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justsmile

30
Abr19

E já foste Abril... E agora Maio?

(Imagem retirada daqui)

      Estou à espera que o ano comece a decorrer com alguma estabilidade, com mais saúde e com mais descanso. Parece que 2019 teima em ser um ano cansativo, cheio de percalços e de uma instabilidade generalizada que me deixa desagradavelmente ansiosa. Contudo, apesar de nada à minha volta ter mudado, Abril trouxe consigo alguns dias de férias essenciais à minha sanidade mental e ao meu bem estar físico. Os sinais de cansaço que o corpo já dava eram mais que evidentes e as férias surgiram na altura perfeita (e agradeço aos céus por as ter tido, pois houve ali momentos em que achei que tal coisa não aconteceria). As férias permitiram colocar muita coisa em dia, mas mais que isso permitiram-me reestabelecer algumas das energias perdidas e isso foi fundamental. Além disso consegui concretizar alguns dos meus objectivos, coisas simples, mas que me fizeram procurar tempo para fazer aquilo que gosto.

       - Experimentar uma nova receita, cozinhar tornou-se numa espécie de escape do final do dia e este mês arrisquei mais na cozinha, nada de especial para alguns experts, mas para mim soube-me bem e fiquei contente com o resultado das novas experiências. Infelizmente não existem fotos para o comprovar, só no fim da refeição é que me lembrei de que poderia ter tirado uma fotografia.

         - Terminar de ler "Os homens que odeiam as mulheres", e valeu tão a pena! A opinião já está no blog e já tenho em cima da mesa "Admirável Mundo Novo", apesar de nem o ter aberto.

       - Tarde de sol, na esplanada com um livro, não aconteceu bem assim, mas aproveitei algumas tardes de sol. Não na companhia do livro, mas em boas companhias e isso soube-me pela vida.

       Foi um mês de fazer uma limpeza geral à casa (ai como odeio limpezas!), de ver muitas séries, de ver filmes e passar um bom par de horas a ver televisão. Foi mês de mais um antibiótico, mas em compensação de muito descanso. Foi mês de ver empreiteiros e o desenho da casa finalizado. Foi mês de gastar fortunas em reposição de algumas peças de roupa e até mês dos amigos. Abril foi mês de almoço em família, de Páscoa e de um aconchegozinho no coração maravilhoso. Apesar de tudo, Abril foi um bom mês.

       E para Maio? Nem sei bem o que quero para Maio, queria voltar ao exercício, mesmo tendo de deixar a piscina de lado. Queria ler mais e até conseguir dormir mais, mas a verdade é que entre Maio e Julho os mês avizinham-se com tanto trabalho que só de pensar é assustador e nem sei bem como encaixar aquilo que gostava de fazer nos horários de loucos que vou ter. Contudo vou auto-obrigar-me a fazer objectivos positivos, a pensar unicamente em mim, de modo a conseguir aproveitar alguns momentos de descanso mental.

      - Fazer algum exercício, não será piscina certamente e até ando em busca de alguma aula que me chame à atenção em algum ginásio, mas para este mês quero é mexer-me, nem que sejam algumas caminhadas a bom ritmo durante a semana.

        - Ler 30 minutos por dia (tirando o dia da Guerra dos Tronos), ora vamos lá voltar ao ritmo, mas sem prejudicar a série do momento.

        - Jantar fora, vamos lá ver se nos concentramos um bocadinho em nós mesmos e aproveitamos para ir jantar fora, seja lá onde for.

       Não são objectivos de génio, mas são objectivos centrados na minha necessidade de escapar ao trabalho e à rotina, objectivos que me permitirão desligar o botão e aproveitar um bocadinho daquilo que a vida tem para dar. Vem Maio e traz boas energias contigo!

11
Mar19

Time for myself

(Imagem retirada daqui)

        Sempre fui uma pessoa que não se importava de estar sozinha, aliás, ainda hoje não sou uma pessoa que tenha qualquer tipo de problema em estar sozinha, seja na esplanada, seja em casa. Sempre soube apreciar esses momentos e a verdade é que até tenho necessidade deles, de estar um bocadinho sozinha com os meus pensamentos e até a fazer as coisas que gosto sem ter ninguém a observar-me ou a distrair-me das minhas coisas. Estes momentos a sós comigo são me essenciais para desligar do mundo, para reflectir sobre onde estou e aonde quero chegar, momentos para simplesmente recuperar as energias dos problemas do dia-a-dia. São estes momentos comigo própria que me fazem conhecer melhor do que ninguém e que permitem manter o meu equilíbrio emocional e psicológico num mundo cada vez mais corrido, cada vez mais louco e com tantos problemas. E o que faço no "me time"?

        - Gosto de ler, e tentei implementar esta rotina novamente no meu dia-a-dia, os 30 minutos de leitura diária e não é que consegui? Consegui voltar a ter este momento a sós com os meus livros de uma forma mais regular e isso ajuda-me a desligar do mundo, por apenas meia hora, mas faz-me tão bem à sanidade mental como a ida a um spa.

       - Cuidar de mim, seja a ir arranjar as unhas, seja a arranjar as sobrancelhas ou até apenas a ter um banho mais demorado. Admito que em épocas de maior stress estes pequenos momentos acabam por ser um bocadinho esquecidos e quando reparo a coisa já é grave, mas tento obrigar-me a parar e reflectir para conseguir manter-me bela e confortável comigo mesma.

      - Cozinhar, gosto de fazer bolos e admito que até ao longo da semana gosto de fazer as refeições (com raras excepções, principalmente em dias mais cansativos) porque me faz desligar do dia de trabalho que terminou e até me dá um certo prazer sentir o aroma dos alimentos pelo ar, visto gostar tanto de comer.

     - Ver as minhas séries, Ele não é fã de séries de comédia e ver uma boa série que nos faça rir é a melhor forma de relaxar e desligar de todos os problemas, por isso, quando Ele não está, aproveito esses momentos para me rir um bocadinho. Ultimamente até tenho revisto a série Friends enquanto cozinho, assim junta-se o útil ao agradável.

       Estes momentos, por muito curtos que sejam, por muito espaçados que sejam entre si, são momentos essenciais para o equilíbrio de cada ser humano. A vida é tão exigente, os problemas são tantos que senão encontrarmos espaço para estarmos sós, acabamos por nos perder no meio da correria e a essência de quem somos começará lentamente a desvanecer-se.

25
Jan19

Organizar as finanças em casal

(Imagem retirada daqui)

       Poupar é uma palavra muito presente no meu dia-a-dia, sempre o foi, mas quando começaram a surgir objectivos comuns com Ele, a necessidade de poupar passou a ser dos dois e não apenas de um. Para mim não foi difícil mudar alguns hábitos, outros já estavam adquiridos e no fundo, para quem nunca teve muito dinheiro, manter o foco num objectivo não foi a coisa mais complicada do mundo. Durante os últimos anos o foco foi a nossa vida a dois, após casar, o foco tornou-se a casa (e na minha cabeça, as férias!). Admito que durante os primeiros meses a coisa não foi fácil, cada um registava as suas despesas, mas no fundo não sabíamos bem se poupávamos e quanto gastávamos durante o mês, porque simplesmente nunca nos tínhamos lembrado de fazer as somas (coisa estúuuuupida!). Cada um de nós tem a sua conta, mas nas nossas cabeças as contas funcionam como uma só e o dinheiro de um é do outro, já desde a altura em que namorávamos e ainda nem em casar pensávamos. Sabíamos sempre mais ou menos os gastos de um e de outro, o dinheiro que existia na conta, mas a soma das despesas não era algo que fizéssemos.

       Nos últimos meses começamos a apercebermos que não tínhamos a verdadeira consciência de quanto gastávamos em despesas doméstica, ele pagava umas coisas com o cartão dele, eu com o meu e no fim nunca nos tínhamos dado ao trabalho de fazer o total das contas. Ele dizia todos os meses que não andávamos a poupar dinheiro e eu tinha sempre a sensação que poupávamos, mas não sabia quanto. Até ao momento em que decidimos que as coisas não podiam ser assim, mantivemos as duas contas em separado (pelo menos até fazermos o empréstimo para a casa), mas os nossos hábitos tiveram de mudar ligeiramente. E como organizamos as nossas finanças juntos?

       - Apontar todos os gastos nas aplicações, no telemóvel eu tenho uma aplicação, no dele Ele tem outra e cada um aponta as suas despesas. Seja da casa, do supermercado e não registámos despesas iguais. Afinal Ele continua a ter algumas despesas dele e eu minhas, não ia estar a chegar a casa e pedir para Ele registar a minha cabeleireira ou a minha depilação. Este registo de onde vai para o dinheiro é a opção mais eficaz para sabermos sempre onde andamos a gastar mais e menos.

       - No fim do mês somar as despesas de ambos, sinceramente não sei como não me lembrei há mais tempo de o fazer. Aliás, acho estúpido o quão tarde me lembrei desta necessidade, mas no final do mês juntamos as nossas aplicações e conseguimos ter uma noção real de para onde vai o nosso dinheiro e se estamos a conseguir ou não poupar alguma coisa. No nosso caso, temos um caderninho preto onde é registado todos os valores por áreas, por exemplo, gasóleo, comida, supermercado, luz... e afins.

       - Pensamos como se tivéssemos uma só conta, sei que nem todos os casais o fazem, mas para nós faz sentido. Não censuro um lado nem o outro, mas como os nossos objectivos são comuns não vemos sentido em pensar no meu dinheiro e no dinheiro dele, juntos vemos o nosso dinheiro.

       - Dar a liberdade para os pequenos prazeres de cada um. Foi quando comecei a fazer as somas do fim do mês que me apercebi do dinheiro que Ele gasta em cafés e em apostas de euromilhões ou por aí além (nada de especial, mas para quem gasta 6€ por mês como eu, fez me confusão). Mas aceitei e, apesar de por vezes referir, compreendo que são os pequenos prazeres dele, assim como eu tenho os meus, um livro de vez em quando, uma esteticista e outras pequenas coisas onde Ele não gasta dinheiro.

      - E juntos decidimos fazer na mesma o nosso porquinho mealheiro para as férias, ponto onde temos tendência a discordar no orçamento. Como a coisa não estava fácil, decidimos colocar num mealheiro todas as moedas de 2€ que surgem nas nossas mãos e todo o dinheiro que Ele vai ganhando em apostas tem o mesmo destino, esse dinheiro? Irá para as nossas férias, sabemos que não dará para as férias totais, sabemos também que poderemos não conseguir juntar muito dinheiro em apenas alguns meses, mas o que vier será para ajudar nas férias e o que vier é bom.

       Estes métodos de organização financeira têm funcionado connosco, não quer dizer que funcionem com todos os casais e até pode ser que muita gente discorde do que fazemos, mas para nós tem sido uma boa forma de organizar as nossas finanças em conjunto. Mensalmente não conseguimos estipular um valor para juntar ou para poupar, há os meses dos aniversários, há meses em que os dois carros decidem ir espontaneamente ao mecânico e até há aqueles meses em que tivemos de gastar mais no supermercado do que no mês anterior. O que tentamos sempre é ser muito ponderados nas nossas decisões e compras para conseguirmos poupar o máximo possível todos os meses. Se há meses em que não poupamos? Sem dúvida alguma, mas há outros meses em que compensam as poupanças.

          E sugestões desse lado?

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