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justsmile

21
Out16

Salvar os sapatos de Dorothy

(Imagem retirada daqui)

 

Um dia, se me casasse, sempre disse que me casaria com uns sapatos tão vermelhos e brilhantes como os de Dorothy. Os sapatos da personagem d'O Feiticeiro de Oz sempre fizeram parte dos sapatos de sonho de qualquer menina. Haverá aqui alguma mulher que nunca tenha cobiçado o brilho daqueles sapatos? E olhem que não sou nada dada a coisas brilhantes.

Hoje, ao olharmos para eles parecem uns sapatos velhos que se encontrou no fundo do armário e que devem ter pertencido a uma avózinha, mas ainda assim conseguem transportar-me para um mundo de magia. Para mim estes sapatos sempre representaram o mundo imaginário que tantas vezes em pequena construi e que hoje construo ao ler livros e ver filmes. Um mundo de sonho em que apenas uns sapatos nos levam para a realidade. Os sapatos de Dorothy não são só uns sapatos, são uma viagem ao imaginário, uma viagem no tempo em que no natal se via O Feiticeiro de Oz e uma fábula de uma menina que vence os seus medos. Talvez por isso os sapatos vermelhos me tenham sempre transmitido confiança e auto-estima (apesar de nunca ter tido uns completamente vermelhos).

Salvem os sapatos de rubi de "O Feiticeiro de Oz"  é uma campanha pública nos Estados Unidos da América para voltar a dar vida aos sapatos de Dorothy que fez parte do imaginário de tantas crianças. O objectivo é simplesmente recuperar os sapatos mágicos que fizeram Dorothy sair do seu sonho. Pode parecer algo fútil, algo completamente desnecessário nos tempos que correm, mas eu? Eu apenas acho que ao dar-lhes vida iremos reavivar o nosso imaginário e os nossos sonhos, como Dorothy ensinou, por isso, porque não trazer essas coisas que nos fazem tão bem de volta à vida?

Vamos salvar os sapatos de Dorothy, ou melhor, vamos salvar o nosso imaginário e os nossos sonhos.

 

11
Out16

Crise de quem tem um blog

(Imagem retirada daqui)

 

Ultimamente, talvez desde este meu novo emprego, que tenho andado mais ausente, mais distante e menos activa por estes lados. Paro para pensar em como dar uma nova vida a esta casa. Durante estes 8 anos de blog foram algumas as vezes em que pensei em fechar as portas desta casa, por uma ou por outra razão fui mantendo-o perto de mim. Talvez mais por emoção do que por racionalidade. Ao longo destes anos (que parecem quase uma vida) acabei por me tornar mais ou menos conhecida. Este ou aquele que se cruzam comigo no dia-a-dia descobriram o cantinho, ou em conversa acabei por comentar, depois vieram os amigos destes lados. Os amigos virtuais que de repente começaram a entrar na minha vida passinho a passinho. Pessoas com quem comecei a conversar online e na esplanada do café e com quem acabei por criar uma espécie de relação. Depois disso, esta casa é tanto minha como delas. Sei que me acompanham, sei que querem saber como estou e mesmo não comentando sei que fazem sempre a sua presença nesta casa.

O sapo sempre me foi acarinhando de tempos a tempos, com um destaque aqui, outro destaque ali e foi-me dando pequenos motivos que me foram motivando a ficar. Nem sempre foi (e ainda o é) fácil. A imaginação em certas fases da vida torna-se escassa, por vezes parece que nada temos de importante a dizer (como me tem acontecido nos últimos tempos) e noutras andamos tão a mil que nem conseguimos por cá passar. Ainda noutras o cansaço faz-se sentir e apesar de lermos o que os vizinhos escrevem, nem sempre temos força para comentar. Outras, sinto que todo este meio se está a tornar em alta competição para ver quem tem mais comentários, mais visitas, mais destaques, e sinto-me automaticamente desmotivada e cansada de andar por cá há tantos anos. Sinto que já vi tanto, que já tanto contei por cá que me escasseiam as novas informações.

Mas depois? Depois acordo, e sinto-me acarinhada pelas palavras de quem cá passa e que dá uma nova brisa ao espaço. Depois acordo e penso em como este lugar me faz tão bem, tão acarinhada com tantas amizades reais. Depois acordo e vejo que ter um blog já é uma parte de mim. E mesmo que por vezes esteja menos presente, e mesmo que por vezes passe tempos e tempos com as piores visualizações, com o menor número de comentários, esta é a minha casa. Este blog, este espaço é a minha casa e a de quem já cá passou. Haverá melhor motivo do que este para manter um blog? Uma casa onde sei que terei sempre alguém à minha espera e que tanto me quer bem.

As crises vão e vêm, mas a casa será sempre o porto de abrigo..

29
Mar16

A necessidade de se ser visto na Blogosfera!

(Imagem retirada daqui)

 

Este mundo da Blogosfera é uma espécie de multiculturas e os mais diversos tipos de pensamentos e ideais estão por aqui espalhados. Quando cá se entra, a diferença de uma rua e a Blogosfera, é que neste mundo virtual conseguimos ler os pensamentos uns dos outros, enquanto que na rua, senão o verbalizarmos oralmente, apenas podemos criar suposições sobre as ideias e ideais de quem por nós passa.

Quando cá cheguei (há quase oito anos atrás) não sabia o que esperar deste mundo virtual, simplesmente não lhe conhecia a sua essência e nem um objectivo concreto tinha quando cá apareci. Era uma miúda, como continuo a ser, e a única razão que me fazia vir aqui era escrever porque simplesmente me apetecia. Podia escrever sobre o meu dia, sobre os meus amigos, sobre pensamentos que não eram partilhados com mais ninguém ou sobre livros, ou até aquele bolo que comi na esquina da escola que era maravilhoso. Ao fim de tantos anos aqui poder-se-ia dizer que agora que cresci tenho um objectivo para com este blog, mas a verdade, essa, é que não tenho nenhum objectivo para este espaço. Como dizia aqui há tempos, aqui sou simplesmente a Just Smile e é assim que quero ser. É um simples acréscimo de mim e um local que me faz sentir em casa, sempre o fez, mesmo nos seus primórdios quando ninguém me lia, ninguém me comentava e que durante anos nem a comentários me dignava a responder. Não me importava minimamente, porquê? Porque não me importava de ser lida ou não, seguia alguns blogs mas nunca com o intuito de me seguirem de volta e se me comentavam, não ia a correr comentar o blog dessa pessoa. Simplesmente vinha cá para estar em casa e achava que todos os escritores deste mundo virtual também eram assim.

Hoje deparo-me com uma nova realidade, a necessidade de se ser visto na Blogosfera, a necessidade de se estar em destaque, a necessidade de se ter subscritores, a necessidade de se ter comentários e até publicidade. Ora bem, isso cria-me uma certa espécime aqui no cérebro. Achava que quem cria um blog cria para si, por vários tipos de necessidades, mas que não andaria a 'choramingar' o facto de não ter concretizadas nenhuma das necessidades supracitadas. Não podia estar mais enganada, hoje são recorrentes os blogs que aparecem e desaparecem porque se queixam de não serem valorizados, recorrentes são as queixas de não surgirem destaques e ainda mais recorrentes de não terem comentários e/ou subscritores. E agora questiono-me, qual será então o objectivo de se ter um blog? Será apenas para se ser visto e comentado a toda a hora? Será apenas para se terem 1500 visualizações? Será para se estar constantemente em destaque?

Cada vez mais acredito e cada vez mais reforço a minha ideia, os melhores blogs são aqueles que são escritos para nós próprios. São aqueles blogs em que a pessoa deixa um pedaço de si sem se preocupar com o ser visto ou não. Há imensos blogs que sigo que têm pouquíssimos seguidores e comentadores, eu própria leio muitos posts e não comento, mas vou lá. Assim como sei que fazem exactamente o mesmo comigo, sei que por cá passam mas não comentam e isso não me influência rigorosamente nada. Não é o estar em destaque que faz um blog, não é o número de pessoas que o vêem ou que o seguem, mas sim quem o escreve. A grandeza de um blog vem de quem faz parte dele, nada mais. E isso sim, é ter um bom blog.

Podem estar a pensar 'só falsos moralismos para quem já esteve nos destaques tantas vezes' ou até 'só diz isso quem tem muitos seguidores', pois garanto-vos que não é por isso que o falo. Tive o meu primeiro destaque em Dezembro de 2008, mais de meio ano estive por aqui com poucas visualizações e quase sem comentários, mas esse destaque não mudou em nada este espaço. As grandes visualizações não vieram dos destaques, nem aumentou o número de seguidores, isso foi algo que foi acontecendo gradualmente e ao fim de tantos anos continuo a não ter muitos comentários (com raras excepções), ao fim de tantos anos não tenho assim tantos destaques e ao fim de tanto anos o número de subscritores deve fazer referência aos muitos que também já não estão por estas bandas. Ou seja? Os números não me dizem nada, apenas saber que nem que seja uma pessoa que me lê neste mundo virtual já faz o meu dia e isso basta-me. Basta-me uma pessoa e eu ser a Just Smile.

O mundo dos blogs é assim, existem milhares de anónimos por estes lados que se calhar nunca virão a ter um destaque, milhares de blogs que nem comentários têm. Mas há sempre uma constante, enquanto este espaço nos fizer bem e viermos com o objectivo de apenas sermos nós, este mundo fará sempre sentido, mesmo sem precisarmos de ser vistos em grande plano.

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