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justsmile

30
Abr20

Mil vezes adeus (6/12)

(Imagem retirada daqui)

        John Green surge na minha vida de cada vez que preciso de um livro mais leve, para intercalar com algo mais difícil de digerir. Este foi o livro perfeito para ler a seguir a Para onde vão os guarda-chuvas, depois de tal livro é necessário re-introduzir a leitura com algo mais ligeiro, de mais fácil leitura e que não nos obrigue a utilizar tanto o cérebro. E John Green, como sempre, cumpriu com o seu prometido. Este é um livro de adolescentes, ligeiro, mas que fez viajar como todos os outros livros do autor. Fez-me viajar pelo meu primeiro amor, pelas dúvidas da adolescência e sobre a falta de auto-estima que tão bem caracteriza essa altura das nossas vidas. As personagens são simples, o enredo é levado facilmente e o final traz sempre aquele aconchego no coração que tão bem sabe.

         Aza, além dos problemas normais da adolescência, apresenta um estado psicológico clínico que a faz questionar sobre a sua própria existência. Sobre se é realmente quem é ou se são os seus problemas e pensamentos que a transformam na pessoa que é. Mais do que falta de auto-estima, Aza sente-se presa dentro de si própria, presa nos seus pensamentos e não consegue isolar-se de tal sentimento. Toda a sua vida é composta por ansiedade, repugnância e por pensamentos que não consegue controlar. A história de Aza envolve-se com a da melhor amiga e com o desaparecimento de um milionário. Estranho, mas possível.

          Gostei bastante do livro, sem muita ciência, mas era exactamente disso que estava a precisar. John Green nunca me desilude.

 

22
Abr20

Para onde vão os guarda-chuvas (5/12)

(Imagem retirada daqui)

         Não é fácil falar de um livro que nos chegou tão facilmente ao coração. Nem sempre é fácil explicarmos como gostamos tanto de viajar nas palavras de um livro. Consigo admitir, até com alguma facilidade, que quanto mais gosto de um livro, mais difícil se torna falar sobre ele, porque falar do coração nem sempre é fácil. Este foi um desses livros, em que devorei as suas quinhentas e poucas páginas em poucos dias.

      Já há alguns anos que tinha vindo a ouvir falar do autor Afonso Cruz, mas nunca tinha lido. Os livros conseguem ser um bocadinho caros e difíceis de comprar em segunda mão, o que fez com que fosse ficando para o final da minha lista de desejos. Nesta quarentena, numa das promoções da Wook (que aproveito para dizer que amanhã estará com 20% de desconto em todos os livros, basta entrarem pelo link lateral que tenho ali) decidi mandar vir porque estava a um preço minimamente aceitável. Quando a encomenda chegou optei por guardar o livro que tinha em cima da mesa à espera de ser lido e comecei logo a ler este. Que boa decisão! Há muito, mas muito tempo mesmo que não me envolvia tanto num livro!

       Para onde vão os guardas-chuvas é mais do que um simples livro, é mais do que uma lição de vida é uma viagem por sentimentos, pensamentos e questões existenciais. É uma viagem por uma cultura tão diferente da nossa, por pensamentos tão estranhamente diferentes e ao mesmo tempo tão aceitáveis como os nossos. Esta é a história de vida de um produtos de tapetes, aqueles tapetes mágicos que o fazem ligar a Alá, mas que conta a sua história de uma forma ainda mais mágica. É a história de vida Fazal, mas é muito mais que isso, é sobre perda, sobre um amor maior que a perda, sobre a sua superação e sobre o reencontro. É um livro demasiado mágico para conseguir falar muito sobre ele, fiquei demasiado absorvida no seu sabor para o conseguir partilhar tão facilmente. O fim? A lição? Pela primeira vez posso dizer que é agridoce, as palavras finais do livro deixaram em mim uma sensação de perda e tristeza enorme e ao mesmo tempo um conforto no coração que é inexplicável.

          Nunca tanto recomendei um livro como este, leiam. 

31
Mar20

Os últimos dias dos nossos pais (4/12)

(Imagem retirada daqui)

       Joël Dicker nunca desilude. Sou realmente fã do autor, desde A verdade sobre o caso Harry Quebert e tenho acompanhado todos os seus livros, na lista ainda faltava este que finalmente entrou cá em casa numa excelente promoção. E, novamente, Joël Dicker não desilude. Este foi mais um livro envolvente, que nos levou a viajar pelo passado, para a II Guerra Mundial o que tornou tudo bastante mais entusiasmante.

       Este é um livro sobre espiões, mais do que espiões, sobre um grupo de desconhecidos que passam imensas adversidades e que acabam por se transformar numa verdadeira família. O livro anda em torno, na maioria do tempo, dos campos de treino para espiões e da importância que estes tiveram durante a II Guerra Mundial e como conseguiram auxiliar na vitória dos Aliados. Um livro que em que no meio da guerra acaba por surgir o amor, tinha de acontecer, e que nos envolve de forma plena. Adorei o livro, adorei a envolvência, adorei a escrita e a história. O fim surpreende qualquer leitora, não é aquilo de que estamos à espera, mas é algo que o autor consegue sempre fazer, surpreender o leitor.

        Os últimos dias dos nossos pais é um excelente livro para quem gosta de acção e de um livro que nos faz prender do início ao fim.

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