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28
Fev18

Inspirações e Resumo de Fevereiro

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       Fevereiro foi um mês um tanto ou quanto estranho. Foi um mês com muita coisa concretizada, foi o mês do meu aniversário e até consegui realizar a maioria dos objectivos com sucesso, no entanto sinto-o como um mês estranho. Voltei a ficar doente, voltei a ir ao médico e voltei a sentir-me com um tal cansaço que passei todas as oportunidades que tive a dormir e não a fazer algo produtivo ou para meu próprio lazer. Foi um mês em que ainda não consegui voltar à minha vitalidade e energia positiva anteriormente adquirida e nem sei bem explicar porquê. Onde anda aquela Just tão tranquila? Não sei, mas estou determinada a conseguir voltar a encontrá-la. Apesar de tudo, até da sensação esquisita, sei que foi um mês com muita coisa boa, o 4º aniversário do sobrinho, a reunião em família para o meu aniversário e até o facto de ter conseguido reunir os amigos dos mais variados contextos. Fevereiro atormentou-me com um peso estranho, mas as coisas boas sobrepõem-se e isso faz-me sorrir.

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       1º Festejar o meu 27º aniversário, objectivo concretizado e com sucesso. Dos 27 anos trouxe comigo algumas lições (e nenhuma fotografia! Como é possível?), festejar com os amigos é bastante divertido e o bolo de aniversário já é feito a pensar nos sobrinhos, com muiiiito chocolate! Pela primeira vez festejei o meu aniversário e apesar de achar que poderia ser estranho por juntar amigos de contextos bastante diferentes, a verdade é que foi muito giro tê-los à volta da mesma mesa. Fiquei de coração cheio ao ver que aquelas pessoas estavam ali por mim e nada mais e numa mesa, não ela muito grande, sei que estavam aquelas pessoas que me acompanharão para o resto da vida (apesar de faltarem alguns). No dia seguinte ao jantar do meu aniversário voltei a festejá-lo com a família, essa festa já é mais que tradicional, mas sabe-me ainda melhor estar no meio das minhas raízes a festejar mais um ano de vida. Foi um óptimo aniversário e pela primeira vez posso dizer que até gostei de fazer anos. 

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       2º Festejar o Carnaval, o São Pedro sempre nos deu uma ajudinha e apesar do frio lá fomos nós todos equipados para festejar o Carnaval. Este ano foi a minha estreia em Vila Nova de Famalicão e adorei. Estava mesmo a precisar de me divertir com os amigos, dar um pézinho de dança e rir-me à vontade. Foi uma noite memorável, como há muito já não tínhamos. O Inverno costuma tirar a vontade de sair de casa para nos reunirmos com os amigos, mas o Carnaval foi a desculpa perfeita para voltarmos a sair como as longas noites de verão. O único senão? Estou a ficar velha, deitei-me um dia às 4h30 da manhã e passei a semana toda a morrer, como se tivesse sido atropelada por um camião!

 

      3º Voltar definitivamente ao desporto, não aconteceu. Como referi voltei a ficar doente e se o cansaço já existia, assim ficou triplicado! Fui duas vezes à piscina e não mais que isso, o body jump, nem vê-lo. Acho que vou deixar de colocar isto como objectivo mensal, pois aparece sempre alguma coisa que me complica a vida e me impede de fazer exercício.

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       4º Empacotar, arrumar e destralhar. As arrumações já começaram e por incrível que pareça não há muito para destralhar, apenas mesmo empacotar. Vi as minhas memórias de 27 anos a conseguirem caber numa pequena caixa de metal e numa outra de plástico e senti que tinha conseguido dar um passo enorme ao destralhar as minhas recordações. Empacotar os meus livros apertou-me a alma, pois não sei quando terei oportunidade de os voltar a desempacotar, o espaço da casa provisória é pequeno e não sei bem se os conseguirei encaixar lá, no entanto foram guardados com muito amor para um dia voltarem a ver o sol. No próximo fim-de-semana será a vez da roupa e aí sim, sei que voltarei a destralhar algumas coisas. Móveis também temos alguns para dar, mas já procuramos uma instituição que está interessada em recebê-los e assim não há desperdício nenhum. Apesar de ter feito pouco em Fevereiro quanto a este objectivo, sei que no início de Março esta tarefa estará completamente cumprida.

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       5º Ler um livro, objectivo concretizado, o que uma ida ao médico não permite! Este mês li um livro bastante divertido, para ver se me aumentava a moral, e valeu a pena. A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário IKEA é um livro improvável, mas que faz realmente rir. Valeu a pena a leitura e de seguida comecei logo um novo livro. Um bom mês para as leituras, mesmo com os dias que não toquei num livro.

 

       Fevereiro veio de uma forma estranha, mas deixou boas memórias. Não só consegui cumprir os objectivos mais importantes como consegui comprar os tecidos para o meu vestido de noiva e, finalmente, tivemos a oportunidade de nos reunirmos com o fotógrafo para alinhavar as coisas necessárias. Fiquei apaixonada pelos tecidos do meu vestido que tanto dizem "É mesmo a cara da Just", como também fiz uma poupança enorme nessa matéria. Não foi um mês com grandes despesas, consegui um bom nível de poupança e ainda conseguimos adquirir mais algumas coisas para o enxoval que andávamos a precisar. Além de que este mês tive o convite para ir à televisão o que, inevitavelmente, me aumentou o ego. Apesar de andar um bocadinho mais murcha este foi um bom mês, com progressos em todos os nossos planos e com boas memórias.

      Este mês voltei também a procurar um bocadinho de inspiração para a minha vida, para voltar a sentir-me um bocadinho mais leve. Descobri a Jen Kaiser que está iniciar os seus caminhos pelo minimalismo e fez-me lembrar porque este tema me motiva tanto. Voltei a parar para pensar sobre o desperdício zero (o que me deu um destaque no Sapinho!) e decidi tomar mais algumas medidas na minha vida, como também decidi gastar mais algum dinheiro em produtos de beleza na The Body Shop, mas saber que são produtos naturais e que não prejudicam os animais. Um mês com pequenas mudanças, mas que espero que façam a diferença na minha vida.

       E como foi o vosso mês?

27
Fev18

Acabaram os Concursos Públicos para mim

(Imagem retirada daqui)

 

       Um dos posts mais vistos de sempre aqui no blog e que mensalmente traz consigo muitas visualizações é sobre os Concursos Públicos serem como o Euromilhões. Um post escrito ainda na minha altura de desemprego e que tinha a coragem de me candidatar para posições impossíveis. Este concurso em específico levou-me a fazer um exame (podem ver aqui) em que para três vagas, apenas três pessoas tiveram a nota positiva. Admito que na altura tudo me causou bastante desconforto e emoções um tanto ou quanto negativas porque fui a pessoa que reprovou com a nota mais alta. No entanto, decidi que não me deixaria abater e numa nova oportunidade me candidataria novamente para uma vaga na função pública. No último ano candidatei-me a três locais, um nem sequer passei a fase de entrevistas, noutro não fui sequer à entrevista porque já sabia quem iria ficar com a vaga (o que efectivamente aconteceu) e na terceira decidi ir à entrevista, visto já ir na terceira fase de concurso e de já ter passado as restantes fases com boas avaliações. Decidi simplesmente experimentar e fui com alguma esperança de que a coisa iria correr bem, ora, simples e pura ingenuidade minha.

      A entrevista decorreu por ordem alfabética e mesmo eu tendo chegado à hora marcada, as pessoas que chegaram muito mais atrasadas que eu passaram à minha frente, o que por si só me começou a deixar bastante nervosa. Depois disso, no momento em que me sentei na cadeira foi pura e simplesmente o descalabro. As perguntas prendiam-se todas com um documento que a maioria dos entrevistados não conhecia, pediram enumeração de localidades e eu, ainda sentada na cadeira, comecei a fervilhar de uma forma que mandei uma resposta seca e a tudo o resto praticamente que inventei. Foi a pior entrevista na minha vida e eu que admito que já tive entrevistas muito, muito estranhas, desde tentativas de assédio (será mesmo assédio? Nem sei bem...), a propostas absolutamente ridículas, a minuciosos questionários sobre a minha vida, até a tentativas de lavagens cerebrais! Saí da entrevista com a pior sensação do mundo, sentindo-me incompetente, ignorante e de tal forma irritada que só me apetecia chorar. Anteriormente já tinha decidido que não me iria candidatar a concursos públicos devido ao tiro no escuro que é, no entanto, naquele dia tomei a decisão definitiva que os concursos públicos acabaram-se completamente para mim. A sensação de esperança com que começo a aventura assim que sai a primeira nota, é completamente irreal e a frustração que lhe segue quando me apercebo que as coisas não decorrem com imparcialidade é muito desagradável. Fico frustrada não por não ter capacidades, mas por não ter a oportunidade que dizem dar. Uma oportunidade completamente irreal que apenas serve para cumprir legalidades quando na verdade já existem pessoas para o cargo. Eu sei que muitas vezes as pessoas que já têm vaga reservada já trabalham para a instituição por recibos verdes ou por entidades externas e concordo que realmente entrem para a função pública, aqui o problema é do sistema. É dar falsas esperanças a quem precisa e deseja um bom emprego, é um jogo de faz de conta que não serve absolutamente para nada. Depois desta última entrevista os concursos públicos terminaram para mim. Sinto-me cansada deste sistema, sinto-me cansada de ter as esperanças finalizadas em momentos de extrema frustração e mais que isso, sinto-me incapaz. Sempre disse que tentar não tem mal nenhum, neste momento? Neste momento sei que estas tentativas furadas só me fazem mal e quero acabar com elas na minha vida.

         Sei que não sou a única a ter desistido, mas o mais triste? Somos demasiados a já ter desistido.

 

26
Fev18

Estou a precisar de leveza

(Imagem retirada daqui)

 

       Este novo ano tem sido um bocadinho estranho para estes lados. Com a preocupação de organizar uma casa e preparar um casamento, associou-se uma crise profissional que só eu a sinto e este tem sido o aspecto que me tem deixado mais inquieta. Toda a leveza e tranquilidade que sentia nos últimos tempos (aqui) parece ter desaparecido e não tenho tido a capacidade de a trazer de volta, pelo menos neste aspecto da minha vida. A isto tudo aliou-se a saúde que tem andado um bocadinho em baixo e que para tentar resolver o assunto sem mais idas ao médico tenho tentado dormir mais um bocadinho, ter uma alimentação extremamente saudável (apesar de já considerar que tinha uma dieta saudável) e assim que tenha energias quero mesmo voltar ao desporto, que tem andado descurado devido a estas questões de saúde. No entanto, tenho andado tão abatida, mesmo apesar de todas as conquistas que temos conseguido juntos, que perdi a sensação de leveza e de tranquilidade. E foi ao ler a Edição Limitada que me apercebi de tal coisa, perdi (espero), temporariamente, o foco na leveza e na tranquilidade que tanto me tranquilizaram nos últimos tempos.

         Quando me envolvi e comecei a estudar mais sobre o minimalismo, a temática trouxe-me uma leveza não só física como psicológica. O minimalismo não só mudou a forma como via os bens materiais, como me deu um novo olhar sobre a vida e da real importâncias que as coisas têm para mim. Esse aspecto não desapareceu, muito pelo contrário, sou uma pessoa muito mais consciente quando compro, tenho tido muita atenção a não atribuir tantas emoções e sensações a objectos físicos e tenho tido a capacidade de comprar menos, mas melhor. São aprendizagens que têm permanecido em mim, como ainda me despertaram a curiosidade para o zero desperdício que aos pouquinhos quero implementar na minha vida. Aliás, a minha organização tem melhorado significativamente, seja a nível pessoal como de arrumação. Sem saber bem como ou porquê a sensação de leveza que sentia anteriormente é que desapareceu, deixando-me meia desamparada e cansada.

        Nesta última semana, de forma a lidar com esta falta de leveza, de tranquilidade, tenho tentado deitar-me mais cedo. Culpo principalmente o cansaço por esta sensação, no entanto será apenas o cansaço? Tenho também tentado obrigar-me a ler, mesmo com pouca vontade, pois sei que depois consigo envolver-me numa espécie de bolha e sair do meu próprio mundo. Culpo também a saúde que tem andado em baixo, mas não será isso consequência do cansaço? No dia de Carnaval obriguei-nos a ficarmos no sofá sem fazermos nada, rigorosamente nada, contudo na minha cabeça criava uma lista de coisas minimamente urgentes que temos realmente de fazer. Será a culpa de tudo o que estou metida neste momento, o casamento, as obras, as 50h de trabalho, a Inominável e ainda uma associação voluntária em que me meti? Já para não falar das formações que ando a pensar fazer. Ou até da frustração profissional que tenho sentido nos últimos tempos?

       A verdade é que pode ser um bocadinho de cada uma das coisas anteriores, e apesar de tentar aplicar as dicas do minimalismo em todas elas, admito que tenho tido dificuldades. Eu sei o que quero em quase tudo, eu sei o que realmente é importante na minha vida e tenho as minhas prioridades bem definidas. Contudo, acredito que estou a falhar no dizer 'não' a alguns projectos, pressionando-me desnecessariamente e fazendo tudo isso de modo voluntário (mas que não deixa de exigir tempo, dedicação e atenção). Admito que tenho falhado ao pensar em acrescentar tarefas, em vez de procurar realizar as que já tenho em lista de espera há algum tempo. E, principalmente, tenho falhado em parar, respirar e dedicar um bocadinho do tempo a mim mesma, principalmente ao fim-de-semana. Nestes horários de loucos não tenho conseguido enquadrar o me time, mas estou mesmo a necessitar e estou ansiosa por ficar boa, para me dedicar a mim, para voltar a reorganizar-me, pois a verdade é que apesar de saber todos os passos que o minimalismo sugere os tenho deixado um bocadinho para trás. A verdade é que me tenho descuidado de mim mesma e preciso de voltar a encontrar a minha leveza. A partir de hoje, estou determinada a esquecer um bocadinho o mundo, apenas por uns minutos por dia, e a dedicar-me a mim mesma para reencontrar a leveza que tanto preciso para continuar.

       Sinto que tive uma recaída, mas prometo voltar a levantar-me.

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