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justsmile

11
Dez19

O que aprendi em 2019?

(Imagem retirada daqui)

        Todos os anos têm sido compostos por aprendizagens, uns mais que outros. A verdade é que os anos mais difíceis são aqueles que nos transformam e nos ensinam mais. Tornam-nos mais resilientes. Como se diz por aí, o que não nos mata torna-nos mais fortes. Sinto que este ano foi um bocadinho isso, tornei-me mais resiliente e percebi que o 'limite' de sanidade mental parece não ter limite, por muito que me sinta no fundo. Este ano caí, lá para o meio do ano, senti que o peso que suportava nos ombros era demasiado pesado e que precisava de me aliviar dele. Foi quando as coisas começaram a ficar mais claras e mais fáceis de suportar. 2019 foi um ano difícil, mas foi um ano em que tive de aplicar algumas estratégias para conseguir manter-me eu própria, para conseguir sobreviver às fases difíceis que surgiram .

         Em 2019 aprendi que a tranquilidade tem de partir de nós próprios, que só nós conseguimos encontrar a nossa própria calma. Que temos de nos focar em nós próprios para conseguirmos manter a nossa tranquilidade e não permitir que estejamos dependentes de factores externos para conseguirmos a nossa serenidade. Necessitei de definir novas estratégias para trazer alguma tranquilidade na minha vida, quando tudo à minha volta estava o caos. Não foi fácil, aliás, extremamente difícil quando tudo à minha volta me caia nos ombros, mas necessitei de definir limites e só assim consegui escapar à loucura. Compreendi que deixar alguns dos problemas fora da minha porta de casa foi importante, senti que era mais importante proteger-me do que lidar imediatamente com algumas situações e isso foi-me essencial. E a tranquilidade? Só nós a conseguimos encontrar, mais ninguém.

         Aprendi, aliás, reaprendi e relembrei que não sou feita de ferro. Tenho o terrível hábito de aguentar tudo por todos, por mim e não me deixar ir a baixo em momento algum. Mas este ano tive mesmo de quebrar em algum momento, tive de chorar, extravasar para voltar a levantar-me com força. Tive que admitir que não estava bem, que estava no meu limite e que estava a entrar numa fase negra. Tive de admitir que o cansaço já estava a ser extremo e que a saúde se estava a ressentir. Tive de admitir que não sou tão forte como quero fazer crer e que também choro, mesmo que não o vejam. Este ano relembrei-me que sou humana e que não consigo aguentar tudo sobre os meus ombros.

         Isto fez-me lembrar que preciso de cuidar de mim e que amor próprio não é egoísmo, que é necessário treinar a mente para as coisas boas. Eu sei que ao longo dos últimos anos tenho-me dedicado a estas estratégias para sobreviver às adversidades da vida, mas verifiquei que tive de recorrer a todas as estratégias e mais algumas para conseguir lidar com o meu dia-a-dia. Não foi fácil, mas os momentos de reflexão por estes lados ajudaram-me a assentar os pés na terra e a compreender o que é verdadeiramente essencial para mim e a redefinir as minhas prioridades.

         Contudo, uma das maiores aprendizagens deste ano foi realmente a aceitar o que não posso mudar. Compreender que não posso mudar as coisas que não são minhas e que não posso tentar melhorar a vida de tudo e todos, principalmente quando as pessoas não querem a nossa ajuda. Demorei a aprender esta lição, foi me muito custoso até lá chegar, mas pelo menos aprendi. Aprendi que temos de aceitar as opções das outras pessoas e deixar viverem a sua vida, mesmo quando na teoria dizem que necessitam da nossa ajuda, contudo na prática tudo o que dizemos é um redondo não. Aprendi a desligar a parte de mim que tentava resolver tudo e deixar simplesmente rolar. Foi a partir desse momento que comecei a sentir-me mais tranquila e que o peso nas minhas costas ficou mais leve.

           Este foi um ano de muitas aprendizagens, sinto que apesar de ter sido um ano menos positivo, aprendi muito e termino 2019 com a sensação de estar mais forte. Se calhar mais dura aos olhos dos outros, menos sensível e até menos carinhosa para alguns, mas necessitei de me proteger e sinto que o fiz da melhor maneira possível. Sei também que termino o ano com um bocadinho menos de paciência para algumas coisas e pessoas, mas estou na esperança de que o tempo e que 2020 me ajude a realmente deixar para trás o ano que está a terminar. Até porque as conquistas e o crescimento não pára com o virar de mais um ano.

 

03
Dez18

O que aprendi em 2018?

(Imagem retirada daqui)

      O ano que está a terminar foi um dos melhores anos da minha vida, está no topo da lista daqueles anos que nos enchem o coração e de boas memórias. Foi um ano de muitas mudanças, de muitos desafios, mas também de muita luta e muita persistência. Este foi o ano de provar a mim própria muita coisa, de aprender comigo própria, com a minha vida e com as minhas opções e decisões. Foi um ano em que aprendi com os meus erros, com as minhas decisões e com as minhas reflexões. O ano de 2018 fica marcado pela mudança, mas também pelas aprendizagens que fiz de mim própria.

      Aprendi que estou rodeada de bons amigos e família. Eu já o sabia, sempre o soube. Não tenho muitos amigos, mas os que tenho são realmente bons e este ano tive a prova disso. Já o sabia, mas vê-lo e senti-lo como senti no dia do nosso casamento foi diferente, foi uma certeza muito forte, muito própria e compreendi que estou rodeada de pessoas que me querem ver feliz, que me querem realmente bem. Entre eles não vejo falsidade, não vejo más intenções e quem esteve presente naquele dia encheu-me o coração de uma forma que nunca tinha sentido. Quando fomos ler na igreja foi quando me apercebi que todos os que ali estavam eram por nós, que todos nos dariam a mão em situações de aperto, que todos ali partilhavam a nossa felicidade. Naquele dia, naquele momento, confirmei que a felicidade deve ser partilhada.

       Aprendi que afinal os sonhos se concretizam. Durante tanto tempo tive medo de sonhar, durante anos controlei os meus sonhos e os enjaulei para não cair na desilusão, até ao dia em que voltei a sonhar. Lentamente, passinho a passinho como um bebé que aprende a caminhar. Este ano não aprendi a sonhar, aprendi sim que os sonhos se concretizam. Casei com o meu melhor amigo, com o amor da minha vida, um sonho que esteve em mim desde sempre, e que se viu concretizado. Os sonhos podem demorar a serem concretizados, mas quando o são têm um sabor especial, uma sensação de concretização que não se consegue explicar. Vale a pena sonhar, vale a pena lutar pelos nossos sonhos, porque mais cedo ou mais tarde acabam por se concretizar.

       Aprendi a dizer mais vezes 'não'. O tempo, a obrigação de poupança, o trabalho em excesso ensinaram-me a dizer mais vezes que não. "Não posso. Não dá. Não consigo." palavras que entraram mais vezes no meu vocabulário como um método de auto-defesa, fosse para descansar mais um pouco, fosse para poupar para os meu objectivos ou até para não me assoberbar de trabalho. Matei em mim a sensação de culpa e o único 'se'? Se calhar devia tê-lo feito ainda mais vezes do que realmente fiz.

      Aprendi que nem sempre as pessoas fazem por ti o que tu fazes por elas. Infelizmente. Senti-me triste, desiludida por compreender que nem sempre a amizade é bilateral, ou que o conceito de amizade é semelhante. Doeu, talvez ainda doa. Pensava que já tinha aprendido esta lição no passado, mas afinal continuo ainda a não ter a lição bem estudada e voltei a cair na desilusão. Aprendi que nem sempre as pessoas fazem por mim aquilo que faço por elas, mas talvez fosse necessário aprender esta lição, voltar a compreender que nem toda a gente merece a nossa atenção de forma igual.

        Aprendi que consigo sempre aquilo por que luto. Pode demorar, imenso até. Pode ser duro, como foi, mas desistir nunca foi uma opção e valeu bem a pena! Voltei a trabalhar como terapeuta da fala e nunca me senti tão concretizada num emprego. Houve muitas quedas antes de conseguir voltar ao mercado do trabalho, houve muitas desilusões e até lágrimas, mas voltei. É verdade que o desemprego é certo dentro de alguns anos, mas até lá? Até lá vou agarrar esta oportunidade e tirar o melhor partido dela.

       Aprendi que a vida nunca pára. Achei, ingenuamente, que casando e conseguindo a nossa casinha as coisas iriam acalmar, que iríamos ter mais tempo para relaxar, mas a vida deu uma volta de 180º e nada parou. O tempo continuou a ser escasso, o número de tarefas aumentou e de um objectivo alcançado passamos imediatamente para o próximo. É bom, tem sido fantástico, mas extremamente cansativo e tenho a sensação que a vida irá ser sempre assim, passar sem parar.

       Este foi sem dúvida um ano de muitas aprendizagens, muitas lições. Não foi tudo um mar de rosas, longe disso, mas o balanço é tão positivo que apenas me posso sentir grata, mesmo com as coisas menos positivas. Que o próximo ano seja um ano de boas aprendizagens!

 

 

20
Abr18

Tirar o melhor partido das coisas

(Imagem retirada daqui)

 

       A vida surpreende-nos muitas vezes, umas vezes de uma forma positiva e outras de forma negativa. A vida nunca é 100% aquilo que planeámos, por muito que tracemos planos, que definamos objectivos e até que nos foquemos apenas neles, há sempre forma de a vida nos dar a volta. Nunca temos o controlo total sobre a nossa vida. É cheia de imprevistos, pequenas coisas que nos alteram o percurso e que fazem com que de uma forma ou outra tenhamos de nos adaptar às novas circunstâncias. Umas vezes a adaptação é fácil, rápida e imediata. Não é necessário processar a informação, lidar com sentimentos ou complicar. Outras vezes essa adaptação é mais demorada, é necessário incutir na nossa cabeça que o percurso foi alterado, sem saber a razão, motivo ou consequência, apenas sabemos que é necessário traçar um novo percurso e começar tudo do zero. E são estas alterações de percurso mais profundas, mais complexas que demoram mais a serem aceites, até porque muitas vezes, durante uma vida inteira, tentamos criar a passadeira para percorrer um único caminho para atingir um objectivo. Não é fácil mudar o caminho, é terrivelmente complicado perceber que encontramos um muro no meio e que não temos altura suficiente para o subirmos, dói perceber que temos de voltar para trás e procurar um caminho alternativo. Por vezes até é necessário fazer o luto daquele objectivo ou até mudá-lo de forma tão drástica que ao vê-lo já nem é o mesmo que um dia foi. Mas a vida é assim mesmo e o que digo para mim, acredito que cada um de vocês também poderá ter passado por algo assim. Acredito que nenhuma das vidas com que me cruzo na rua seja exactamente aquilo que um dia foi planeado.

      É simplesmente o conceito de é a vida. Uns adoram esta imprevisibilidade, outros odeiam não conseguirem ter o controlo das suas vidas ou das suas opções, eu encontro-me no meio termo. O ideal é aprendermos a lidar da melhor forma com esta imprevisibilidade que a vida nos dá. Parece tudo muito idílico e poético, falar em aceitar a vida quando esta só parece complicar-se, quando esta parece estar rodeada de ondas de azar ou até quando a queda é tão grande que se torna difícil de levantar. Eu sei, eu compreendo tudo isso, já passei por lá, mais que uma vez até, mas tenho desenvolvido em mim uma coisa que há uns anos não conseguia fazer, aceitar e lidar com as coisas de frente. Se me dissessem aos 12 anos que os meus pais iriam fechar o negócio que mantinham há mais de 20 anos, se me dissessem que o meu pai iria imigrar ou que seria a última pessoa a ver a minha avó paterna viva, eu nunca iria acreditar. Se me dissessem que um dia iria trabalhar 9h por dia sentada a uma secretária em frente a um computador eu iria negar tal possibilidade e diria que estariam loucos. Mas a vida aconteceu, deu-me tantas voltas e aqui estou eu, com todas essas coisas ultrapassadas e se na altura não consegui, agora consigo atribuir lições a cada um destes acontecimentos na minha vida, acontecimentos que me fizeram cair, que me fizeram questionar, mas que no fundo me deram muitas lições e que me trouxeram à pessoa que sou hoje. Foi a vida. Não tenho a quem culpar, talvez um bocadinho da má sorte, mas hoje tenho a capacidade de compreender que de coisas terríveis, difíceis ou até de simples imprevistos conseguimos sempre tirar o melhor de cada acontecimento.

       Este é também um pensamento que tenho tentado meter na minha cabeça. Não costumo fazer-me de vítima perante os outros, não gosto de demonstrar o quão em baixo algumas situações da vida me deixam, mas mentalmente (durante muito tempo) senti-me injustiçada, afinal nunca tinha feito tanto mal para receber tudo aquilo. Lidei com todas as situações de uma forma diferente, mas agora compreendo que aprendi com todas elas e que todas elas me ensinaram coisas que ficarão comigo para o resto da vida. É possível tirarmos algo bom das quedas, nem que seja para nos conhecermos melhor, para demonstrar o quão forte e corajosos conseguimos ser. Eu, a maior lição que tirei de todas as quedas que já dei, de todas as alterações que tive de fazer ao longo do caminho é que sou mais resiliente do que alguma vez pensei ser. Sou mais forte do que aquilo que pensava ser. Sou mais corajosa e desenrascada do que aquilo que transmito ser. Não é fácil, mas também nunca nos disseram que a vida é fácil e apesar de todos os percalços nunca tive a capacidade para dizer sou infeliz. E isso faz-me sentir orgulhosa, não só consegui ultrapassar a dor, o luto, o cansaço e a frustração, como consegui sempre encontrar algo de bom na minha vida. Vejo-me como uma pessoa com pouca sorte em alguns aspectos da minha vida, mas vejo-me como uma pessoa feliz. Nunca consegui deixar de sorrir, mesmo que o sorriso tivesse dias mais fracos e sobreposto com algumas lágrimas. Nunca deixei de ter um bocadinho de esperança em mim, por muito fraca que fosse. E nunca, mas nunca deixei de acreditar que tudo iria passar, mesmo que por vezes os dias parecessem infinitos.

       Acredito que conseguimos criar a nossa própria felicidade, sou apologista da crença que só não somos felizes porque não queremos e acho que tirar o melhor de cada situação que a vida nos dá é o melhor caminho para a felicidade. É claro que nem sempre é fácil, é óbvio que há dias em que as forças nos faltam e que precisamos apenas de nos deixar cair, mas é quando nos decidimos levantar, quando deixamos a poeira assentar que conseguimos ver com maior clareza que apesar de tudo há sempre algo para estarmos gratos. A vida tem-me ensinado que podemos sempre aprender o melhor das piores situações possíveis. A vida tem-me ensinado que quando caímos, conseguimos sempre levantarmo-nos, mesmo que não seja da forma que idealizamos. A vida tem-me ensinado que aprender com ela é meio caminho andado para a felicidade.      

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