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justsmile

05
Out14

Morena

 

Morena de olhos e cabelos castanhos que quer conquistar o mundo. Que se faz de indiferente a sentimentos e que só demonstra o seu lado amigável aos mais próximos. Morena dura de personalidade, que morre de orgulho, mas que às vezes abre o coração e cede mesmo sem querer. Morena que pensa e volta a pensar em tornar-se cada vez melhor pessoa, mas que há dias em que pensa só estar a piorar. Morena que adora rir, mas nem com toda a gente solta gargalhadas. Morena teimosa e orgulhosa que arrisca demais e que nunca quer parar. Morena que olha para trás com nostalgia e sem remorsos, mas que morre de saudade de quem já por aqui passou. Morena que pensa, mas não diz. Morena que perde o filtro e tudo diz. Morena que quer crescer, tornar-se mulher, apesar de se sentir uma miúda. Morena que não quer parar, que não quer estagnar e que não pára de lutar. Morena que tem dificuldade em lidar com alguns sentimentos, mas que deixa escapar a lágrima ou o sorriso. Morena que só quer sonhar, mas não quer demonstrar. Morena que se faz de durona, mas que tem coração de manteiga. Morena que quer ser feliz e que a deixem ser feliz.

'Morena no fundo quer, tempo para ser mulher
Morena não sabe bem, mas eu no fundo sei
Que quando o véu lhe cai
Quando o calor lhe vem
Sempre que a noite quer
Sonha comigo também'.

E esta morena posso muito bem ser eu.

 

07
Set14

Aos futuros Caloiros

(Imagem retirada da internet)

 

A todos os que entram pela primeira vez no ensino superior, parabéns. Parabéns por algo que tenho a certeza que lutaram, por algo que apenas se deve a vocês próprios. E apesar de praxistas ou não-praxistas serão durante um ano lectivo caloiros. Caloiros, aproveitem bem e acreditem em mim (que já por lá passei há 5 anos atrás) que este será o melhor ano das vossas vidas. Não é agora o melhor momento, apenas porque entraram, mas serão as recordações desse vosso primeiro ano que vos fará guardar as memórias de um ano cheio de coisas boas e outras menos boas. Será o vosso ano de caloiro que será falado nos anos vindouros no meio dos amigos, que será contado aos filhos como 'Os tempos da faculdade' e recordado aos netos, como o ano em que mais viveram. Caloiros, não se esqueçam do estudo, mas nunca deixem de viver este ano que de nada terá de igual aos próximos que se avizinham. Aproveitem as festas, aproveitem a praxe (para quem agradar), vivam o espírito académico, mas mais que isso, VIVAM. É um ano em que podem renascer, em que irão criar novas amizades que durarão uma vida inteira, em que nada do que aquilo que digam irá ser julgado pela pessoa que eram antes de ali chegar. Cresçam. Cresçam num meio de diversidade, de pessoas semelhantes e cresçam no meio de um mundo cheio de novidades e coisas alucinantes. Aceitem novas ideias, mudem quem eram e sejam aquilo que realmente querem ser sem se preocuparem com julgamentos. Sejam caloiros, novatos num meio novo, onde o local e as pessoas são desconhecidos, criem novas rotinas, novos gostos e até experimentar coisas que antes pensavam impossíveis de experimentar. Aceitem-se. Aceitem-se como sendo novos e não conhecendo o mundo, aceitem as opiniões e os conselhos dos mais velhos que têm a sabedoria da vida de estudante para vos entregar. Vivam ou experimentem a praxe. Deixem o suor escorrer pelo rosto e ainda assim querer continuar, ouçam as histórias dos doutores e sonhem em um dia ser como eles. Sejam ridículos, corram atrás de folhas, pedras ou passar a cabeça num lago. Lutem com comida, sujem a roupa e esfolem as mãos. Conheçam o vosso curso, o do outro e os anteriores, aumentem o círculo de amigos, vivam as festas académicas com ou sem álcool, mas vivam. Ser caloiro só dura um ano, ser caloiro não dura uma vida, mas as memórias que farão nos próximos tempos ficará para a vida inteira.

A todos os que por aí andam, aproveitem. Aproveitem bem a vida de caloiro, pois se eu acho que aproveitei, hoje digo que ainda poderia ter aproveitado muito mais. Aproveitem o mundo novo que vos é dado e divirtam-se, divirtam-se (com juízo) como se não houvesse amanhã.

 

P.S.: A nostalgia hoje fez-se sentir e a caloira que um dia fui, sentiu uma pontadinha de saudade.

28
Ago14

É a vida...

(Imagem retirada da Internet)

 

Em conversa com uma amiga, apercebemo-nos que a vida continua e às vezes perdemo-nos um pouco das pessoas que nos eram próximas. Arranjamos inúmeras desculpas para o afastamento, é a falta de tempo, é o trabalho que não tem fim, é o achar que vamos incomodar a outra pessoa ao enviar uma mensagem e há até aquelas vezes em que achamos que não somos tão importantes para a pessoa em questão como ela é para nós. Tentamos encontrar justificações para a falta de notícias, para a brevidade das conversas que só passam por um 'Olá! Está tudo bem?'. Pelas poucas vezes que nos cruzamos com elas apercebemo-nos de que a sua forma de ser e pensar mudou, até a própria forma de falar. E mais uma vez tentamos encontrar justificações, se calhar era por já não estarmos juntos há muito tempo, se calhar é porque anda com problemas e não quis falar ou se calhar está com pressa para cumprir as suas tarefas. Mas a verdade é que apenas consigo encontrar uma única justificação, é a chamada vida. A vida leva-nos a isso, a mudanças e mutações que por vezes nos passam despercebidas, mas que ao longo do tempo se vão mostrando mais fortes e que parecem já não valer a pena voltarmos a tentar viver as coisas como elas eram. Mudamos as prioridades e os sonhos, e nós próprios mudamos de uma forma tão subtil que quem nos rodeia não repara, mas quem nos vê uma vez por outra nota a diferença. É a vida que nos obriga a essas mudanças e a essas adaptações, é a vida que nos obriga a mudarmos a nossa forma de ser e viver, e acontece tudo de forma tão inconsciente que só quando a transformação está completa é que conseguimos olhar ao espelho e verificar o que realmente mudou. Uns casam, outros têm filhos, outros emigram, outros têm namorados e mudam a forma de ver o mundo. Mas acho que a vida é assim mesmo e hoje em dia estas transformações já não me custam tanto, porque no fundo penso que eu própria mudei, não sei apontar no quê e nem dizer ao que se deveu a transformação, mas talvez um dia o consiga fazer. E as coisas e pessoas que se vão perdendo pelo meio do percurso da vida umas vezes são substituídas, outras vezes apenas desaparecem do caminho, umas chegam a voltar, outras não, mas nunca serão esquecidas. Aquelas pegadas que por cá passaram jamais serão apagadas, se me esquecem? Acredito que sim, mas sei que eu não esquecerei.

A vida é assim, em constante mudança, apenas devemos ter a certeza que demos sempre o nosso melhor. E se não o fizemos foi porque não o soubemos fazer de outra forma. Dói sempre um bocadinho, e acho que as redes sociais hoje em dia nos fazem ficar nostálgicos mais facilmente ao ver como a vida dos outros avançou sem nós, mas por um lado acho que nos leva a lidar com a realidade de outra forma, pois fecho os olhos e vejo como a minha também se transformou.

Não há culpa nem culpados, simplesmente é a vida.

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