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justsmile

01
Ago18

Finalmente demos o nó! Parte II

        Como muitas vezes partilhei aqui, festejar o casamento numa quinta nunca foi o meu sonho. Queria algo mais familiar, menos formal, queria a espécie de um piquenique, Ele não. Ele queria a festa, o fogo de artifício, o bolo e o bailarico e lá tive de ceder. Cedi até por causa de orçamentos e disponibilidade de local, porque um casamento alternativo realmente não encaixava na nossa carteira. Então lá escolhemos a quinta que se encaixava nas nossas medidas, um bom orçamento, uma boa comida e uma boa localização.

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        Após a cerimónia da igreja dirigimo-nos para a quinta e aqui realmente começaram os festejos da nossa festa. Uma festa super animada, cheia de boa disposição e de miúdos a correrem de um lado para o outro. No entanto, se a cerimónia já tinha dado a sensação de passar em alguns minutos, a festa na quinta pareceu escapar-se por entre os nossos dedos. Juro que olhando para trás ainda não sei bem para onde o tempo foi! A quinta estava absolutamente maravilhosa, todos os pormenores que tínhamos pedido estavam lá enquadrados, as fotografias dos nossos pais e avós, as nossas Instax para o livro de honra e os nossos marcadores de mesa com fotografias da nossa infância. A quinta provou ser uma excelente escolha, não nos deixando preocupar com nada, vindo sempre pedir a nossa autorização para isto e aquilo e sempre com a flexibilidade que tínhamos pedido de horários. Não só a equipa foi fantástica connosco como com os nossos convidados que adoraram a nossa escolha.

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      Com Ele já mais relaxado, depois da cerimónia, a boa disposição manteve-se e aquele sorriso que nos caracterizou naquele dia não se perdeu nem por um segundo. Adorei ver as pessoas que nos eram mais queridas a sorrirem, a partilharem conversas divertidas e cheias de vida. Nos poucos momentos que tive oportunidade, adorei observar toda aquela gente que ali estava por nós a divertir-se. É tão boa a sensação de saber que os outros também estão a aproveitar o momento! Os sapatos não duraram muito nos pés, a meio da sessão fotográfica cansei-me deles e calcei as All Stars azuis que tanto conforto me trouxeram. Divertimo-nos imenso, nas fotografias, nos bailaricos e na entrada no salão com a música 'Happy' de Farrell. O ambiente estava tão bom que era impossível não estar feliz. Os miúdos deliraram com os insufláveis e sempre que procurava os meus sobrinhos tinham-se escapado para o meio das babysitters. 

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        Se há noivos que se queixam que não comeram no dia do casamento, nós não fomos um deles. Sentamo-nos na mesa presidencial a cada prato e comemos como qualquer convidado. Saboreamos a comida que tão elogiada foi por todos os convidados e ainda tivemos a oportunidade de descansar um nadinha naquele dia tão feliz, mas tão cansativo. Ao longo do dia tentamos falar com toda a gente, saber como estavam, agradecer a presença, mas fiquei com a sensação que podia ter feito mais, que podia ter estado ainda mais com as pessoas. Sei que seria temporalmente impossível, mas foi a sensação com que fiquei, todos nos dizem que é normal, mas gostava de ter dançado mais com os meus sobrinhos, ter estado mais tempo com a amiga que veio de tão longe e brincado com os amigos que nos acompanham no dia-a-dia. Hoje sei que seria muito difícil de tal coisa acontecer, ainda assim é neste argumento onde reside um bocadinho do meu 'pesar' quanto a este dia. De resto tudo foi maravilhoso.

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       A abertura do baile, com a dança coreografada que Ele tanto queria correu lindamente, não fosse eu ter tropeçado um bocadinho no vestido. Todos ficaram admirados com a nossa boa disposição e com o nosso à-vontade naquele dia (até eu mesma fiquei!). O maior elogio que poderíamos ter recebido foi dizerem-nos que estávamos nós próprios, que estávamos felizes e que isso era mais que notável. Era isso o que mais desejava para este dia, ser eu mesma, fazer com que Ele relaxa-se e aproveitarmos ao máximo o dia que passa tão rápido. Sem dúvida que este desejo se concretizou, agora olho para trás e vejo que nunca tinha estado tão feliz, que não tive a mínima preocupação e que o sorriso me acompanhou ao longo de todo o dia. O baile foi animado, o animador diz que pouco trabalho teve porque os convidados por si só já faziam a festa toda. A quinta elogiou a nossa boa disposição e tranquilidade. E os convidados elogiaram tudo, a emoção sentida na cerimónia, a beleza da quinta, a sensibilidade e escolha dos pormenores realizados pelas nossas mãos e até a nossa felicidade. Que eu saiba, ainda ninguém disse nada de negativo quanto ao dia (tirando o facto de eu ter-me enganado no apelido de um dos meus amigos mais próximos, ups!). Reunir amigos de todos os contextos encheu-me o coração de felicidade e apenas por isso fiquei extremamente grata. 

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          A noite prolongou-se, os pés começaram a ressentir-se, mas não me impediram de mais uns passos de dança aqui e ali. O bouquêt foi atirado já de noite, no jardim e com um tempo de verão que nos surpreendeu no entardecer. O vídeo dos fotógrafos com a nossa sessão fotográfica de solteiros e algumas imagens do dia foi passado também no jardim, ao ar livre e num momento mais calmo. O vídeo encantou toda a gente, todos os que nele participavam e os fotógrafos tiveram o fantástico poder de o fazer à nossa imagem, fofinho e ao mesmo tempo divertido, tal como nós. O vídeo surpreendeu todos os presentes, inclusive nós, que adoramos. Lembram-se de ter dito que os fotógrafos foi a decisão mais difícil que tomamos e a que mais fugimos de orçamento? Ainda bem! Estou completamente apaixonada pelas poucas fotografias que já possuímos e pelo vídeo (o meu sobrinho até o vê como sendo a história antes de ir deitar). Foram fantásticos, não só deixaram toda a gente à vontade, como obtiveram imagens fantásticas! Já disse que estou apaixonada pelas nossas fotografias?

      O dia passou num instante, como todos me tinham avisado, mas foi surpreendentemente bom. Não existiu o constrangimento que tanto receava de ser o centro das atenções, talvez por estar tão concentrada na minha própria felicidade que tudo me parecia passar ao lado. Todos os pormenores ficaram como eu desejava e até o receio de ver as fotografias desapareceu no momento em que vi aquele vídeo. Ele conseguiu relaxar e divertir-se, algo que tanto queria que acontecesse e a melhor parte? Casei-me com o meu melhor amigo. A nossa vida a dois começou e a família aumentou. Estou grata por tudo o que aconteceu naquele dia, por todos os sorrisos, por todos os abraços e todo o amor que senti. Eu e Ele demos finalmente o nó e a aventura das nossas vidas apenas acabou de começar!

 

P.S.: As fotografias são da autoria de uma grande amiga que se deu ao trabalho de capturar para vocês algumas imagens da decoração da quinta e a quem agradeço do coração. Infelizmente, em momento algum me lembrei de tirar uma fotografia de costas para poderem ver o meu vestido, mas tudo o que posso tenho partilhado aos pouquinhos aqui ou no Instagram e Facebook do blog.

31
Jul18

Finalmente demos o nó! Parte I

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       Não é fácil falar de um dia que demoramos tanto tempo a preparar e que deu a sensação de passar em dez minutos. Não é fácil falar sobre as mil sensações e emoções que tive naquele dia tão especial e é ainda mais difícil explicar aquilo que sentimos pelas pessoas que lá estavam. Não é nada fácil colocar tudo em palavras quando na verdade só quem sentiu o percebe, nomeadamente, nós próprios. No entanto, tenho uma vontade imensa de partilhar com vocês aquele que foi um dos dias mais especiais da minha vida, senão mesmo o mais especial, aquela sexta-feira treze que tanto agoiro lhe costumam ver, a nós só nos trouxe uma felicidade imensa.

       Depois de uma noite descansada apenas consegui acordar com o despertador, algo que sei perfeitamente que com Ele não aconteceu (nem lá perto!). Ir para a cabeleireira, cruzar-me com amigos e familiares lá, fez com que me senti-se tranquila, eu era a noiva, mas o que mais queria naquele dia era estar relaxada e aproveitar ao máximo (olha um dos meus objectivos de 2018 a concretizar-se!). Fui à cabeleireira, vim embora e fui maquilhada, fiz tudo o que uma noiva deveria fazer e ainda almocei o belo de um frango do churrasco, mesmo os fotógrafos já estando à minha espera. Admito que imaginava-me com algumas borboletas na barriga, com uma leve sensação de náusea, mas nada disso apareceu, apenas um sorriso enorme e a boa sensação de "Hoje é finalmente o dia!".

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       A chegada à igreja foi bastante tranquila, apesar de ter de esperar que o noivo entrasse na igreja para só depois eu poder sair do carro (eu bem disse que ia esperar pelo noivo!!!). E nervos? Continuavam a ser zero, estava tão feliz que nem me passava pela cabeça mais nada, só o queria ver e que Ele me visse e sabia que à minha espera estaria um homem nervoso que precisava de ser acalmado. Entrei, de braço dado com o meu pai, com os meus três sobrinhos à minha frente e com o mais velho a levar a caixa das alianças sozinho, "eu vou sozinho papá, não preciso de ajuda" disse ele no dia ao segurar a caixa de vidro com as flores. Assim que entrei não me lembro de ver mais nada a não ser Ele, não me lembro se tocaram ou não a nossa música, não me lembro se a luz verde da cruz estava acesa ou não (algo que queria mesmo que não estivesse ligado), apenas me lembro de o ver com o ar mais nervoso do mundo, com um estranho ar de indisposto, mas com um sorriso no rosto. "Ainda bem que chegaste, vê se acalmas o noivo que Ele está muito nervoso", disse o padre assim que me cumprimentou ao chegar ao altar. Ele estava nervoso, mas era algo que já todos esperávamos, Ele queria a perfeição para aquele dia e eu só queria ser eu própria. Até ao momento de trocarmos alianças o seu nervosismo persistiu, mas depois de trocarmos alianças (com uma troca de dedo aqui e uma dificuldade em colocar a aliança ali) Ele conseguiu finalmente relaxar e vi nele o sorriso que tanto queria, o seu sorriso. A cerimónia foi linda! Toda pensada por nós, com um ofertório que contava a nossa história e lido por nós, com um coro que sensibilizou toda a gente e com a troca de votos e promessas que partilhamos com todos os presentes, palavras com carinho, de amor, mas com humor, tal como somos um com o outro.

      Ali todo o nervosismo pareceu desaparecer e no fim da cerimónia dois eram os sorrisos que nos caracterizavam. Sorrisos enormes, do tamanho do mundo, uma sensação inexplicável de ter casado com o meu melhor amigo, com o meu companheiro de aventuras e com o amor da minha vida. Felicidade, é a melhor palavra que tenho para descrever aquele momento que tanto nos caracterizou naquele dia. Na memória ainda trago as palavras que o padre partilhou, Desculpa, Obrigada e Amor, trago algumas das músicas, tenho viva na memória o momento da entrega do ramo à senhora que nos juntou, mas acima de tudo tenho bem gravada na minha mente a imagem d'Ele no altar à minha espera. Só no fim, depois de tudo terminado, é que tive a consciência de que a igreja estava cheia, de que todas as pessoas que gostávamos estavam ali presentes a testemunhar a nossa união, o nosso nó! À saída da igreja, já só os dois, prestes a levar uma enxurrada de arroz e de pétalas, ainda dissemos um ao outro "Já está!". Sorrimos e saímos para aquela que seria a nossa festa.

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      E os pormenores? Perfeitos! O meu vestido estava simplesmente perfeito, à minha imagem, lindo como sempre o imaginei. A maquilhagem aguentou o dia todo, sem borratar, aguentou na perfeição os beijos, os abraços, o calor e os saltos. Já para não falar no cabelo, a trança que trazia aguentou tudo e mais alguma coisa, sem qualquer tipo de problema, apesar de ainda antes de ter de ir para a igreja ter de chamar a cabeleireira para dar uns últimos retoques. E a cerimónia? Linda, o padre partilhou as palavras certas, as palavras de aclamação ao amor, à vida e à felicidade. A parte que mais me importava tinha agora terminado e o resto seria apenas os festejos da cerimónia mais bonita que já vi. A festa? Essa continua num próximo episódio.

 

P.S.: Imagens de Just Smile.

05
Jul18

Receios de uma noiva II

(Imagem retirada daqui)

 

       A uma semana do meu casamento não estou nervosa, nem um bocadinho. Estou apenas com uma gestão de tempo bastante apertada para terminar os últimos pormenores do casamento. Falta limar os meus votos, falta terminar os cones, ir buscar o vestido, terminar a decoração para a quinta, enfim, uma quantidade de pequenas coisas para o grande dia, mas que abdicam de muito do meu tempo. No entanto, e apesar deste corre-corre, tenho conseguido manter-me calma. Esta semana obriguei-me a deitar um dia mais cedo, pois senti que o cansaço já estava a prejudicar o meu desempenho no trabalho e nos preparativos e essa coisa, mesmo com apenas mais meia hora de sono, foi regeneradora. Enchi um bocadinho as baterias, mas a verdade é que neste momento só tenho na minha cabeça as coisas que ainda preciso de fazer. Mas receios? Os que tinha há algum tempo começaram a dissipar-se, agora parecem-me coisas banais que se acontecerem terei de lidar com elas, mas há um que na última semana me tem preocupado, mesmo eu já tendo verificado mil vezes a lista de convidados: E se nos esquecemos de meter alguém nas mesas?

       As mesas já estão feitas e ontem terminei os marcadores de mesa e mesmo tendo verificado tudo mais que uma vez, eu e Ele estamos com o ridículo receio de nos termos esquecido de alguém. Eu sei, é absurdo, mas não sei como o insconciente criou este receio. E se vai alguém que nos esquecemos de apontar? E se nos esquecemos de meter alguém das mesas? Este receio sem fundamento tem-nos atormendado todas as vezes em que falamos de convidados. São tantos que temos medo de nos perder nas contas, de nos perder a gerir tanta gente (já disse que temos famílias enormes? Vá, mais eu que Ele...). Este é o único receio que tenho a uma semana do grande dia. Não estou preocupada com os pormenores, nem sequer estou muito preocupada com o tempo (apesar de ansiar por um dia de sol), mas o raio da lista infinita de convidados tem-nos atormendado a alma. Só espero no dia confirmar que este nosso receio vá para lém do ridículo e que não passava simplesmente disso, de um receio absolutamente ridículo. Serei eu a única noiva com este receio?

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