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justsmile

28
Ago18

A Zona de Conforto

(Imagem retirada daqui)

 

          Gosto de rotinas. Gosto de sair das rotinas, mas gosto também de sentir o conforto de saber o que vai acontecer a seguir. Gosto de ter horários, mas também gosto de ao fim-de-semana me desligar deles. Gosto de ter a vida mais ou menos planeada, mas também não me importo de que o imprevisto melhore a minha vida. Gosto até de olhar para a minha agenda organizada com tudo planeado, mas também sinto prazer ao ver uma semana em branco em que não tenho realmente nada importante para fazer (isso é que é mais raro). Gosto até de me sentir bem na minha zona de conforto. Gosto de me sentir bem onde estou, a fazer o que faço e com quem o faço, mas um dos meus maiores receios sempre foi deixar-me entregar de tal forma ao conforto que deixe de lutar pelos meus sonhos. Sei que quero mais, mas e se o conforto financeiro, o conforto de conhecer a rotina se sobrepuserem e me fizerem perder outras oportunidades? Sempre vivi contra esse receio e desde de cedo que decidi arriscar, fosse no que fosse. Arrisquei a minha vida emocional, arrisquei a minha vida profissional e até a minha vida pessoal, mas apesar de gostar da minha zona de conforto, apesar de ter nela um aconchego e de encontrar inúmeras vantagens, nunca deixei de arriscar fosse no que fosse.

        Adoro sentir-me bem onde estou, confortável. Conhecer as pessoas, o ambiente, sentir-me de tal modo confortável que posso ser eu mesma. Conhecer a rotina e as funções de seja o que for. Adoro chegar a casa e sentir-me protegida. Adoro até chegar a um sábado à noite e não sair do conforto do lar, ficar um serão inteiro a ver televisão com as calças do pijama ou a comer o doce de fim-de-semana. Mas muitas das vezes luto contra essa minha tendência de sair da minha zona de conforto, principalmente ao fim-de-semana. Para quem trabalha seis dias por semana o sábado à noite é a ilusão do descanso merecido, mas a verdade é que também é o único dia em que posso ficar acordada até mais tarde, é o único dia em que os amigos estão todos disponíveis para um café e até é o único dia em que a partir de determinada hora as preocupações do trabalho se desligam. Quase todos os sábados que saio com os amigos luto contra essa minha tendência de ficar no sofá. Arrumo o cansaço para lado e decido que é altura de sair da zona de conforto e ir sair, afinal a rotina também tem de ter as suas excepções.

        Com isto tudo apercebo-me que sou uma pessoa que adora a sua zona de conforto, mas que nunca deixou de sair dela por mais receios que tivesse. Sempre arrisquei. Cheia de medos, cheia de dúvidas, cheia de 'ses', mas nunca deixei de arriscar fosse pelo que fosse. É claro que quando arrisco é tudo ponderado, mas a minha zona delas não é uma das coisas que tenho em conta. Sei que irei sair da minha rotina, sei que irei desconhecer o que me irá surgir, mas não é por isso que não arrisco. Os receios são muitos quando saio da minha zona de conforto, o desconforto é enorme e a sensação de que falta algo, como por exemplo a rotina e o conhecimento de circunstância, é realmente estranha, mas isso nunca me fez deixar de avançar, de mudar, de arriscar.  E isso é uma das coisas de que mais me orgulho, sou uma pessoa cheia de receios, que adora o conforto e que não gosta de viver na incerteza da vida, mas a verdade? A verdade é que nunca deixei de lutar por melhor, por arriscar, por ir, fosse pelo que fosse. Se me parece bem, se acho que me irá fazer melhor e crescer, simplesmente arrisco.

14
Jun18

Relativizar

(Imagem retirada daqui)

 

       A vida tem-nos obrigado a esta correria constante. A rotina do dia-a-dia prende-nos e não deixa o pensamento libertar-se. Parece que se encontra fechado, selado a quatro paredes e não consegue parar de processar a mesma informação, vezes e vezes sem conta. Estamos tão empenhados nos nossos problemas, em encontrar ou não soluções para eles, que por vezes simplesmente nos esquecemos de parar, de não sentir, de relaxar. Ontem, após o jantar, o sol ainda se punha por trás dos montes e das casas e por momentos parei para observar, para sentir os últimos raios de sol na pele. Nesse pequeno momento, nesse instante o meu cérebro parou de racionalizar fosse o que fosse, desligou-se. Fiquei a olhar para aquele jogo de cores no céu e simplesmente senti a tranquilidade invadir o meu corpo. Desliguei-me do mundo. Não havia nada naquele momento que fosse mais importante do que estar ali, nada era mais importante do que observar o céu. O sol começou a desaparecer e voltei a sentir-me voltar à realidade, mas foi ali que compreendi, é preciso relativizar.

        Não nos podemos deixar absorver pelos problemas. Não podemos deixar de nos desligar e às vezes não é preciso nada de complexo para o fazer. Ontem, em breves minutos, sem sequer estar a contar, tive a capacidade de desligar de tudo. Do mundo. Do que me rodeava. Dos pensamentos. Desliguei-me. Quando acordei para a realidade tudo me pareceu mais fácil. Os problemas menos problemáticos. O tempo menos escasso. O trabalho menos custoso e até a felicidade me conseguiu invadir de uma forma saborosa, quase perfeita.

          Afinal, tudo o que estava a precisar era de relativizar.

 

15
Set17

O que levas na mala?

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      Sou uma rapariga bastante prática. Não gosto de andar com demasiadas coisas na carteira e nem gosto de perder muito tempo à procura delas. Gosto de ter o essencial e não mais que isso. Ele, pensando que eu deveria ser o estereótipo de mulher com carteira cheia de coisas, acha estranho eu ser tão organizada. Basta pedir-lhe para me ir buscar qualquer coisa à carteira que Ele apercebe-se de como está organizada. Até no dia-a-dia evito ter a minha carteira atolada de coisas, acabo por ter apenas aquilo que necessito. As minhas costas agradecem e o meu tempo e paciência também. 

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      Durante a semana ando com uma carteira de tamanho médio. Não gosto de carteiras com muita profundidade porque dificultam a procura de coisas, não gosto de carteiras cheias de bolsos porque depois nunca sei onde tenho as coisas e nem gosto de carteiras demasiado pequenas em que não consigo levar o que realmente preciso para aguentar um dia de trabalho. No entanto, na minha carteira de dia-a-dia nunca me pode falar: 

  • Agenda Mr. Wonderful, demorei anos a descobrir esta agenda fantástica. Sempre usei agenda, mas a Mr. Wonderful é fantástica, não só tem os espaços que adoro, como me permite controlar os meus gastos, os livros que leio e ainda os orçamentos para obras e casamento. Para ser perfeita falta-lhe apenas um elástico para aguentar todas as minhas notas lá dentro;
  • Caderno de apontamentos, aquele caderno preto é o meu bloco de notas. Lá estão todas as minhas viagens, todos os pormenores do nosso casamento, todas as medidas para as obras e orçamentos, a lista do nosso enxoval e ainda algumas memórias e anotações por lá perdidas;
  • Caneta, para ter como apontar tudo e mais alguma coisa;
  • Porta documento e porta moedas, desisti das carteiras. Percebi que com uma carteira só acumulava papéis, que a enchia de cartões desnecessários e que nunca sabia onde estavam as coisas mais importantes, com este porta documentos nunca me aconteceu tal coisa. Só tenho neles os cartões que uso com regularidade, os documentos pessoais e uma nota. Deixei de andar com mil cartões que não me serviam para nada e deixei de acumular lixo;
  • Creme das mãos e batom de cieiro Carmex, são os únicos cuidados que durante a semana exijo na minha carteira. O batom uso-o com muita regularidade devido aos lábios secos e o creme das mãos é-me essencial, até porque fico com as mãos secas de trabalhar com tanto papel;
  • Chaves do carro e de casa, convém andarem sempre na carteira;
  • Caixa dos óculos, onde coloco os de ver ou os de sol, depende daqueles que tenha de usar na hora;
  • Saquinho, para as compras de última hora ou que tenha de fazer depois do trabalho;
  • Carregador portátil, não é que fique muitas vezes sem bateria no telemóvel, no entanto o isqueiro do meu carro não funciona e esta é a minha salvaguarda para uma situação de emergência.

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      Não me parece que ter nove objectos numa mala diária seja muita coisa, vá onze se formos a fazer bem as contas. Além de que ainda levo na mala a garrafa de água para o trabalho e o lanche, mas não andam sempre comigo. Ao fim-de-semana, ao mudar para a carteira mais pequena, mais leve e em que cabe menos coisas, apenas tenho como hábito levar o caderno de apontamentos e a caneta, principalmente nesta altura do campeonato em que estamos a tentar concluir o enxoval, fazer as obras e ver coisas para o casamento. Levo ainda o porta-moedas e o porta cartões, que sendo pequeninos cabem em qualquer carteira e ocupam pouco espaço. E não pode faltar o batom, este é realmente essencial, estou constantemente com os lábios secos e é o único batom com que me sinto bem.

      Gosto de uma carteira leve, prática e com poucas coisas. Afinal de que mais preciso? O telemóvel anda sempre também na carteira, mas esse tinha de servir para tirar as fotografias!

 

P.S.: Para os mais sensíveis, carteira no norte equivale a mala no centro e sul. E a carteira dos documentos é carteira na mesma.

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