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justsmile

11
Jul18

Completar frases...

(Imagem retirada daqui)

 

Sou muito... Reflexiva. Reflito muito sobre a vida, sobre quem sou, sobre os meus comportamentos. Sei que às vezes isso é bom, ajuda a mudar e a crescer, mas outras vezes poderia desligar esse botão.

 

Não suporto...gente choramingas. Gente que está sempre a queixar-se da falta de dinheiro, do péssimo emprego, do marido, da casa, não tenho paciência, principalmente quando são pessoas que têm poucas razões para se queixarem.

 

Eu nunca....pensei chegar onde estou. Não planeava que a minha vida tomasse este percurso, mas não me arrependo disso, apenas não era o que imaginava para mim e para o meu futuro.

 

Eu já... cortei relações de um momento para o outro, perdi amizades que me eram importantes, mas necessitava de me proteger.

 

Quando era criança... Adorava brincar ao faz de conta. Aos médicos, às casinhas, eram as minhas brincadeiras preferidas.

 

Neste exato momento... Adorava estar numa esplanada a apanhar um bocadinho de sol e a ler, ai como gostava!

 

Eu morro de medo...cobras. São aquele animal a que tenho realmente pavor.

 

Eu sempre gostei...de ler. Ler sempre foi o meu refúgio, desde pequena. A minha mãe na altura dizia que aprender a ler foi a melhor coisa que me aconteceu e tinha toda a razão.

 

Se eu pudesse...mandava todos os políticos e patrões viverem dois meses com o ordenado mínimo e trabalharem numa fábrica, de preferência na área de produção. Acredito piamente que as coisas iriam mudar muito.

 

Fico feliz...com imensa coisa. Sou feliz com o sol. Sou feliz ao ver o coelho selvagem a saltar de erva em erva no local de trabalho. Sou feliz com Ele. Com um bom livro. Adoro ser feliz com as pequenas coisas.

 

Se pudesse voltar no tempo...Teria ganho mais cedo confiança em mim própria. Teria aprendido a aceitar-me como sou mais cedo.

 

Adoro...viajar. Se tivesse possibilidades passava a minha vida a viajar.

 

Quero muito ir...ser uma melhor pessoa. Tenho lutado por isso, por mim, pelo ambiente, pelo desprendimento das coisas. Quero muito continuar a crescer como pessoa.

 

Eu preciso...que me saia o euromilhões, vá, nem que seja o último prémio. Vá, dois euros e já era feliz.

 

Não gosto de ir...a encontros sociais com pessoas que dispenso na minha vida. Odeio fazer fretes sociais que me obrigam a fingir.

 

E passo o desafio à Mula, à Magda e à Sweet Stuff. Boa sorte!

08
Nov17

Porque é tão difícil dizer 'desculpa'?

(Imagem retirada daqui)

 

      Sou uma pessoa que facilmente admite o erro. Se faço algo de errado, admito-o imediatamente. Se me engano no trabalho, assumo as minhas culpas sem qualquer tipo de problema. Errar é humano, pelo menos é o que toda a gente diz e como tal também erro. Por vezes erro na forma como digo as coisas, outras vezes erro na forma como reajo a algumas situações. Normalmente quando erro e quando isso me pesa na consciência, eu compreendo porque errei, compreendo que muitas vezes é o acumular de mais do que uma situação. Não me irrito assim facilmente, mas depois de terem esgotado a minha paciência expludo muito facilmente. Sei que é errado e admito-o em primeira mão. Por vezes até admito que errei com o meu comportamento passados nem cinco minutos. O meu problema não está em encontrar o erro, em admiti-lo, ou se quer em verificar o porquê do meu erro. O meu problema está unicamente no passo seguinte: pedir desculpa.

     Não sei se é do orgulho, se é da minha personalidade, mas pedir desculpa é uma das coisas que mais me custa nas relações humanas. Não me importo de pedir desculpa quando piso alguém ou até quando me engano no trabalho, mas admito que me custa horrores pedir desculpa no que toca às relações com as pessoas. Por vezes torno-me mais bruta, tenho consciência que é a minha paciência que está esgotada com a pessoa, mas o meu comportamento torna-se errado. Fico sem filtros, saí-me tudo e mais alguma coisa e passo-me à séria. Eu sei que é errado, eu sei que tenho de manter a calma e aprender a engolir, e tento fazer um esforço por isso, mas por vezes lá se vai o filtro e o meu lado assustador surge à flor da pele. É cada vez mais raro, coisa de que me orgulho, mas que de longe a longe vem à superfície. Afinal todos temos os nossos limites, certo? No entanto, há situações em que tenho de pedir desculpa pelo meu comportamento. O da outra pessoa até pode ter sido semelhante ao meu, até pode ter sido pior, mas obrigo-me a ser superior a tudo isso e a admitir a minha cota parte de culpabilidade. Sinto em mim a culpa de um mau comportamento, de algo que não parece nada meu, e obrigo-me a pedir desculpa. Mas é aqui que sinto a palavra formar-se num nó na minha garganta. É aqui que parece que as palavras me pesam na boca, me pesam na alma. Dizer desculpa torna-se tão complicado como se fala-se noutra coisa terrível. O peso da palavra surge em mim como uma nuvem negra. Tento lutar contra essa tendência, tento lutar e obrigo-me a dizer 'desculpa', a palavra sai fraca, sai como um sussurro, mas sai. Sai como me saísse directamente do peito. Sei que depois de a proferir me sentirei mais leve, terei a minha consciência livre, mas até lá custa-me. Custa-me formar o som na boca, custa-me articulá-la, custa-me até pensar em dizê-la. Não é uma palavra que use recorrentemente, é uma palavra que evito dizer, que evito necessitar, mas de vez em quando sei que não fui a melhor pessoa e tenho de pedir desculpa, seja pelo que for. Mas dói. Dói pedir desculpa quando tentamos dar o nosso melhor e o pior saiu disparado. Custa dizer desculpa quando tentamos tornar-nos em melhores pessoas e vemos um lado nosso que não gostamos. Eu admito, eu peço desculpa, mas é sem dúvida uma das palavras que mais me custa pronunciar. Não me considero muito orgulhosa, nem altiva, nem pouco empática, mas sem dúvida alguma que quando me surgem situações destas que me questiono porquê a dificuldade de dizer simplesmente 'desculpa'.

       Não é por ter estes pensamentos, esta dificuldade que não digo esta palavra. Eu digo, custe o que custar se acho que errei e que deveria ter agido de outra forma sou a primeira a pedir desculpa, apenas não compreendo este dilema, esta luta interior comigo mesma, quando sei que é a atitude mais acertada. Eu peço desculpa. Luto contra mim mesma, mas uso a palavra quando necessário, apenas gostava de facilitar um bocadinho esse momento. Será por valorizar tantos as palavras que me consciencializo demasiado sobre elas?

       É apenas uma palavra porquê tamanha dificuldade?

13
Jun17

E depois do fim de um blog?

(Imagem retirada daqui)

 

Já ando por estes lados há uns quantos anos e fui-me apercebendo que os meus blogs preferidos são aqueles que me fazem conhecer alguém, sem realmente conhecer essa pessoa (M.J. inspiraste-me para este post). Não sigo, nem tenho muita paciência para ler reviews (a não ser que sejam de filmes e livros) de cosmética e de produtos. Muito raramente participo em passatempos e se já fiz foi por pura simpatia e eu nunca fiz um passatempo. Nem blogs de moda gosto de seguir, lá de longe a longe paro num ou noutro, mas não sigo com a assiduidade que sigo outros blogs. Gosto de conhecer as pessoas, de perceber que não sou só eu com determinados pensamentos ou opiniões e até que aventuras vivem essas pessoas. Acabo por as ler como quem lê um livro, a cada dia um novo capítulo, a cada dia mais um pedacinho dessa personagem que está do outro lado do mundo virtual. No fundo, parecem-me por vezes personagens com história e não pessoas reais, simplesmente porque não as conheço.

No entanto, ao longo dos anos acompanhei imensos blogs, alguns deles que deixaram de existir depois de uma despedida aberta, outros simplesmente desapareceram. Por vezes dou por mim a pensar como estará a vida dessas personagens que já segui. Será que conseguiram conquistar os seus sonhos? Será que as mágoas que tinham desapareceram? Será que são agora mais felizes? Que teriam eles para contar hoje sobre os últimos anos? Acabo por me inteirar de tal forma sobre a vida dessas personagens que com os anos ainda me vou lembrando delas e questiono-me o que lhes terá acontecido. É tal como o fim de um livro em que o autor deixa o seu desfecho em aberto, nunca teremos a certeza do que terá acontecido depois, tudo o que nos venha à cabeça são suposições e só nós lhes podemos dar o final mais ou menos feliz que desejamos. No fundo, inconscientemente, acabo por fazer isso a todos os blogs que já acompanhei e que deixaram de existir. De certeza que a vida continuou para essas personagens, de certeza que continuaram a viver dia após dia, mas tudo o que tenho na minha memória é apenas trechos do seu passado, nada mais. E agora, como estarão? Há vida para além do blog, eu sei, mas não deixa de ser estranho deixar de saber sobre alguém que no fundo nos marcou por um ou outro motivo. Aliás, quando algum blog que sigo deixa de partilhar de si durante algum tempo, que não seja normal, já me questiono se estará tudo bem, se se terá passado alguma coisa, porque tal como um amigo, gosto de saber o que se passa e de ter a certeza de que está bem.

É estranha a forma como este meio virtual nos faz ligar tanto a alguém que não conhecemos. É estranha a forma como nos faz conhecer uma personagem e estranhar a sua ausência. E depois do fim do blog? As palavras das pessoas podem desaparecer e eu até nunca mais saber delas, mas ficarei com as suas histórias na minha memória, tal como um bom livro. Talvez os blogs que sigo sejam isso mesmo, bons livros, reais, com percalços e com muitas alegrias, mas bons livros. Talvez a vida seja isso também, um bom livro que fica sempre na memória de quem lê.

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