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justsmile

15
Jun20

Conversas sobre Crescer - Red Table Talk

(Imagem retirada daqui)

          Ultimamente tenho dado por mim a levantar algumas questões sobre mim mesma, os meus ideais, as minhas relações e até sobre o conceito que a sociedade tem sobre algumas palavras e tudo devido à Red Table Talk. Esta é uma série do Facebook com principais personagens a família Smith, onde Jade juntou três gerações diferentes para debater algumas temáticas essenciais ao nosso crescimento. Há algum tempo que até me considerava uma mulher muito crescida e até bastante resolvida, mas tenho-me apercebido que há ainda tanto que tenho de aprender, mudar e interpretar. A forma simples e real como Jade, Willow e Gammy levantam as temáticas fazem com que nos sintamos integrados nas conversas. Alguns dos conceitos que mais me têm levantado questões têm sido a cor da pele e o casamento, as diferentes interpretações sobre alguns acontecimentos e até sobre o próprio conceito.

        Tenho aprendido e reaprendido que é essencial lidarmos connosco próprios sem nos perdermos pelo caminho, manter as nossas prioridades, os nossos sonhos sem nos perdermos no meio dos outros e das rotinas. E que isso é essencial em todos os aspectos da nossa vida, que o percurso é doloroso, que as decisões são difíceis, mas que sem elas não existe evolução ou qualquer tipo de crescimento. É ao ver a vida inspiradora destas mulheres, todos os obstáculos que ultrapassaram e todas as decisões que fizeram mudar as suas vidas que me relembro que nunca podemos parar de crescer. Que é importante não nos perdermos em conceitos definidos pela sociedade, que a palavra 'casamento' pode ser interpretada de variadíssimas formas e que nenhuma delas nos impõe seja o que for. Que o bem estar das relações parte principalmente do nosso equilíbrio pessoal e que esse equilíbrio é essencial para a harmonia da relação e até que existem temáticas difíceis de discutir mas que são necessárias para uma boa relação.

        Tenho aprendido sobre a cor da pele, sempre vi os seres humanos sem cor de pele, apenas como seres humanos. Pelo menos pensava isso e fui aprendendo que existem muitas realidades para além da minha e que, mesmo sendo-se famoso, as coisas nunca são tão simples quanto podemos pensar. A cor de pele é uma temática com dois sentidos, não apenas um e tenho aprendido que isso depende de dois lados e não apenas de um.

        Red Table Talk tem sido uma lufada de ar fresco, sobre temáticas difíceis, sobre temas sensíveis, mas que nos fazem aprender imenso. Mais que não seja, faz-nos querer reflectir e a mudança de tudo na vida começa por aí, por uma reflexão e a vontade de mudança.

07
Mai20

A História de uma Serva (7/12)

(Imagem retirada daqui)

       Já devem ter reparado por aqui e pelo instagram que as leituras têm sido um dos meus melhores passatempos nos últimos meses. A leitura tem-me feito viajar, já que não posso sair de casa, pelo menos levo a minha mente para outro sítio. A verdade é que tem sido um bom escape e tenho aproveitado para adquirir novos livros e ler os poucos que restavam na estante.

       Já há algum tempo que desejava ler "A história de uma serva", admito que só soube da existência do livro depois dos prémios que a série conseguiu arrecadar. Mas como sou uma pessoa mais de livros, do que de séries (apesar de as adorar), decidi que não a iria ver sem primeiro ler o livro. O meu maior erro? Encomendar o primeiro livro, sem o segundo, porque agora estou ansiosa que a Wook faça mais uma promoção para conseguir adquirir o livro.

      Nos últimos anos tenho lido alguns livros sobre utopias, não um lugar perfeito em que o mundo se viria a tornar, mas até assustador. Em todos esses livros, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451, fiquei surpreendida com a proximidade que a sociedade está dessas utopias, imagens de um futuro brilhante (visto dos olhos de alguém), mas que da minha perspectiva é simplesmente aterrador. É-me impossível conseguir imaginar tal mundo, mas ao mesmo tempo vejo cada vez mais pessoas a acreditarem em valores totalmente dispares dos meus e aproximarem-se de realidades que parecem apenas ficção. "A história de uma serva" é mais um desses livros em que a realidade parece não existir no livro, mas que ao mesmo tempo me faz questionar se um dia não existirá a possibilidade de tal acontecer.

        Este é um livro em que o mundo ideal nos leva para o século passado, mas num formato ligeiramente mais assustador, em que as mulheres voltam a não ter opinião, e a serem empregadas, criadoras e barrigas de aluguer. Onde liberdade não é uma palavra permitida, onde os livros voltaram a desaparecer e a ser inacessíveis e onde a infertilidade é um problema para os altos estatutos. Este é um livro assustador, como todos os outros que nos fazem abrir os olhos para continuar a lutar pela nossa liberdade, mas que nos faz questionar o quão real é esta mentalidade na cabeça de algumas pessoas. Pois garanto-vos, existem pessoas por aí em que o descrito neste livro seria a idealização de um novo mundo e basta olharmos para os meios políticos para nos apercebermos disso.

         "A história de uma serva" foi sem dúvida um óptimo livro e estou desejosa de ter o segundo nas minhas mãos.

 

30
Abr20

Mil vezes adeus (6/12)

(Imagem retirada daqui)

        John Green surge na minha vida de cada vez que preciso de um livro mais leve, para intercalar com algo mais difícil de digerir. Este foi o livro perfeito para ler a seguir a Para onde vão os guarda-chuvas, depois de tal livro é necessário re-introduzir a leitura com algo mais ligeiro, de mais fácil leitura e que não nos obrigue a utilizar tanto o cérebro. E John Green, como sempre, cumpriu com o seu prometido. Este é um livro de adolescentes, ligeiro, mas que fez viajar como todos os outros livros do autor. Fez-me viajar pelo meu primeiro amor, pelas dúvidas da adolescência e sobre a falta de auto-estima que tão bem caracteriza essa altura das nossas vidas. As personagens são simples, o enredo é levado facilmente e o final traz sempre aquele aconchego no coração que tão bem sabe.

         Aza, além dos problemas normais da adolescência, apresenta um estado psicológico clínico que a faz questionar sobre a sua própria existência. Sobre se é realmente quem é ou se são os seus problemas e pensamentos que a transformam na pessoa que é. Mais do que falta de auto-estima, Aza sente-se presa dentro de si própria, presa nos seus pensamentos e não consegue isolar-se de tal sentimento. Toda a sua vida é composta por ansiedade, repugnância e por pensamentos que não consegue controlar. A história de Aza envolve-se com a da melhor amiga e com o desaparecimento de um milionário. Estranho, mas possível.

          Gostei bastante do livro, sem muita ciência, mas era exactamente disso que estava a precisar. John Green nunca me desilude.

 

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