Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

12
Nov18

Aquelas listas de 101 coisas em 1001 dias

(Imagem retirada daqui)
 
     Adoro listas, quem me vê por estes lados já há algum tempo sabe que gosto de definir objectivos e de os ir concretizando. Anualmente faço uma lista de objectivos que me ajudam a manter focada. Aqui há uns tempos fazia objectivos mensais e até foram correndo muito bem, mas desde que mudei de emprego que ainda não conseguir orientar uma rotina e não tenho conseguido criar objectivos mensais. Contudo, sou uma grande adepta das listas, sejam as de compras, as de viagens ou as de livros. Por esta blogosfera fora, ao longo dos anos, fui vendo mais que uma blogger a criar as famosas listas de "101 coisas em 1001 dias". Adoro ler essas listas, adoro a ideia de fazer uma lista com todos os nossos objectivos para os próximos 1001 dias, mas não a consigo fazer.
        Já por mais de uma vez que tentei elaborar uma lista tão grande de objectivos, mas chego ali ao 20º e não consigo tirar mais nada. Eu sei lá se no espaço de quase três anos se terei capacidades financeiras para concretizar alguns dos objectivos, eu sei lá se no espaço de três anos manter-me-ei no mesmo emprego? Não consigo, de forma alguma, criar listas tão longas de objectivos. Juro que já tentei, ainda na semana passada vi uma blogger com uma dessas listas e o meu pensamento foi "Vai ser desta Just, toca a fazer uma lista com tudo o que pretendes atingir nos próximos quase três anos!" e lá comecei. A lista começou bem "1. Construir a nossa casa; 2. Pintar o cabelo; 3. Ir pelo menos 5 vezes ao cinema; 4. Ir a Itália..." e a coisa foi acontecendo naturalmente, até chegar ao 15º objectivo e já ter de puxar demasiado pela cabeça. "Eu bem que queria ir a Nova Iorque, mas parece-me que nos próximos três anos não vou ter dinheiro para isso.", e começo a enveredar pelo campo mais profissional "Bem, gostava de continuar a ser terapeuta, mas daqui a 2 anos o meu contrato acaba e não sei o que vai ser de mim... Adorava um mestrado, mas primeiro tenho de ver como vai ser o resultado da pós-graduação...". Chego à conclusão que tenho objectivos para mim mesma, sejam pessoais, profissionais ou em casal, mas que não lhes consigo definir uma data limite para os atingir.
       Adorava conseguir fazer uma dessas listas, mas para a minha personalidade parecem não se conseguir encaixar. Quando crio objectivos, crio-os de forma realista, de uma forma focada para um prazo e que sei que com algum esforço os conseguirei atingir, mas não os consigo criar a longo prazo. Não consigo prever a minha vida daqui a dois anos, se calhar sei onde estarei daqui a um ano, mas não o consigo fazer para daqui a dois. A vida tem-me ensinado a não exigir demasiado dela, a sonhar, mas de pés assentes na terra, até porque quando se sonha demasiado alto ela teima em dar-nos a volta (seja pela positiva ou pela negativa). Gosto de me orientar, de me manter focada, mas pensar demasiado à frente faz-me sentir demasiado pressionada, demasiado incapaz de compreender se algum dia conseguirei atingir aquilo naquele prazo. Sei o que quero, sei o que sonho, só ainda não sei muito bem quando se concretizará. 

24
Out18

A saga da casa começou...

(Imagem retirada daqui)

 

       Casa com telhado ou sem telhado?

       Janelas grandes ou vidraças?

       Com garagem ou sem garagem?

       Construção tradicional ou modular?

       A saga da casa começou mais cedo do que prevíamos, foi antecipada uns anitos por conveniências dos créditos e a pressão da idade (isto de começarmos a ser velhos depois dos 30 tem que se lhe diga...). Temos dado por nós a discutir janelas, portas, garagens e até os telhados. Quando imagino uma casa não imagino um palacete, nem um casarão com piscina e muito menos uma casa gigante e 100% minimalista (apesar de vocês saberem que sou grande adepta do minimalismo). Imagino uma casa em que à mesa caibam 15 pessoas (a família não pára de crescer), com uma cozinha ligada à sala (tal como a minha agora), com um deck para o jardim e uma lareira para o inverno. Não sou muito exigente quando imagino a minha casa, muito pelo contrário, quero tudo o mais simples e prático possível para ser de fácil manutenção. Não quero hipotecar toda a minha vida pela minha casa e muito menos viver para limpar uma casa (daí o tamanho da mesma ter de ser muito bem planeado). Quero uma casa confortável e acolhedora, simples, bem à minha maneira. Já Ele? Ele imagina a piscina e a churrasqueira no exterior. Imagina janelas gigantes na sala para aproveitar a vista que temos. Cisma ainda que a casa não pode ter telhado porque não se adequa ao tipo de casa que tem planeado. Insiste que a sala tem de ser maior do que eu própria imagino e que o quarto tem de ser bastante maior que o actual (ok, maior sim, muito maior nem por isso...). E a minha resposta para tantas exigências do Sr. Eng.º Ele? Alma de rico, carteira de pobre.

       A saga da casa está oficialmente aberta e já entramos em discordância em inúmeras coisas, a única coisa em que ainda conseguimos estar de acordo é realmente a disposição das divisões, porque tudo o resto está complicado de chegar a qualquer tipo de consenso. Ele quer a casa moderna, mas esquece-se que para a manter com uma temperatura amena exige maior electricidade. Eu quero uma casa com janelas mais pequenas, que dêem para a paisagem, mas que sejam fácei de limpar. Eu sou a pessoa prática na nossa relação e Ele a idealista e neste momento, ainda em fase inicial do planeamento da nossa nova casa só consigo pensar: a aventura vai começar.

       Whish me luck!

 

 

 

20
Set18

Isto de estar casada....

IMG_2412.JPG

(Imagem de Just Smile)

 

     Isto de estar casada é tudo ainda um tanto ou quanto estranho. Por vezes ainda sinto que estou apenas numas férias prolongadas com Ele, em que temos de manter os nossos empregos. Não acho que estejamos na fase da lua-de-mel,na verdade nunca fomos melosos, mas tudo ainda me parece um tanto ou quanto surreal. Por vezes dou por mim, sentada no sofá, com Ele ao lado, e a observá-lo disfarçadamente e a tentar incutir nos meus pensamentos que agora sou uma mulher casada, que aquilo que um dia eu sonhei para mim está mesmo ali ao meu lado. É meloso, eu sei, mas é verdade. Pareço estar numa espécie de adormecimento, mesmo quando discutimos (sim, claro que já aconteceu, ou será só contra-argumentar?), em que tudo parece ainda um sonho. Sinto-me ridícula a dizê-lo, pareço a menina que acredita nos contos de fadas e que anda sempre de cor-de-rosa, mas sinto-o. É claro que nada é um mar de rosas, é claro que eu nem sempre tenho um feitio fácil, assim como Ele, mas adaptarmo-nos tão bem um ao outro como se sempre tivéssemos vivido juntos.

       Há hábitos que aprendi que Ele tinha que não fazia a menor ideia, como deixar as gavetas e as portas abertas. Ou deixar a toalha do banho toda enrolada sem a deixar secar ou até o facto de chegar a casa e trocar logo de roupa. E de certeza que Ele aprendeu que não sou a dona de casa perfeita, que odeio aspirar, que odeio acumular roupa na cadeira e que não sou tão picuinhas quanto isso nas limpezas ou que até nem sempre sei preparar as medidas certas para cada refeição. É óbvio que fomos aprendendo mais sobre um e sobre outro, mas temo-nos encaixado muito bem. Ele tem-me surpreendido imenso, apesar de ter dias em que o humor se reflecte nele, tem demonstrado ser um marido "quase-perfeito" que eu jamais conseguiria imaginar. É óptimo chegar a casa e saber que mais tarde ou mais cedo Ele também chega, é bom dividir as tarefas sem ter de reclamar ou dizer seja o que for. É óptimo à noite ter o miminho e não ter de o escorraçar para ir embora, apesar de eu ter de me auto-escorraçar para dormir e Ele ficar mais um bom pedaço a ver televisão. Esta sensação de que tudo ainda é um pouco surreal, ao fim de dois meses, é maravilhosa e só a consigo atribuir à felicidade que sinto em estarmos juntos, em saber que Ele é o meu presente e o meu futuro (oH! Tanta panisguice!).

      O único 'se'? Desde que casamos que parece que estamos menos juntos que antes. Ele começou a dar treinos de futebol a miúdos, o que acho fantástico, e eu ao mudar de emprego mudei radicalmente de horas para deitar e para levantar. Estranhamente tenho a sensação que estamos menos tempo juntos do que quando estávamos solteiros. Talvez ainda precisemos de regular horários, criar a tal rotina que tanto tenho falado, mas a verdade é que me sinto feliz como nunca o fui. É esta a sensação de se ser uma mulher casada?

 

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2021 Reading Challenge

2021 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec