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justsmile

03
Jan18

Frasco da Gratidão para 2018

(Imagem retirada daqui)

 

       Este ano decidi que uma das coisas que queria implementar em 2018 seria criar um Frasco da Gratidão. Há quem tenha um diário, há quem tenha listas, eu decidi que este ano seria um frasco. Sinto que por vezes me distraio das coisas boas que a minha vida tem, sei que até sou uma pessoa que se tenta focar nas coisas boas e que está atenta às pequenas coisas, mas apercebi-me que nos momentos mais difíceis esqueço-me das coisas que tenho para agradecer. Acredito que seja um processo natural, focar-nos nas coisas tristes quando estamos em baixo, mas eu quero fazer o inverso, quando estiver triste, frustrada, irritada e tudo o que considero ser um sentimento negativo, quero conseguir lembrar-me das coisas boas que a vida me tem dado. Assim, nesses momentos quero colocar dentro deste frasco, ao longo de 2018, as coisas que tenho de agradecer, as coisas pelas quais estou grata. Será um excelente exercício de reflexão, obrigar-me-á a parar, respirar e pensar naquilo que realmente tenho de bom. A vida nem sempre é fácil, exige demasiado de nós, acabamos por ver os nossos sonhos afastados e é nesses momentos que sinto mais a necessidade de me lembrar o que tenho de bom. Quero queixar-me menos em 2018, quero pensar menos de forma negativa e quero sorrir com aquilo que tenho, com aquilo que tenho a agradecer.

      Já fiz um projecto semelhante em 2014, em que durante um ano escrevi os melhores momentos e que os colocava no frasco, este ano apenas me quero focar na gratidão. É importante sentir-me agradecida, é importante ter a capacidade de me lembrar que sou forte, que tenho tanto neste mundo que me faça sorrir. 2018 será o ano em que quero focar-me na gratidão. 2018 será um ano de estar grata!

       Há por aqui alguém que irá fazer algo semelhante?

 

02
Jan18

Janeiro, uma nova página

(Imagem retirada daqui)

 

       2018 acabou de chegar e 2017 já faz parte do passado. 2017 deixa as saudades das férias, deixa as recordações de um bom Natal e de uma boa passagem de ano (sempre em família) e deixa também muitas lições. Este ano as tradições quebraram-se e pela primeira vez eu e os meus irmãos preparamos a ceia de ano novo. Pela primeira vez no dia 1 fiquei por casa no sofá com umas dores de garganta terríveis e pela primeira vez senti que as coisas estavam mesmo a mudar, não que isso seja totalmente mau. No entanto, a entrada do novo ano, apesar de começar com um carga enorme de trabalho logo nos primeiros dias e com a promessa de pouco tempo livro logo nos primeiros 30 dias, traz também uma nova energia. Mais que energia, uma vontade enorme de que seja um excelente ano, de retirar o melhor dele. E assim começa 2018, com um Janeiro frio e chuvoso, mas com a promessa de bons dias de sol e de alegria.

       Janeiro chega sempre com a vontade de mudança, de crescimento pessoal. Chega com um agradável odor a esperança e sinto isso no meu corpo. Para este Janeiro defino apenas alguns objectivos, sei que será um mês com mais trabalho que o habitual, com pouquíssimo tempo livre, sei que será um mês de mais decisões, mas também sei que será um mês que passará num abrir e fechar de olhos (não irá ser também assim o ano de 2018?). Assim para Janeiro, para começar bem o ano, espero conseguir:

 

       1º Regressar à piscina e ao Body Jump, isto de tirar férias muito espaçadas entre si faz com que chegue à época pré-férias completamente de rastos, o que aconteceu em Dezembro passado. Com o cansaço acumulado, com o excesso de trabalho que tive antes das férias, a energia para fazer exercício voltou a desaparecer. Sei que é uma desculpa, mas a verdade é que me senti realmente incapaz de me mexer mais do que o estritamente necessário, assim o exercício foi ficando para trás. Janeiro volta a ter muito trabalho, mas quero obrigar-me a voltar à minha rotina de exercício, não é só o corpo que pede, mas a mente também.

 

       2º Decidir os pratos e a decoração do casamento, a quinta já marcou as datas para este efeito e simplesmente teremos de tomar estas decisões. É estranhamente agradável a forma como as coisas vão tomando o seu percurso, devagarinho, uma coisa de cada vez, mas bom. Desde ontem que começo a perceber que tudo se está a tornar real.

 

      3º Ler um livro, não exijo mais de mim. O Drácula já está ali a ser lido, tem sido uma agradável surpresa, só espero pelo menos conseguir terminá-lo neste mês que tenho tanta coisa marcada e tanto trabalho a fazer.

 

       4º Uma semana de desintoxicação, entre dia 14 e dia 20 quero fazer uma desintoxicação de todos os abusos que fiz na última época. As rabanadas eram boas, a comida saborosa e até o vinho do Porto vinha mesmo a calhar, mas sei que foi uma época de abusos e também sei que está na altura de uma desintoxicação. Durante esta semana não quero tocar em sumos, em chocolates e nem bolos. Vai ser uma semana em que vou ponderar melhor as minhas decisões alimentares e em que vou ter mais atenção ao meu corpo.

 

        5º Decidir a lua-de-mel, este é mais um passo que temos de dar e que não podemos andar a adiar eternamente. Já temos um orçamento definido, já temos uma ideia do destino, só falta mesmo tomarmos uma decisão (que nem sempre é fácil para nós).

 

      Estes são cinco objectivos para o início deste novo ano. Um ano em que tenho algumas expectativas de coisas boas (o que me assusta, não gosto muito de ter expectativas), um ano em que acredito em mudanças, mas um ano em que sei que coisas boas irão acontecer. No entanto, todos temos de começar por algum lado e Janeiro é o mês perfeito para darmos início a estas resoluções. E quais são os vossos objectivos para este primeiro mês do ano?

30
Dez17

E 2017 termina sem saber bem como...

(Imagem retirada daqui)

 

       Sem saber bem como, doze meses se passaram desde que entramos em 2017. Não sei bem para onde foi o tempo, não sei bem como o gastei, mas a verdade é que já se passaram 365 dias desde que fiz a minha reflexão sobre o ano anterior. Não sei se foi da carga de trabalho que este ano se acumulou, não sei se foi por andar sempre ocupada com compromissos ou até por andar tão preocupada com o casamento e a casa, mas o tempo passou e chegamos ao fim de mais um ano. Mais um ano, mais um capítulo e chegou aquela altura de reflectir sobre o ano e sobre o nosso futuro. Gostaria de apelidar este ano como o ano das conquistas, do crescimento e do esforço, três palavras que conseguem descrever adequadamente o meu ano.

      Em 2017 conquistei algo que durante muitos anos apenas sonhei. Desde pequena que sonhava em construir a minha própria casa, desde que sou adulta que via esse objectivo como algo praticamente irrealista, como se não passasse apenas de um sonho absurdo para os tempos em que estamos. No entanto, Ele partilhava o mesmo sonho. A sua ambição sempre foi construir a sua própria casa, planeada, ponderada e bem ao seu gosto. E foi este ano que demos o primeiro passo para a a concretização desse sonho. Em 2017 senti-me tornar uma adulta ao adquirir um terreno para a nossa futura casa. Um terreno, que ridículo! Pensam alguns, no entanto era algo que fazia parte dos nossos projectos, mas que nos parecia inalcançável e em coisa de poucos meses, depois de muitas despesas, conseguimos dar esse passinho de bebé que para tantos é insignificante, mas que para nós foi um dos maiores passos da nossa vida. É o início de um sonho que começa a ganhar forma, foi para nós uma verdadeira conquista. Foi também o ano de ficar noiva, um sonho antigo que teve de ser adaptado a uma realidade que não tinha imaginado (um casamento tão tradicional nunca me tinha passado pela cabeça). Foi o ano de nos comprometermos um ao outro, o ano de realmente planearmos uma vida a dois que há tanto desejávamos. 

      Este ano senti-me inquieta inicialmente. Os passos na minha vida tinham começado a ser dados, mas em mim faltava-me algo. Precisava de conseguir lidar com a enorme carga de trabalho, precisava de me olhar ao espelho e sentir-me como nunca me tinha sentido. Queria que o meu corpo e a minha mente entrassem num equilibro e que conseguissem lidar com as obrigações da vida da melhor maneira possível, foi então, sem saber como que me deparei com o Minimalismo, algo que já tinha entrado no meu vocabulário há uns anos, mas um conceito que estava congelado na minha mente. A palavra foi descongelada, foi aproveitada e usei-a para o meu próprio crescimento. Queria ser mais, queria ser melhor! Li muito, comecei a tomar pequenas mudanças na minha rotina e aos poucos comecei a sentir-me melhor, mais leve, aquela palavra que tão bem me começou a caracterizar em alturas de alvoroço. Comecei a deixar-me levar por esta onda de me organizar para conseguir tempo para mim, comecei a desenvolver a minha capacidade de me desligar dos problemas, de procurar o que a vida tem de bom e a gerir da melhor forma possível o meu tempo. Num ano de muitas decisões, de muitas aventuras, de inúmeros compromissos consegui lidar com eles de uma forma como nunca o tinha feito. Senti-me crescer. Noto em mim a diferença da Just do ano anterior para a de agora. Mas cresci noutros aspectos, não só aprendi a palavra desapego como comecei a pensar mais em mim, na minha saúde física e mental. Fiz mais desporto, procurei alimentar-me melhor e mudar hábitos pouco saudáveis. Fiz por ter mais paciência, fiz por ignorar situações desagradáveis que em nada me ajudariam e fiz por pensar mais um bocadinho em mim. Senti-me, pela primeira vez, um bocadinho mais egoísta, mas era disso que precisava para a minha vida. Cresci tanto em 2017, senti esta mudança em mim com orgulho e um sorriso no rosto. O mundo continua o mesmo, os problemas não desapareceram, mas sei lidar com eles de uma nova forma. Guiei-me pela experiência dos outros, li muito as palavras dos outros e consegui transportar para mim essas mudanças. Hoje termino o ano com uma sensação de concretização pessoal fantástica. Sinto-me feliz, sinto-me crescida, sinto-me uma nova Just, ainda mais focada, ainda mais decidida, mas também mais calma.

       Mas 2017 foi também um ano de muito esforço pessoal. A falta de um emprego na minha área fez-me agarrar uma oportunidade de me manter um bocadinho ligada à Terapia da Fala e comecei aos sábados a trabalhar naquilo que realmente gosto. Apesar do gosto, apesar da sensação de concretização que me dá foi necessário um esforço enorme. Depois de uma semana de 45h de trabalho, mais as idas à piscina e ao ginásio a vontade de preparar sessões à sexta-feira à noite e até de levantar cedo ao sábado eram zero, no entanto percebi que precisava dessa oportunidade. Agarrei-me a ela com unhas e dentes, deixei o cansaço de lado e esqueci o meu descanso e apesar de trabalhar 50h por semana, apesar do cansaço, sinto-me bem. É um esforço enorme, no entanto necessário a mim e à minha conta bancária (são sempre alguns extras que sabem bem nesta altura). Foi um ano de fazer um esforço para poupar, para juntarmos dinheiro para o nosso casamento e para a nossa casa, nem sempre fácil, mas conseguimos e estou orgulhosa dos nossos feitos. Lutamos pelo nosso futuro, lutamos pelos nossos sonhos e nunca deixamos de nos esforçar para os concretizar. Esforcei-me também por me manter positiva, para mudar, para crescer, para ser uma melhor pessoa e isso exige força, coragem para admitir o que está errado e ambição de se ser melhor. Esforcei-me por ajudar, esforcei-me para colaborar ainda mais na minha comunidade, abdiquei em alguns momentos da minha vida pessoal pelos outros. Dei do meu tempo, dei de mim, mas sinto que com todo esse esforço, com todo o cansaço que senti ao longo do ano só cresci.

       2017, apesar de me ter desaparecido por entre os dedos, foi um excelente ano. Foram muitas as conquistas, foram muitos os sonhos realizados e termino o ano de coração aconchegado, mas também com a certeza que 2018 será um grande ano. Posso não ter realizado grandes feitos. Posso não ser reconhecida. Posso até não ter crescido profissionalmente como desejava, mas comecei a dar uma volta à minha vida, comecei a 'mudar-me' por dentro e por fora e tudo isso torna 2017 num dos melhores anos da minha vida. A esperança de que 2018 venha ainda melhor só me deixa de a terminar o ano com um sorriso nos lábios.

      E como foi o vosso ano?

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