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justsmile

04
Mar19

A vida muda e as pessoas com ela mudam

(Imagem retirada daqui)

        Todos sabemos que a vida é feita de transformações e mudanças. Todos sabemos que o futuro não será igual ao presente e que jamais será igual ao passado, mas existem certas coisas que consideramos que estarão sempre presentes na nossa vida, uma delas é a família. Quando era miúda via a mina família de uma forma alargada bastante próxima, era churrasco aqui, festa ali, os aniversários eram sinal de festa e o verão era a altura preferida do ano, já para não falar do Natal e Ano Novo. O tempo foi passando e definitivamente as coisas começaram a mudar, a família aumentou com crianças e novas ligações, e durante alguns tempos os velhos hábitos permaneceram, até que de uma forma inexplicável as coisas começaram a mudar, simplesmente porque as pessoas começaram a mudar. Pessoas que um dia admirei hoje já não as reconheço.

       Sei que a mudança vem com o tempo, que é necessária, mas espero sempre da mudança algo positivo e não algo negativo. Espero que as pessoas mudem para melhor e não para pior, e é quando esse inverso acontece que sentimos a desilusão e as memórias a serem transformadas em saudades dos velhos tempos. Há atitudes, há comportamentos que não consigo compreendo e de forma a evitar o conflito afasto-me, não sou a melhor pessoa a fingir que está tudo bem quando não o está, e por isso acabo por acorrer ao evitamento. A maior desilusão que podemos sentir na vida é ver alguém que admiramos transformar-se em alguém que deixamos de conhecer. A mudança é importante, pena ser para pior...

15
Nov18

Um dia apostei em mim

(Imagem retirada daqui)

        Acordei numa manhã de Inverno e olhei-me ao espelho, já mal me reconhecia. Aquela que estava do outro lado do espelho já não era quem um dia eu tinha sido. Era estranho aperceber-me de que me tinha perdido algures no tempo, nas vontades dos outros, nas culpas que a vida me impunha e até nas tarefas do dia-a-dia. Foi estranho simplesmente acordar e não me reconhecer. Afinal onde estava a miúda sonhadora e lutadora, que tinha sempre mil e quinhentas coisas para fazer? Onde estava os sonhos daquela adolescente que um dia se deitava na relva e ficava a olhar para as nuvens e que sonhava em conquistar o mundo? Sem compreender bem como, ela foi desaparecendo gradualmente de dentro de mim, estava apagada por uma tonelada de problemas, de trabalhos e de pressões. Olhei novamente para o espelho e até as feições pareciam ter mudado, estavam mais pesadas, mais sombrias. O cansaço de uma vida pesada estava a levar o melhor de mim e de uma forma disfarçada tinha mudado a pessoa que um dia tinha sido e que queria realmente ser. Os sonhos estavam apagados, a luta tinha sido travada pelo cansaço e só o trabalho ocupava a minha mente, como uma espécie de robô. Acordava, fazia o que tinha a fazer e dormia, sem prazeres, sem felicidade, num automatismo que a vida me tinha imposto.

       Chega! Disse um dia, de mim para mim. Chegava de sentir essa culpa que invadia a minha alma. Chegava de sentir a pressão de todos os lados, chegava de tentar viver de acordo com os outros e fazer com que todo o meu ser fosse apagado no meio da multidão. Chegava dessas sensações negativas que me diminuíam a auto-estima, que me destruíam os sonhos e que me levavam à inércia. Essa não era quem eu queria ser, não era a pessoa que um dia tinha sonhado ser! Bastaram-me as palavras Estou farta! Para compreender que a minha mudança tinha de começar, queria voltar a ser quem tinha sido, queria ser ainda melhor do que algum dia tinha sido. Assim, simples. De um dia para o outro percebi que a mudança tinha de ser feita e começou a ser, de uma forma gradual as mudanças começaram a acontecer na minha vida. Passinho a passinho fui mudando e voltando a ser quem eu sempre tinha desejado ser, mais livre, mais sonhadora, mais objectiva (contrariamente ao sonhadora, mas ambas as coisas são precisas na minha vida), com menos pressões e até com menos pessoas tóxicas à minha volta. 

         Este momento, esta epifania, aconteceu há cerca de seis anos e desde aí que cada vez mais me tenho tornado na pessoa que desejava ser. A caminhada tem sido longa, tive de reconstruir muitos aspectos de mim mesma, mas tenho vencido as minhas batalhas, tenho conquistado os meus sonhos e objectivos. Também bati com a cabeça na parede algumas vezes, mas a resiliência fez de mim uma pessoa mais forte, as quedas na vida fizeram-me levantar mais forte e fui obrigada a lidar com a frustração. Precisei de apostar em mim, de pensar em mim, de reflectir no que me tinha tornado. Apostar em mim foi a melhor aposta que já fiz. E por vezes? Por vezes preciso de me lembrar da minha caminhada simplesmente para não voltar a cair nos mesmos erros, para não voltar a perder-me de mim.

29
Out18

As notícias do outro lado do Atlântico

(Imagem retirada daqui)

 

       As notícias que nos chegam do outro lado do Atlântico têm-me deixado assustada. Primeiro foi o Trump que venceu as eleições nos Estados Unidos da América, depois a Venezuela que está numa queda vertiginosa e agora o Brasil. Eu compreendo que os tempos são difíceis para todos, compreendo que os receios sejam imensos e que todos queiram melhorar a sua pátria, o que não percebo é como achamos isso possível ao ser-se de extrema direita. Não teremos já tido exemplos do passado em como as coisas não acabaram nada bem com a extrema direita? Não poderemos aprender com os nossos erros em vez de estarmos sempre a repetir a nossa história?

        Admito que as notícias que nos têm chegado do outro lado do Atlântico são assustadoras, quem diz do outro lado também fala aqui na Europa, mas foquemo-nos agora nas notícias mais recentes. As pessoas estão a deixar-se levar por uma mentalidade antiga que promete milagres que nunca se virão, muito pelo contrário, que podem trazer consigo o inferno. São mentalidades fechadas e pequeninas, de pessoas que acham que a solução é fechar portas e sermos todos automatizados e exactamente iguais. São pessoas pequeninas no ego, mas que se acham superiores a outros que lutam, que têm ideias diferentes ou até gostos. 

        As notícias que nos chegam são realmente assustadoras e a cada ano que passa mais me assustam. Mas quem me assusta? São os Brasileiros que estão no nosso país e que ainda assim votaram num homem como Bolsonaro, pessoas que tiveram de emigrar, que tiveram de mudar de país, mas que ainda assim acham que a solução passa por um fascista. As pessoas esquecem-se do passado, das histórias dos nossos avós. A raça humana tem a memória mais fraca do que realmente deveria ou simplesmente não quer saber e gosta de cometer os mesmos erros.

         O mundo está a tornar-se num local assustador.

 

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