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27
Dez19

2019 em Leituras

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         Este não foi o meu melhor ano de leituras, mas definitivamente não foi o pior. Li excelentes livros ao longo de 2019 e li um bocadinho de tudo. Houve desilusões, como também é normal, mas um leitor supera-as sempre com mais um bom livro. É verdade que ao longo deste ano não tive muito tempo para ler, para escrever e ara tantas outras coisas, mas consegui ler um bocadinho e isso deixa-me realmente feliz. Não foram 12 livros, mas foram 4600 páginas que valeram a pena serem lidas.

            Estreei-me no mundo dos livros de auto ajuda com O Monge que Vendeu o seu Ferrari, admito que não é um livro de génio, mas chegou na altura que mais precisava e fez-me relembrar alguns conceitos que estavam escondidos no meu subconsciente. Acabei com o meu pré-conceito de livros com esta temática e só por isso já valeu a pena. 

         Comecei a ler a saga Millennium e tenho adorado, demorei a ler os livros, mas gostei imenso e já ando com desejos de adquirir os próximos! Voltei a ler, no mesmo género, Joël Dicker com O Desaparecimento de Stephanie Mailer e este autor nunca desilude! Os seus livros conseguem ser sempre super envolventes e viciantes.

        Li Admirável Mundo Novo que me levou a pensar e reflectir sobre a sociedade em que estamos e para onde caminhamos. Um livro pesado, mas que aconselho toda a gente a ler. Pensar e reflectir sobre estes assuntos dói, mas é necessário e este livro faz precisamente isso.

        A minha grande desilusão de 2019? O novo livro de Rainbow Rowell, Simon Snow. A autora fugiu demasiado àquilo que estava habituada dela e se calhar por isso apanhei uma enorme desilusão. O registo foi totalmente diferente e, do início ao fim, senti que estava a ler uma versão bastante mais fraca do Harry Potter, mas com uma homossexualidade forçada e com vampiros à mistura. Pena ter terminado o ano com um livro tão fraquinho. 

       Que venha 2020 e que as leituras sejam ainda melhores, que me levem a reflectir e a tentar mudar o mundo (ou só a aconchegarem o coração)!

26
Dez19

Objectivos conseguidos de 2019

       Chegou a altura do ano de compreender se os objectivos que tracei para 2019 foram realmente cumpridos ou não. É verdade que este ano foi um ano bastante complicado, com pouco tempo livre, muito trabalho e muitas preocupações, mas por outro lado sinto-me bastante orgulhosa com tudo o que consegui alcançar ao longo do mesmo. Não foi fácil, mas consegui atingir quase todos os meus objectivos pessoais e isso é um motivo enorme para sorrir.

       Ler 12 livros, não foram bem 12, foram 10, mas na minha cabeça este objectivo está mais do que alcançado devido aos livros que li. Alguns foram realmente enormes, quase valendo o tamanho de dois livros, o que significa que li cerca de 4600 páginas, o que é algo de incrível para a falta de tempo que senti este ano! Gostava de ter lido mais, é verdade, mas li livros que adorei e tive de priorizar algumas coisas em detrimento dos livros.

         Poupar para a casa nova, poupamos algum dinheiro é verdade. Abdicamos de algumas coisas para conseguirmos poupar, contudo não foi bem o que imaginei inicialmente. Esperava nesta altura do campeonato ter mais dinheiro na conta, mas tivemos demasiados imprevistos, o que complicou as finanças cá em casa. Ainda assim, sinto-me orgulhosa por aquilo que juntos conseguimos.

       Umas férias de verão boas objectivo concretizado! Fomos a Marrocos e foi na altura necessária, ambos estávamos desesperados por férias e a necessitar de nos reconectarmos. Foram umas férias maravilhosas e que deram para reestabelecer as energias para aguentar o resto do ano.

       Terminar a pós-graduação e com sucesso! Admito que não foi fácil e existiram momentos, muitos, em que achei que tinha cometido uma loucura em meter-me em tal coisa, contudo terminei e com sucesso! Este foi um dos meus maiores motivos de orgulho de 2019!

          Fazer um workshop de culinária, não houve tempo. Ainda vi alguns mas eram sempre em horários de trabalho ou sábados em que estava a trabalhar. Acabei por abandonar a ideia e ficou de parte, descansar foi uma das maiores prioridades deste ano.

        Voltar à piscina com regularidade, não foi a piscina, mas voltei a fazer exercício e esse era o objectivo principal, voltar a mexer-me. Comecei a fazer ioga e circuito e tenho adorado a experiência. Estava mesmo a precisar de voltar a fazer exercício e isso fez-me muito bem ao corpo e à mente.

       Fazer pelo menos duas escapadinhas por Portugal, desejo também concretizado. Em Janeiro fomos  a Lisboa ver o circo de Soleil e em Setembro fomos a Caminha. Até queria ter feito mais, mas uma pessoa não tem tempo nem carteira para passear tanto e acabamos por aproveitar os poucos fins-de-semana no sofá a que tivemos direito.

 

     Por isso e, apesar das dificuldades de 2019, consegui alcançar quase todos os meus objectivos. Foi um ano de algumas concretizações, de evolução, aprendizagens, mas também de saborear as pequenas coisas que a vida me foi trazendo. E vocês? Ainda se lembram dos vossos objectivos para 2019, conseguiram cumpri-los?

11
Dez19

O que aprendi em 2019?

(Imagem retirada daqui)

        Todos os anos têm sido compostos por aprendizagens, uns mais que outros. A verdade é que os anos mais difíceis são aqueles que nos transformam e nos ensinam mais. Tornam-nos mais resilientes. Como se diz por aí, o que não nos mata torna-nos mais fortes. Sinto que este ano foi um bocadinho isso, tornei-me mais resiliente e percebi que o 'limite' de sanidade mental parece não ter limite, por muito que me sinta no fundo. Este ano caí, lá para o meio do ano, senti que o peso que suportava nos ombros era demasiado pesado e que precisava de me aliviar dele. Foi quando as coisas começaram a ficar mais claras e mais fáceis de suportar. 2019 foi um ano difícil, mas foi um ano em que tive de aplicar algumas estratégias para conseguir manter-me eu própria, para conseguir sobreviver às fases difíceis que surgiram .

         Em 2019 aprendi que a tranquilidade tem de partir de nós próprios, que só nós conseguimos encontrar a nossa própria calma. Que temos de nos focar em nós próprios para conseguirmos manter a nossa tranquilidade e não permitir que estejamos dependentes de factores externos para conseguirmos a nossa serenidade. Necessitei de definir novas estratégias para trazer alguma tranquilidade na minha vida, quando tudo à minha volta estava o caos. Não foi fácil, aliás, extremamente difícil quando tudo à minha volta me caia nos ombros, mas necessitei de definir limites e só assim consegui escapar à loucura. Compreendi que deixar alguns dos problemas fora da minha porta de casa foi importante, senti que era mais importante proteger-me do que lidar imediatamente com algumas situações e isso foi-me essencial. E a tranquilidade? Só nós a conseguimos encontrar, mais ninguém.

         Aprendi, aliás, reaprendi e relembrei que não sou feita de ferro. Tenho o terrível hábito de aguentar tudo por todos, por mim e não me deixar ir a baixo em momento algum. Mas este ano tive mesmo de quebrar em algum momento, tive de chorar, extravasar para voltar a levantar-me com força. Tive que admitir que não estava bem, que estava no meu limite e que estava a entrar numa fase negra. Tive de admitir que o cansaço já estava a ser extremo e que a saúde se estava a ressentir. Tive de admitir que não sou tão forte como quero fazer crer e que também choro, mesmo que não o vejam. Este ano relembrei-me que sou humana e que não consigo aguentar tudo sobre os meus ombros.

         Isto fez-me lembrar que preciso de cuidar de mim e que amor próprio não é egoísmo, que é necessário treinar a mente para as coisas boas. Eu sei que ao longo dos últimos anos tenho-me dedicado a estas estratégias para sobreviver às adversidades da vida, mas verifiquei que tive de recorrer a todas as estratégias e mais algumas para conseguir lidar com o meu dia-a-dia. Não foi fácil, mas os momentos de reflexão por estes lados ajudaram-me a assentar os pés na terra e a compreender o que é verdadeiramente essencial para mim e a redefinir as minhas prioridades.

         Contudo, uma das maiores aprendizagens deste ano foi realmente a aceitar o que não posso mudar. Compreender que não posso mudar as coisas que não são minhas e que não posso tentar melhorar a vida de tudo e todos, principalmente quando as pessoas não querem a nossa ajuda. Demorei a aprender esta lição, foi me muito custoso até lá chegar, mas pelo menos aprendi. Aprendi que temos de aceitar as opções das outras pessoas e deixar viverem a sua vida, mesmo quando na teoria dizem que necessitam da nossa ajuda, contudo na prática tudo o que dizemos é um redondo não. Aprendi a desligar a parte de mim que tentava resolver tudo e deixar simplesmente rolar. Foi a partir desse momento que comecei a sentir-me mais tranquila e que o peso nas minhas costas ficou mais leve.

           Este foi um ano de muitas aprendizagens, sinto que apesar de ter sido um ano menos positivo, aprendi muito e termino 2019 com a sensação de estar mais forte. Se calhar mais dura aos olhos dos outros, menos sensível e até menos carinhosa para alguns, mas necessitei de me proteger e sinto que o fiz da melhor maneira possível. Sei também que termino o ano com um bocadinho menos de paciência para algumas coisas e pessoas, mas estou na esperança de que o tempo e que 2020 me ajude a realmente deixar para trás o ano que está a terminar. Até porque as conquistas e o crescimento não pára com o virar de mais um ano.

 

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