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justsmile

29
Jun20

A última palavra (8/12)

         Comecei a ler este livro com um bom ritmo, prendeu-me nas primeiras páginas. Um aspirante a escritor que aceitou a proposta de escrever a biografia de um autor aclamado do seu tempo. Este começo tinha tudo para dar certo, mas perdi-me. Harry mudou-se para casa de Mamoon para experienciar as vivências do autor tão conhecido e premiado em alguma altura da sua vida, mas a verdade é que foi conhecer um homem altivo, com mais filosofia para dar do que deveria e cheio de moral onde toda a sua história não tem um pingo de moral. Não gostei do livro.

       Acho que a tentativa de Mamoom manter a sua vida secreta, a sua história e a sua conduta com base em frases filosóficas e reivindicativas fez com que a personagem me irritasse e que fosse perdendo o interesse no livro. Além disso, a história parece um novelo de lã, Mamoom vive com a sua segunda esposa, que tem um amor cego por um autor aclamado e não pelo próprio Mamoom. Um amor tão cego que a sua vida anda em roda de um autor que não escreve nada há anos e que pouca empatia acaba por ter por ela. A sua esposa acaba também por se perder no enredo ao ter um amor cego, sem qualquer tipo de auto-estima, na tentativa de proteger um génio de feitio impossível e que acabou por ser esquecido pelo tempo. Harry quer dar a volta a isso e deixa a cidade para conseguir compenetrar-se na vida de Mamoom, alguém que o despreza e que o mantém no escuro o livro todo.

       O livro não foi realmente uma boa escolha, dá uma imagem sobre escritores aclamados que se penduram no sucesso de um bom livro para tentar manter a sua glória. Dá a imagem de que os escritores premiados são pessoas facilmente odiadas e que se acham superiores a todos os outros seres vivos e isso acabou por fazer com que não apreciasse nem um bocadinho o livro. Sem dúvida que este livro não foi uma boa leitura, há de ficar na estante a ganhar pó o resto da sua eternidade. Já alguém leu?

 

07
Mai20

A História de uma Serva (7/12)

(Imagem retirada daqui)

       Já devem ter reparado por aqui e pelo instagram que as leituras têm sido um dos meus melhores passatempos nos últimos meses. A leitura tem-me feito viajar, já que não posso sair de casa, pelo menos levo a minha mente para outro sítio. A verdade é que tem sido um bom escape e tenho aproveitado para adquirir novos livros e ler os poucos que restavam na estante.

       Já há algum tempo que desejava ler "A história de uma serva", admito que só soube da existência do livro depois dos prémios que a série conseguiu arrecadar. Mas como sou uma pessoa mais de livros, do que de séries (apesar de as adorar), decidi que não a iria ver sem primeiro ler o livro. O meu maior erro? Encomendar o primeiro livro, sem o segundo, porque agora estou ansiosa que a Wook faça mais uma promoção para conseguir adquirir o livro.

      Nos últimos anos tenho lido alguns livros sobre utopias, não um lugar perfeito em que o mundo se viria a tornar, mas até assustador. Em todos esses livros, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451, fiquei surpreendida com a proximidade que a sociedade está dessas utopias, imagens de um futuro brilhante (visto dos olhos de alguém), mas que da minha perspectiva é simplesmente aterrador. É-me impossível conseguir imaginar tal mundo, mas ao mesmo tempo vejo cada vez mais pessoas a acreditarem em valores totalmente dispares dos meus e aproximarem-se de realidades que parecem apenas ficção. "A história de uma serva" é mais um desses livros em que a realidade parece não existir no livro, mas que ao mesmo tempo me faz questionar se um dia não existirá a possibilidade de tal acontecer.

        Este é um livro em que o mundo ideal nos leva para o século passado, mas num formato ligeiramente mais assustador, em que as mulheres voltam a não ter opinião, e a serem empregadas, criadoras e barrigas de aluguer. Onde liberdade não é uma palavra permitida, onde os livros voltaram a desaparecer e a ser inacessíveis e onde a infertilidade é um problema para os altos estatutos. Este é um livro assustador, como todos os outros que nos fazem abrir os olhos para continuar a lutar pela nossa liberdade, mas que nos faz questionar o quão real é esta mentalidade na cabeça de algumas pessoas. Pois garanto-vos, existem pessoas por aí em que o descrito neste livro seria a idealização de um novo mundo e basta olharmos para os meios políticos para nos apercebermos disso.

         "A história de uma serva" foi sem dúvida um óptimo livro e estou desejosa de ter o segundo nas minhas mãos.

 

30
Abr20

Mil vezes adeus (6/12)

(Imagem retirada daqui)

        John Green surge na minha vida de cada vez que preciso de um livro mais leve, para intercalar com algo mais difícil de digerir. Este foi o livro perfeito para ler a seguir a Para onde vão os guarda-chuvas, depois de tal livro é necessário re-introduzir a leitura com algo mais ligeiro, de mais fácil leitura e que não nos obrigue a utilizar tanto o cérebro. E John Green, como sempre, cumpriu com o seu prometido. Este é um livro de adolescentes, ligeiro, mas que fez viajar como todos os outros livros do autor. Fez-me viajar pelo meu primeiro amor, pelas dúvidas da adolescência e sobre a falta de auto-estima que tão bem caracteriza essa altura das nossas vidas. As personagens são simples, o enredo é levado facilmente e o final traz sempre aquele aconchego no coração que tão bem sabe.

         Aza, além dos problemas normais da adolescência, apresenta um estado psicológico clínico que a faz questionar sobre a sua própria existência. Sobre se é realmente quem é ou se são os seus problemas e pensamentos que a transformam na pessoa que é. Mais do que falta de auto-estima, Aza sente-se presa dentro de si própria, presa nos seus pensamentos e não consegue isolar-se de tal sentimento. Toda a sua vida é composta por ansiedade, repugnância e por pensamentos que não consegue controlar. A história de Aza envolve-se com a da melhor amiga e com o desaparecimento de um milionário. Estranho, mas possível.

          Gostei bastante do livro, sem muita ciência, mas era exactamente disso que estava a precisar. John Green nunca me desilude.

 

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