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justsmile

24
Out18

A saga da casa começou...

(Imagem retirada daqui)

 

       Casa com telhado ou sem telhado?

       Janelas grandes ou vidraças?

       Com garagem ou sem garagem?

       Construção tradicional ou modular?

       A saga da casa começou mais cedo do que prevíamos, foi antecipada uns anitos por conveniências dos créditos e a pressão da idade (isto de começarmos a ser velhos depois dos 30 tem que se lhe diga...). Temos dado por nós a discutir janelas, portas, garagens e até os telhados. Quando imagino uma casa não imagino um palacete, nem um casarão com piscina e muito menos uma casa gigante e 100% minimalista (apesar de vocês saberem que sou grande adepta do minimalismo). Imagino uma casa em que à mesa caibam 15 pessoas (a família não pára de crescer), com uma cozinha ligada à sala (tal como a minha agora), com um deck para o jardim e uma lareira para o inverno. Não sou muito exigente quando imagino a minha casa, muito pelo contrário, quero tudo o mais simples e prático possível para ser de fácil manutenção. Não quero hipotecar toda a minha vida pela minha casa e muito menos viver para limpar uma casa (daí o tamanho da mesma ter de ser muito bem planeado). Quero uma casa confortável e acolhedora, simples, bem à minha maneira. Já Ele? Ele imagina a piscina e a churrasqueira no exterior. Imagina janelas gigantes na sala para aproveitar a vista que temos. Cisma ainda que a casa não pode ter telhado porque não se adequa ao tipo de casa que tem planeado. Insiste que a sala tem de ser maior do que eu própria imagino e que o quarto tem de ser bastante maior que o actual (ok, maior sim, muito maior nem por isso...). E a minha resposta para tantas exigências do Sr. Eng.º Ele? Alma de rico, carteira de pobre.

       A saga da casa está oficialmente aberta e já entramos em discordância em inúmeras coisas, a única coisa em que ainda conseguimos estar de acordo é realmente a disposição das divisões, porque tudo o resto está complicado de chegar a qualquer tipo de consenso. Ele quer a casa moderna, mas esquece-se que para a manter com uma temperatura amena exige maior electricidade. Eu quero uma casa com janelas mais pequenas, que dêem para a paisagem, mas que sejam fácei de limpar. Eu sou a pessoa prática na nossa relação e Ele a idealista e neste momento, ainda em fase inicial do planeamento da nossa nova casa só consigo pensar: a aventura vai começar.

       Whish me luck!

 

 

 

07
Mai18

E como vai a vidinha Just?

 

      A vidinha para estes lados tem andado bastante agitada e 'parar' não tem estado nos nossos vocabulários. As semanas têm passado numa correria absoluta e só tenho sentido o cansaço quando à noite, já depois do jantar, do banho e de fazer algumas tarefas, me sento no sofá para relaxar um bocadinho. Os horários de trabalho absolutamente preenchidos têm tornado impossível a possibilidade de fazer algumas tarefas em casa ou até do casamento durante a semana, o que recai tudo e mais alguma coisa nos curtos fins-de-semana que acabam por se evaporar. Durante a semana só vemos trabalho, inclusive à noite quando tenho de preparar materiais para as terapias ou para outras actividades em que estou envolvida (raios Just, tens de treinar mais o 'me time'!), ao fim-de-semana temo-nos dedicado afincadamente em limpar a casa para começarmos a usufruir um bocadinho dela. A verdade é que enquanto eu trabalho ao sábado, Ele tem-se dedicado inteiramente às limpezas (pela centésima vez!) e só no fim do trabalho é que o vou ajudar. No sábado, já depois de ter trabalhado, já depois de ter passado o meu dia entre miúdos e pequenas tarefas domésticas, juntei-me a Ele para terminarmos de limpar a sala, onde ainda encontramos pedaços de tinta, uma camada protectora de pó e uma infinita quantidade de lixo. Limpamos bem a sala, os móveis que eram os que os meu pais tinham naquele espaço (vá, não eram bem o que eu desejava, mas nesta altura do campeonato tudo o que podermos poupar é bem vindo), e conseguimos montar a nossa televisão. Às 21h da noite, sem luz da sala (raios para o electricista), sem sofá, sem cozinha, mas com uma televisão, demos a tarefa como completa e apercebemo-nos que estamos cada vez mais perto do nosso momento.

       A nossa noite de sábado já foi passada a ver A Casa de Papel na nossa televisão, deitados em cima do colchão de campismo e com inúmeras almofadas a amortecerem a cabeça. Naquele momento senti-me bem, feliz, senti que o nosso cantinho começava a ganhar forma e que não tarda nada já estaremos ali, no mesmo espaço, e numa vida só nossa. O tempo tem passado tão rápido que o sinto escapar-me pelos dedos e apesar de todas as preocupações, de todas as contas que precisamos de fazer, de todas as limitações que temos, sinto-me concretizada como há muito não me sentia. Começo a sentir que a minha vida está a ganhar forma.

26
Abr18

Arregaçar as mangas!

(Imagem retirada daqui)

 

      Há um ano passamos o dia de 25 de Abril a limpar o nosso terreno recém adquirido. Foi quando nos apercebemos que não tínhamos comprado um terreno, mas sim uma selva. No ano passado dei cabo das minhas costas, das minhas pernas e até as minhas mãos que ficaram numa desgraça, mas que com a ajuda dos amigos e da família demos um grande avanço na limpeza do terreno que um dia virá a albergar a nossa tão ansiada casa. Este ano, a pouco mais de dois meses do nosso casamento, passamos o dia de 25 de Abril numa situação um tanto ou quanto semelhante, mas em vez de motos-serras, máquinas de cortar erva e de ancinhos, passamos na companhia de aspiradores, limpa-vidros, lixívias e esfregões (eu sei, coisas muito pouco ecológicas, mas a verdade é me pareceu impossível usar outro tipo de produtos). Ontem decidimos começar a limpar a grande poeira da casa que nos dará abrigo durante o próximo par de anos. As obras ainda não estão terminadas, continua a falhar o picheleiro/electricista, mas neste momento o meu grande objectivo é o quarto e então aproveitamos o feriado para começar a limpar a casa, visto aqui a Just ao sábado trabalhar quase um horário laboral normal.

     Ontem, munidos de todos os apetrechos e mais alguns, arregaçamos as mangas e atiramo-nos à guerra.  Depois de uma parede ter ido a baixo, depois da mudança de chão, janelas, estores e portas a casa estava num verdadeiro caos. Não era possível ver nenhuma superfície limpa, além da sujidade dos vidros que tapava a vista lá para fora. Ele atirou-se ao pó e ao quarto, eu atirei-me à casa-de-banho de onde não saí durante a tarde toda. Sem aviso, sem estarmos a contar um casal de amigos passou lá por casa e atiraram-se às limpezas como nós. Pegaram em panos, em limpa-vidros em vassouras e aspiradores e começaram a limpar todos os vestígios de obras. Sem estarmos a contar, sem sequer imaginarmos que teríamos qualquer tipo de ajuda, aqueles dois 'anjinhos' surgiram-nos no caminho e ajudaram-nos a dar uma avanço enorme nas limpezas, principalmente a Ele que eu, volto a referir, não sai da casa-de-banho. Depois de umas quantas horas a tirar tinta dos azulejos, a limpar vidros (que continuam porquinhos como tudo), depois de limpar móveis e louças de casa de banho e o chão senti que a casa já tinha um outro ar. É verdade que está longe de ficar limpa, é verdade que hoje (benditos trolhas que hoje apareceram!) a casa vai ficar outra vez suja com as últimas pinturas, mas nada que se assemelhe ao estado em que estava ontem antes das limpezas. Ontem, já ao final do dia, com uma caixa de pizza no chão, sem mesas ou cadeiras, sentados no chão a comer e completamente cansadinhos senti-me como há muito não me sentia, realizada. Senti que aquela imagem de nós e os amigos sentados no chão, com a caixa de pizza, com a casa ainda vazia, mas com material espalhado era a imagem que tinha um dia idealizado na minha cabeça para um dia começar a minha nova vida. Sem saber como, sem saber bem porquê estava na minha mente idealizado aquele momento, como uma espécie de déjà vú, e isso fez-me sentir completa, realizada. A minha vida está finalmente a mudar.

       Espero ainda este fim-de-semana começar as mudanças para o quarto, voltar a dar uma limpeza à casa, mas a melhor sensação de todas é que a minha nova vida está prestes a começar (mesmo com os braços e as costas doridas de tanta limpeza!).

 

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