Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

12
Jun18

Vamos Dar o Nó #16 Countdown: 30 dias!

 

        Ainda há pouco tempo partilhava com vocês o primeiro post em que anunciávamos o casamento. O tempo passou a voar e apenas faltam 30 dias para o grande dia. É estranha a forma como ainda tudo me parece um tanto ou quanto irreal. Eu sei que temos trabalhado imenso, as nossas profissões têm-nos preenchido o tempo, as obras e a preparação do casamento têm sugado o tempo das nossas vidas, mas a verdade é que tudo ainda me parece uma espécie de sonho. Se há momentos em que já senti na pele que sou uma noiva, em que aquela enorme festa será a nossa, há outros em que tudo me parece surreal, quase como se fosse a espectadora da história de outra pessoa. Não sei explicar a razão de sentimento tão contraditório, mas sinto-o na pele, de uma forma estranha, de um modo esquisito, mas ao mesmo tempo que me permite manter o distanciamento e não entrar em modo stress (acreditam que ainda ando bastante calma?). O tempo tem passado e o dia começa a aproximar-se, todos à nossa volta começam a demonstrar o entusiasmo, Ele começa a transmitir alguns sinais de nervosismo (típico d'Ele) e eu tenho andado extremamente calma em tudo o que toca ao casamento (as contas é que levaram um abanão imprevisto e isso é que me tem deixado um nadinha nervosa). Todos estranham esta minha tranquilidade, acho que todos esperavam que a esta altura eu andasse feita barata tonta para terminar o que ainda é necessário, no entanto sinto-me bem. Sei que faltam algumas coisas, mas acredito que se irão fazer, faltam algumas decisões, mas até no dia se decide em dois segundos e se as coisas não correrem como o planeado? Paciência, irão correr igualmente bem de outra forma. Os sobrinhos até podem não levar as alianças, o cabelo pode até começar a desfazer-se e até posso não aguentar a chegada à quinta com os sapatos, mas nada disso me parece preocupar, pois sei que se as coisas não correrem de uma forma, correm de outra. Sinto-me estranhamente calma. Há coisas para fazer, claro que há, mas acredito que ainda tenho mais que tempo para as concretizar.

       Apesar d'Ele estar sempre a referir que ainda falta imensa coisa, neste momento eu já começo a dizer que falta pouca (Ele é tãoooo stressado!). Finalmente a casa já começa a estar minimamente arrumada (só me falta lavar as panelas!), faltam uns pormenores de decoração como o tapete e as cortinas, mas nada que demore demasiado tempo. Neste momento só gosta que o sol chegasse de uma vez por todas para começar a tratar de pintar os muros com os meus pais e os portões da casa, mas também se tal não acontecer antes do casamento, não é por aí que o momento deixa de acontecer. Quanto ao casamento, parece-me também tudo lindamente encaminhado. Vamos lá ao ponto da situação comparando com o mês passado:

        - Escolher as flores da igreja e dos ramos, feito. As da igreja não faço bem ideia de como a coisa irá correr que ficou ao cargo da minha sogra, quanto ao ramo já está tudo orientado com a florista.

        - Fazer o marcador de mesas, fotografias digitalizadas e neste momento só falta mesmo editar, algo que farei com facilidade e rapidamente.

        - Experimentar maquilhagem e penteado, feito. Já está tudo decidido para o grande dia.

       - Comprar os bilhetes de comboio para ir para Lisboa apanhar o avião para a lua-de-mel, Ups, quero ver se desta semana não passa porque também preciso de comprar os bilhetes para ir ao Rock in Rio;

        - Escolher as leituras e momentos da cerimónia, Já temos tudo orientado, só falta mesmo sentarmo-nos e decidir.

        - As aulas de dança, lá tive de ceder aos desejos do homem e já começamos as aulas, mas realmente confirma-se a minha falta de jeito para a dança.

       - Fazer os cones para as pétalas, Ele quer fazer mais, por mim já estavam mais que feitos, por isso vou considerar a tarefa feita;

        - Ir buscar as alianças, já as fomos buscar e estou completamente apaixonada por elas, são realmente lindas!

        - Fazer as mesas, eu já fiz as da minha família e dos amigos, Ele agora que se arranje com a família d'Ele.

        - O vestido, já fui à primeira prova e agora fico a aguardar que a costureira me volte a ligar, mas fiquei agradavelmente surpreendida com a primeira prova.

        - Terminar um pormenores, uns ficaram prontos, outros nem tanto.

        - Despedidas de solteiro. As despedidas  de ambos já aconteceram e foram momentos que nos marcaram.

       Não ache que o que falta seja motivo para grande stress, mas acredito que até ao dia o tempo continue a voar como até aqui o tem feito. Acredito que andarei sempre ocupada e que não irei conseguir focar em muito mais, no entanto acredito mesmo que estamos num bom caminho e esta tranquilidade que tenho este mês em mim só me vem dar uma energia nova. E assim, num abrir e fechar de olhos, já só faltam 30 dias.

11
Jun18

O que não abdico com a chegada do Minimalismo

(Imagem retirada daqui)

 

       Já perdi a conta às vezes que vos falei de como o Minimalismo me tem trazido alguma tranquilidade à vida. Inúmeras foram as vezes que partilhei com vocês as vantagens e desvantagens do Minimalismo e até já partilhei com vocês o meu conceito de Minimalismo, mas surgiu-me recentemente a ideia de partilhar com vocês aquilo que realmente decidi não seguir do Minimalismo ou pelo menos das dicas que tenho visto em alguns sites. O que eu adoro no Minimalismo é a sua essência, de menos é mais, de trazer a felicidade para as nossas vidas e adoro a forma como é adaptado à forma de vida de cada pessoa. Podemos considerar-nos minimalistas sem ser necessário contermos apenas uma mala de coisas, podemos considerar-nos minimalistas mesmo com um armário de roupa de várias cores ou, até mesmo, podemos considerar-nos minimalistas com uma incrível colecção de selos. O Minimalismo não é um conceito ou um estilo de vida restrito, um estilo de vida que tenha regras rigorosas, é simplesmente um conceito que nos ensina a procurar aquilo que realmente nos dá felicidade e que nos obriga a consciencializar de que nem sempre os bens materiais são a fonte da nossa felicidade.

        Tenho aprendido imenso com o Minimalismo, mais do que me separar das coisas tenho aprendido a conhecer-me melhor, tenho aprendido a compreender as fontes da minha felicidade e a redefinir as minhas prioridades. O Minimalismo tem-me obrigado a parar, algo que nos dias de hoje parece quase impossível, seja pela imposição social, pelos media ou até pela vida profissional que nos rouba cada vez mais horas. O Minimalismo tem-me obrigado a repensar em todas as verdades que tinha como adquiridas na vida e a avalia-las novamente e isso, essa consciencialização, essa forma de mudar o meu pensamento, é que tem-me dado a tranquilidade que tanto quis durante a minha vida. Aprendi realmente que ter menos coisas me dá felicidade, aprendi realmente que não é ao ter o último telemóvel topo de gama que sou feliz, mas sim com as pequenas coisas, com o tempo livre que consigo reservar em cada dia para mim. O Minimalismo ensinou-me tudo isso, mas ajudou-me também a conhecer-me melhor. Hoje estou convicta do que quero para a minha vida e do que realmente me faz feliz.

        As fases são fáceis, sempre contínuas e nunca com um objectivo final, alias, apenas com um objectivo e não uma meta, a melhoria na qualidade de vida e a felicidade. Comecei por me separar de coisas que já não usava, depois passei a conseguir separar-me da maioria das minhas memórias que não me traziam energias positivas e ainda cheguei à fase de fazer uma selecção na minha vida social (isso inclui nos meios virtuais). Foram fases, passos que tive de dar para chegar aonde estou, mas quem entra na minha casa, no meu quarto, na minha sala, na minha nova cozinha, não vê o vazio que tantas vezes caracteriza o Minimalismo. Tenho um guarda roupa cápsula, mas não é só em tons brancos e cinzentos. Tenho os armários arrumados, mas não tenho apenas dois pares de calças. E tenho objectos decorativos pela casa, poucos é verdade, mas todos contêm a sua história. E é esta versatilidade, esta adaptação que me faz adorar o Minimalismo. Sigo-o e quero continuar a seguir, mas sei que (pelo menos para já) há coisas das quais não me irei separar, nomeadamente:

        - Os meus livros. Sou incapaz de me imaginar a vender os meus livros ou a separar-me deles, mesmo neste momento eles estando encaixotados à espera da casa que ainda não está a ser planeada. Os livros são a minha perdição, são os meus objectos mais preciosos e aqueles que me trazem todos os tipos de sentimentos e sou incapaz de os ver partir. Parte-me o coração saber que neste momento estão todos em caixas, quanto mais levá-los para qualquer lugar ou dá-los a outras pessoas. Os livros que leio (sim, porque todos os que tenho já os li) fazem parte de mim, da minha história e não é ao ficar com eles que deixo de gostar do Minimalismo.

        - As fotografias impressas. Cada vez mais gosto de ver as fotografias no seu estado físico, tenho a plena consciência que posso ver mais vezes as fotografias quando as tenho numa caixa do que numa pasta no computador. Não as imprimo todas, imprimo apenas as que realmente gosto e guardo-as numa caixa de madeira para mais tarde as rever. Sei que a maioria dos Minimalistas diz para as guardarmos em formato digital, mas eu gosto de tornar as coisas especiais em minhas, algo que possa tocar e por isso sou incapaz de seguir com esta regra. Mas se as minhas fotografias me trazem felicidade é porque é algo que devo permanecer na minha vida.

       - A minha roupa com cores. Tenho um armário cápsula por estação, apercebi-me quando fiz um portefólio daquilo que tenho no armário, cumpro o número de 33 peças (se excluirmos a roupa interior), mas não tenho roupa apenas em tons cinzentos e brancos, algo que se vê muito por aí quando o assunto é armário cápsula. Adoro vermelho, verdes e azuis e não vou apenas mudar porque a maioria das bloggers o aconselha porque é mais fácil de combinar com outras peças. Eu sigo a essência do armário cápsula mantendo o número de peças que uso com regularidade, fazendo girar todas as roupas ao longo do mês, mas não me peçam para tirar a cor da minha vida.

      - Não me peçam para ter dois copos, dois pratos e por aí fora. É impensável fazê-lo principalmente para quem utiliza a máquina da louça ou para quem gosta de receber pessoas em casa, que é o nosso caso. Ocupa espaço, é verdade que não é utilizado com muita regularidade, mas é necessário e não posso ter um número tão limitado de louças. Não tenho a casa atolada de coisas, são todas práticas e utilizadas, algumas com menos frequência que outras, mas são realmente bens necessários para bem receber.

        São algumas coisas que vemos serem eliminadas na maioria dos Minimalistas. São quatro coisas que nos aconselham a fazer a eliminação física na nossa vida, mas a verdade é que para mim são importantes e por isso sei que devem estar presentes na minha vida. E se deixo de ser Minimalista? Não. Não existe um culminar do Minimalismo, apenas conceitos diferentes para cada pessoa e isso é a essência do Minimalismo. O meu conceito de Minimalismo poder ser diferente do teu, mas nunca deixará de ser Minimalismo. É esta abertura, esta busca pela felicidade em cada um de nós que me faz andar tão encantada com o Minimalismo.

08
Jun18

Mais que Reciclar, É Preciso Reduzir!

(Imagem retirada daqui)

 

      Durante muito tempo achei que fazia a minha parte no que dizia respeito ao meio ambiente. Sempre fiz a reciclagem, sempre fiz a compostagem e até sempre tentei reutilizar o máximo possível de coisas até as ter de enviar para o lixo. Sempre considerei que a reciclagem, aquilo que durante os anos escolares nos tentaram incutir, era o caminho para um mundo mais saudável, com menos lixo e com menos desperdício. No entanto, nas últimas notícias parece que me enganei redondamente. O alarme em volta do plástico tem sido tão grande que decidi pesquisar, afinal se eu enviava todo o plástico para a reciclagem como era possível haver tanto plástico espalhado pelos oceanos e pelas praias? Ingenuamente, sempre considerei que a reciclagem seria a solução para todos os problemas, até ter aprendido que afinal grande parte dos plásticos não são recicláveis.

       A última premissa abanou totalmente o ser ecológico que tenho dentro de mim. Admito que fiquei verdadeiramente chocada e assustada. Mas então que raio acontece ao plástico que não é reciclável? Mas afinal que ando eu a usar que não é reciclável? Mais do que alguma vez poderia imaginar. Tudo aquilo que sempre me ensinaram sobre ecologia, hoje parece-me insuficiente, parece-me calunioso e extremamente incompleto. Desde pequena que me diziam que reciclar era ajudar o ambiente, que reciclar era o mais importante, mas nunca me disseram que grande parte do lixo que envio para a reciclagem não é realmente reciclável e que quando não o é ou vai parar a aterros ou ao oceano. Fiquei parva com as inúmeras coisas que uso no dia-a-dia e que envio para a reciclagem e que de nada serve. Cada vez mais tenho a consciência que é necessário reciclar, mas mais do que isso é necessário reduzir.

      Não sei se serei a única ignorante sobre estas coisas, mas desde que me dediquei um bocadinho ao Zero Desperdício que tenho vindo a pesquisar mais e mais sobre o assunto. Não me quero tornar numa extremista, mas quero realmente ajudar o ambiente e diminuir a minha pegada ecológica, sinto-me responsável pelo lixo que faço e cada vez mais tenho noção disso. Quero ajudar o ambiente, mantendo uma vida confortável, mas consciente e com informação, o que acho que acaba por faltar a muita gente. Se só agora que me dediquei a pesquisas sobre o assunto aprendi inúmeras coisas, imagino as pessoas que passaram por ignorantes (como eu) mesmo querendo ajudar o ambiente. Este último fim-de-semana foi também um grande abrir de olhos para mim, começamos a arrumar o enxoval e a lavar as louças que adquirimos ao longo dos últimos anos (altura em que ainda não me tinha consciencializado para este tipo de acções e situações) e fiquei assustada com a quantidade de papel e plástico que tenho para reciclar que envolvia todos os materiais. Tenho no meio da minha cozinha uma caixa enorme que transportou as nossas cadeiras cheia de papel e outro saco gigante com os plásticos de todas as embalagens. É realmente assustadora a quantidade de lixo que produzimos de forma inconsciente.

      Nesta minha saga de pesquisas sobre como diminuir o plástico e ter consciência sobre o plástico que não é reciclável aprendi que ainda tenho um longo caminho a percorrer. Já recuso os sacos, já reutilizo há anos as garrafas de água, utilizo fósforos e raramente utilizo palhinhas. Contudo, nestas mudanças de casa e nestas novas aprendizagem aprendi que preciso de encontrar alternativas aos discos de algodão, às cotonetes de plástico, às palhinhas e às esponjas da louça. Claro que não vou mudar da noite para o dia, é óbvio que não posso gastar enormes quantias de dinheiro de uma só vez e é claro que não vou desperdiçar o que ainda tenho em stock, mas a verdade é que nunca mais quero comprar estes produtos de forma descartável. São produtos que não são recicláveis e que facilmente vão parar a aterros ou aos oceanos e se posso evitar contribuir para essa quantidade de lixo absurdo, prefiro fazê-lo. É verdade que só até à pouco tempo descobri o perigo destes materiais, mas quero mudar assim que possível, sinto essa necessidade. A minha saga pelo Zero Desperdício e pela diminuição do plástico está apenas no início, sinto que esta irá ser uma longa caminhada. Mais do que reciclar, precisamos de reduzir.

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)
Revista Inominável

Nas páginas de...

2018 Reading Challenge

2018 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal