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justsmile

17
Abr17

A ressacar da Páscoa

Depois de três dias desligada, praticamente, vá, desligada do mundo entrar na realidade custa bastante. Foi um fim-de-semana que permitiu descansar, mas também fazer muitas coisas que já andavam a ser adiadas há muito tempo. Na quinta-feira fomos finalmente ver a Bela e o Monstro, nas sexta-feira foi dia de dormir, tratar de mim e apanhar sol, muiiiiito sol, ainda deu tempo para pôr as séries em dias. O sábado já foi dia de maior correria, depois de nos termos perdido pelo caminho lá tivemos a reunião com o fotógrafo, e entre ajudar a mãe e fazer dois pães-de-ló ainda fomos limpar o lixo do terreno que adquirimos. O domingo? Esse foi só andar de casa em casa a encher o bandulho. Depois de um fim-de-semana que se torna um aliado no colesterol e nos diabetes, hoje sinto-me a ressacar. E ser a única da família a ressacar, mas a ter de ir trabalhar devia ser considerado um crime. Sinto-me cheia de doces, mas no almoço couberam bem umas amêndoas e uns docinhos. Sinto-me cansada e em vez de estar com Ele a apanhar sol numa esplanada qualquer, estou aqui agarrada ao computador a trabalhar no escritório.

Ninguém merece!

 

P.S.: Apesar de cansada, acho que pelo menos recuperei um bocadinho da minha sanidade mental e isso é tãoooo bom!

 

02
Mar17

Do desapego

(Imagem retirada daqui)

 

Tenho dado por mim, várias vezes, a pensar no desapego. No desapego das coisas, no desapego das pessoas e dos problemas. Tenho dado cada, vez mais, por mim a pensar que já me desapeguei de tanta coisa e com isso só me sinto mais leve. Desapeguei-me de pessoas que foram amigas e que só me transmitiam energias negativas. Só se queixavam da vida, com tão pouco para se queixar, só diziam que os sonhos não se concretizavam quando nem se mexiam para os verem realizados. Acabei por gradualmente ir diminuindo o meu encontro com essas pessoas até ao momento ser quase inexistente. Desapeguei-me de quem só criticava e em nada se envolvida, ou de quem se fazia de vítima para ser o coitadinho aos olhos dos outros. Já há muito tempo que me desapeguei dessas pessoas, mas em contrapartida apeguei-me aos que me fazem rir, aos que gostam de me ver feliz e àqueles que de longe a longe mandam notícias ou simplesmente a perguntar como estou. É um desapego bom, dei por mim a saber rodear-me de quem me faz bem, se calhar de um ponto egoísta e egocêntrico, mas que só faz bem.

Dei por mim a desapegar-me do que era velho, a querer deitar mais coisas ao lixo, a querer organizar os meus livros na estante, a querer guardar apenas as memórias que me fazem bem. Empacotei as memórias más e só não as deitei ao lixo porque não tive coragem, mas guardei-as lá num cantinho bem escondido para tão cedo não as encontrar. Dei por mim a deitar ao lixo aquelas calças já velhas, mas pelas quais era apaixonada. Dei por mim a dar aquela camisola que me tinham dado, que nem gostava muito, mas que estava lá guardada para qualquer eventualidade. Dei por mim a empacotar numa caixa de sapatos aquela bijutaria que todos os anos penso ‘não vou deitar fora que pode dar para o carnaval’.

Até dos problemas me tenho desapegado. Com tanta coisa que me tem corrido na cabeça com futuras obras, casamento e o terreno, tenho tido a capacidade de me desligar. Tenho-me desapegado dos mil pensamentos que me correm na cabeça e conseguir deliciar-me com um livro, com uma noite entre amigos ou até com um filme. Dei por mim a desapegar-me do que me deixa irritada, com um nó no cérebro ou simplesmente preocupada. Não tenho fugido aos problemas, mas tenho-os organizado e apenas pensado neles na hora devida.

E tenho-me desapegado de determinados sonhos. Não que estejam eliminados da minha vida, nem lá perto. Mas não tenho vivido só para eles, tenho olhado para outros que estão ao mesmo nível e dado mais atenção aos que estão mais perto de concretização. Tenho tido a capacidade de fugir à frustração do sonho não realizado, tenho conseguido aos poucos aceitar o que tenho e conseguir agradecer o que surgiu no meu caminho.

Tenho nos últimos tempos lidado com o desapego cada vez de uma forma mais directa, mais frontal que apenas me transmite tranquilidade. Tenho vivido tão bem com este desapego que me preenche a alma, em vez de a encher com preocupações, frustrações e desilusões. O desapego não é mau, muito pelo contrário, é dar-nos a oportunidade de apegarmo-nos ao que realmente importa e dar espaço para aquilo que é bom na vida.

 

E vocês, de que precisam de se desapegar?

 

07
Fev17

Esperem, já é Fevereiro?

(Imagem retirada daqui)

 

Esperem! Esperem lá e pára tudo! Como já é dia 7 de Fevereiro?

Como passou Janeiro tão rápido?

Como faltam só dez dias para o meu aniversário?

Mas onde raio foi parar o mês de Janeiro, minha gente? É que parece que ainda na semana passada andava a beber champanhe e a comer o bolo rei. Como é possível ter este mês passado tão rápido, quando toda a gente se queixa de que Janeiro é o mês do ano que mais demora a passar? Mas que coisa! Estou com a estranha sensação de que o ano ainda está nos primeiros dias e de que ainda falta imenso tempo para terminar o Inverno. 

Janeiro passou sem ter a menor noção de que estava a passar. Entre quintas, imenso trabalho, preocupações com o terreno, festas de aniversário, a operação da mãe e outros tantos afins, o mês passou e nem me apercebi de que já tinha terminado. O tempo tem passado por mim a correr, tenho saído mais tarde do trabalho, tenho tido menos tempo para leituras de tão cansada que ando e depois de um dia a trabalhar, ainda chego a casa e tenho de ajudar a mãezinha que foi recentemente operada às varizes. Para culminar, os fins-de-semana ou foram passados em quintas, em almoços de família em que começamos a anunciar o nosso nó, ou até mesmo em lojas de construção e imobiliário. Durante tudo isto passa pela cabeça mil e quinhentas contas + dúvidas sobre se teremos dinheiro para tudo = a um nó na cabeça.

Só hoje, enquanto almoçava me apercebi, estamos em Fevereiro. Faltam três dias para o aniversário do sobrinho, dez dias para o meu aniversário, dez dias para o nosso fim-de-semana, menos de um mês para o carnaval e estamos a pouco mais de um mês da Primavera. A correria tem sido constante, mas verdade seja dita, apesar de tudo sinto-me tão feliz como nunca pensei vir a ser nesta altura de mudanças na minha vida.

 

P.S.: A felicidade está tão presente que até tenho receio de que se avizinhe alguma tempestade...

 

 

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