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justsmile

19
Set18

Hábitos a incutir na minha vida

(Imagem retirada daqui)

 

       Comecei Setembro com a vontade de mudar e a verdade é que muita coisa mudou na minha vida. Mudei de emprego e tudo isso acarreta uma mudança em todas as outras áreas da vida, a enorme influência que um trabalho tem na vida de uma pessoa é indiscutível. Ainda assim, ao fazer o desafio 30 dias minimalista (que tal vos está a correr?) tenho-me apercebido que muitos dos desafios são coisas que já me estão incutidas há algum tempo ou até mesmo há alguns anos. Na fase em que me encontro já é normal encontrar o armário da roupa arrumado ou até passar dias sem gastar sequer um cêntimo, o que não quer dizer que ainda existam coisas a melhorar. E é isso que o desafio me tem demonstrado, que alguns dos passos sugeridos já foram adquiridos, mas que está na altura de dar mais um passo na organização e gestão do meu tempo, que está na altura de conseguir mudar alguns hábitos e até de criar outros. Tenho ponderado bem sobre os que são ou não viáveis e acho que cheguei a uma solução e partilhá-la com vocês, apenas me vai obrigar a entrar nessa rotina. Então, os hábitos que quero incutir na minha vida:

        - Limpar a casa ao longo da semana, voltar a esta rotina de trabalhar seis dias por semana fez-me compreender que estava a desperdiçar os meus sábados a limpar a casa. Saía do trabalho já cansada e em vez de ir passear, relaxar ou simplesmente descansar, ia terminar de limpar a casa. Isto vai acabar, quero ver se à quinta-feira e à sexta consigo fazer as minhas tarefas. Tenho a certeza que existirão excepções, mas quero ver se incuto este hábito de forma a poder aproveitar mais o tempo com Ele.

      - Criar um plano de refeições. A coisa não tem corrido muito mal, consigo sempre descongelar as coisas de véspera (desde que casamos ainda não tivemos de descongelar nada no microondas), mas admito que me chateia acabar de comer e começar já a pensar no que tenho de fazer para a refeição do dia seguinte. Assim, dava jeito sabermos sempre o que fazer e não repetir refeições, por isso, ao domingo vou ter de me sentar com Ele e planear a nossa semana em refeições, até porque agora levo sempre almoço para o trabalho.

       - Ir à piscina, vai ser para a próxima semana. Eu sei que ando sempre a adiar, mas na semana passada andei a dar formação, esta semana vou ter formação e os horários nunca são cumpridos, o que só complica as coisas. Mas já me mentalizei que na próxima semana, quando Ele for dar treino aos miúdos, que tenho mesmo de aproveitar e ir à piscina.

       - Experimentar uma receita nova por mês. Tenho inúmeras receitas no Pinterest guardadas à espera de serem concretizadas. Na Yammi então nem se fala, por isso, vou obrigar-me a uma vez por mês experimentar fazer algo novo. Começo a aprender que gosto de cozinhar e quero aproveitar essa vantagem para começar a experimentar coisas novas.

       - Comer fruta no lanche da manhã. Neste novo emprego tenho um horário bem definido para o lanche da manhã e queria aumentar a minha ingestão de fruta, por isso vou aproveitar este horário para comer mais uma peça por dia.

       - Planear os meus posts. E aqui chega o blog, aquilo que me tem feito um bocadinho de falta. Neste novo emprego não estou tanto tempo ao computador, nem tão disponível e tem-se tornado complicado gerir este espaço, pois à noite a única coisa que me apetece fazer é desligar o cérebro, mas vou ver se consigo nas minhas horas de almoço planear melhor este espaço que me faz tão bem.

        São simples hábitos, mas que os quero realmente incutir na minha vida, pois acredito que apenas me ajudarão a aproveitar melhor o que há de bom. Gostava de os implementar até Dezembro, pelo menos estou cheia de vontade para que isso aconteça! Desejem-me sorte!

18
Set18

E a vida voltou a ficar de loucos!

        Ainda há algum tempo me "queixava" do quão complicado estava a ser criar uma rotina sustentável depois de ter casado, agora a isso, juntem um novo emprego a quase 50 minutos de viagem. Pois, a rotina voltou a cair por água a baixo e ando meia desorientada no meio disto tudo. Um dia normal, não existe e para já as únicas certezas que tenho é que me levando às 7h da manhã e que pelas 23h15 espero estar a ir para a cama.

        A vida deu duas grandes voltas em apenas dois meses. Criar uma nova vida a dois é óptimo, mas não deixa de ter o seu quê de estranho, admito que durante algum tempo tinha apenas a sensação de que estávamos ainda de férias. Agora o conceito de viver a dois começa a cair em mim, mas durante algum tempo apenas foi estranho, agradavelmente estranho. Quando finalmente me comecei a aperceber de que já tínhamos iniciado a criação de uma nova rotina, na qual parecíamos estar em sintonia, bem que a vida dá uma nova volta e voltamos à estaca zero. Por óptimos motivos, é claro. Há muito, talvez desde sempre, que desejava mudar de emprego e finalmente essa vontade, esse desejo, esse esforço, concretizou-se. Sem querer pensar em rotina, em conforto ou fosse no que fosse, arrisquei e atirei-me de cabeça a este novo emprego. Agora, ao fim de quase três semanas, apercebo-me novamente que a rotina está-me a fazer falta.

       Tenho tanto que quero fazer, mas está a ser difícil de gerir horários. Ainda não consegui voltar à piscina, não tenho conseguido gerir os meus posts no blog e nem sequer as minhas leituras. Ontem finalmente peguei num novo livro, mas só tive a capacidade de ler duas páginas. Mas dei por mim a ter um momento reconfortante por dia, algo que nem sabia ter (e não digam a Ele senão estou desgraçada), o meu momento de relaxamento nos últimos tempos, tem sido quando faço o jantar. O momento em que estou eu e os tachos é o momento em que tenho tido a capacidade de desligar o cérebro e conseguir relaxar um bocadinho, isto porque os meus serões têm sido a estudar formações para apresentar, preparar material e até estudar. O único momento em que me sinto desligar é realmente na cozinha, mas é o nosso segredo!

        De resto sinto que ainda não tomei as rédeas das coisas. O blog tem ficado para trás, a casa parece estar sempre num caos e agora nem consigo fazer a cama antes de sair de casa, não tenho conseguido ler e até ver um episódio de 30 minutos durante a semana tem sido uma verdadeira aventura contra o tempo. Mas sabem uma coisa? A casa pode estar caótica, o trabalho pode estar a tomar-me muito tempo e até posso nem ter pegado num livro há uns quantos dias, mas sinto-me feliz. Sinto-me feliz como não me sentia há uns bons anos, pois estou feliz no meu pleno. Estou feliz por todas as voltas que a minha vida deu nos últimos tempos, estou feliz por finalmente começar a concretizar os meus sonhos. O resto? O resto virá a seu tempo.

28
Ago18

A Zona de Conforto

(Imagem retirada daqui)

 

          Gosto de rotinas. Gosto de sair das rotinas, mas gosto também de sentir o conforto de saber o que vai acontecer a seguir. Gosto de ter horários, mas também gosto de ao fim-de-semana me desligar deles. Gosto de ter a vida mais ou menos planeada, mas também não me importo de que o imprevisto melhore a minha vida. Gosto até de olhar para a minha agenda organizada com tudo planeado, mas também sinto prazer ao ver uma semana em branco em que não tenho realmente nada importante para fazer (isso é que é mais raro). Gosto até de me sentir bem na minha zona de conforto. Gosto de me sentir bem onde estou, a fazer o que faço e com quem o faço, mas um dos meus maiores receios sempre foi deixar-me entregar de tal forma ao conforto que deixe de lutar pelos meus sonhos. Sei que quero mais, mas e se o conforto financeiro, o conforto de conhecer a rotina se sobrepuserem e me fizerem perder outras oportunidades? Sempre vivi contra esse receio e desde de cedo que decidi arriscar, fosse no que fosse. Arrisquei a minha vida emocional, arrisquei a minha vida profissional e até a minha vida pessoal, mas apesar de gostar da minha zona de conforto, apesar de ter nela um aconchego e de encontrar inúmeras vantagens, nunca deixei de arriscar fosse no que fosse.

        Adoro sentir-me bem onde estou, confortável. Conhecer as pessoas, o ambiente, sentir-me de tal modo confortável que posso ser eu mesma. Conhecer a rotina e as funções de seja o que for. Adoro chegar a casa e sentir-me protegida. Adoro até chegar a um sábado à noite e não sair do conforto do lar, ficar um serão inteiro a ver televisão com as calças do pijama ou a comer o doce de fim-de-semana. Mas muitas das vezes luto contra essa minha tendência de sair da minha zona de conforto, principalmente ao fim-de-semana. Para quem trabalha seis dias por semana o sábado à noite é a ilusão do descanso merecido, mas a verdade é que também é o único dia em que posso ficar acordada até mais tarde, é o único dia em que os amigos estão todos disponíveis para um café e até é o único dia em que a partir de determinada hora as preocupações do trabalho se desligam. Quase todos os sábados que saio com os amigos luto contra essa minha tendência de ficar no sofá. Arrumo o cansaço para lado e decido que é altura de sair da zona de conforto e ir sair, afinal a rotina também tem de ter as suas excepções.

        Com isto tudo apercebo-me que sou uma pessoa que adora a sua zona de conforto, mas que nunca deixou de sair dela por mais receios que tivesse. Sempre arrisquei. Cheia de medos, cheia de dúvidas, cheia de 'ses', mas nunca deixei de arriscar fosse pelo que fosse. É claro que quando arrisco é tudo ponderado, mas a minha zona delas não é uma das coisas que tenho em conta. Sei que irei sair da minha rotina, sei que irei desconhecer o que me irá surgir, mas não é por isso que não arrisco. Os receios são muitos quando saio da minha zona de conforto, o desconforto é enorme e a sensação de que falta algo, como por exemplo a rotina e o conhecimento de circunstância, é realmente estranha, mas isso nunca me fez deixar de avançar, de mudar, de arriscar.  E isso é uma das coisas de que mais me orgulho, sou uma pessoa cheia de receios, que adora o conforto e que não gosta de viver na incerteza da vida, mas a verdade? A verdade é que nunca deixei de lutar por melhor, por arriscar, por ir, fosse pelo que fosse. Se me parece bem, se acho que me irá fazer melhor e crescer, simplesmente arrisco.

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