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justsmile

24
Abr19

E o tempo abrandou...

(Imagem retirada daqui)

       Se o dia-a-dia é de loucos, em que o tempo se torna escasso para tudo e mais alguma coisa, durante as férias tenho a necessidade de desligar o botão do tempo. Na impossibilidade de o fazer, tento pelo menos ignorá-lo. Evito estar sempre a olhar para o relógio, evito ter horários definidos e adoro o facto de não ter horas para seja o que for, nem para as refeições. Durante as férias tenho a real necessidade de não prestar atenção ao tempo e tento fazê-lo da melhor maneira possível, tentando equilibrar com as coisas que quero fazer.

        Regressei ontem ao trabalho depois de uma semana, parcialmente, desligada do mundo, não houve blog, não houve postagens no Facebook nem no Instagram e até pouca atenção liguei ao Whatsapp. Foi uma semana de recuperação dos últimos meses, dormi, vi séries, descansei, fiz uma daquelas fascinas à casa e ainda cumprimos algumas obrigações que já prolongávamos há algum tempo, como comprar roupa, ir ao médico de família e investigar empreiteiros. As férias serviram para me obrigar a parar um pouco, a pele do rosto melhorou, as noites de sono também e até a paciência ficou um bocadinho mais reestabelecida. Este desacelerar das obrigações fez-me bem ao corpo e à mente, sentia que estava a chegar a um limite indesejado e até mesmo desconhecido e estes dias transformaram-se num momento de recuperação de mim mesma.

        As férias não foram perfeitas, longe disso, mas permitiram orientar a vida e organizar tudo o que parecia estar num estado caótico, além do corpo e da mente. O 'vegetar' em frente à televisão pode fazer milagres para quem tão pouco tempo tem disso. O desligar das redes sociais traz um novo fulgor de sanidade mental. E até o dormir dá uma nova disposição que já tinha saudades. Os horários? Esse não foram minimamente cumpridos, mas o que importa? O descanso sobrepôs-se a tudo o resto e admito que termino as férias mais tranquila, mesmo que o olho já esteja a piscar ali ao mês de Julho, até porque até lá o caos irá-se avizinhar.

12
Mar19

Esse tempo que nos escasseia

(Imagem retirada daqui)

        Quando Dalí desenhou o quadro do Tempo, no século XX, projectou o futuro da nossa sociedade de uma forma quase precisa. Quem diria que o século que se seguiria seria tão bem descrito através de um quadro feito por si. Hoje o tempo escapa-nos por entre os dedos e mal temos a percepção da sua passagem, só noto que os anos passaram quando seres pequeninos que conheço ou conheci, festejam os aniversários. Na semana passada o meu sobrinho mais velho festejou o seu 7º aniversário e questiono-me como tal coisa foi possível passarem sete anos desde o seu nascimento. Olho para trás e sinto que o tempo voou e que nada consegui fazer, o que não é verdade, muita coisa foi conquistada ao longo destes últimos anos, mas a sensação é essa: um longo espaço de tempo que passou, mas que dá a ideia de que foi simplesmente "na semana passada". Será sempre assim o decorrer dos anos agora? Será este o conceito de "adulto", ver o tempo passar e senti-lo escapar? Será até este o conceito de "envelhecer"?

         Estamos tão absorvidos no nosso dia-a-dia, nos nossos problemas e até nos nossos objectivos que nos esquecemos de parar e pensar no que conquistamos até aqui. Tento fazer este exercício, mas existem épocas em que é tão complicado conseguir fazê-lo, entre estudos, trabalho que não pára de aumentar e até problemas que parecem não parar de surgir, sinto que não tenho tido a capacidade para apreciar essas pequenas coisas, essas conquistas que consegui fazer nos últimos anos. E de longe a longe, venho para aqui escrever estas reflexões que me permitem assentar os pés, sorrir e pensar "porra que já conquistei tanta coisa!", ao contrário daquilo que tanto nos surge na cabeça em dia de maior stress. Porque esta corrida desenfreada que temos todos os dias faz-nos esquecer um bocadinho de quem somos, faz com que os nossos pensamentos partam automaticamente para os problemas que estão por resolver ou para as coisas que ainda faltam fazer. Sinto que o tempo é uma ilusão para a qual vivemos e acabamos por medir a nossa vida nesse tempo, oito horas para isto, trinta minutos para aquilo e nenhuma das vinte e quatro horas do nosso quotidiano é dedicado a simplesmente saborear a vida. Os fins-de-semana, as folgas, acabam por ser essa compensação de toda a restante correria e acabamos por viver de fim-de-semana em fim-de-semana, de férias em férias e assim os anos escasseiam de uma forma invisível. E o agora? Acaba por se perder nas obrigações, nas responsabilidades e nas preocupações.

          Quero viver mais o agora. Quero conseguir mais tempo dentro das vinte e quatro horas. Quero conseguir apreciar ainda mais as pequenas coisas, as pequenas conquistas.

11
Mar19

Time for myself

(Imagem retirada daqui)

        Sempre fui uma pessoa que não se importava de estar sozinha, aliás, ainda hoje não sou uma pessoa que tenha qualquer tipo de problema em estar sozinha, seja na esplanada, seja em casa. Sempre soube apreciar esses momentos e a verdade é que até tenho necessidade deles, de estar um bocadinho sozinha com os meus pensamentos e até a fazer as coisas que gosto sem ter ninguém a observar-me ou a distrair-me das minhas coisas. Estes momentos a sós comigo são me essenciais para desligar do mundo, para reflectir sobre onde estou e aonde quero chegar, momentos para simplesmente recuperar as energias dos problemas do dia-a-dia. São estes momentos comigo própria que me fazem conhecer melhor do que ninguém e que permitem manter o meu equilíbrio emocional e psicológico num mundo cada vez mais corrido, cada vez mais louco e com tantos problemas. E o que faço no "me time"?

        - Gosto de ler, e tentei implementar esta rotina novamente no meu dia-a-dia, os 30 minutos de leitura diária e não é que consegui? Consegui voltar a ter este momento a sós com os meus livros de uma forma mais regular e isso ajuda-me a desligar do mundo, por apenas meia hora, mas faz-me tão bem à sanidade mental como a ida a um spa.

       - Cuidar de mim, seja a ir arranjar as unhas, seja a arranjar as sobrancelhas ou até apenas a ter um banho mais demorado. Admito que em épocas de maior stress estes pequenos momentos acabam por ser um bocadinho esquecidos e quando reparo a coisa já é grave, mas tento obrigar-me a parar e reflectir para conseguir manter-me bela e confortável comigo mesma.

      - Cozinhar, gosto de fazer bolos e admito que até ao longo da semana gosto de fazer as refeições (com raras excepções, principalmente em dias mais cansativos) porque me faz desligar do dia de trabalho que terminou e até me dá um certo prazer sentir o aroma dos alimentos pelo ar, visto gostar tanto de comer.

     - Ver as minhas séries, Ele não é fã de séries de comédia e ver uma boa série que nos faça rir é a melhor forma de relaxar e desligar de todos os problemas, por isso, quando Ele não está, aproveito esses momentos para me rir um bocadinho. Ultimamente até tenho revisto a série Friends enquanto cozinho, assim junta-se o útil ao agradável.

       Estes momentos, por muito curtos que sejam, por muito espaçados que sejam entre si, são momentos essenciais para o equilíbrio de cada ser humano. A vida é tão exigente, os problemas são tantos que senão encontrarmos espaço para estarmos sós, acabamos por nos perder no meio da correria e a essência de quem somos começará lentamente a desvanecer-se.

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