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justsmile

22
Jan18

Desacelerar a vida

(Imagem retirada daqui)

 

       A vida é uma verdadeira corrida. É a corrida para acordar e preparar-nos para ir para o trabalho. É a corrida de chegar ao trabalho a horas. É a corrida de fazer hoje o que era de ontem. É chegar a casa e correr para fazer o jantar, tomar banho, preparar as coisas para o dia seguinte, para conseguir ficar meia hora no sofá em modo 'offline'. A vida exige tanto de nós que às vezes nem conhecemos outro modo a não ser o 'acelerar'. Estamos numa constante corrida contra o tempo, para fazer, para conseguir, para realizar que acabamos por nos esquecer de tudo o que é importante e até mesmo de nos cuidarmos. Tenho trabalhado de mais, tenho tido alguns momentos de frustração no mesmo e quando chego a casa não tenho tido muito tempo a não ser para tomar decisões, pedir orçamentos e averiguar algumas ofertas. Temos andado numa constante corrida, tenho sentido o corpo extremamente cansado, principalmente desde que andei adoentada, e este fim-de-semana decidi que seria o fim-de-semana de desacelerar. Eu sei que tinha obrigações e responsabilidades. Eu sei que devíamos ter ido ver electrodomésticos e mais mil e quinhentas coisas, até sei que devia ter ido trabalhar o sábado todo, mas o corpo não deixou. Mais que o corpo, a minha mente estava a precisar de um momento de descanso, de puro relaxamento, sem conversas de obras, casamento, luas-de-mel e outros tantos afins. Não queria ouvir falar de trabalho, não queria ouvir falar de continuar a procurar e muito menos da minha actual situação. Simplesmente quis-me desligar de tudo, focar em mim, no meu corpo e realmente descansar no sofá e ver televisão.

     Contra todas as minhas responsabilidades, contra até os meus próprios ideais decidi que mais do que trabalhar precisava de descansar e cancelei todas as minhas consultas de sábado. No meu intimo sentia que era algum dinheiro que estava a desperdiçar, mas a minha mente e o meu corpo apenas imploraram para que seguisse essa sugestão. Cancelei todas as minhas consultas e dormi a manhã de sábado, não havia muito tempo que tinha feito algo do género, em Dezembro, mas começar o mês de Janeiro doente desorientou-me imenso. De tarde arranjei as unhas, fiz a depilação e o resto da tarde, enquanto Ele foi arranjar o carro, fui para o sofá (me, myself and i) pôr as minhas séries preferidas em dia. Quando Ele chegou fomos comprar ingredientes para uma pizza caseira, com a qual nos deliciamos ao jantar (nossa! já não sabia o que era comer uma pizza cheia de queijo e não recear nenhuma reacção por causa da lactose!). O serão de sábado foi no sofá, deitados a ver mais uns quantos episódios de MasterChef. Nós, o sofá e a manta, encheram-me o coração e fizeram-me relaxar como andava a precisar há imenso tempo.

      No domingo fomos festejar o 3º aniversário do afilhado (meu deus! Como é possível o miúdo já ter três anos?), brinquei com os meus sobrinhos, bebi dois copos de vinho e aproveitei para estar com quem gosto. Para rir, para brincar, para aparvalhar, sem problemas, sem segundos pensamentos e sem pensar no que tinha para fazer. O domingo terminou outra vez no sofá, a ver mais MasterChef sob a manta. Não tínhamos nada para fazer? Tínhamos, aliás, temos ainda imensa coisa para fazer, para decidir, para comprar, mas senti que era altura de desacelerar da vida. Precisava de parar, respirar, recuperar as energias e conseguir desligar o cérebro. É verdade que não foi o fim-de-semana que mais dormi, mas sinto-me cheia de energia, sinto-me verdadeiramente descansada. Deixei coisas pendentes? Sim, são coisas que me obrigarão a reorganizar para as conseguir fazer e entregar a tempo e horas, são decisões que desta semana não podem passar, mas a verdade é que não estou minimamente preocupada. Sinto que mais do que continuar a correr nesta vida, precisava de sair deste ciclo vicioso, nem que fosse por dois minutos. O meu momento diário, aquele momento que tenho todos os dias e só meu, já não estava a ser suficiente e precisava de mais. Este fim-de-semana foi perfeito para isso, para recuperar a minha energia, para nesta segunda feira estar mais focada, mais positiva e pronta para uma nova semana que se avizinha cheia de trabalho. O fim-de-semana pode ter sido dos menos produtivos dos últimos tempos, mas sinto-me renovada.

        Estava mesmo a precisar de desacelerar a minha vida, nem que fosse por breves momentos. Também têm esta necessidade?

 

10
Ago17

Perdida por terras de Pedrógão Pequeno

Este ano nas férias não fomos para o Algarve. Não fomos para a praia e nem uma semana passamos longe de casa. Com o casamento a aproximar-se e com as obras a começarem para a nossa 'primeira' casa o orçamento era curto, mas sabíamos que precisávamos de uns dias só para nós. Uns dias 'offline' do mundo. Uns dias longe dos problemas, longe das obras e longe das decisões. Então, entre pesquisas e avaliações de orçamento, decidimos ir para Pedrógão Pequeno, pertencente ao distrito da Sertã, para o Hotel da Montanha. Para aproveitar, saímos de manhãzinha para ainda passarmos por Fátima para cumprir uma promessa que havia feito e só depois nos direccionamos para o hotel.

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Antes de tomarmos a decisão de irmos para Pedrógão Pequeno, admito que estávamos assustados com a paisagem que poderíamos encontrar. De um modo egoísta, tínhamos receio que nos 'estraga-se' as férias devido à desgraça que se tinha abatido sobre Pedrógão Grande apenas um mês antes. Mas decidimos que seria uma atitude parva e demasiado cobrarde para as pessoas que somos. Fomos e a verdade é que ao entrar na IC8 um silêncio entre nós se abateu. A paisagem era realmente desoladora, viam-se casas ardidas e algumas intactas no meio de árvores completamente queimadas. Foi impossível não imaginar o desespero de quem lá vivia, foi impossível não sentir um peso no peito durante quilómetros. Foram quilómetros e quilómetros de uma paisagem impossível de imaginar e que deixa qualquer um de coração pequenino.

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Foi quando começamos a ver o verde das árvores que nos apercebemos que Pedrógão Grande tinha ficado para trás e estávamos perto do nosso destino. Com uma paisagem simplesmente fantástica sobre o Rio Zêzere, o Hotel da Montanha surpreendeu-nos pela positiva. No Booking a pontuação do hotel era boa, mas sempre com algumas reversas, e apesar disso decidimos arriscar e não nos arrependemos em nada. No alto de uma montanha, mesmo por trás da igreja da Senhora da Confiança encontramos um pequeno paraíso longe de tudo e de todos. Um local perfeito para o descanso, envolvido pelos cheiros da natureza e longe do mundo.  

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Os quartos não eram os melhores, o isolamento do som do corredor também não (apesar de entre os quartos ser suficiente), aliás, o que os quartos precisavam era de uma modernização do espaço. Mas não nos incomodou minimamente, pois o nosso objectivo destas mini-férias, era simplesmente: dormir, comer e apanhar sol, sempre intercalado com uns mergulhos na piscina. O espaço exterior do hotel era simplesmente fantástico. A piscina não desiludiu nem um bocadinho, num meio envolvente e propício ao relaxamento. As espreguiçadeiras eram bastante confortáveis e até o bar do hotel, que servia refeições leves, era bastante agradável e com preços muito acessíveis (o que nem todos os hotéis praticam). O pequeno-almoço oferecido pelo hotel era bom, com diversidade suficiente e o pessoal bastante simpático. Não tive qualquer problema com a minha intolerância alimentar e estiveram sempre prontos a oferecer-me o que fosse necessário. Das nossas férias apenas podemos apontar um senão, o tempo. O primeiro dia foi simplesmente fantástico, o segundo assim-assim e o terceiro incluiu chuva. A vantagem do hotel neste último ponto? Tinha uma piscina interior minimamente agradável, com jacuzzi, o que não nos fez perder o dia nem o objectivo de não fazer rigorosamente nada.

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Se nos perguntarem o que conhecemos da zona? Ridícula e vergonhosamente temos de dizer: nada. A única coisa que podemos dizer que conhecemos foi os dois restaurantes do centro da Sertã mais recomendados pelo Tripadvisor (nosso grande amigo de viagens), Restaurante Ponte Romana e Restaurante Ponte Velha, onde fomos muito bem servidos e com preços muito acessíveis. Aliás, se há algo que esta zona nos proporcionou para além do descanso foi a boa comida a preços simpáticos. Comemos que nos fartamos e não pagámos valores exorbitantes. A comida era muito boa, assim como a simpatia e sem dúvida que foi algo que nos marcou nestas nossas férias.

Ao fim de três dias de vida boa fizemo-nos novamente ao caminho, desta vez com uma paragem para visitar uma amiga do coração e voltar para o nosso bom Porto, onde o vento e o 'fresquinho' nos esperavam.

Foram umas férias boas, com todos os nossos objectivos alcançados e com o orçamento atingido. O Hotel da Montanha mostrou ser uma boa surpresa, um local apropriado para descanso, para famílias e para desfrutar da vida boa. Quem sabe se um dia lá não voltarei, por mim até voltava já!

 

P.S.: Fomos tão, mas tão preguiçosos estas férias que nem duas mãos cheias de fotografias temos. Aliás, se formos a ver as que se aproveitam nem uma mão cheia dá.

08
Jul17

Blog temporariamente indisponível

(Imagem retirada daqui)

 

 

 Hoje, a partir das 16h30, este blog encontrar-se-á temporariamente indisponível por motivos de:

- Aumento de sanidade mental;

- Descanso;

- Divertimento;

- Relaxamento;

- Jantaradas com os amigos;

- Realização de tarefas há muito adiadas;

- Visitas a festas populares;

- Outros assuntos não programados.

Pelos motivos acima mencionados, durante os próximos quinze dias não haverá muitos posts (acho que nem um terei a capacidade de fazer). Se podia fazer posts agendados? Podia, mas não era a mesma coisa e cansada como ando acho que nem capacidade para tal coisa tenho. Sendo assim, despeço-me temporariamente desde espaço e em breve voltarei. Até lá, podem continuar a seguir-me pelo Instagram da Just Smile, aposto que por lá terei novidades.

Volto já!

 

P.S.: Este post é uma estreia neste blog, acho que não vou resistir a estar tanto tempo longe!

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