Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

19
Mai17

Podemos apagar esta semana do calendário?

(Imagem retirada daqui)

 

Há semanas que são um verdadeiro tormento. Esta semana não me trouxe nada de bom. Houve chatices quase diariamente, fosse no trabalho fosse por causa do terreno que adquirimos (esta história ainda vai ter muitos capítulos, aposto!). O mau humor na empresa propagou-se como um vírus e esse dia da semana foi um verdadeiro pesadelo. Todos os dias foram coisas aborrecidas que apesar de terem surgido no próprio dia já deveriam estar prontas 'ontem'. Foi a esperança que morreu na praia. Foi a dentista que só me quis despachar e não fez o serviço bem feito (eu que já não gostava de dentistas, ontem passei a odiá-los). Foram problemas e problemazinhos, de manhã à noite que apenas deram dores de cabeça e pouca solução tiveram. Esta semana poderia perfeitamente ser apagada do meu calendário e da minha memória. Não sentiria a falta dela e com ela não aprendi rigorosamente nada. Hoje sinto-me cansada, esgotada. Sinto-me irritadiça, desiludida e chateada.

Esta semana poderia desaparecer que seria mais feliz.

13
Jun16

Novo emprego, nova profissão

(Imagem retirada daqui)

 

Há uma semana atrás comecei um novo emprego numa nova profissão e, apesar de ter sentido a necessidade de fazer o luto da minha área de formação, até estou a gostar. Após quatro anos para tirar uma licenciatura em saúde, após dois empregos na área e muiiiitos meses de desemprego, senti que a minha área não me retribuía. Todo o esforço que era feito num trabalho dava-me condições precárias e ordenados terríveis, já para não falar das ofertas mirabolantes que recebi. Contrato era um mito para trabalhar como Terapeuta da Fala e os famosos recibos verdes uma constante. Na elaboração do meu plano B estava planeado voltar a estudar numa área completamente diferente da minha. Sentia-me triste com a minha área ser subestimada, sentia-me tremendamente desiludida e que todo o mundo cor-de-rosa que me tinham transmitido na universidade, não passava afinal de uma nuvem negra. Planeava uma área que me desse mais segurança, mesmo que menos satisfação pessoal, e em que pelo menos houvesse emprego, então passou-me pela cabeça 'Administração e Contabilidade'. Vejam a ironia do destino, após 8 meses sem um emprego a tempo inteiro estou a trabalhar como assistente e administrativa, numa empresa que me tem dado imenso trabalho de contabilidade, facturação e gestão de recursos humanos. Posso não perceber nada da coisa, aliás, não percebo e o patrão sabia-o melhor que ninguém, ainda assim aceitou dar-me uma oportunidade e propôs-me um contrato, com probabilidade de entrar no quadro da empresa, com um bom ordenado e ainda à portinha de casa. A única coisa que precisava de ter: vontade de aprender e humildade para aceitar que me ensinassem. Aceitei, na hora! No fundo estava cansada de ser posta de lado na minha área, cansada de rejeições e até cansada de rejeitar aquilo que achavam ser um trabalho perfeito (que no fundo era uma espécie de escravidão!). Chorei, chorei por sentir que com uma estabilidade não iria querer voltar a colocar-me na posição de desempregada. Chorei porque sei que agora não me posso dedicar tanto tempo a procurar trabalho da área. Mas também sorri e sorri muito. Consegui um emprego. Consegui um trabalho digno que valoriza o trabalhador, que lhe paga todos os direitos (isto de receber aos feriados ainda me faz confusão) e que lhe dá oportunidades. Consegui um trabalho perto de casa. Consegui e só por isso já me senti mais viva, mais concretizada, mais relaxada e mais feliz.

É fora da área, parece que estudei anos a fio para agora não lhes dar valor. Mas é tudo mentira, muito do que aprendi no curso deu-me capacidades para agora trabalhar onde estou. Tudo o que aprendi na faculdade serve agora de base para o que estou a aprender a fazer como assistente, pode não ter termos técnicos de saúde, mas as competências que preciso estão cá e nunca penso que o que estudei, ou o curso que tirei será tempo perdido. Disso não me arrependo. Não fiquei agarrada a uma licenciatura, e penso que para quem não quer emigrar isso é essencial. Dói, dói um bocadinho claro, não digo que não, mas tudo o resto tem compensado. O bom ambiente no trabalho, o pessoal disponível para ajudar a qualquer momento e um patrão que se preocupa com os empregados. Quando me perguntam se estou a gostar, digo que ainda é muito cedo para o dizer, passou pouco mais de uma semana, o que não sabem é que não ter elevado as expectativas quanto às minhas funções naquele local tem-me feito sentir feliz a cada momento que aprendo algo novo em que sei que irei ser útil.

É um novo emprego, uma nova profissão, mas também um novo recomeço que só peço para que corra bem!

 

14
Dez15

Vida de desempregada 13#

(Imagem retirada da Internet)

 

Tempo de desemprego: 94 dias.

Número de anúncios na área: 11 (talvez menos?).

Número de anúncios respondidos fora da área: 25.

Número de entrevistas: 1 (fora da área).

Número de currículos entregues em mão e via online: depois dos 225, perdi-lhes a conta.

Respostas: 17.

 

No primeiro mês e meio de desempregada dei uma oportunidade à minha área de formação, apenas respondia a anúncios em Terapia da Fala. Após essa data comecei a mandar emails para tudo e mais alguma coisa, com duas excepções: comerciais a comissões (principalmente de porta-a-porta) e call-centers. E quantas respostas recebi desde então? Zero. Quantas entrevistas? Zero. Começo a achar que tenho vários problemas para além da problemática pré-concebida de 'oh, licenciado não quer trabalhar', vejamos então as possibilidades de problemáticas no meu currículo para eu não ser chamada para entrevistas de trabalhos como, caixa de supermercado, secretária, colaboradora em lojas, operador de armazéns e afins:

 

1. A fotografia do currículo é horrível, bem sei que não é a minha melhor fotografia, mas não a acho assim tão feia!

2. Palavreado demasiado profissional, tenho uma escrita concisa sobre as minhas competências e se calhar isso não é bom para candidaturas a secretária.

3. Currículo extenso, é coisa que não tenho, o meu Europasse só tem duas folhas e meia.

4. Não tem momentos de graxa, não, não refiro que o meu sonho é ser secretária ou até dobrar roupa.

5. As motivações, se calhar dizer que estou cansada da insegurança da minha área e que preciso de trabalho também não são motivações suficientes para se ser operadora de armazém.

6. Falta de experiência, pois, esta admito, só trabalhei como terapeuta da fala e numa fábrica de tecelagem, logo a experiência é demasiado limitada para 99% das ofertas.

7. Não ter curso de informática, ou pelo menos de excel e word, apesar de me considerar com boas capacidades.

8. Ter apenas formações em Terapia da Fala, vejam bem amigos, eu realmente só trabalhei como terapeuta.

9. Ter uma licenciatura, acho mesmo que a palavra 'licenciatura' arruma para canto o meu currículo.

10. Não ter factor C, pois, filha de pais pobres e com poucos conhecimentos não me traz factor C.

11. Sou demasiado exigente, será que sou demasiado exigente ao escolher para onde envio?

 

E agora digo, estou mesmo a dar em maluca e se nem fora da minha área me querem para trabalhar, como irei eu arranjar emprego? Isto não está fácil, não não!

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec