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justsmile

14
Ago18

Criar uma nova rotina a dois e manter o minimalismo

(Imagem retirada daqui)

 

       Antes de nos casarmos ainda não tínhamos tido a oportunidade de vivermos juntos. Conhecia-o bem e sabia que era uma das pessoas mais desarrumadas que conhecia, mas que ao mesmo tempo tinha pequenas paranóias com a roupa impecavelmente dobrada, com os cheiros e com outros tantos afins. Namorámos anos o suficiente para saber cada pequeno pormenor do seu comportamento, mas a verdade é que só quando se vive a dois é que compreendemos realmente o que quer dizer cada uma das nossas pancas. E não falo só das d'Ele, eu própria tenho as minhas e a aventura tem sido em juntar as de um e de outro e vivermos harmoniosamente. As coisas têm corrido melhor do que imaginava, Ele não tem "ajudado", mas feito as tarefas e a diferenciação entre os verbos é para mim enorme e de elevada importância! Ele não se tem desleixado nas tarefas domésticas e compreendo agora que a razão é simplesmente porque não tem quem as faça por Ele, visto eu trabalhar mais dias e horas por semana. A vida a dois tem tido alguns desafios, mas nenhum que me assuste e nenhum que me faça questionar seja o que for, o mais difícil até ao momento é ainda não termos encontrado a rotina certa ou eu própria ter encontrado a rotina em que me sinta realmente confortável.

         Casados há um mês ainda não conseguimos definir bem as horas para jantar, os dias para arrumar a casa ou até organizar inteiramente a casa. Aos poucos temo-nos apercebido que os tupperwares deviam estar um nível a baixo para serem de mais fácil acesso, temos compreendido que por vezes faço mais comida que o necessário e o frigorífico tem sido um poço para onde atiramos as coisas sem qualquer tipo de estratégia de arrumação. São estas pequenas coisas que ainda não consegui organizar na nossa nova rotina e que ainda me deixam ligeiramente desconfortável. Houve hábitos que trouxe de solteira e que incrivelmente tenho conseguido manter, seja para me manter organizada, seja para me manter arrumada e serena, nomeadamente algumas que tinha tentado implementar ao longo do ano anterior, usar e arrumar, colocar a caneca do pequeno-almoço na máquina da louça e ainda consegui criar o hábito de fazer a cama ainda antes de sair de casa. No entanto, ainda há tanto por onde mudar, sinto que precisamos de continuar este processo de criação de hábitos e principalmente de arrumação e organização em casa. O que identifico como erro:

       - Deixar as portas e gavetas abertas, Ele tem o terrível hábito de deixar portas e gavetas abertas. Não percebo a dificuldade da ciência de se fechar uma porta depois de a abrir, mas ainda hoje de manhã a do roupeiro ficou aberta e estraga logo o aspecto do quarto. Tenho-as fechado, mas quero ver se Ele perde este hábito.

      - Organizar recibos, falho tanto neste aspecto ultimamente! Dantes, quando gastava dinheiro apontava imediatamente na app que tinha no telemóvel e quando chegava a casa arrumava logo o recibo na caixa, agora não o consigo fazer. Os recibos têm-se acumulado em cima do móvel da sala e ainda não consegui colocar todas as nossas despesas na app ou num ficheiro excell, isto porque as despesas não são só minhas. Já percebi que Ele não aponta na app e não vale a pena tentar insistir, por isso quero apontar os recibos d'Ele, mas a verdade é que estão para lá acumulados e ainda nem lhes toquei (além do aspecto horrível e de desarrumado que dá à sala...).

      - Organizar as mercearias, quando as uso coloco-as em frascos herméticos, ainda não me dei foi ao trabalho de apontar o nome de cada produto e tenho-os acumulado uns em cima dos outros não facilitando na hora de cozinhar. Preciso mesmo de os ordenar e colocar em ordem de utilização e necessidade. E quem fala nos armários das mercearias, fala também das gavetas dos mesmos.

         - Arrumar balcão da cozinha, a minha cozinha é ligada à sala e a verdade é que com três móveis eu e Ele temos o terrível hábito de colocar tudo em cima do balcão da cozinha. Ele já é pequeno e no momento de confeccionar as refeições torna-se um martírio com tanta coisa lá em cima, desde carteiras a chaves e óculos. Desde que criamos um espaço para colocar as chaves assim que entramos em casa a coisa já melhorou, ainda assim não está no ponto necessário para manter o balcão da cozinha desimpedido.

      - Planeamento de refeições, este tem sido um aspecto difícil. Agosto é sempre um mês de muitos convívios, seja com família ou amigos, e existem momentos de encontro que surgem na última da hora, o que torna difícil fazer o planeamento de refeições, isso e quando faço a mais e dá para mais uma vez. Gostava de conseguir organizar tudo ao fim-de-semana para ao longo da semana me facilitar a vida, mas a verdade é que só tenho consigo fazer de véspera. Espero que em Setembro estes convívios diminuam um bocadinho e que eu já tenha a capacidade de me organizar um bocadinho melhor.

      - Gerir horários, a rotina da manhã não foi difícil de criar, mesmo com uma única casa-de-banho, o problema tem sido em encontrar o meu momento, o 'me time' para ler um bocadinho. Não pego num livro desde a lua-de-mel, ainda não começamos a ver nenhuma série e nem temos aproveitado assim tanto o sofá. Os fins-de-semana têm sido ocupados com família, amigos e trabalho, e durante a semana, entre tomar banho, jantar, arrumar a cozinha e preparar as coisas para o dia seguinte, quando damos por ela já é hora de ir dormir e só estivemos 20-30 minutos no sofá. Acredito que isto só irá mudar quando conseguir gerir um melhor horário para refeições e para os outros cuidados.

       No meio da criação desta nova rotina, que não está tão má assim, mas também não está tão bem quanto isso, sinto que quero mesmo tentar levá-lo a compreender um bocadinho melhor o minimalismo. Gostava imenso que compreende-se a importância que tem tido na minha vida e para o meu bem estar e quem sabe até levá-lo a mudar alguns comportamentos. Sinto que estou a precisar de organizar-me em listas, tarefas e arrumações para voltar a sentir o bem estar que o minimalismo me trouxe. Sei que há hábitos que consegui manter e implementá-los em mim mesma, mas sei que outros se perderam pelo caminho e que há outros que precisam de mudança. Aceitam-se sugestões!

13
Ago18

Loucuras do fim-de-semana

         Como toda a gente sabe, um casamento é um verdadeiro tombo para a carteira, uma espécie de queda livre da conta bancária, mas sem a sensação de conforto de quando se põe os pés no chão. No entanto, a vida continua e as contas continuam a surgir e as necessidades também. Umas das minhas resoluções de 2018 para o meu lado mais minimalista era comprar coisas para substituir as outras e apenas o estritamente necessário. Queria apostar na qualidade e não na quantidade. Ao longo do tempo e aos poucos tenho vindo a mudar o meu guarda-roupa para peças mais duradouras, mais caras, mas que pelo menos me permitirão substitui-las com menos regularidade (pelo menos essa é a minha esperança). Tenho tido mais cuidado com o que compro, desde calçado a calças, admito que uma ou outra vez ainda comprei peças mais baratas e com evidente menor qualidade, mas apenas pela necessidade e por realmente gostar delas (o verão exige mais trocas de roupa e lavá-las com maior regularidade).

         Uma das últimas compras de acessórios que comprei foi uma carteira na Zara para o dia-a-dia. Nunca tinha comprado lá carteiras, as últimas de dia-a-dia que tinha tido tinha-as comprado na Stradivarius e cada uma chegou a durar cerca de dois anos (ok, no final já estavam com péssimo aspecto). As minhas carteiras vão até chegar a mau estado por uma simples razão, só tenho duas carteiras, uma para o dia-a-dia e outra mais pequena para o fim-de-semana. Odeio andar a trocar de carteiras e ainda gosto menos de quando me esqueço de coisas na passagem de uma carteira para a outra, o que me levou a optar há cerca de quatro anos a manter apenas uma carteira para durante a semana e levá-la até à exaustão (uma excelente solução para alguém como eu!). Em Novembro de 2017 a carteira da Stradivarius já estava a dar os últimos suspiros quando na Black Friday comprei uma da Zara que andava a namorar há meses, mas que esperava que baixasse o preço. Era linda e tinha tudo a haver comigo, mas foi uma das piores compras que fiz nos últimos tempos. A carteira não tem um ano e já está a estalar, a rasgar-se de lado e a perder o tom de preto dos rebordos. Está simplesmente horrível em apenas nove meses! Mais do que frustrada pela compra fiquei triste porque adoro a carteira e na altura ainda a namorei imenso tempo. Decidi então que ao comprar uma carteira nova iria cometer uma loucura e comprar uma Bimba Y Lola, caríssimas de natureza, mas que muita gente apelida de duráveis (aliás, ainda quando comprei a da Zara disse que a minha próxima carteira seria da Bimba Y Lola).

           Ora, com a carteira da Zara a dar os últimos suspiros decidi nesta época de saldos cometer a loucura de dar uma fortuna por uma carteira da Bimba Y Lola, mas com a esperança de que dure uns quantos anos! Não sou uma pessoa de me cansar das coisas que realmente gosto e a verdade é que adoro algumas das carteiras da Bimba Y Lola (não andasse eu a namorá-las há quase dois anos!) e decidi que o investimento valeria a pena, pelo menos é o que espero. Fui tentar comprá-la este fim-de-semana na loja, mas estava esgotada e encomendei-a pela internet. A sensação de peso na alma por gastar tanto dinheiro numa carteira permaneceu durante alguns minutos, mas a ideia de que ela irá durar muito tempo agradou-me imenso, além de que estou completamente apaixonada pela dita! Depois de uma compra destas só espero mesmo que valha a pena e que dure uns quantos anos na minha mão, espero que o dinheiro investido tenha valido a pena.

      Saindo do shopping sem nada para mim, mas também só ia com a ideia da carteira e nada mais queria comprar, reparei na minha visão periférica num macacão vermelho da Cortefiel lindo! Prestes a descer as escadas rolantes, fugi para a montra e verifiquei o preço, não muito barato, mas estava com menos 20% do que o valor apresentado. Namorei-o um bocadinho, pensei em todos os contras de usar um macacão e no momento em que ia virar costas diz-me Ele "Não vais experimentar? É mesmo giro.", e era! Era a minha cara, vermelho e com pintinhas, por favor, tudo gritava a dizer que era a cara da Just (até o meu vestido de noiva tinha pintinhas!). O lado racional dizia que ir de macacão à casa-de-banho é uma trabalheira, que não estava propriamente a precisar de uma peça de roupa daquele género e que não era tão barato quanto isso. No entanto, o lado emocional (nossa! já nem me lembrava de fazer compras com o lado emocional!) gritava alto e bom som "É a tua cara!". Com alguma insistência d'Ele, que está sempre a dizer que só quero comprar livros e que me desleixo com a roupa, decidi dar-lhe uma oportunidade e experimentei o dito. Pronto, caldo entornado! Para quem não ia comprar roupa, para quem não precisava de roupa, descambei e saí da loja com um macacão pouco prático, mas lindo!

          Este fim-de-semana foi realmente um fim-de-semana de fazer umas quantas loucuras, algo a que não estou minimamente habituada! Apesar de tudo, de saber que foram peças um bocadinho mais caras do que aquilo a que estou habituada, estou na esperança que sejam peças para durar vários anos, pois só assim valerá o investimento. Quem diria que a Just se iria perder nas compras durante o fim-de-semana!

10
Ago18

A minha despedida da Inominável

 

         A Inominável de Agosto acabou de sair e com ela me despeço. A Equipa da Revista Inominável foi sempre fantástica, mas fazia todo o sentido depois de ter sido a noiva deixar a minha crónica de "Lá Vem a Noiva". A noiva deixou de o ser e a vida tem sido demasiado louca para conseguir acompanhar tudo e todos, com outros projectos em vista (pessoais e desejosa de que venham os profissionais) achei que esta seria a altura perfeita para optar por deixar a Revista Inominável na qual participei durante o último ano, primeiramente na publicidade e mais tarde na crónica. Tentei sempre dar o melhor de mim, mas senti-me falhar, enviando tudo nos prazos limites e falhando com a criatividade nas publicidades e nos contactos e quando sinto que o meu melhor está a falhar o ideal é deixar para uma altura melhor da vida. A vida muda e com ela as prioridades e os objectivos.

          Agradeço a compreensão da equipa, mas principalmente da Maria Alfacinha e da Ana CB com quem trabalhei mais ao longo desta jornada. Que a revista continue a crescer, como tanto merece, e parabéns por esta iniciativa e equipa! Obrigada Inomináveis!

 

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