Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

02
Jun17

Em que mundo vivemos?

(Imagem retirada daqui)

 

- Sabes qual é o teu problema? Seres demasiado simpática. - disse-me alguém um dia destes.

- Sabes o que me disseram hoje? - questionou-me Ele também um dia destes. - Que tenho de deixar de ser tão cordial.

 

E a minha questão prende-se apenas com um aspecto, desde quando é que ser-se simpático, ser-se educado e cordial é um defeito?

Eu e Ele temos andado envolvidos em mil e quinhentas coisas ao mesmo tempo, trabalho que parece não ter fim, preparativos do casamento que parecem nunca mais desenvolver (ou pelo menos termos paciência para o fazer) e até as obras, já para não referir um problema que tivemos em mãos. Ao desabafar sobre isto ou aquilo, seja na vida pessoal ou na vida profissional, a verdade é que têm comentado que ser demasiado 'cordial' pode ser um defeito. Apesar de ficar, um tanto ou quanto, indignada, eu percebo aonde queriam chegar essas pessoas ao apontarem-nos esse aspecto. Mas o que realmente me preocupa é como é que isso, nos dias que correm, é visto como um problema para a resolução de determinadas situações e de diferentes contextos. 

Desde quando é que ser-se educado é um problema? Questiono-me então, se na selva em que vivemos hoje em dia ser educado é uma raridade, um defeito, um impedimento na resolução de problemas. Será que todos os valores que a minha mãe me ensinou têm de ser descartados e modificados?

Assusta-me viver num mundo em que a educação, a seriedade, a cordialidade e a simpatia podem ser um problema e não uma solução. Mas afinal que mundo é este?

 

P.S.: Verdade seja dita, quando deixamos de ser simpáticos os problemas pareceram resolver-se, tenha sido no meio profissional como no pessoal.

 

12
Abr17

Em que nos estamos a tornar?

(Imagem retirada daqui)

 

Assusto-me a ver as notícias nos últimos tempos. Não um susto momentâneo, não um terror de não conseguir sair de casa, mas uma inquietação de não saber para onde caminha este mundo. Um receio de não saber o que será das nossas vidas amanhã, nem falo do trabalho e da economia, falo apenas da sociedade. A sociedade tem-me assustado de uma forma indescritível, custa-me ouvir as notícias e se tento fugir o mais possível delas acabo sempre por as ouvir no rádio no trabalho ou na primeira página que abro na internet. É impossível sentir-me indiferente a tudo que se tem passado. É o Trump a meter-se com a Rússia e com a Coreia do Norte (mas não era o Trump amigo do Putin?), são os ataques com químicos na Síria, são explosões em autocarros, são espécies de campos de concentração para homossexuais, são homens a tentar afogar as esposas e saírem como se nada tivesse acontecido, são estudantes a destroirem hotéis, são uma infinidade de coisas que me deixam inquieta quando surgem na minha mente ou quando vem uma nova informação.

O mundo está de tal forma virado do avesso (será que não é este o lado certo?) que me faz temer pelo futuro. Talvez não pelo meu futuro, talvez mais pelo futuro dos meus sobrinhos e dos meus filhos. Sinto que evoluímos no sentido contrário dos conhecimentos que possuímos hoje em dia. Sinto que evoluímos cada vez mais rápido para o egoísmo, para o egocentrismos e para os conceitos de 'liberdade' tão distorcidos como os de 'realidade'. Parece que não sei o que se passa na cabeça das pessoas que andam à minha volta, que se atropelam, que matam, que não conseguem lidar com um simples 'não'. Algo tão simples e tão básico como ouvir um 'não' está a ser considerado uma afronta, algo que põe a nossa vida em risco, não só moral como também fisicamente. Estamos cada vez mais impulsivos e menos racionais, estamos a tornar-nos nos verdadeiros animais da selva, a diferença? Não matamos para sobreviver, mas sim para nos fazermos valer. Não pensamos em consequências, seguimos os instintos mais interiores que temos e não pensamos, executamos vidas. Estamos cada vez mais a tornar-nos numa sociedade que não quer saber do outro, o eu, esse sim, é importante. Talvez tenha sempre havido pessoas com estes instintos animais, tenho a certeza que sim, mas parecem ter vindo a aumentar de uma forma assustadora. Não deveríamos estar a evoluir para o processo contrário? Deveríamos estar quase peritos em controlar instintos primários que são apenas conhecidos nos animais, deveríamos estar cada vez mais capazes do auto-controlo, mas parece que a nossa evolução enquanto humanos está a tender para o sentido contrário.

Por muito que me dêem justificações para todos estes actos cruéis, não os consigo compreender. Não consigo compreender porque matamos, mal-tratamos e nada fazemos. Não compreendo o assassino que sai impune. Não compreendo o bancário e o político que roubaram a olhos vistos e que continuam ricos. Não compreendo como não se faz nada para parar com as guerras. Não compreendo naquilo que nos estamos a tornar.

Acredito que enquanto houver pessoas como eu, melhores até do que eu haverá esperança, mas até quando?

20
Set16

A beleza natural é a melhor

(Imagem retirada daqui)

 

Alicia Keys esteve na boca do mundo por surgir na passadeira vermelha sem maquilhagem. Kate Winslet esteve na boca do mundo por ser contra o Photoshop. O Agir canta que ‘Ela linda sem Make-Up’. Anda tudo ai a falar da beleza natural, sem maquilhagem, sem eufemismos e sem plásticas, mas a verdade é que quem não usa maquilhagem é considerada descuidada.

Eu, Just, aqui admito, muito, mas mesmo muito raramente uso maquilhagem. Uns chamam-lhe preguiça, outros chamam-lhe descuido, eu simplesmente lhe chamo falta de jeito. Não uso maquilhagem, com excepção casamentos e uma ou duas vezes por ano que me lembro de pôr rimel ou um lápis. Não se trata de um acto de feminismo, nem um acto contra os produtos de maquilhagem, simplesmente não tenho paciência para ficar ao espelho a tentar criar uma pequena obra de arte no meu rosto. Adoro ver mulheres bem maquilhadas, com a quantidade perfeita de maquilhagem e adaptada à idade e ao contexto, mas para mim é simplesmente aborrecido ter de o fazer a mim. Aliás, o meu primeiro kid de maquilhagem, que me foi oferecido pela minha irmã aos dezoito anos, quando ainda me tentava convencer a render-me à maquilhagem, está ainda em condições de ser usado e no entretanto só comprei um rímel e um lápis. Gostava de ser mais feminina e usar mais vezes maquilhagem, mas realmente ser assim tão cuidadosa comigo é coisa que não me assiste.

No entanto, apesar de ser uma preguiçosa e nem sequer usar maquilhagem, admiro a coragem e a posição que Alicia Keys tem tomado nos últimos tempos. A imagem de mulher perfeita, debaixo de um monte de maquilhagem desapareceu e agora Alicia mostra a sua beleza ao natural, sem qualquer tipo de efeito artificial. E isso, minha gente, para alguém famoso, numa sociedade que tenta apontar todos os defeitos físicos e mais alguns (‘olha a X ganhou um quilinho a mais’, ‘a Y tem celulite’, entre outros tantos), é um enorme acto de coragem. Alicia Keys demonstrou que para se ser bonita basta sermos nós próprias, estarmos bem com quem somos e isso basta. A sociedade? Essa é uma treta que tenta sempre passar a imagem da actriz tal que tem a pele perfeita, o cabelo mais belo do mundo e que nas coxas não tem nem um mm de celulite. Alicia lutou contra essa tendência e fez todas as mulheres sentirem-se melhores com elas próprias, eu mesma me encaixo nessa categoria.

Por isso, apesar de todas as más línguas, eu felicito esta cantora que teve coragem de se mostrar ao mundo como realmente é. Felicito a música do Agir (que mesmo não gostando) demonstra que cada mulher pode ser bonita mesmo sem maquilhagem. Felicito todas as mulheres que mostram todos os dias o seu ar mais natural.

E homens deste mundo? Acreditem mais na naturalidade de uma mulher do que a sua artificialidade.

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec