Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

03
Jul18

Ai os The Killers!

IMG_20180629_163421.jpg

        Como anunciei no dia 29 de Junho, o Sapinho presenteou-me com os belos de uns convites para o Rock in Rio Lisboa no dia dos meus The Killers. É verdade que não estava a contar com tamanho presente, mas ao ganhar o ideal era aproveitar da melhor maneira possível. Ele ofereceu-se para me acompanhar voluntariamente nesta nova aventura e lá nos decidimos a apanhar um comboio para Lisboa para aproveitar o melhor possível do Rock in Rio. Naquela manhã, Ele ainda teve de ir trabalhar e chegou bem depois da hora que tínhamos combinado a casa, admito que no carro (a caminho da estação) estava completamente descrente, acreditava piamente que não íamos conseguir apanhar o comboio e que ainda teria o azar de o ver a arrancar da estação. Mas numa espécie de milagre, vá, da minha perspectiva foi mesmo um milagre, conseguimos um estacionamento mal chegamos a Campanhã. Corremos feitos loucos para o comboio e pouco depois de termos encontrado os nossos lugares o dito comboio arrancou.

IMG_20180629_175121.jpg

        A viagem correu bem, ainda com o coração a palpitar com a possibilidade de ter perdido o comboio, mas passou rápido. O que nos surpreendeu foi chegar a Lisboa e começarem a cair pingas do céu, principalmente para quem tinha saído do Porto com sol. "Bem, se continuar apenas estas pinguinhas até nos safámos" pensei eu, enquanto nos dirigíamos para o Parque da Belavista. No entanto, saiu-nos tudo ao lado, mal entramos no parque começou a chover. Sem guarda-chuva, com pouca roupa (por incrível que pareça no Porto estava mais quente) e com sapatilhas de pano a solução passou mesmo por comprar as capas impermeáveis das lojas de Produtos Oficiais. Fomos apenas um bocadinho roubados e não à descarada, mas ainda assim a chuva estragou-nos o impacto desta experiência toda. "Porra, se estamos aqui pelo menos vamos aproveitar" equipados com as capas decidimos começar a ver o Parque e até acabamos por conseguir andar na roda gigante visto não haver tantos 'crentes' como nós, que mesmo com a chuva andavam de um lado para o outro (vá, pelo menos fugimos sempre nos momentos de chuva intensa).IMG_20180629_183011.jpg

        "Se fico doente a 15 dias do casamento eu mato-te", dizia Ele, no entanto, apesar da chuva, não estava frio e acho que foi isso que nos safou. O ambiente estava ameno, as sapatilhas não se molharam e até hoje estamos sãos e salvo de constipações (só espero que se permaneça assim até ao dia do nosso casamento). Este dia ficou intitulado como a nossa despedida de solteiros em conjunto, afinal estávamos ali a festejar várias coisas, o facto de Ele ter entrado para o quadro do local de trabalho d'Ele, de nos casarmos dali a duas semanas e até o facto de eu voltar a ver os The Killers. Festejamos, divertimo-nos, passamos tempo juntos sem preocupações e sem tarefas pela primeira vez em muito tempo e foi maravilhoso simplesmente passar tempo um com o outro. A chuva não nos afastou e o ânimo leve e a boa disposição mantiveram-se. Vimos James, vimos o tributo ao Zé Pedro dos Xutos, mas o ponto alto da noite foi sem dúvida alguma The Killers.

IMG_20180629_215008.jpg

        Brandon Flowers entrou em palco a matar, cheio de energia, cheio de boa disposição e com as músicas que mais gostamos (juro que ali ao fundo era o Brandon Flowers). O concerto dos The Killers no Rock in Rio conseguiu ser ainda melhor que o de 2009 no Super Bock Super Rock. A banda estava com uma energia contagiante, interagiu muito mais com o público do que estava à espera e conseguiu pôr o Parque da Belavista todo a saltar e a cantar. O concerto superou totalmente as minhas expectativas e passou directamente para o melhor concerto que já vi na minha vida. Ele, que pouco conhecia dos The Killers, passou a adorar e acredito que tenha acontecido o mesmo com muita gente. Os The Killers partilharam algumas das suas melhores músicas, ok, ficaram umas quantas de fora, mas os êxitos estiveram todos lá e até algumas músicas do novo álbum. Durante uma hora e pouco saltei, cantei, senti-me livre e como uma criança na manhã de Natal, o cansaço só surgiu quando tive a ridícula ideia de me sentar no chão no fim do concerto.

         Pela primeira vez fui ao Rock in Rio e adorei, nem a chuva nos afastou de tão boas memórias e os The Killers? Esses deixaram-me a suspirar por mais um concerto!

 

P.S.: Fotografias de Just Smile.

03
Jan18

Frasco da Gratidão para 2018

(Imagem retirada daqui)

 

       Este ano decidi que uma das coisas que queria implementar em 2018 seria criar um Frasco da Gratidão. Há quem tenha um diário, há quem tenha listas, eu decidi que este ano seria um frasco. Sinto que por vezes me distraio das coisas boas que a minha vida tem, sei que até sou uma pessoa que se tenta focar nas coisas boas e que está atenta às pequenas coisas, mas apercebi-me que nos momentos mais difíceis esqueço-me das coisas que tenho para agradecer. Acredito que seja um processo natural, focar-nos nas coisas tristes quando estamos em baixo, mas eu quero fazer o inverso, quando estiver triste, frustrada, irritada e tudo o que considero ser um sentimento negativo, quero conseguir lembrar-me das coisas boas que a vida me tem dado. Assim, nesses momentos quero colocar dentro deste frasco, ao longo de 2018, as coisas que tenho de agradecer, as coisas pelas quais estou grata. Será um excelente exercício de reflexão, obrigar-me-á a parar, respirar e pensar naquilo que realmente tenho de bom. A vida nem sempre é fácil, exige demasiado de nós, acabamos por ver os nossos sonhos afastados e é nesses momentos que sinto mais a necessidade de me lembrar o que tenho de bom. Quero queixar-me menos em 2018, quero pensar menos de forma negativa e quero sorrir com aquilo que tenho, com aquilo que tenho a agradecer.

      Já fiz um projecto semelhante em 2014, em que durante um ano escrevi os melhores momentos e que os colocava no frasco, este ano apenas me quero focar na gratidão. É importante sentir-me agradecida, é importante ter a capacidade de me lembrar que sou forte, que tenho tanto neste mundo que me faça sorrir. 2018 será o ano em que quero focar-me na gratidão. 2018 será um ano de estar grata!

       Há por aqui alguém que irá fazer algo semelhante?

 

18
Ago17

Destralhar as memórias

(Imagem retirada daqui)

 

Sempre fui uma pessoa que se agarrou às memórias, desde bem novinha. Sempre me imaginei sentada na cadeira de baloiço, no alpendre da casa, com o cabelo já grisalho e a pegar numa caixinha de memórias que tinha vindo a acumular ao longo da vida. Desde que me lembro que fui acumulando cartas do dia dos namorados, bilhetes de passeios escolares, fotografias dos amigos da primária e até aquela folha que um dia encontrei no chão já no regresso a casa. Quando dei por mim, nas últimas arrumações que tenho abraçado nesta viagem pelo minimalismo, já tinha três ou quatro caixas de memórias. Como era possível com 26 anos já ter tantas caixas de memórias? Pareceu-me algo surreal. Completamente absurdo, afinal ainda não tinha vivido tanto assim! Há anos que não mexia naquelas caixas, estavam para lá atiradas ao pó e a ocupar espaço desnecessariamente. Decidi abri-las, uma a uma e investigar o que nelas havia. E encontrei coisas desde a época em que andava na primária. O meu primeiro diário, bilhetes da minha primeira viagem, o papel de candidatura à universidade. A primeira rosa, a primeira carta de amor, as fotografias de amigas da época, conchas e até recortes de jornais. No meio de tanta coisa havia outra tanta que já nada me significava. Em tempos, na esperança de nunca me esquecer de nada, guardei aquelas pequenas preciosidades como sendo parte de mim, hoje ao vê-las pareciam-me vazias e insignificantes. Algumas, trouxeram-me uma saborosa nostalgia. As cartas em código trocadas com as amigas. O postal de natal da mãe. A carta da avó e até aquele passeio da escola a Barcelona. Decidi então que estava mais que na altura de seleccionar aquilo que eram realmente memórias, daquilo que simplesmente tinha o vazio em si. Lixo, encontrei muito lixo nessas três caixas e do nada, no meio de uma vontade de destralhar, de me livrar do que não interessa e do que não faz parte de mim separei-me de muitas coisas que um dia achei que viria a querer recordar. Enchi dois sacos de lixo e muito papel foi parar à reciclagem. E voltei a sentir aquela sensação de leveza que tanto tenho apreciado com esta minha aventura no minimalismo. De três caixas passei a uma, há coisas que eram impossíveis de desaparecer da minha vida, mas outras para nada serviam. Porque raio ia querer guardar o meu primeiro relógio todo partido e que nem funcionava? E o meu primeiro terêrê? Se em tempos não sabia o que valia apenas guardar como memórias, hoje sei.

Sou feita de memórias, sempre o disse, mas ontem aprendi que posso seleccionar as memórias que quero que continuem a fazer parte de mim. Quero as memórias boas, quero as memórias daquelas pessoas que saíram sorrateiramente da minha vida, mas que deixaram a sua marca. Quero manter a parte boa de mim. Quero manter os meus diários que nunca deixaram de ser escritos desde os sete anos. Quero manter aquele postal da mãe que me traz uma lágrima boa. Quero guardar aquele bilhete daquele dia memorável da queima. Quero apenas guardar o que me faz bem, o que me faz sentir completa. O resto? O resto pouco importa. O resto não precisa de ocupar espaço, prefiro um dia vir a preenchê-lo com coisas ainda melhores.

Hoje sei que quando for velhinha e estiver no alpendre, com um chá na mão e a brisa do fim do verão me remexer os cabelos grisalhos, ao abrir aquela caixa, vou só encontrar coisas boas.

 

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec