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justsmile

12
Fev18

Desperdício Zero: O que já faço

(Imagem retirada daqui)

 

     No mês passado falei-vos da minha vontade de mudar os meus hábitos ao nível de produção do lixo. O movimento Desperdício Zero tem despertado em mim a consciência para uma realidade que me parecia muito distante, mas ao acompanha um grupo do Facebook e alguns blogs tenho aprendido que ainda há imensa coisa para mudar em mim e nos meus hábitos. No entanto, antes de começar essa mudança, em conversa com uma amiga que desde que foi mãe deixou o minimalismo entrar e agora o desperdício zero, compreendi que realmente já faço algumas coisas para melhorar um bocadinho o nosso mundo. Inconscientemente, já tinha em mim alguns hábitos, não só de poupança, mas de diminuição de produção de lixo. Nomeadamente:

    - Já há muitos anos que a reciclagem é um ponto obrigatório na nossa casa. Não foi fácil deixar entrar, principalmente para os meus pais, mas neste momento a reciclagem é um hábito adquirido.

     - Recusar sacos de plástico, admito que só o comecei a fazer desde que os sacos começaram a ter custo. No entanto, ando sempre com um saco de pano na carteira e utilizo-o em todas as lojas que não oferecem os sacos. Quando os oferecem reutilizo em casa para os baldes do lixo.

     - Compostagem, os meus pais sempre tiveram um jardim e um campo, assim sendo lembro-me de fazer a compostagem desde criança. 

     - Usamos desde sempre guardanapos de pano, só quando temos visitas utilizamos os de papel. Quando sugeri isto a Ele para a nossa casa Ele achou ridículo e ainda não o consegui fazer mudar de ideias, ajuda precisa-se!

     - Aproveito ao máximo todos os produtos que venham em embalagens, não só por causa do meio ambiente, mas para conseguir poupar mais uns trocos. É hábito ver-se na casa de banho um ou outro produto cortado para conseguir ser aproveitado até à última gota.

     

     Se virmos bem, pouca coisa fazia. Mas foi esta reflexão que me ajudou a mudar de hábitos, pequenos, quase insignificantes, mas a verdade é que agora estou mais atenta ao que compro ao que faço e sei que quero dar mais passos para melhorar o mundo há minha volta. O que mudei e o que quero ainda mudar?

      - Deixei de tirar os talões no MB, se quero ver saldos vejo no telemóvel, se quero levantar dinheiro não peço talão e até evito fazer pagamentos em multibanco para não ficar com talão.

      - Quero imenso começar a evitar os sacos de papel. Quando vamos às compras de roupa, estas costumam vir em sacos de papel, queria ver se começava a dizer que não era preciso, afinal tenho sempre comigo na carteira o saco de pano.

     - Sem dúvida alguma que estou mais atenta aos ingredientes de produtos de limpeza e de higiene. Já consegui mudar algumas coisas, creme da cara, champô, limpeza intima e até o desodorizante já foram alterados para produtos feitos com ingredientes naturais e tenho tido excelentes resultados. Estou até ansiosa por encomendar a minha primeira escova de dentes de Bambu.

      - Deixar as garrafas de plástico de água fora da minha vida. Normalmente compro uma garrafa de água por semana e reencho-a as vezes que forem necessárias ao longo da semana, mas quero encontrar uma alternativa. No entanto, as alternativas ou são pesadas ou não têm a medida que desejo (75cl), porque precisa de caber na carteira e de andar comigo o dia todo.

       - Reciclar as pastilhas do café. Aprendi recentemente que já é possível entregar em loja as pastilhas da máquina Dulce Gusto para serem reutilizadas, preciso mesmo de começar a guardá-las para as reciclar.

       - Lenços de pano, ok, neste ainda estou reticente, contudo ainda tenho lá para casa uns lenços antigos e em bom estado que vou tentar ter na carteira para diminuir a utilização de lenços de papel.

 

       Sei que ainda são passinhos pequeninos, mas estas são as mudanças imediatas que fiz ou que quero fazer na minha vida para promover um mundo melhor e de menos desperdício. Sei que ainda tenho uma longa caminhada, mas quero começar devagar para a mudança não ser temporária, quero tornar cada um destes passos em algo definitivo na minha vida. Não quero ir em modas, quero simplesmente mudar os meus hábitos para me sentir melhor com o mundo e comigo mesma. Quem já abraçou esta causa? Mais alguma sugestão?

24
Jan18

Deixar o Zero Desperdício entrar?

(Imagem retirada daqui)

 

      O minimalismo parece ser uma moda dos dias que correm. Acho que uma parte da sociedade, incluído eu, se apercebeu que a correria do dia-a-dia nos impede de viver. Que viver para ter, para consumir, não é viver, mas sim sobreviver sobre o olhar atento de uma sociedade excessivamente consumista. Uma sociedade em que se quer sempre o último modelo de telemóvel, o último modelo de carros e a maior casa da rua. Penso que pessoas como eu, se começaram a aperceber que a vida é mais do que pagar contas, é mais do que marcas e é, principalmente, mais que viver para as coisas e não para nós. Tenho aprendido que não é ao ter o armário cheio de roupa que me vou sentir feliz. Não é ao ter um Mercedes que me vou sentir maior ou sequer ao ter um iPhone que me vou sentir mais inteligente ou importante. Tenho aprendido que é com as minhas viagens, com os meus livros e com o prazer de estar rodeada de tão pouca coisa que me sinto bem. Sinto-me bem com essa simplicidade. No próximo mês inicio o processo de empacotar o meu quarto e a minha sala para dar início às obras e estou ansiosa para poder voltar a 'destralhar', pois acredito que ainda irei encontrar muita coisa que necessita de ser doada ou simplesmente de ir para a reciclagem.

      Tem sido durante este processo de me desprender dos bens materiais que, simplesmente me enchem os armários e a vida, tenho visto a quantidade de lixo que uma pessoa acumula. A quantidade de papel desnecessário que é estragado, que vai para a reciclagem, mas que ainda assim destruiu árvores. Nunca imaginei que em apenas 26 anos de vida acumulasse tanto lixo, tanto plástico, tanto papel como até hoje acumulei e que ainda assim lhes conseguisse atribuir algum tipo de sentimento ou memória. Há coisas das quais não me consigo separar, como livros e pequeninas coisas, mas há outras que simplesmente estão a encher o espaço, a ocupar o lugar do vazio. E como é possível uma só pessoa acumular tanto lixo? Tenho-me deixado envolver pelas leituras do conceito zero desperdício, mas sem saber bem porquê não tenho tido a coragem de tomar decisões quanto a esse campo da minha vida. Talvez por conformismo, talvez por receio de ter de despender dinheiro para mudar os meus hábitos, ou até mesmo por saber que algumas das mudanças irão ser complicadas de se aplicar no meu futuro próximo, visto ter alguém ao meu lado que se preocupa pouco com isso. Tenho lido, tenho visto alguns documentários sobre o assunto e até faço parte de um grupo do Facebook que partilha imensas dicas, mas... Mas ainda não avancei mais a fundo, mas ainda não me dediquei a tomar rédeas da minha vida e diminuir a minha pegada ecológica de uma forma tão profunda. Cada vez mais o reciclar me parece insuficiente para a quantidade de lixo que surge nas nossas vidas diariamente. Reciclo desde pequena, lembro-me de que juntamente com os meus irmãos, convencemos os nossos pais a tomar uma atitude de reciclagem. Não foi fácil, estavam muito reticentes, mas aceitaram e começaram a fazê-lo e até hoje o fazem voluntariamente. Mas reciclar já não é suficiente, poupo água do banho para baldes, doou a minha roupa quando já não serve, mas e o resto? Tenho visto pessoas a tomarem verdadeiras atitudes para protegerem o nosso mundo e eu ainda me sinto desencorajada. Quero conseguir, mas falta-me o impulso, falta-me até o companheirismo d'Ele para procurar o lado bom de tomar uma atitude minimalista e de zero desperdício. Quero deixar o zero desperdício entrar na minha vida, aliás, nos últimos tempos ao comprar coisas para a casa tenho tentado diminuir a compra de plásticos, tupperware de vidro, acessórios de metal e vidro, mas sinto que tenho de dar mais de mim. Mas por onde começar?

       Há por aqui alguém que me dê umas dicas? Uma ajudinha?

15
Jan18

Uma Bucket List Inversa

(Imagem retirada daqui)

 

       Há algum tempo li no Notes from Joana uma Bucket List inversa, ou seja, em vez de criar objectivos a Joana fazia a lista dos objectivos que tinha atingido até ao dia de hoje. O exercício pareceu-me excelente, não só para nos lembrarmos daquilo que alcançámos ao longo da vida, mas de todos aqueles sonhos que fomos concretizando aos bocadinhos. O exercício de fazermos uma lista de objectivos inversa obriga a parar, pensar e realmente compreender aquilo que a vida já nos permitiu alcançar. Neste momento, quase a um mês de completar os meus 27 anos, sinto a necessidade de fazer uma Bucket List inversa, sinto a necessidade de lembrar aquilo que alcancei e que concretizei ao longo destes (quase) 27 anos. Nem sempre é fácil de nos lembrarmos daquilo que conseguimos concretizar de tão focados que estamos no futuro, naquilo que queremos ainda alcançar, mas este exercício permite isso mesmo, compreender a nossa caminhada ao longo dos anos. São sonhos já concretizados, são sonhos que surgiram e foram alcançados e até coisas que nunca pensaríamos que surgissem na vida, mas que nos trouxeram a felicidade.

       

        A minha Bucket List inversa dos meus (quase) 27 anos:

  • Consegui concluir a minha licenciatura no tempo programado e com sucesso;
  • Fiz duas apresentações orais, em congressos, sobre o meu projecto de investigação;
  • Tirei a carta de condução e adoro conduzir;
  • Encontrei o amor da minha vida, aquele que me faz acreditar num ' sempre;
  • Comprei um terreno para construir a minha casa de sonho;
  • Visitei 5 cidades europeias (Paris e Londres foram sonhos concretizados);
  • Visitei 5 países, incluindo um de África;
  • Viajei sozinha;
  • Vi a Mona Lisa ao vivo, quadros de Van Gogh, Picasso e Miró;
  • Andei de camelo em Tenerife;
  • Fui pedida em casamento numa capital europeia;
  • Estou a seis meses do meu casamento;
  • Vi os The Killers ao vivo (e estou cheia de pena de não os poder voltar a ver no Rock in Rio 2018);
  • Fiz um Workshop de Culinária;
  • Experimentei comida de cinco continentes;
  • Li mais de 100 livros;
  • Posso dizer que conheço o meu país;
  • Fiz voluntariado;
  • Fiz amizades que sei que irão durar uma vida;
  • Criei um blog que tem quase 10 anos;
  • Tornei-me madrinha de um ser pequenino maravilhoso;
  • Sou tia de três rapazes que adoro;
  • Comecei a aprender mais sobre Minimalismo;
  • Falo uma língua fluentemente, o inglês é claro;
  • Já fiz rappel e escalada;
  • Já experimentei mais que uma profissão (já vou na quarta...);
  • Tornei-me (e continuo este processo) na pessoa que sempre quis ser.

     

       Sem por vezes me aperceber bem da realidade, a verdade é que já concretizei muitos dos meus sonhos, alguns deles fazem parte de alguns posts do início deste blog. São sonhos que em algum momento fizeram parte de mim e que sem me lembrar foram concretizados. São sonhos, são metas que alcancei e que agora, ao relembrar-me delas, sorrio, afinal fazem parte de mim, fazem parte das minhas conquistas e em algum momento da minha vida apenas tinham sido sonhos. Hoje sem dúvida que me sinto mais realizada que ontem. Hoje tenho a certeza que tenho imensos motivos para sorrir!

       E vocês, o que incluiriam na vossa Bucket List inversa? Este desafio é bastante aliciante e só faz bem à alma, quem o agarra?

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