre acompanhado de um lanche ou um doce. Por isso, Outubro quero que seja o mês de experimentar uma nova receita, na minha mente estou a pensar num docinho aconchegante, mas só depois poderei compreender se será ou não o docinho, ainda assim terá de ser uma receita nova.

 

      Para Outubro quero ainda ter tudo definido para começar as nossas obras no mês seguinte. Quero ainda começar a pensar em mais pormenores do casamento, visto eu e Ele sermos uns desnaturados e andarmos com isso bastante a leste das nossas mentes. Mas mais que tudo isto quero a minha rotina de volta. O Verão leva a que as rotinas sejam alteradas, queremos mais convívios, mais jantares e mais passeios, deixando de parte a rotina do dia-a-dia. Com a chegada do Outono quero o inverso, quero os serões em casa, quero pôr a minha leitura em dia e até acabar de ver aquela série que está à imenso tempo gravada. Quero conseguir voltar a ter aqueles bocadinhos só meus, assim como quero deixar de viver numa correria.

      Vem Outubro e traz contigo a tranquilidade!

14
Set17

Os primeiros passos no Minimalismo

      Desde que me dediquei a ler, a interessar-me e a envolver-me pelo minimalismo que tenho sentido que criei à minha volta uma pequena bolha das coisas que me fazem bem. Tenho conseguido pensar nas coisas com mais clareza, mais tranquilidade e até tenho sentido uma paz interior que me preenche de felicidade. Eu, tão céptica como sou, tenho-me deixado envolver por um 'rótulo' que me tem trazido, aos bocadinhos, uma qualidade de vida melhor. Impressiono-me como é que coisas tão simples, que nem me pareciam incomodar, me têm feito tão bem. Tenho lido, todos os dias um bocadinho das experiências dos outros sobre o minimalismo, sobre como alterou as suas vidas e tenho conseguido rever-me nas suas palavras, noutros casos simplesmente pretendo alcançar o que aquelas pessoas alcançaram. Parecem estar de tão bem com a vida, tão em paz consigo mesmo que lhes invejo essa capacidade. E aos poucos, sem dar por isso, tenho sentido essas mesmas sensações em mim. Como é que algo que me parecia tão abstracto me tem feito tão bem?

      Deixei o minimalismo entrar na minha vida por hábitos antigos, mas ultimamente, com uma ambição e consciencialização de melhorar a minha qualidade de vida. Sentia-me cansada, esgotada e sem conseguir gerir todas as minhas responsabilidades, queria simplesmente conseguir organizar-me e sentir-me melhor com aquilo que a vida me dava. Decidi então começar por algum lado e se a parte que nos leva a poupar já estava implementada, comecei a tentar implementar tudo o que o minimalismo defende, mas a nível mental. Tenho aprendido e compreendido que o minimalismo é muito mais do que nos separarmos das coisas físicas, mas também organizar e limpar a nossa mente. A transformação em mim tem sido muito ao nível da mente, de como lidar com o stress e de como me conseguir organizar, do que simplesmente arrumar, limpar e poupar. Compreendo que talvez todos os passos anteriores me tenham ajudado nas transformações mentais, mas tenho a certeza que estas têm sido as mais evidenciadas e as mais sentidas no meu corpo. Numa sociedade que nos impinge horários rigídos, que nos obrigada a correr a toda a hora, a lidar com o descartável em tudo o que são bens materiais, eu tenho tentado lidar com isso mas de uma forma mais serena. Não deixo de ter horários, problemas e frustrações, mas lido com elas de uma forma muito mais suave, dando-lhes menos importância e focando-me no que realmente já tenho e me faz feliz. Focando-me naquilo que sei que me trará a felicidade e ir atrás dela. Mas que passos dei eu para deixar o minimalismo entrar na minha vida?

       1. Ler sobre o minimalismo. Antes de fazer o que fosse, depois de me ter deparado com um artigo sobre as pessoas minimalistas, decidi que queria saber mais. Queria saber em que consistia o minimalismo, quais os seus objectivos e compreender se algum dia o conseguiria adaptar à minha vida. Afinal eu não queria ir viver para uma roulote com meia dúzia de objectos, nem queria largar o meu emprego a tempo inteiro, apesar de admirar muito quem o fez. Investiguei, li muitos testemunhos e só depois comecei a compreender os passos que queria dar, passos que fui dando ao meu ritmo sem ninguém me impôr. Afinal o minimalismo não é um conceito rígido e é isso que tanto aprecio, é um conceito que se adapta às necessidades de cada um, o objectivo final é simplesmente ser-se feliz. (Estes foram alguns dos blogs que comecei por ler.)

      2. Reorganizar o guarda-roupa, pareceu-me ser um dos passos mais simples desta caminhada. Em todos os blogs, em todas as descrições, um dos primeiros passos que vejo as pessoas a darem é reorganizar o guarda-roupa. Faz-se uma selecção daquilo que se pode dar, do que devemos deitar ao lixo e fica-se apenas com o que realmente gostamos e que está em bom estado. Para mim foi simples, pois todos os anos acabo por fazer uma selecção da roupa que tenho no armário, mas acredito que para muita gente seja um passo complicado.

     3. Destralhar as áreas da casa, ainda vivo com os meus pais e por isso apenas fiz este passo com as minhas coisas e acreditem que já foi muito. Limpei tudo o que encontrei e apercebi-me que se não usava há mais de um ano não valia a pena manter na minha vida. Mandei imensa coisa para a reciclagem e só dei coisas de crianças que tinha guardadas nos armários. De resto limpei os armários e dei-lhes um novo ar, mais espaço, menos coisas e menos pressão para arrumar as coisas.

      4. Reorganizar as memórias, este foi um dos passos mais difíceis, mas que me fez muito bem. Partilhei com vocês esse momento aqui e a sensação de leveza que tive fez-me levar a um novo passo. Guardei para mim as coisas que realmente me faziam feliz e aquelas que não tinha outra forma de guardar. Enchi uma pequena caixa com essas memórias e todas as que já não me faziam sentido foram enviadas para o lixo mais próximo.

      5. Destralhar a vida social. Este foi um enorme passo e que me levou a remexer em coisas que não via à anos, nomeadamente a minha lista telefónica no telemóvel e o Facebook (aqui está esse passo). Fazer desaparecer da minha lista telefónica nomes de pessoas que não me diziam nada foi das sensações mais libertadoras que tive. Senti-me mais leve, mais corajosa e com mais esperança. Havia nomes que apenas me traziam más memórias, maus agoiros e energias negativas. Basta olhar e ver aquilo que não é 'usado' há mais de um ano.

      Estes foram os primeiros cinco passos que dei, coisas que se prendem mais aos aspectos materiais mas que sem dar por ela nos libertam a vida. Ficamos com mais espaço na casa, nos armários, mas também na mente. Deixamos de nos sentir atolados, pressionados pela rotina e até pelas coisas. Hoje olho orgulhosamente para o armário, para a estante e para a minha vida e vejo apenas as coisas, as pessoas e as situações que valem a pena. Gradualmente fui-me libertando das energias negativas das coisas que me faziam mal (ainda esta semana falei disso aqui). Fui deixando mais espaço para as coisas boas. Inevitavelmente o que me era mau, o que estava a mais foi-me saindo da vista e do pensamento, dando-me mais tempo para ler, para cuidar de mim e para estar com quem amo. Trago em mim uma leveza que pouco conhecia. Tenho em mim uma tranquilidade, apesar de tudo o que anda à minha volta, que não esperava ter nesta altura do campeonato e só me sinto bem. Porque o minimalismo é isso mesmo, é estarmos bem na nossa pele.

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