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justsmile

05
Nov19

E os blogs desaparecidos?

(Imagem retirada daqui)

        Admito que tenho sido uma das escritoras de blogs mais inconsistentes nos últimos tempos. Ainda não consegui aprimorar as minhas capacidades de organização de modo a conseguir escrever e ler blogs, como antigamente o fazia. Sei que não se trata apenas de uma questão de tempo, mas muitas vezes de paciência, motivação e até inspiração para conseguir fazer o que aqui fiz por tempos, escrever e ler todos os dias o que se passa na blogosfera. Contudo, há uns tempos dediquei a minha hora de almoço a percorrer alguns blogs e verifiquei que muitos dos que seguia há alguns anos simplesmente desapareceram ou a última vez que escreveram algum post foi há meses. Senti de repente que as coisas por estes lados também mudam e fiquei com a sensação de vazio que desconhecia ter no que tocava à blogosfera. Por vezes acabo por me esquecer que além das mudanças na minha vida, as vidas das outras pessoas também mudam e se calhar, por não conhecer as pessoas de cada um dos blogs que leio, caí na ingenuidade de achar que as suas vidas poderiam mudar, mas que nunca deixariam de estar por estes lados. Numa espécie de conformismo e egoísmo, considerei que aqui estariam à minha espera para que as pudesse ler e saber o que se passava com elas.

        Há anos que ando por estes lados e já vi muitos bons blogs desaparecer e por vezes dou por mim a tentar imaginar e criar hipóteses de como estarão a vida dessas pessoas, dessas pessoas que lia e de quem conhecia uma pequena parte dos seus mundos. Acabo por criar na minha mente algumas possibilidades ou questões de como estarão as suas vidas neste momento, do que estarão a fazer e se concretizaram alguns dos seus sonhos. Afinal eu gosto de blogs com gente dentro e nem sempre comentando ou lendo tudo, a verdade é que acabo por seguir os blogs por quem tenho algum tipo de afinidade e de repente deixar de saber o que vai na vida dessas pessoas é simplesmente... estranho. Talvez estranho seja a palavra certa, porque não podemos dizer que sentimos saudades de quem não conhecemos, nem daquilo que acabamos por não ter tempo para o fazer ou até que por vezes nos esquecemos no tempo... é simplesmente estranho. Dei por mim a questionar-me sobre o fim desses blogs, se um dia regressarão ou se voltarei a saber alguma coisa sobre essas pessoas. Afinal se os lia é porque gostava daquilo que partilhavam comigo e de uma forma ou de outra, acabava por me identificar com essas pessoas. A vida é feita de partidas e chegadas e por vezes esqueço-me que o mesmo acontece na blogosfera. Uns partem, outros chegam, mas isso também acaba por ser o encanto deste mundo.

04
Nov19

A vingança

Um amor proibido

        Desde que me lembro de ser gente que gosto de doces. Praticamente qualquer doce, sou uma gulosa de primeira. Adoro rabanadas, leite creme, aletria, bolos de chocolate e afins. Adoro tudo o que adoce a minha alma, tudo o que tenha açúcar é bem vindo para aconchegar os dias maus e para celebrar os dias bons. Adoro sentir o cheirinho pela casa de um bolo acabadinho de sair do forno. Sou apaixonada por crepes com compota, chocolate ou simplesmente açúcar e canela. Nos dias em que me sinto mais em baixo é nas coisas doces que me refugio, não como feita maluca, mas dificilmente me escapo de comer qualquer coisa docinha durante o dia. Até que o horror surgiu na minha vida, ‘intolerância à lactose’, este nome pomposo surgiu na minha vida há alguns anos e os doces passaram a ser o meu amor proibido, pelo menos tudo o que é confecionado fora de casa. Tenho saudades de comer um bom éclair, cheio de chocolate e creme, morro um bocadinho por dentro de cada vez que vejo bolachas amanteigadas e que não as posso acompanhar com o chá. E os gelados? Tenho tantas saudades de um Magnum Double de Caramelo! Sei que há substitutos, a maioria das coisas confeciono em casa, ainda assim? Não é a mesma coisa, o que eu queria mesmo era neste momento ir a uma pastelaria, com um bom livro e comer o belo de um éclair acompanhado com uma chávena de chá. Desde alguns anos que vejo os doces nas pastelarias como um amor proibido, um amor que me quer matar de cada vez que é provado e por isso, só por isso, morro de amores por algo que não posso ter. É tão triste haver estes amor proibidos…

01
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #8

Tema da semana: Escreve uma carta para a criança que foste

              Olá Just,

                         Caramba! Como é que já se passaram 28 anos e deixei de te ver algures no tempo? Tenho saudades dos tempos em que apenas brincavas com as bonecas e o jipe telecomandado. Continua a brincar às casinhas o tempo que poderes, pois quando deres por ela vais crescer sem te aperceberes. Gostava de te dar algumas dicas, até porque tempos difíceis se avizinham, mas sabes? Vais sobreviver a isso tudo e um dia vais tornar-te na pessoa que sempre quiseste ser, ou pelo menos, quase. Não dês importância às miúdas mázinhas da tua escola, não tentes ser como elas, faz o que gostas e afasta-te da negatividade delas, brincar com rapazes não tem problema e serão eles os teus melhores amigos. Não vivas os problemas dos adultos, eu sei que não é fácil, sei que acabarás por o fazer e por achares que também é responsabilidade tua arranjar uma solução, mas não é. Tenta ser apenas uma adolescente normal e esquece os problemas. Uma novidade? Infelizmente nunca chegaste a ter as notas desejadas para Medicina, mas sabes? É apenas um cheirinho do teu futuro que sei que te irá confortar o coração, virás a ser Terapeuta da Fala e vais adorar! Não esperes pela universidade para deixares de sofrer por antecipação, não te deixes cair no fundo para aprender isso, acredita no que te digo. Valoriza-se, esquece o que os outros dizem ou pensam de ti e faz o que vai ao encontro dos teus valores, daquilo que achas certo ou errado. Queres outra novidade? Aprendeste a viver sem remorsos e sem ‘ses’ e isso é tão bom! Vê se consegues começar a fazer isso antes dos 20, acredita que assim a vida irá tornar-se mais fácil e mais saborosa. Sei que daqui a poucos anos vais começar a contar os trocos, que tudo o que terás na carteira serão moedas pretas e que tens vergonha de dizer aos teus amigos que não podes ir ao cinema porque não tens dinheiro, mas sabes? Os verdadeiros, aqueles que ainda hoje fazem parte da tua vida (sim, porque ainda preservas amigos importantes da primária e do secundário) irão compreender perfeitamente se tu te deixares abrir com eles. Não carregues o peso do mundo aos teus ombros, respira e aproveita a tua infância, sei que não é fácil. Sei até que ela acabou cedo de mais, mas sorri porque garanto-te que o futuro não é aquilo que idealizaste, mas é mesmo muito bom!

                              P.S.: Encontraste o amor da tua vida e não foi à primeira tentativa, mas não te preocupes que a felicidade surge!

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