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justsmile

15
Mar19

Será Déjà vú?

(Imagem retirada daqui)

       Ultimamente os meus sentimentos, os meus pensamentos e até o meu corpo parecem estar a reviver o ano de 2018 ou será tudo apenas uma espécie de Déjà vú? A necessidade de leveza que pedia em 2018, a necessidade de desacelerar a minha vida e até o rol de doenças parecem ter ressurgido neste novo ano. Olho para mim e parece que voltei ao ano de 2018 e apesar dos problemas serem outros, as circunstâncias serem diferentes e até a vida ter dado uma volta de 180º, a sensação que tenho é que os pensamentos são exactamente os mesmos de há um ano atrás. Algo parece estar a falhar nestes inícios de ano, parece que tudo e mais alguma coisa acontece, que o tempo se escasseia e que a saúde se ressente de uma forma que nem eu consigo explicar. Sinto-me novamente cansada, corpo e mente, sinto que o mundo me tem caído nos ombros e a vontade de ter férias em breve é imensa (e ainda estou à espera da aprovação das férias da Páscoa...)! Depois, paro para pensar, e tudo me parece ridículo, principalmente este tipo de pensamentos. Tenho tudo o que sempre quis, um lar, uma vida a dois, um trabalho que adoro e ainda assim parece que o tudo de desmorona à minha volta. Contudo, os sentimentos de há um ano atrás voltam a fazer-se sentir, o cansaço, a falta de paciência, este peso que teima em desaparecer, tudo me transmite uma estranha sensação de déjà vú "Porra, parece que já vivi isto".

      Ingenuamente considerava que ao alcançar os meus objectivos, ter uma casa, casar e até mudar de emprego, tudo seria perfeito à minha volta e até certo ponto é, sinto-me extremamente feliz com isso, mas... O raio deste "mas" teima em surgir e trazer consigo os sentimentos negativos. Apesar de todas as conquistas e sonhos realizados em 2018, estou com a sensação que 2019 está a tornar-se numa replicação do ano que passou, de todos os seus momentos menos bons e assim-assim. A correria mantém-se, as loucuras também e o excesso de trabalho não diminuiu nem um bocadinho, digam se não é exactamente a mesma coisa de que me queixava no ano passado? Como vou eu dar a volta a esta situação?

 

14
Mar19

Conversas de café

(Imagem retirada daqui)

       Esta semana, numa escapadinha rápida, fui tomar café com uma amiga que não via há anos. E não recorro à expressão "há anos" como eufemismo, mas como uma expressão literal. Amiga desde a época do ciclo, raramente nos encontramos, raramente até trocamos mensagens, mas a nossa amizade é uma daquelas que por muito que o tempo passe as coisas parecem estar exactamente na mesma. É uma daquelas amizades reconfortantes que por muito tempo que passe a conversa flui e não existe qualquer tipo de tabú entre nós, sem dúvida que é uma daquelas amizades reconfortantes e que nos aconchegam o coração.

      Depois de tanto tempo sem nos vermos ou pararmos para tomar um café as coisas continuaram iguais, a conversa fluiu naturalmente, não houve qualquer tipo de constrangimento e falamos durante uma hora e meia sem parar e terminamos com a sensação que ainda havia tanto por dizer. No entanto, no fim desta nossa conversa ambas ficamos com a sensação de que só falamos de coisas negativas que aconteceram na nossa vida ao longo dos últimos anos. Falamos de empregos, de desemprego, de perdas, de sustos, de problemas e a lista foi tão grande, tanto para uma como para outra, que nem deu tempo para contar as coisas boas que a vida nos trouxe. Ambas estávamos com tanta vontade de falar sem filtros sobre as nossas preocupações que apenas falamos sobre coisas negativas, logo eu que não costumo ser uma pessoa muito negativa. Sinceramente não sei dizer como tal coisa aconteceu, parece que por momentos nos esquecemos das coisas boas que nos aconteceram pelo caminho, que o negativo teve maior relevância que o positivo e isso nunca é verdade. Nem sei bem como a conversa se encaminhou para tanto problema, mas a verdade é que demos por nós a pensar só em coisas menos boas. 

        Na hora de nos despedirmos, com a promessa de um novo café, ficou também a promessa de uma conversa sobre as coisas boas. Admito que fiquei a pensar na nossa conversa, não sobre as coisas que se passaram, mas no seu geral, de como naquele momento apenas nos focamos nos problemas, de como apenas falamos que coisas que nos doeram que custaram a ultrapassar, e fiquei triste com isso. Gostava de ter falado das coisas boas, tanta coisa me aconteceu nos últimos dois anos, tantas mudanças, tantas conquistas, contudo, inconscientemente o negativo sobrepôs-se as coisas boas terão de ficar para uma próxima conversa.

          Será que estas coisas só acontecem comigo?

13
Mar19

Como nos colocamos em tal posição?

(Imagem retirada daqui)

       Admito que o meu guilty pleasure é o canal da TLC, aquele canal onde dão reality shows como Say Yes to the Dress ou 90 days to wed, ok, admito que são programas em que nada consigo aprender, mas que me fazem desligar do mundo. Ultimamente até pouco tenho visto, por falta de tempo e até de paciência, e quando vejo utilizo a timeline para avançar mais um pouco. Contudo, eu que até gosto destes programas não consigo compreender a essência dos reality shows que passam nos canais portugueses e o pior? Não percebo como nós mulheres nos sujeitamos a tamanhas coisas para conseguirmos aparecer na televisão cinco minutos.

       O mundo lá fora tem falado e criticado Quem quer casar com o meu filho? e Quem quer namorar com o agricultor? e ontem, num momento de loucura, decidi voltar para trás na box e ir verificar do que meio mundo fala e que outro meio mundo critica. E a conclusão que tirei? Não censuro as mães que sempre trataram os filhos como barões e que agora querem que continuem a ser tratados como reis, não censuro os homens que lá estão porque sabemos que os homens, principalmente os que participam nestes programas não são muito dotados de sensibilidade, apenas de estímulos visuais e hormonais (já para não falar na idade dos meninos que participam, maioritariamente, nestes programas), mas censuro todas as mulheres que se colocaram nessa posição ridícula de serem avaliadas para agradar a um homem. Desculpem, mas não me cabe na cabeça como é que qualquer mulher se coloca na posição de tentar agradar a um único homem, que possivelmente nem escolheu, para conseguir ganhar seja o que for. Nestes programas os homens são vistos como o apogeu da espécie humana em que têm de ser servidos, agradados e até conquistados pela melhor candidata, a decisão será dele e das mãezinhas e a opinião da mulher não existe, simplesmente tem como objectivo conquistar um homem que até nada lhe pode dizer (sim, digam-me quantos casos de sucesso há nestes programas...).

        Numa época em que cada vez mais se fala no equilíbrio de direito entre os géneros, numa época em que cada vez mais se fala nos direitos da mulher e na sua independência, como é possível que nós próprias nos coloquemos em tal posição? Nós próprias conseguimos ridicularizar tudo aquilo que tem sido dito e pelo qual tantas outras mulheres lutam. Nada tenho contra as mulheres que querem apenas ser donas de casa e criar os filhos por opção, mas muito tenho a dizer sobre as mulheres que não pensam nos seus direitos enquanto mulheres, por muitas opções diferentes que possam fazer. Mais do que a insensatez de tal programa fiquei demasiado preocupada com a auto-estima daquelas mulheres, com o seu conceito de direitos e deveres, mas também a necessidade de agradarem a alguém só porque sim. Nós, mulheres, somos o nosso próprio maior inimigo e acabamos por denegrir a nossa própria imagem. Nós, mulheres, colocamo-nos em posições ridículas e não consigo perceber porquê, parece que tudo o que tem sido dito nos últimos tempos não tem qualquer tipo de valor. Não consigo perceber porque nos entregamos a tamanho ridículo.

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